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Vem aí chuva e muito frio: mau tempo chega neste dia e estas serão as regiões mais ‘castigadas’

3 June 2026 at 09:30

O estado do tempo em Portugal continental volta a mudar de forma marcada já esta quinta-feira, 4 de junho, com uma descida generalizada das temperaturas e o regresso de maior nebulosidade e precipitação fraca em algumas regiões.

De acordo com o Luso Meteo, site especializado em previsão meteorológica, a alteração será particularmente sentida nas temperaturas máximas, que poderão cair até 6 a 8 graus em pontos do Interior. A sensação térmica deverá acompanhar essa tendência, num dia que foge ao padrão mais estável que tem marcado o início de junho.

A mudança será menos evidente no litoral, onde os valores já vinham sendo mais frescos nos últimos dias. Ainda assim, o céu deverá apresentar-se mais encoberto, sobretudo durante a manhã nas regiões Norte e Centro, onde não se exclui a ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco.

Céu mais fechado e vento a ganhar força

A evolução ao longo do dia aponta para uma gradual melhoria nas regiões a sul do rio Tejo, onde o sol deverá surgir com mais frequência durante a tarde. Já a Norte e Centro, o ambiente será mais húmido e com menos horas de céu limpo, evocando um cenário mais típico da primavera do que de pleno início de verão.

O vento será outro elemento em destaque. Inicialmente fraco, deverá intensificar-se ao longo da tarde, soprando de oeste ou noroeste com velocidades entre 10 e 20 km/h. Em zonas expostas, como o litoral e as terras altas, as rajadas poderão atingir valores entre 30 e 55 km/h, não se excluindo picos mais elevados em trechos da faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro.

Esta combinação de vento, nebulosidade e descida térmica poderá traduzir-se numa perceção de frio mais acentuada, sobretudo em áreas mais expostas.

Anticiclone condiciona o padrão atmosférico

A situação meteorológica está associada a um anticiclone com cerca de 1030 hPa, posicionado próximo do arquipélago dos Açores. Segundo a mesma fonte, a sua localização favorece um fluxo de norte em direção ao continente, contribuindo para a entrada de ar mais fresco e húmido.

Enquanto isso, nas ilhas, o cenário mantém-se distinto. Nos Açores, o tempo deverá permanecer estável, ainda que com níveis elevados de humidade e formação de nevoeiros em várias ilhas, especialmente em zonas montanhosas. As temperaturas deverão manter-se acima da média e não há previsão significativa de precipitação, embora possam ocorrer episódios isolados de chuva fraca.

Na Madeira, o padrão pouco se altera. O céu deverá, em geral, apresentar-se pouco nublado, com maior concentração de nuvens nas vertentes norte e áreas de relevo. O vento de nordeste deverá soprar com alguma intensidade, mas sem impacto relevante nas temperaturas, que continuam elevadas, sobretudo na região do Funchal.

Mar agitado e radiação elevada

No que diz respeito ao estado do mar, a costa ocidental deverá registar ondulação entre 2 e 3 metros, enquanto no Algarve o mar se mantém mais calmo. A temperatura da água varia entre 15 e 17 graus na costa oeste e cerca de 18 graus no sul.

Outro ponto de atenção será a radiação ultravioleta, que deverá atingir níveis muito elevados em todo o território, particularmente no continente e na Madeira. A exposição prolongada ao sol exigirá cuidados redobrados, apesar das nuvens em algumas regiões.

O cenário aponta assim para um dia de transição, com um regresso temporário a condições mais frescas e instáveis. Ainda assim, segundo o Luso Meteo, estas oscilações são típicas desta altura do ano, numa fase em que o verão ainda convive com sinais persistentes da primavera.

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Cartão ou dinheiro? Há um meio de pagamento que as lojas não podem recusar e muitos clientes nem sabem

2 June 2026 at 11:00

Nem todos os meios de pagamento têm o mesmo estatuto em Portugal. Apesar da forte adoção de soluções digitais, há uma regra que continua a prevalecer: o dinheiro físico mantém um papel central e, na generalidade dos casos, não pode ser recusado pelos comerciantes.

A distinção pode surpreender quem está habituado a pagar com cartão ou telemóvel, mas resulta diretamente da legislação em vigor. Enquanto alguns meios são opcionais, outros têm um reconhecimento legal que obriga, em regra, à sua aceitação.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita o Banco de Portugal, apenas as notas e moedas em euros têm curso legal no país. Isto significa que são, por definição, um meio de pagamento válido, sem prejuízo dos limites e exceções previstos na lei.

Dinheiro físico tem estatuto especial

No essencial, o princípio é simples. O numerário deve ser aceite na generalidade das transações, desde que não esteja em causa uma restrição legal ou uma razão válida para a recusa. A lei considera que pagar com notas ou moedas pode equivaler ao cumprimento de uma obrigação financeira.

O Banco de Portugal explica que o credor tem, em regra, o dever de aceitar este tipo de pagamento, não podendo recusá-lo sem justificação válida. Esta regra resulta do enquadramento europeu associado ao euro e do seu estatuto como moeda de curso legal.

Ainda assim, existem exceções. Uma loja pode recusar numerário quando houver um motivo considerado de boa-fé. Um exemplo frequente é a desproporção entre o valor da compra e a nota apresentada, como tentar pagar um valor muito reduzido com uma nota de grande montante. Também é possível afastar o pagamento em dinheiro se houver acordo entre cliente e comerciante para utilizar outro meio.

Há limites para pagar em dinheiro

Há ainda limites definidos na legislação portuguesa. A Lei n.º 92/2017, que aditou o artigo 63.º-E à Lei Geral Tributária, proíbe pagamentos em numerário em transações de qualquer natureza que envolvam montantes iguais ou superiores a 3.000 euros, ou o equivalente em moeda estrangeira.

Quando o pagamento é feito por pessoas singulares não residentes em Portugal e que não atuem como empresários ou comerciantes, o limite sobe para 10.000 euros.

Já os sujeitos passivos de IRC, bem como sujeitos passivos de IRS que tenham ou devam ter contabilidade organizada, devem fazer pagamentos de faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a 1.000 euros através de meio que permita identificar o destinatário, como transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto.

A lei também proíbe o pagamento em numerário de impostos quando o montante exceda 500 euros.

Além disso, um comerciante não é obrigado a aceitar mais de 50 moedas numa única operação. Segundo o Banco de Portugal, esta limitação não se aplica ao Estado, através das caixas do Tesouro, ao Banco de Portugal e às instituições de crédito.

Cartões dependem da escolha do comerciante

Se no caso do dinheiro físico a regra é mais forte, o mesmo já não acontece com os cartões bancários. A lei não obriga os comerciantes a disponibilizar este tipo de pagamento.

Na prática, cada estabelecimento decide se aceita ou não cartões e, caso o faça, pode escolher as marcas e os tipos que disponibiliza, como cartões de débito, crédito ou pré-pagos. Essa decisão tem, muitas vezes, em conta os custos associados às comissões cobradas nas transações eletrónicas.

No entanto, há regras a cumprir quando o comerciante opta por aceitar cartões. Segundo o Banco de Portugal, deve informar os clientes, de forma clara e visível, sobre quais os cartões e marcas de pagamento que aceita nos pontos de venda.

Além disso, não pode limitar, em regra, a aceitação de cartões do mesmo tipo e da mesma marca. Por exemplo, se aceitar cartões de débito de determinada marca, deve aceitar os pagamentos com todos os cartões de débito dessa marca, independentemente da instituição que emitiu o cartão.

Esta liberdade explica porque continuam a existir lojas que recusam pagamentos eletrónicos ou que impõem condições específicas dentro dos limites permitidos. Apesar disso, a tendência de utilização de meios digitais tem acompanhado os hábitos dos consumidores.

Recusar dinheiro pode ter consequências

Um aspeto menos conhecido prende-se com a ausência de sanções diretas para quem recusa numerário. O Banco de Portugal esclarece que não estão previstas sanções específicas relativas à recusa de pagamentos em notas e moedas de euro.

Ainda assim, essa recusa pode ter consequências na relação entre as partes. Segundo o Banco de Portugal, à luz do Código Civil, o devedor cumpre a obrigação quando realiza a prestação a que está vinculado, podendo o credor ficar em mora se, sem motivo justificado, não aceitar a prestação que lhe é oferecida.

Na prática, isso reforça a posição do dinheiro físico como um meio de pagamento com estatuto jurídico próprio, mesmo num contexto em que a tecnologia tem vindo a transformar a forma como os portugueses pagam no dia a dia.

A regra prática é esta: cartão, MB Way e outros meios digitais podem ser convenientes, mas dependem da aceitação do comerciante. Já as notas e moedas em euros têm curso legal e, salvo limites legais, acordo das partes ou motivo válido, devem ser aceites como meio de pagamento.

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Quer viajar de ‘borla’? Estes vouchers oferecem viagens e dormidas mas nem todos têm direito

2 June 2026 at 09:30

A possibilidade de viajar por Portugal sem pagar volta a estar em cima da mesa para milhares de jovens: o programa ANDA Conhecer Portugal prepara-se para lançar uma nova vaga de vouchers ainda este mês, depois de a primeira fase de 2026 ter esgotado em poucos dias.

De acordo com o site oficial do ANDA, plataforma informativa dedicada ao programa e à mobilidade juvenil, esta nova distribuição surge após o forte interesse registado em março, quando os primeiros 10 mil vouchers desapareceram rapidamente. A data concreta de abertura ainda não foi anunciada, mas quem pretende candidatar-se já deve começar a preparar o processo.

Um programa para viajar sem custos

Criado em 2024, o ANDA Conhecer Portugal resulta de uma parceria entre a Movijovem e a CP. O objetivo mantém-se: facilitar o acesso dos jovens a experiências de viagem e incentivar a descoberta do território nacional, reduzindo os custos associados. Na prática, cada voucher permite sete dias consecutivos de viagens ilimitadas em comboios selecionados e seis noites de alojamento em Pousadas de Juventude, com pequeno-almoço incluído.

O acesso está reservado, em regra, a jovens até aos 30 anos que tenham concluído o ensino secundário este ano ou estejam em vias de o fazer. Porém, o programa também se estende a participantes em iniciativas de voluntariado ligadas ao IPDJ, a jovens em Campos de Trabalho Internacionais e a membros de associações juvenis ou estudantis, desde que cumpram os critérios definidos.

Como funcionam as viagens

Ao nível das deslocações, o passe inclui ligações em intercidades, regionais, interregionais e urbanos nas áreas de Lisboa, Porto e Coimbra. Nos serviços de longo curso é necessária reserva de lugar e a emissão dos bilhetes deve ser feita presencialmente nas bilheteiras da CP, após a receção do voucher.

Já no alojamento, existem regras apertadas. As seis noites têm de ser consecutivas e cada estadia implica um mínimo de duas noites por pousada. As reservas são obrigatoriamente feitas online e não podem ser alteradas ou canceladas. O modelo base inclui cama em quarto partilhado, embora seja possível pedir upgrades pagos, sujeitos a disponibilidade.

Dúvidas sobre a eligibilidade de estrangeiros

Um dos pontos menos claros continua a ser a elegibilidade de jovens estrangeiros residentes em Portugal. Segundo a mesma fonte, há inconsistências entre o regulamento mais recente e a secção de perguntas frequentes, sobretudo no que diz respeito ao critério da nacionalidade.

Ainda assim, a formulação atual parece abrir a porta a residentes com Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital, deixando a confirmação final dependente da plataforma no momento da candidatura.

Quantos vouchers existem

No total, estão previstos 30 mil vouchers para este ano, distribuídos por três fases. Depois da primeira, em março, seguem-se novas vagas em junho e setembro. Uma vez atribuídos, os vouchers podem ser utilizados entre 5 de julho de 2026 e 4 de julho de 2027.

Como e quando candidatar-se

As candidaturas decorrem exclusivamente online e implicam autenticação com Chave Móvel Digital. É também obrigatório possuir Cartão Jovem, que pode ser obtido durante o processo de inscrição sem custos adicionais.

Com a procura a superar rapidamente a oferta nas fases anteriores, a preparação antecipada pode ser decisiva. Como refere o site oficial na sua última atualização, não há lista de espera nem reservas: os vouchers são atribuídos por ordem de pedido até esgotar.

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Greve geral chega esta semana e há sinais de que tudo começa antes do previsto: saiba quais setores vão sentir primeiro o impacto

1 June 2026 at 10:00

A semana arranca com sinais de perturbação em vários setores e um alerta crescente para dificuldades na mobilidade e no funcionamento de serviços essenciais. Transportes, saúde e educação estão entre as áreas mais sensíveis, num contexto em que se antecipam impactos alargados que poderão não ficar limitados a um único dia. Só no final deste cenário se confirma a razão: está marcada uma greve geral para quarta-feira, 3 de junho.

De acordo com o Notícias ao Minuto, alguns dos efeitos poderão começar ainda antes da paralisação, nomeadamente nos transportes ferroviários, onde a CP já antecipa constrangimentos.

A mobilização foi convocada pela CGTP-IN após o fracasso das negociações com o Governo sobre a revisão da lei laboral. O executivo aprovou a proposta em Conselho de Ministros, remetendo-a para o Parlamento, sem consenso alcançado na Concertação Social.

Transportes antecipam dias difíceis

O setor dos transportes deverá ser um dos mais afetados. A CP alertou para “perturbações na circulação de comboios”, sublinhando que o impacto pode não se limitar ao dia da greve. A empresa admite que os efeitos se façam sentir também no dia anterior e no seguinte, o que poderá condicionar deslocações ao longo de vários dias.

Segundo a mesma fonte, estão previstos serviços mínimos em diferentes categorias de comboios, incluindo Alfa Pendular, Intercidades, regionais e urbanos. Ainda assim, a operação poderá sofrer alterações relevantes, com atrasos e supressões de ligações.

O efeito não deverá ficar confinado ao transporte ferroviário. Diversos sindicatos de trabalhadores do setor dos transportes já manifestaram intenção de aderir à paralisação, o que poderá ter reflexos mais amplos na mobilidade, tanto nas cidades como nas ligações interurbanas.

Mobilização alargada a vários setores

A greve geral deverá abranger um conjunto vasto de atividades, incluindo serviços públicos essenciais. Na saúde, antecipa-se o funcionamento condicionado de unidades hospitalares e centros de saúde, com prioridade para serviços urgentes. No ensino, o impacto dependerá do grau de adesão, podendo traduzir-se no encerramento de escolas ou na redução de atividades letivas.

Também no setor industrial há sinais de mobilização. No Parque Industrial da Autoeuropa, trabalhadores de várias empresas manifestaram apoio à greve em plenários realizados nos últimos dias, reforçando a dimensão da contestação ao pacote laboral.

A paralisação surge, assim, num momento de tensão entre sindicatos e Governo, depois de meses de negociações inconclusivas. A apresentação da proposta de revisão da lei laboral sem acordo acabou por desencadear uma resposta coordenada por parte de diferentes estruturas sindicais.

No conjunto, o que se desenha é uma semana marcada por incerteza operacional em vários serviços, com impactos que poderão estender-se para além do próprio dia da greve. Segundo o Notícias ao Minuto, a expectativa é de constrangimentos antes e depois da paralisação, refletindo a dimensão desta mobilização nacional.

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Operadora low-cost ‘mexe o mapa’ em Portugal e entra em cidades onde ainda não estava

1 June 2026 at 09:20

A presença da DIGI em Portugal continua a alargar-se e ganhou agora novo impulso com a abertura de cinco pontos de venda adicionais, incluindo a entrada em dois mercados onde ainda não tinha representação direta. Caldas da Rainha e Penafiel passam a integrar a rede física da operadora, num movimento que reforça a sua cobertura no território nacional.

De acordo com o 4gnews, site especializado em tecnologia e telecomunicações, esta expansão surge num momento em que a empresa intensifica a aposta na proximidade com os clientes, reforçando a sua presença fora dos grandes centros urbanos.

Novos espaços reforçam cobertura

Os novos pontos de atendimento estão distribuídos por diferentes regiões e incluem locais com forte circulação de público. Entre eles encontram-se o Pingo Doce de Penafiel e o centro comercial La Vie, em Caldas da Rainha, que marcam a estreia da marca nestes concelhos.

A estes juntam-se ainda novas localizações já operacionais no Shopping Cidade do Porto, no Centro Comercial Aqua Roma, em Lisboa, e no Spot Retail de Ovar, numa estratégia que combina expansão geográfica com presença em espaços comerciais de elevada afluência.

A diversificação dos formatos mantém-se: além de lojas de rua, a operadora continua a apostar em quiosques e pontos integrados em superfícies comerciais, facilitando o acesso aos serviços e simplificando o contacto direto com os consumidores.

Crescimento sustentado ao longo dos últimos meses

Este reforço da presença física não é um caso isolado. Nos meses anteriores, a DIGI já tinha consolidado a sua posição com a abertura de lojas próprias em cidades como Setúbal e Coimbra, ao mesmo tempo que reforçava a presença em centros comerciais estratégicos da área metropolitana de Lisboa, como o Colombo e o Vasco da Gama.

A expansão tem seguido uma lógica gradual, com a operadora a procurar cobrir novas zonas sem se limitar aos principais polos urbanos. A aposta passa por alargar o alcance dos serviços e garantir maior proximidade com os clientes, numa fase em que a marca continua a disputar quota de mercado com os operadores tradicionais.

Melhorias técnicas acompanham expansão

Paralelamente à abertura de novos espaços, a empresa tem vindo a introduzir melhorias na rede móvel. Uma das mais recentes passa pela ativação do codec EVS-SWB nas chamadas realizadas através de VoLTE e VoWiFi, o que permite melhorar significativamente a qualidade do áudio.

Na prática, esta tecnologia aumenta a fidelidade do som nas chamadas, aproximando a experiência de comunicação de um registo mais natural, com maior clareza e definição.

Este tipo de evolução técnica surge num contexto mais amplo de reforço da infraestrutura, que inclui melhorias na cobertura e ajustes progressivos à rede, numa resposta às exigências do crescimento da base de utilizadores.

Uma rede que continua a crescer no país

Com os novos pontos inaugurados, a rede física da DIGI passa a abranger um conjunto alargado de localidades em Portugal, incluindo cidades como Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Faro e várias outras zonas do interior e do litoral.

A presença distribui-se por lojas próprias, espaços em centros comerciais e pontos integrados em retalhistas, num modelo que procura maximizar a acessibilidade. Este crescimento acontece num mercado competitivo, onde a operadora tem procurado diferenciar-se com ofertas mais flexíveis e sem fidelização obrigatória.

Segundo a mesma fonte, a abertura destes cinco novos pontos integra uma estratégia mais vasta que combina expansão territorial com investimento contínuo na qualidade do serviço, num processo que deverá continuar ao longo dos próximos meses.

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Senta-se de pernas cruzadas? Médicos explicam por que o deve fazer (ou não) e qual o impacto na sua saúde

30 May 2026 at 16:50

Cruzar as pernas ao sentar-se é um hábito generalizado e, regra geral, não representa um risco grave para pessoas saudáveis. Ainda assim, especialistas admitem que a forma e, sobretudo, o tempo em que se permanece nessa posição podem influenciar o conforto e a circulação ao longo do dia.

A questão foi destacada pelo Notícias ao Minuto, que reuniu explicações de especialistas para distinguir mitos de evidência médica quando se fala desta postura.

Num primeiro olhar, não há motivo para alarme. Sentar-se com as pernas cruzadas não causa, por si só, danos significativos no organismo. Vários especialistas sublinham que o corpo humano se adapta a diferentes posições sem consequências permanentes, o que ajuda a explicar a normalidade deste gesto no dia a dia.

Ainda assim, o problema surge quando esta posição deixa de ser ocasional e passa a ser prolongada. Ficar sentado durante muito tempo, sobretudo com as pernas cruzadas, pode levar a compressão temporária de vasos sanguíneos e nervos, originando sensação de peso, desconforto muscular ou formigueiro.

Circulação sob pressão

Uma das dúvidas mais frequentes prende-se com a circulação. Ao cruzar uma perna sobre a outra, há uma pressão localizada, sobretudo atrás do joelho, onde passam veias essenciais ao retorno do sangue ao coração.

De acordo com o angiologista Thiago Osawa, essa compressão é momentânea e tende a ser compensada pelo organismo em pessoas saudáveis, sem efeitos duradouros na maioria dos casos.

O mesmo especialista sublinha, contudo, que a repetição frequente da postura pode agravar sintomas em quem já tem predisposição para problemas vasculares. Segundo a mesma fonte, não é o gesto isolado que preocupa, mas sim a duração e a frequência com que é mantido.

Varizes: mito ou realidade?

A ideia de que cruzar as pernas provoca varizes continua a ser uma das mais difundidas. No entanto, a evidência científica disponível não confirma uma relação direta entre este hábito e o aparecimento destas alterações venosas.

Especialistas indicam que fatores como a hereditariedade, o envelhecimento, o sedentarismo ou o excesso de peso têm um impacto muito mais relevante na saúde vascular.

Impacto na postura

Para além da circulação, a posição pode interferir com o alinhamento do corpo. Permanecer muito tempo com as pernas cruzadas introduz uma assimetria que afeta a pélvis e a coluna, podendo contribuir para tensões musculares e dores lombares.

Alguns profissionais de saúde referem que esta compensação contínua pode, ao longo do tempo, consolidar padrões posturais menos equilibrados, sobretudo em quem passa várias horas sentado diariamente.

O verdadeiro problema está no tempo parado

Outro efeito comum é a sensação de dormência ou formigueiro, resultante da compressão de nervos. Este desconforto tende a desaparecer rapidamente quando a posição é alterada.

Ainda assim, há um ponto em que os especialistas convergem: o fator mais relevante não é a forma como se está sentado, mas sim o tempo que se permanece sem se mexer. Ficar imóvel durante períodos prolongados, com ou sem as pernas cruzadas, está associado a maior desconforto e a uma menor ativação muscular.

A mesma fonte reforça uma ideia simples transmitida pelos especialistas: cruzar as pernas não é, por si só, prejudicial, mas torna-se menos aconselhável quando se transforma num hábito prolongado e repetido ao longo do dia.

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