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Greve geral chega esta semana e há sinais de que tudo começa antes do previsto: saiba quais setores vão sentir primeiro o impacto

1 June 2026 at 10:00

A semana arranca com sinais de perturbação em vários setores e um alerta crescente para dificuldades na mobilidade e no funcionamento de serviços essenciais. Transportes, saúde e educação estão entre as áreas mais sensíveis, num contexto em que se antecipam impactos alargados que poderão não ficar limitados a um único dia. Só no final deste cenário se confirma a razão: está marcada uma greve geral para quarta-feira, 3 de junho.

De acordo com o Notícias ao Minuto, alguns dos efeitos poderão começar ainda antes da paralisação, nomeadamente nos transportes ferroviários, onde a CP já antecipa constrangimentos.

A mobilização foi convocada pela CGTP-IN após o fracasso das negociações com o Governo sobre a revisão da lei laboral. O executivo aprovou a proposta em Conselho de Ministros, remetendo-a para o Parlamento, sem consenso alcançado na Concertação Social.

Transportes antecipam dias difíceis

O setor dos transportes deverá ser um dos mais afetados. A CP alertou para “perturbações na circulação de comboios”, sublinhando que o impacto pode não se limitar ao dia da greve. A empresa admite que os efeitos se façam sentir também no dia anterior e no seguinte, o que poderá condicionar deslocações ao longo de vários dias.

Segundo a mesma fonte, estão previstos serviços mínimos em diferentes categorias de comboios, incluindo Alfa Pendular, Intercidades, regionais e urbanos. Ainda assim, a operação poderá sofrer alterações relevantes, com atrasos e supressões de ligações.

O efeito não deverá ficar confinado ao transporte ferroviário. Diversos sindicatos de trabalhadores do setor dos transportes já manifestaram intenção de aderir à paralisação, o que poderá ter reflexos mais amplos na mobilidade, tanto nas cidades como nas ligações interurbanas.

Mobilização alargada a vários setores

A greve geral deverá abranger um conjunto vasto de atividades, incluindo serviços públicos essenciais. Na saúde, antecipa-se o funcionamento condicionado de unidades hospitalares e centros de saúde, com prioridade para serviços urgentes. No ensino, o impacto dependerá do grau de adesão, podendo traduzir-se no encerramento de escolas ou na redução de atividades letivas.

Também no setor industrial há sinais de mobilização. No Parque Industrial da Autoeuropa, trabalhadores de várias empresas manifestaram apoio à greve em plenários realizados nos últimos dias, reforçando a dimensão da contestação ao pacote laboral.

A paralisação surge, assim, num momento de tensão entre sindicatos e Governo, depois de meses de negociações inconclusivas. A apresentação da proposta de revisão da lei laboral sem acordo acabou por desencadear uma resposta coordenada por parte de diferentes estruturas sindicais.

No conjunto, o que se desenha é uma semana marcada por incerteza operacional em vários serviços, com impactos que poderão estender-se para além do próprio dia da greve. Segundo o Notícias ao Minuto, a expectativa é de constrangimentos antes e depois da paralisação, refletindo a dimensão desta mobilização nacional.

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Operadora low-cost ‘mexe o mapa’ em Portugal e entra em cidades onde ainda não estava

1 June 2026 at 09:20

A presença da DIGI em Portugal continua a alargar-se e ganhou agora novo impulso com a abertura de cinco pontos de venda adicionais, incluindo a entrada em dois mercados onde ainda não tinha representação direta. Caldas da Rainha e Penafiel passam a integrar a rede física da operadora, num movimento que reforça a sua cobertura no território nacional.

De acordo com o 4gnews, site especializado em tecnologia e telecomunicações, esta expansão surge num momento em que a empresa intensifica a aposta na proximidade com os clientes, reforçando a sua presença fora dos grandes centros urbanos.

Novos espaços reforçam cobertura

Os novos pontos de atendimento estão distribuídos por diferentes regiões e incluem locais com forte circulação de público. Entre eles encontram-se o Pingo Doce de Penafiel e o centro comercial La Vie, em Caldas da Rainha, que marcam a estreia da marca nestes concelhos.

A estes juntam-se ainda novas localizações já operacionais no Shopping Cidade do Porto, no Centro Comercial Aqua Roma, em Lisboa, e no Spot Retail de Ovar, numa estratégia que combina expansão geográfica com presença em espaços comerciais de elevada afluência.

A diversificação dos formatos mantém-se: além de lojas de rua, a operadora continua a apostar em quiosques e pontos integrados em superfícies comerciais, facilitando o acesso aos serviços e simplificando o contacto direto com os consumidores.

Crescimento sustentado ao longo dos últimos meses

Este reforço da presença física não é um caso isolado. Nos meses anteriores, a DIGI já tinha consolidado a sua posição com a abertura de lojas próprias em cidades como Setúbal e Coimbra, ao mesmo tempo que reforçava a presença em centros comerciais estratégicos da área metropolitana de Lisboa, como o Colombo e o Vasco da Gama.

A expansão tem seguido uma lógica gradual, com a operadora a procurar cobrir novas zonas sem se limitar aos principais polos urbanos. A aposta passa por alargar o alcance dos serviços e garantir maior proximidade com os clientes, numa fase em que a marca continua a disputar quota de mercado com os operadores tradicionais.

Melhorias técnicas acompanham expansão

Paralelamente à abertura de novos espaços, a empresa tem vindo a introduzir melhorias na rede móvel. Uma das mais recentes passa pela ativação do codec EVS-SWB nas chamadas realizadas através de VoLTE e VoWiFi, o que permite melhorar significativamente a qualidade do áudio.

Na prática, esta tecnologia aumenta a fidelidade do som nas chamadas, aproximando a experiência de comunicação de um registo mais natural, com maior clareza e definição.

Este tipo de evolução técnica surge num contexto mais amplo de reforço da infraestrutura, que inclui melhorias na cobertura e ajustes progressivos à rede, numa resposta às exigências do crescimento da base de utilizadores.

Uma rede que continua a crescer no país

Com os novos pontos inaugurados, a rede física da DIGI passa a abranger um conjunto alargado de localidades em Portugal, incluindo cidades como Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Faro e várias outras zonas do interior e do litoral.

A presença distribui-se por lojas próprias, espaços em centros comerciais e pontos integrados em retalhistas, num modelo que procura maximizar a acessibilidade. Este crescimento acontece num mercado competitivo, onde a operadora tem procurado diferenciar-se com ofertas mais flexíveis e sem fidelização obrigatória.

Segundo a mesma fonte, a abertura destes cinco novos pontos integra uma estratégia mais vasta que combina expansão territorial com investimento contínuo na qualidade do serviço, num processo que deverá continuar ao longo dos próximos meses.

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Senta-se de pernas cruzadas? Médicos explicam por que o deve fazer (ou não) e qual o impacto na sua saúde

30 May 2026 at 16:50

Cruzar as pernas ao sentar-se é um hábito generalizado e, regra geral, não representa um risco grave para pessoas saudáveis. Ainda assim, especialistas admitem que a forma e, sobretudo, o tempo em que se permanece nessa posição podem influenciar o conforto e a circulação ao longo do dia.

A questão foi destacada pelo Notícias ao Minuto, que reuniu explicações de especialistas para distinguir mitos de evidência médica quando se fala desta postura.

Num primeiro olhar, não há motivo para alarme. Sentar-se com as pernas cruzadas não causa, por si só, danos significativos no organismo. Vários especialistas sublinham que o corpo humano se adapta a diferentes posições sem consequências permanentes, o que ajuda a explicar a normalidade deste gesto no dia a dia.

Ainda assim, o problema surge quando esta posição deixa de ser ocasional e passa a ser prolongada. Ficar sentado durante muito tempo, sobretudo com as pernas cruzadas, pode levar a compressão temporária de vasos sanguíneos e nervos, originando sensação de peso, desconforto muscular ou formigueiro.

Circulação sob pressão

Uma das dúvidas mais frequentes prende-se com a circulação. Ao cruzar uma perna sobre a outra, há uma pressão localizada, sobretudo atrás do joelho, onde passam veias essenciais ao retorno do sangue ao coração.

De acordo com o angiologista Thiago Osawa, essa compressão é momentânea e tende a ser compensada pelo organismo em pessoas saudáveis, sem efeitos duradouros na maioria dos casos.

O mesmo especialista sublinha, contudo, que a repetição frequente da postura pode agravar sintomas em quem já tem predisposição para problemas vasculares. Segundo a mesma fonte, não é o gesto isolado que preocupa, mas sim a duração e a frequência com que é mantido.

Varizes: mito ou realidade?

A ideia de que cruzar as pernas provoca varizes continua a ser uma das mais difundidas. No entanto, a evidência científica disponível não confirma uma relação direta entre este hábito e o aparecimento destas alterações venosas.

Especialistas indicam que fatores como a hereditariedade, o envelhecimento, o sedentarismo ou o excesso de peso têm um impacto muito mais relevante na saúde vascular.

Impacto na postura

Para além da circulação, a posição pode interferir com o alinhamento do corpo. Permanecer muito tempo com as pernas cruzadas introduz uma assimetria que afeta a pélvis e a coluna, podendo contribuir para tensões musculares e dores lombares.

Alguns profissionais de saúde referem que esta compensação contínua pode, ao longo do tempo, consolidar padrões posturais menos equilibrados, sobretudo em quem passa várias horas sentado diariamente.

O verdadeiro problema está no tempo parado

Outro efeito comum é a sensação de dormência ou formigueiro, resultante da compressão de nervos. Este desconforto tende a desaparecer rapidamente quando a posição é alterada.

Ainda assim, há um ponto em que os especialistas convergem: o fator mais relevante não é a forma como se está sentado, mas sim o tempo que se permanece sem se mexer. Ficar imóvel durante períodos prolongados, com ou sem as pernas cruzadas, está associado a maior desconforto e a uma menor ativação muscular.

A mesma fonte reforça uma ideia simples transmitida pelos especialistas: cruzar as pernas não é, por si só, prejudicial, mas torna-se menos aconselhável quando se transforma num hábito prolongado e repetido ao longo do dia.

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