Normal view

Vivo não, frito sim: este peixe que ninguém quer ver pela frente na praia tem cada vez mais fãs nos restaurantes algarvios

31 May 2026 at 18:40

O peixe-aranha, espécie associada a picadas dolorosas em zonas de maré baixa no litoral português, sobretudo no Algarve, está a ganhar presença crescente na restauração regional, sendo atualmente servido em vários restaurantes sob a forma de filetes fritos. De acordo com a SIC Notícias, o Trachinus draco passou de peixe evitado a ingrediente integrado em cartas de estabelecimentos algarvios, sobretudo em Olhão e zonas próximas.

Segundo a mesma fonte, o peixe-aranha sempre foi capturado nas redes tradicionais da Arte Xávega, chegando frequentemente ao areal juntamente com outras espécies. A sua presença no areal era comum e gerava também episódios de picadas entre pescadores e compradores de peixe fresco.

Da desconfiança ao consumo doméstico

Durante muito tempo existiu a perceção de que o peixe poderia não ser adequado ao consumo, o que levou à sua desvalorização comercial. Acrescenta a publicação que, apesar disso, era consumido em contexto familiar, normalmente frito em farinha, mantendo alguma presença em tascas tradicionais.

Sabe-se ainda que, a partir de 2014, começaram a surgir pratos de peixe-aranha em restaurantes do Algarve, com destaque para a zona de Olhão. Esta mudança marcou o início da valorização culinária da espécie, que passou a integrar propostas fixas em algumas cartas.

Prato que ganhou identidade própria

Refere a mesma fonte que o restaurante Terra i Mar foi um dos primeiros a destacar os filetes de peixe-aranha como especialidade, servidos com maionese de alho. Acrescenta a SIC Notícias que Miguel Fernandes, associado ao espaço, refere o prato como elemento central da identidade do restaurante desde a sua abertura.

O peixe-aranha passou a ser servido em vários estabelecimentos algarvios, incluindo o restaurante Marina com Noélia, em Olhão, onde é apresentado com acompanhamentos como xerém ou açorda de bivalves. Esta integração reforça a ligação à cozinha tradicional da região.

Entre o litoral e o interior algarvio

Importa destacar ainda que o prato também pode ser encontrado no restaurante O Primo dos Caracóis, entre Olhão e a Fuseta, bem como no Mato à Vista, em Paderne, no concelho de Albufeira. Refere a mesma fonte que a sua presença demonstra uma disseminação além das zonas costeiras mais diretas.

O peixe-aranha integra igualmente a carta do restaurante O Rui, na ilha da Culatra. Acrescenta a SIC Notícias que esta presença confirma a continuidade da sua valorização em diferentes contextos do Algarve, incluindo ilhas-barreira.

Peixe que entrou em guias gastronómicos

Escreve a mesma publicação que os “Filetes de peixe-aranha” surgem também em publicações dedicadas à gastronomia tradicional, como o guia “365 Tascas & Marisqueiras”. Segundo a SIC Notícias, esta obra reúne várias receitas e espaços de restauração distribuídos por todo o país.

O guia inclui cerca de 260 páginas e identifica aproximadamente 250 tascas e 115 marisqueiras. Acrescenta a mesma fonte que a publicação organiza estes espaços por regiões, incluindo Norte, Centro, Sul e ilhas.

Leia também: Leva guarda-sol para a praia? Estes são os sítios onde o podem mandar retirar (e só estas pessoas têm autoridade para o fazer)

Espanhóis ‘fogem’ do calor de Sevilha e vão para esta pequena praia no Algarve que pode não ter espaço para todos

31 May 2026 at 15:20

As praias do sul de Portugal continuam a captar a atenção de turistas estrangeiros, sobretudo durante os meses mais quentes, numa altura em que muitos procuram alternativas a destinos mais concorridos. No Algarve, algumas zonas costeiras têm ganho destaque junto de visitantes espanhóis pela combinação entre paisagem natural, proximidade geográfica e acessos relativamente rápidos a partir da Andaluzia.

Segundo o jornal espanhol 20minutos, uma das praias que mais tem despertado curiosidade entre turistas vindos de Sevilha é a Praia do Camilo, em Lagos. A publicação descreve o local como um dos areais mais procurados por quem pretende evitar praias mais massificadas durante o verão. No entanto, as reduzidas dimensões do areal podem não permitir que todos os visitantes ali consigam estender a toalha.

Areal escondido entre falésias

A poucos quilómetros de Ponta da Piedade, a Praia do Camilo surge encaixada entre arribas escarpadas e formações rochosas típicas da costa algarvia. De acordo com o mesmo jornal, o cenário natural e a água transparente transformaram o local num dos pontos mais procurados da região.

O acesso, no entanto, não é imediato. Para chegar ao areal é necessário descer mais de 200 degraus, um percurso que acaba por limitar a circulação de visitantes e reduzir a capacidade da praia nos dias de maior procura. Conforme a mesma fonte, essa dificuldade contribui para a sensação de isolamento que muitos turistas procuram.

Proximidade com Espanha pesa na escolha

A curta distância em relação à fronteira espanhola tem sido outro dos fatores apontados para o aumento da procura. Escreve o jornal que a viagem desde Sevilha até Lagos pode ser feita em poucas horas, o que tem levado muitos visitantes andaluzes a escolherem o Algarve para escapadelas de verão.

Além da localização, a paisagem tem sido um dos elementos mais destacados por quem visita a zona. A publicação refere que as falésias avermelhadas contrastam com a areia clara e com o azul do Atlântico, criando uma imagem frequentemente partilhada nas redes sociais.

Túnel liga os dois lados da praia

A Praia do Camilo apresenta ainda uma característica pouco comum. O areal está dividido em duas zonas separadas por uma grande formação rochosa. Segundo a mesma fonte, existe um túnel escavado na rocha que permite a passagem entre os dois lados da praia sem necessidade de regressar pelas escadas de acesso.

Esse detalhe tornou-se uma das imagens mais associadas ao local. Acrescenta a publicação que muitos visitantes percorrem o túnel para explorar diferentes perspetivas sobre a costa e as falésias envolventes.

Espaço reduzido pode tornar-se um problema

Apesar da crescente popularidade, a dimensão da praia é limitada. Durante a época alta, sobretudo em dias de temperaturas elevadas, o espaço disponível no areal pode esgotar rapidamente. O número de visitantes aumenta também devido à proximidade com outros pontos turísticos da região.

De acordo com o 20minutos, a Praia do Camilo é frequentemente incluída em roteiros turísticos juntamente com Ponta da Piedade, uma das zonas mais conhecidas da costa algarvia pelas suas formações rochosas e miradouros sobre o oceano.

Lagos continua a ganhar protagonismo

Importa ainda destacar que, nos últimos anos, Lagos consolidou-se como um dos municípios mais procurados do Algarve, sobretudo entre turistas estrangeiros. Refere a mesma fonte que a combinação entre praias encaixadas nas falésias, percursos pedonais junto ao mar e zonas históricas tem reforçado a atratividade da cidade.

Ao mesmo tempo, a procura crescente por praias consideradas mais reservadas tem levado muitos visitantes a afastarem-se de zonas urbanas mais movimentadas. A Praia do Camilo surge precisamente como uma dessas alternativas, embora a procura crescente possa tornar cada vez mais difícil encontrar espaço durante o verão.

Leia também: Concessionários rejeitam acusações de abuso nas praias

Nem praias nem restaurantes: alemães entregam prémio ao Algarve e este foi o motivo

31 May 2026 at 14:40

O Algarve voltou a captar atenções fora de Portugal, desta vez por motivos ligados ao turismo de natureza e às caminhadas. A região foi distinguida numa votação promovida por uma revista alemã especializada, surgindo entre os destinos europeus mais apreciados por quem procura percursos pedestres, paisagens naturais e experiências fora dos circuitos tradicionais de verão.

De acordo com a revista alemã Trekking Magazine, o Algarve alcançou o terceiro lugar no prémio “Most Popular Hiking Regions in Europe 2026”. A escolha foi feita através da votação de cerca de 35.000 leitores da publicação, dedicada ao turismo de natureza e às caminhadas em vários países europeus.

A região portuguesa aparece atrás das Dolomitas e Tirol do Sul, em Itália, e da Bretanha, em França. Segundo a mesma fonte, a classificação coloca o Algarve entre os principais destinos europeus para quem privilegia trilhos, paisagens naturais e percursos de longa distância.

Caminhadas ganham espaço no turismo algarvio

Nos últimos anos, o Algarve tem procurado diversificar a oferta turística para além do verão e das praias. O reconhecimento internacional surge numa altura em que o turismo ligado à natureza ganha peso na região, sobretudo fora da época alta.

Escreve a publicação alemã que fatores, como o clima ameno ao longo do ano e a autenticidade das experiências locais ajudaram a consolidar a posição do Algarve neste segmento. A possibilidade de realizar caminhadas durante vários meses do ano tem sido apontada como uma das vantagens da região.

Trilhos que atravessam o interior e a costa

Entre os percursos destacados encontram-se a Via Algarviana e a Rota Vicentina. A primeira atravessa o interior algarvio, enquanto a segunda acompanha parte da costa sudoeste portuguesa.

Segundo a mesma fonte, estes percursos permitem descobrir zonas menos associadas ao turismo balnear, passando por áreas rurais, pequenas localidades e paisagens naturais afastadas dos centros mais movimentados da região.

Evento que quer atrair visitantes fora do verão

O prémio foi anunciado poucos dias antes do arranque do Algarve Walking Season, uma iniciativa que reúne cinco festivais dedicados às caminhadas. O objetivo passa por incentivar visitas durante períodos de menor procura turística.

Acrescenta a publicação que esta estratégia procura promover um contacto mais próximo com o património natural e cultural da região. A aposta em atividades ligadas à natureza é vista também como uma forma de distribuir o fluxo turístico ao longo do ano.

Há mais caminhos além das zonas balneares

Apesar de continuar associado às praias e ao turismo de verão, o Algarve tem vindo a ganhar notoriedade junto de visitantes interessados em experiências ligadas ao ar livre. Os trilhos pedestres, os percursos rurais e as zonas protegidas passaram a integrar vários roteiros turísticos internacionais.

Um dos percursos apontados como exemplo é o trilho entre Alte e a Ribeira de Alte, que conduz à Queda do Vigário. O local é conhecido pela presença de uma cascata procurada por visitantes durante diferentes épocas do ano.

Distinção que muda o foco sobre a região

A presença do Algarve neste ranking europeu mostra também uma mudança na forma como a região é promovida além-fronteiras. O destaque já não passa apenas pelas zonas costeiras mais conhecidas, mas também pelo património natural do interior e pelos percursos de natureza.

A Trekking Magazine refere ainda que o Algarve continua a consolidar a sua posição como destino multifacetado, capaz de atrair visitantes interessados em diferentes tipos de turismo, incluindo caminhadas, observação da paisagem e atividades ao ar livre.

Leia também: Leva guarda-sol para a praia? Estes são os sítios onde o podem mandar retirar (e só estas pessoas têm autoridade para o fazer)

Novas casas de luxo chegam a esta cidade no Algarve: conheça o valor do investimento

30 May 2026 at 20:20

O mercado imobiliário de luxo no Algarve continua a registar novos projetos de grande escala, com destaque para empreendimentos integrados em resorts que combinam habitação, turismo e lazer. De acordo com o portal de compra e venda de imóveis, Idealista, foi recentemente lançado um novo conjunto de residências de luxo em Lagos, inseridas no projeto Palmares Ocean Living & Golf, com tipologias entre T1 e T3+1.

Estas novas habitações fazem parte das chamadas Signature Residences, um conjunto de unidades orientadas a sul, com vista para o mar e para o campo de golfe. Segundo a mesma fonte, os imóveis estão integrados num anfiteatro natural que oferece panorâmicas sobre a baía de Lagos e a ria de Alvor, reforçando a componente paisagística do projeto.

Investimento que ultrapassa os 700 milhões de euros

O desenvolvimento global do empreendimento Palmares representa um investimento bruto superior a 700 milhões de euros. Escreve o mesmo portal que este valor integra várias fases de construção e diferentes componentes do resort, incluindo habitação e infraestruturas turísticas.

Conforme a mesma fonte, as novas residências surgem numa fase de expansão do projeto, que continua a ser desenvolvido no litoral algarvio, numa das zonas com maior procura no segmento de luxo em Portugal.

Casas com áreas amplas e serviços integrados

As Signature Residences apresentam áreas que podem chegar aos 331 metros quadrados. Acrescenta a mesma fonte que os imóveis incluem arrecadação, estacionamento e piscinas privadas, elementos que fazem parte da oferta habitacional do projeto.

Segundo o Idealista, os proprietários terão acesso a um conjunto alargado de serviços integrados no resort, incluindo ginásio, padel, espaços de yoga e spa, bem como o campo de golfe de 27 buracos já existente no complexo.

Arquitetura assinada por gabinete premiado

O projeto arquitetónico das residências é da responsabilidade do atelier RCR Arquitectes, distinguido com o Prémio Pritzker. O portefólio do gabinete inclui obras como o Museu Soulages, em França, e outros projetos internacionais de referência.

De salientar ainda que a conceção das moradias privilegia a ligação entre os espaços interiores e exteriores, procurando integrar a arquitetura na envolvente natural do terreno onde o resort está implantado.

Oferta ligada ao turismo de luxo

As novas residências fazem parte de um conceito mais alargado de resort que inclui também hotelaria de luxo. Está ainda prevista a abertura do JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa, que marcará a entrada da marca em Portugal.

Este conjunto de infraestruturas pretende reforçar a oferta de serviços associados ao turismo de alto padrão na região, articulando habitação e estadias de curta duração.

Lançamento com foco em investimento e estilo de vida

As Signature Residences foram lançadas pela From: e estão a ser desenvolvidas pelo Grupo Norfin. O posicionamento do projeto combina habitação exclusiva com uma componente de investimento imobiliário. Carlota Cid, Head of Sales da From:, refere em comunicado que o projeto responde a uma procura crescente por imóveis que combinam localização, design e serviços integrados. Segundo a mesma fonte, estas características são apresentadas como fatores de valorização do ativo imobiliário.

A responsável acrescenta ainda que existe um interesse crescente em projetos residenciais com ligação direta a serviços de bem-estar e lazer. Este tipo de oferta tem vindo a ganhar expressão no mercado europeu de luxo. O empreendimento pretende atrair tanto compradores de residência permanente como investidores interessados em ativos com potencial de valorização, numa zona com forte pressão turística e imobiliária.

Leia também: A idade da reforma sobe outra vez em 2027: saiba quando poderá pedir a pensão sem cortes

Ingleses ‘adoram’ o Algarve mas dizem que estas praias portuguesas são ainda melhores

30 May 2026 at 18:20

Portugal continua a afirmar-se como um dos destinos balneares mais procurados da Europa, sobretudo durante os meses de verão. Apesar da popularidade consolidada do Algarve entre turistas estrangeiros, especialmente ingleses, começam a ganhar destaque outras zonas costeiras do país, apontadas como alternativas para quem procura praias menos concorridas e paisagens diferentes das habituais imagens promocionais do sul português.

De acordo com o portal de notícias britânico Which?, vários destinos portugueses fora do Algarve estão a despertar cada vez mais interesse entre visitantes britânicos. A publicação britânica destaca regiões costeiras, como Setúbal, Comporta, Sintra, Cascais e Peniche como opções para férias de praia longe das zonas mais pressionadas pelo turismo internacional.

Alternativa ao Algarve mais turístico

A publicação refere que o Algarve continua a ser uma escolha habitual entre turistas britânicos devido às extensas praias, às formações rochosas e ao clima quente. Ainda assim, a crescente procura pela região torna mais difícil encontrar espaços tranquilos durante a época alta.

Entre as alternativas mencionadas surge a Baía de Setúbal. Segundo a mesma fonte, praias como a dos Galapinhos e a dos Galápos destacam-se pela água transparente, pela areia clara e pela proximidade ao Parque Natural da Arrábida.

Praias entre falésias e natureza

O mesmo portal refere ainda que a Praia dos Galápos oferece acessos mais simples, enquanto a dos Galapinhos exige um percurso mais longo até ao areal. Em ambos os casos, explica o site, o enquadramento natural e o mar calmo são alguns dos elementos mais valorizados pelos visitantes.

A região de Setúbal é também apresentada como um destino associado à gastronomia e às atividades marítimas. Conforme a mesma fonte, os passeios para observação de golfinhos e os restaurantes de peixe e marisco junto à frente ribeirinha continuam entre as principais atrações locais.

A zona costeira que atrai famosos

Outro dos locais destacados é a Comporta. Escreve a publicação que a região tem vindo a ganhar notoriedade internacional e já foi apelidada informalmente de “Hamptons portuguesa”, devido à presença de figuras públicas e compradores estrangeiros.

Apesar desse crescimento, a mesma fonte considera que a zona continua relativamente discreta face a outros destinos turísticos europeus. As praias extensas, os bares de praia e as pequenas tabernas continuam a marcar a identidade da região.

Entre arrozais, dunas e pinhais

De salientar ainda que a Comporta oferece vários quilómetros de areia contínua, além de zonas de pinhal e áreas propícias à observação de aves. Acrescenta a publicação que os visitantes encontram também pequenos cafés e restaurantes afastados dos circuitos turísticos mais massificados.

Mais a norte, a costa entre Sintra e Cascais surge igualmente entre os destaques. A mesma fonte sublinha a diversidade de praias existentes naquela faixa litoral, desde enseadas urbanas a zonas mais selvagens rodeadas por arribas.

Uma costa ligada a Lisboa

A proximidade a Lisboa é apontada como uma das vantagens da região. Segundo o portal Which?, ficar alojado entre Cascais e Sintra permite combinar dias de praia com visitas aos palácios e monumentos históricos da serra de Sintra.

A publicação menciona ainda o Estoril e a Praia de São Pedro do Estoril, descrevendo a zona como um local de águas mais calmas e protegido por falésias calcárias. Conforme a mesma fonte, a vegetação costeira ajuda a criar um ambiente diferente daquele que normalmente é associado ao litoral mais turístico.

Peniche entra na lista

Por fim, Peniche é outro dos destinos destacados pela publicação britânica. Apesar das comparações frequentes com as formações rochosas do Algarve, a mesma fonte considera que esta zona da costa oeste oferece uma experiência distinta e mais ligada à cultura marítima.

Note que Peniche mantém uma forte identidade piscatória e continua muito associada ao surf e às atividades ligadas ao mar. A proximidade do arquipélago das Berlengas é apresentada como uma das grandes atrações da região.

Leia também: Leva guarda-sol para a praia? Estes são os sítios onde o podem mandar retirar (e só estas pessoas têm autoridade para o fazer)

Nesta cidade no Algarve há uma adega no fundo do mar com quase 3.000 garrafas e tem ainda uma barrica com 225 litros de vinho

30 May 2026 at 16:40

O Algarve está a receber um projeto experimental ligado ao vinho que envolve garrafas submersas, barricas especiais e provas periódicas realizadas no fundo do mar. Na Marina de Albufeira, duas produtoras da região colocaram milhares de garrafas em estágio subaquático para estudar os efeitos do oceano no envelhecimento dos vinhos.

De acordo com o portal NiT, o projeto arrancou em março de 2025 e junta investigação, enologia e enoturismo. Mais de um ano depois da submersão inicial, várias garrafas foram retiradas temporariamente para análises e provas técnicas realizadas no final de abril.

Adega criada debaixo de água

A experiência decorre numa das zonas da Marina de Albufeira, onde estão atualmente submersas quase 3.000 garrafas pertencentes à Quinta do Canhoto e à Adega do Cantor. Os produtores pretendem perceber de que forma fatores como a pressão constante, a ausência de luz e a estabilidade térmica do mar podem influenciar o processo de envelhecimento do vinho.

Durante a operação realizada no final de abril, algumas garrafas foram recolhidas para avaliação técnica. O procedimento incluiu provas comparativas entre vinhos mantidos em ambiente subaquático e outros envelhecidos em condições tradicionais. Escreve a publicação que, além das garrafas, também foi retirada temporariamente uma barrica para testes. Os resultados das análises ainda estão a ser estudados pelas equipas envolvidas no projeto.

Há uma barrica inédita no fundo do mar

Um dos elementos mais invulgares desta experiência encontra-se ainda submerso. Trata-se de uma barrica com capacidade para 225 litros, desenvolvida especificamente para resistir às condições marítimas. Segundo a mesma fonte, esta é a primeira barrica portuguesa colocada em estágio subaquático. A peça foi produzida pela Tanoaria J.M. Gonçalves e recebeu alterações estruturais para suportar a corrosão provocada pela água salgada.

O responsável pela tanoaria, Abílio Gonçalves, explicou que a barrica foi construída com madeira de carvalho francês sujeita a três anos de secagem. “Trata-se de uma madeira de carvalho francês, com três anos de secagem. O material é de altíssima qualidade”, afirmou, citado pelo mesmo portal. O responsável acrescentou ainda que a estrutura “teve uma construção adicional, com barras de reforço nos tampos”.

Mar deixou marcas nas garrafas

Ao fim de 13 meses no fundo do mar, as garrafas apresentam já sinais evidentes da permanência subaquática. Ostras, cracas e outros organismos marinhos ficaram presos ao vidro durante o processo. Conforme a mesma fonte, as equipas responsáveis admitem que as rolhas terão de ser protegidas com lacre, uma vez que alguns organismos marinhos acabam por danificá-las ao longo do tempo.

A Adega do Cantor acompanha atualmente cerca de 600 garrafas em estágio subaquático. Entre os vinhos selecionados encontram-se um espumante de 2022, o Vida Nova branco de 2024 e vários tintos produzidos nos últimos anos. O enólogo Rúben Pinto explicou que a escolha recaiu sobre vinhos ainda numa fase inicial da sua evolução. “Quisemos optar por vinhos que tivessem no início da sua vida”, afirmou, citado pela NiT.

Há seis métodos de envelhecimento diferentes

Já a Quinta do Canhoto colocou em ensaio um monocasta Alicante Bouschet de 2023, distribuído por diferentes formatos e condições de armazenamento. Refere a mesma fonte que o vinho está a ser envelhecido em garrafas de vários tamanhos, tanto em terra como no mar, além de barricas mantidas nos dois ambientes. No total, estão a ser comparados seis processos distintos de estágio.

Para tentar aproximar algumas condições da adega tradicional, a equipa recorre também à utilização de levedura seca ativa, simulando o chamado efeito de “borra fina”. “Isto é tudo novo, estamos a descobrir. Podemos estar a fazer uma asneira, mas não sabemos”, admitiu o enólogo Jorge Páscoa.

As provas técnicas realizam-se de três em três meses e os produtores continuam a avaliar qual será o momento ideal para retirar definitivamente os vinhos do fundo do mar. A Quinta do Canhoto admite que algumas garrafas possam regressar à superfície já em julho, embora a decisão final dependa da evolução observada nas próximas análises.

Leia também: Vai reabrir em Portugal o maior parque aquático de montanha da Península Ibérica: esta é a localização e há bilhetes normais a menos de 20€

“Truque de expert”: espanhóis destacam atividade para fazer no Algarve perto de Tavira que custa 2€

30 May 2026 at 11:40

O Algarve, no sul de Portugal, está a ser apresentado em Espanha como uma região onde natureza, património e acessos costeiros pouco convencionais se cruzam numa mesma rota turística. Perto de Tavira destaca-se uma atividade de baixo custo associada a uma travessia marítima para uma zona de areia quase isolada.

De acordo com o portal espanhol Notícias del Vino, Tavira surge como ponto inicial para compreender o Sotavento algarvio, com ligação direta ao rio Gilão e um centro histórico de ruas tradicionais. A mesma fonte refere que a cidade funciona como transição entre a malha urbana e a paisagem lagunar. Esta proximidade com zonas naturais torna Tavira um dos pontos mais utilizados para explorar o interior costeiro oriental do Algarve.

O acesso de dois euros à praia da Fábrica

No entanto, é a 15 minutos de carro de Tavira que pode realizar a atividade que nem todos conhecem e que o mesmo portal considera um “truque de expert” para quem vai ao Algarve. E o ‘truque’ passa por fazer a travessia até à Praia da Fábrica, uma faixa de areia praticamente deserta. O percurso é feito de barco e o trajeto de ida e volta custa apenas dois euros.

A mesma fonte acrescenta que este acesso é frequentemente apontado como uma das experiências mais simples da região para chegar a uma zona costeira pouco frequentada.

Cacela Velha e a vista sobre a Ria Formosa

A Praia da Fábrica fica perto da aldeia histórica de Cacela Velha, que mantém um núcleo histórico elevado, com vista direta sobre a Ria Formosa e sobre o sistema de ilhas barreira que caracteriza esta área do Algarve. O local é descrito como ponto estratégico de observação da costa.

De acordo com a mesma fonte, a Ria Formosa estende-se ao longo de dezenas de quilómetros e integra canais naturais e zonas húmidas com circulação marítima constante.

Faro e Silves no eixo histórico

Segundo a publicação, Faro é muitas vezes apenas associada ao aeroporto, mas o seu centro histórico preserva a chamada Vila Adentro, com estruturas antigas e ligação à catedral, pelo que também deve ser um ponto obrigatório de passagem numa visita ao Algarve. O contraste entre entrada moderna e núcleo antigo é sublinhado como elemento recorrente.

Por sua vez, Silves mantém vestígios do período islâmico, com destaque para o castelo em pedra vermelha e a vista sobre o vale do rio Arade.

Benagil, Marinha e os percursos costeiros

No Barlavento algarvio, a gruta de Benagil, uma formação natural com abertura superior que permite a entrada de luz, sendo apenas acessível por via marítima devido às condições de segurança é também um local de visita obrigatória na região.

Nas imediações, a Praia da Marinha e a Rota dos Sete Vales Colgantes formam um percurso pedestre ao longo de falésias, com cerca de seis quilómetros entre zonas de elevada exposição ao mar.

Lagos, Ponta da Piedade e o extremo de Sagres

Por fim, o Noticias del Vino recomenda uma visita a Lagos, já que combina património histórico com praia, como é o caso da Praia do Camilo, acessível por escadarias junto às falésias. A cidade mantém ligação à história marítima portuguesa.

A mesma fonte acrescenta que a Ponta da Piedade apresenta formações rochosas esculpidas pela erosão, enquanto Sagres e o Cabo de São Vicente representam o extremo ocidental do Algarve, marcado por ventos fortes e falésias expostas ao Atlântico.

Leia também: Vai reabrir em Portugal o maior parque aquático de montanha da Península Ibérica: esta é a localização e há bilhetes normais a menos de 20€

Perdi o voo por causa da fila dos passaportes: tenho direito a indemnização?

30 May 2026 at 10:10

As filas nos controlos de fronteira dos aeroportos portugueses voltaram a levantar dúvidas entre passageiros que perderam voos e querem saber se podem ser indemnizados. De acordo com a agência de notícias Lusa, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) esclareceu que estes casos não estão abrangidos pelo regime europeu de compensação no transporte aéreo.

A posição foi transmitida após vários constrangimentos recentes nos aeroportos nacionais, num contexto de maior pressão sobre os sistemas de controlo de passageiros. Segundo a mesma fonte, a ANAC explicou que a responsabilidade pelos controlos de fronteira não é do regulador da aviação, mas das autoridades competentes nessa área.

Quem responde pelos atrasos no controlo de fronteiras

A ANAC refere que a gestão dos controlos de fronteira cabe à Polícia de Segurança Pública (PSP), que assegura os procedimentos de verificação documental nos aeroportos. Escreve a agência noticiosa que, por esse motivo, a transportadora aérea não pode ser responsabilizada por atrasos que ocorram fora do seu controlo direto.

A entidade faz ainda questão de sublinhar que os passageiros devem cumprir os horários de comparência definidos pelas companhias aéreas, incluindo o tempo recomendado antes do embarque.

Não há direito a indemnização nestes casos

A ANAC esclarece que a situação de não comparência atempada na porta de embarque não é considerada recusa de embarque ao abrigo do Regulamento europeu 261/2004. Por essa razão, não existe direito a indemnização ou assistência nestes casos.

A mesma fonte indica que este enquadramento legal afasta a aplicação das regras de compensação habitualmente usadas em situações de atrasos ou cancelamentos imputáveis às companhias aéreas.

Possibilidade de recorrer às autoridades

A ANAC acrescenta que os passageiros que considerem ter sido prejudicados podem recorrer a mecanismos de resolução de litígios. Esses procedimentos podem envolver entidades gestoras dos aeroportos ou autoridades responsáveis pelo controlo de fronteiras.

Entre essas entidades estão a PSP, responsável pelos controlos documentais, e a ANA, enquanto gestora das infraestruturas aeroportuárias.

Recomendação aos passageiros antes da viagem

A autoridade reguladora recomenda que os passageiros confirmem previamente os tempos de antecedência necessários junto da companhia aérea e do aeroporto de partida. Segundo a Lusa, essa informação pode variar consoante o destino e o tipo de voo.

A mesma fonte explica que esta verificação prévia pode ajudar a reduzir o risco de perda de voos em períodos de maior afluência nos aeroportos.

Acompanhamento apesar de não ter competência direta

Apesar de não gerir os controlos de fronteira, a ANAC afirma acompanhar o impacto destas situações no funcionamento dos aeroportos. A intervenção do regulador centra-se na monitorização dos efeitos operacionais, incluindo tempos de espera e fluxo de passageiros. A entidade mantém contactos regulares com as estruturas responsáveis pelas fronteiras e com os gestores aeroportuários, de forma a acompanhar a evolução do sistema.

Em causa estão alterações recentes nos sistemas de controlo de fronteiras da UE. Note que Portugal iniciou a implementação do Sistema de Entrada/Saída, conhecido como EES, que substitui o carimbo no passaporte por registos digitais. Está também em preparação o ETIAS, sistema europeu de autorização de viagem, destinado a viajantes de países terceiros.

Filas voltam a gerar pressão nos aeroportos

A implementação do EES tem sido acompanhada por períodos de maior espera nos aeroportos portugueses. Conforme a mesma fonte, em abril houve suspensão temporária da recolha de biometria em partidas devido aos tempos de espera elevados. Atualmente, o aeroporto de Lisboa continua a registar filas prolongadas em determinados períodos do dia.

O Governo já admitiu a possibilidade de suspender parcialmente o novo sistema em horas de maior movimento, como forma de aliviar a pressão nos controlos. A mesma fonte indica ainda que estão previstas medidas de reforço operacional, incluindo mais postos de controlo manual e o aumento do número de agentes da PSP nos aeroportos.

Leia também: A idade da reforma sobe outra vez em 2027: saiba quando poderá pedir a pensão sem cortes

“Fomos acordados pelo caos”: piloto tem alegado ataque cardíaco e o avião desta companhia foi desviado para Portugal

30 May 2026 at 07:40

Um voo comercial entre Espanha e o Reino Unido acabou por ser desviado para Portugal depois de uma emergência médica envolvendo um dos pilotos da aeronave. O avião da companhia aérea Jet2 aterrou de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, após um alegado ataque cardíaco sofrido pelo comandante durante o voo. De acordo com o jornal britânico The Sun, o incidente aconteceu quando a aeronave seguia de Tenerife para Birmingham com 220 passageiros a bordo.

A aterragem ocorreu durante a madrugada do dia 22 de maio, pelas 2:11 h, numa altura em que o avião voava a cerca de 30.000 pés de altitude. Segundo a mesma fonte, o segundo piloto assumiu o controlo da aeronave e conduziu a aterragem no aeroporto português.

Passageiros acordados durante a descida

Vários passageiros relataram momentos de confusão dentro da cabine durante a aproximação ao Porto. Escreve o jornal que algumas pessoas estavam a dormir quando foram surpreendidas pela movimentação da tripulação e pela descida rápida da aeronave.

“O meu companheiro e eu estávamos a dormir quando fomos acordados pelo caos”, contou um passageiro ao The Sun. Conforme a mesma fonte, as luzes da cabine começaram a piscar e as assistentes de bordo percorriam os corredores à procura de um médico entre os passageiros.

Pedido urgente de ajuda médica

Os testemunhos recolhidos pelo jornal britânico descrevem um ambiente de preocupação crescente no interior do avião. Refere a publicação que algumas comissárias de bordo estariam visivelmente emocionadas enquanto tentavam lidar com a situação na cabine de pilotagem.

Um dos passageiros relatou ainda que o filho de dois anos começou a chorar devido à descida rápida da aeronave, numa reação partilhada por outras crianças presentes no voo. Segundo a mesma fonte, o aparelho perdeu altitude de forma repentina antes da aterragem de emergência.

Primeiros socorros prestados no aeroporto

Após a aterragem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os serviços de emergência deslocaram-se para a pista para prestar assistência. O piloto recebeu os primeiros cuidados ainda dentro da aeronave antes de ser transportado para o hospital.

O tabloide britânico divulgou também imagens dos meios de emergência posicionados junto ao avião. Acrescenta a publicação que o estado de saúde do piloto não foi posteriormente detalhado pela companhia aérea.

Passageiros ficaram retidos no Porto

Depois da aterragem, os 220 passageiros permaneceram no Porto durante cerca de 13 horas antes de seguirem viagem para o Reino Unido. Sabe-se ainda que o regresso foi assegurado através de um novo voo e com uma nova tripulação.

Alguns passageiros criticaram a forma como a situação foi gerida após o desembarque. Escreve o jornal que houve relatos de pessoas que se sentiram sem apoio logístico durante o período de espera no aeroporto português.

Queixas sobre falta de alojamento

“Ficámos retidos em Portugal durante mais de 13 horas, sem alojamento”, afirmou um dos passageiros citados pelo jornal britânico. Segundo a mesma fonte, os viajantes permaneceram inicialmente dentro do avião durante cerca de uma hora antes de poderem sair.

O mesmo passageiro afirmou que a companhia aérea não disponibilizou estadia temporária, alegando custos elevados associados ao alojamento dos passageiros. Acrescenta a publicação que várias pessoas acabaram por aguardar no aeroporto até à partida do novo voo.

Companhia confirmou problema de saúde

A Jet2 confirmou posteriormente que o voo foi desviado para o Porto devido ao facto de um dos pilotos não se sentir bem durante a viagem. De qualquer forma, a empresa não confirmou oficialmente o alegado ataque cardíaco referido pelos passageiros.

Um outro viajante contou ao The Sun que a companhia aérea terá informado os ocupantes de que o piloto sofreu “um ataque cardíaco na cabine”. Segundo a mesma fonte, muitos passageiros demonstraram preocupação e solidariedade perante a situação.

Alternativas oferecidas aos passageiros

Após o incidente, a companhia informou os passageiros de que poderiam alterar gratuitamente as viagens para outros voos operados pela Jet2. A possibilidade abrangia os 14 destinos da empresa no Reino Unido.

O episódio terminou sem registo de feridos entre os passageiros, mas deixou relatos de tensão vividos durante a descida inesperada e a aterragem de emergência em território português.

Leia também: Neste voo da TAP dois passageiros ficaram feridos devido à turbulência: hospedeira diz que esta é a zona do avião que ‘treme’ menos

❌