Normal view

Plano nacional prevê 500 milhões por ano até 2030 para restaurar natureza

2 June 2026 at 10:08

Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas. Em Beja e Évora, avançam projetos-piloto na área dos ecossistemas urbanos.

Os números fazem parte do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), que é hoje apresentado pelo Governo e que prevê intervenções para restaurar ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais.

Portugal, com a apresentação de hoje, é um dos cinco Estados-Membros da União Europeia (UE) que já está na fase final da elaboração do seu PNRN, indica o Governo num comunicado.

No documento do PNRN, a que a Lusa teve acesso, Portugal compromete-se com a plantação de três milhões de árvores por ano até 2030, criando-se para tal uma rede de viveiros para o restauro, incluindo viveiros municipais e privados.

Nos ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce há 260 quilómetros quadrados a precisar de restauro (a 0,3% do território nacional), segundo o documento.

Os grupos mais críticos em termos de necessidade de restauro são as zonas húmidas, os sistemas fluviais, lacustres, aluviais e ripícolas, e os habitats costeiros e dunares.

Segundo o documento a ser hoje apresentado, nos ecossistemas marinhos há uma grande falta de conhecimento, pelo que é preciso combinar restauro com cartografia e avaliação. Há quase 33 mil quilómetros quadrados em estado desconhecido.

Nos ecossistemas urbanos pretende-se chegar a 2030 sem perdas líquidas de espaços verdes e árvores nas cidades e a partir daí começar a crescer, tendo nomeadamente em conta os aumentos de temperatura e a forma como se fazem sentir nas cidades.

Numa primeira fase, como o Governo já tinha anunciado, Beja, Évora, Leiria, São João da Madeira e Vila Real vão avançar com projetos-piloto, em parques e corredores verdes, em coberturas e fachadas verdes, em arborização de ruas e praças, e também redes de abrigos climáticos para proteção das pessoas.

O PNRN engloba ainda programas já em curso, como o PRO-RIOS, que até 2030 tem o objetivo de recuperar 1.500 quilómetros de linhas de agua, incluindo remoção de barreiras.

Está também contemplado o restauro das populações de polinizadores e o restauro agrícola, a par de um programa de restauro em matas nacionais, e um programa de apoio para o montado, relevante como barreira à desertificação.

Nos ecossistemas florestais o PNRN propõe o restauro de 44.000 hectares até 2030.

Citada num comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, diz que o PNRN é, «mais do que uma obrigação» que vincula com metas e prazos concretos, «uma oportunidade» que permite repensar a gestão do território «e colocar Portugal na vanguarda de uma nova política ambiental europeia».

Segundo o documento a ser apresentado, o PNRN assenta em quatro princípios orientadores: restaurar funções ecológicas, atuar de forma territorialmente diferenciada, combinar restauro ativo com gestão adaptativa, e articular políticas públicas, financiamento a atores.

Contempla 407 medidas especificas: 152 para os ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce, 84 para os agrícolas, 83 para os rios, 28 para os polinizadores, 27 para os ecossistemas marinhos, 25 para os florestais e 8 para os urbanos.

O PNRN, que segue agora para consulta pública durante um mês e que até final de Agosto deverá estar pronto, é essencial, diz o Governo, para reverter a perda de biodiversidade e para o combate e adaptação às alterações climáticas.

Resulta de um trabalho de várias equipas de quase dois anos. A lei europeia do Restauro da Natureza, frisa ainda o Governo, é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento do próximo quadro financeiro plurianual (2028-2034).

O conteúdo Plano nacional prevê 500 milhões por ano até 2030 para restaurar natureza aparece primeiro em Sul Informação.

Beja acolhe festival de banda desenhada enquanto prepara instalação de museu

1 June 2026 at 14:30

Beatriz Brajal, Dinis Conefrey, Luckas Iohanathan e Thomas Ott estão entre os autores com exposições e presença marcada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que começa na sexta-feira.

De acordo com a programação divulgada, uma das novidades do festival, este ano, é a realização do Interstícios, o mercado de auto-edição e edição alternativa, com vários pequenos projetos editoriais, independentes, de banda desenhada e artes visuais, como por exemplo Magma Bruta, Opuntia Books, Erva Daninha e Gorila Sentado.

Tal como nos anos anteriores, o festival de BD de Beja proporciona encontros e sessões de autógrafos com autores, um mercado do livro, com cerca de 60 editoras, e várias exposições na cidade.

Entre as mostras anunciadas estão as de Beatriz Brajal, que, no outono passado, se estreou com o livro “A cada sete ondas”, e de Dinis Conefrey, a propósito do álbum desenhado “Estância do Sino Coberto”, igualmente lançado no final de 2025.

O autor brasileiro Luckas Ioanathan, distinguido com o prémio Jabuti para melhor banda desenhada com o livro “Como Pedra”, estará também em Beja com uma exposição em torno daquela obra.

Beja acolhe ainda uma exposição coletiva vinda de Espanha, intitulada “Aventureras gráficas”, que reúne obras de cinco artistas: Ana Penyas, Laura Pérez, María Medem, Natacha Bustos e Nuria Tamarit.

Haverá ainda exposições de Inês Louro (Portugal), Thomas Ott e Simone Baumann (Suíça), Benjamin Bachelier (França), a coletiva romena “Dracula in Comics” e uma dedicada ao autor Filipe Pina, que morreu em 2025, reunindo obras de André Oliveira, Filipe Andrade, Nuno Lourenço Rodrigues, Nuno Saraiva e Osvaldo Medina.

O coletivo Toupeira, que desde 1996 tem ativo em Beja um atelier de produção de banda desenhada, junta-se à programação com autores de Angola, Brasil, Espanha, Reino Unido e Portugal.

A 21ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, organizada pela autarquia, está marcada de 5 a 21 de Junho.

O festival, que tem direção do autor e programador Paulo Monteiro, acontece numa altura em que a câmara municipal prepara a instalação do Museu de Banda Desenhada (MBD) de Beja, o primeiro do género em Portugal.

O museu, que ocupará um edifício devoluto no centro histórico da cidade, tem previsão de abertura para 2027, com um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, com verbas comunitárias, e foi anunciado em janeiro deste ano.

Nessa altura, o diretor da Bedeteca de Beja e do festival de BD, Paulo Monteiro, revelou à Lusa que o futuro museu conta com «um espólio espantoso, que medeia entre meados do século XIX e o início do século XXI, contemplando uma série de grandes autores de banda desenhada».

Ao todo são «perto de 1.500 pranchas [de banda desenhada]», assim como «centenas de fotografias, manuscritos e correspondência» de quase uma centena de artistas nacionais, como Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart de Carvalhais e Carlos Botelho.

O museu terá salas de leitura, onde ficará instalada a Bedeteca de Beja, atualmente sediada na Casa da Cultura, sete salas de exposição permanente, duas salas para exposições temporárias, uma sala para oficinas pedagógicas, loja, arquivo e terraço.

Sul Informação
Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Beja acolhe festival de banda desenhada enquanto prepara instalação de museu aparece primeiro em Sul Informação.

Um detido e dois identificados por alegadas agressões a agente da PSP em Beja

31 May 2026 at 23:03

Um agente da PSP foi agredido a murro e pontapé por um grupo de 15 homens, no sábado à noite, em Beja, tendo um dos suspeitos sido detido e outros dois identificados, revelou hoje fonte policial.

A fonte do Comando Distrital de Beja da PSP indicou à agência Lusa que o polícia, de 26 anos, foi agredido depois de ter parado o carro que conduzia para alertar que crianças estariam a atirar garrafas de plástico contra os automóveis que passavam.

Segundo a mesma fonte, as agressões aconteceram, por volta das 23h45 de sábado, na Rua da Lavoura, na periferia da cidade, quando o agente se dirigia à esquadra para entrar ao serviço.

O polícia acabou por conseguir voltar ao carro e dirigiu-se à esquadra, referiu, adiantando que, pouco depois, a PSP deslocou-se ao local e deteve um dos alegados agressores, um homem de 22 anos.

Por volta das 5h00 de hoje, uma patrulha da PSP identificou outros dois homens suspeitos.

Já o agente agredido foi transportado para as urgências do hospital de Beja, onde recebeu tratamento médico.

O detido deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial na segunda-feira à tarde no Tribunal de Beja.

O conteúdo Um detido e dois identificados por alegadas agressões a agente da PSP em Beja aparece primeiro em Sul Informação.

❌