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Faro dinamiza comércio local com “Sábados na Baixa”

3 June 2026 at 08:52

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e a ADCZHFARO – Associação de Desenvolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro promovem, durante o mês de junho, a iniciativa “Sábados na Baixa”.

Trata-se de um programa de atividades culturais, recreativas e comerciais destinado a dinamizar o comércio local e a reforçar a atratividade da Baixa e da Zona Histórica da cidade.

A iniciativa decorre nas manhãs de sábado, nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho, transformando as ruas do centro de Faro em espaços de convívio, animação e descoberta para residentes e visitantes.

Ao longo dos quatro sábados, o programa inclui concertos e animação musical, atividades para crianças, caricaturas ao vivo, mercado do colecionismo e várias ações de animação de rua. Está também prevista a realização do projeto MONTRA, que procura promover a criatividade e valorizar os espaços comerciais.

Programa pretende aproximar residentes, visitantes e comércio tradicional

Com esta iniciativa, as entidades organizadoras pretendem incentivar a visita ao comércio tradicional e criar uma experiência urbana mais dinâmica, acolhedora e participativa.

Os “Sábados na Baixa” são apresentados como uma oportunidade para redescobrir o centro da cidade, apoiar a economia local e desfrutar de momentos de lazer em família, num ambiente de proximidade e valorização da identidade farense.

A programação detalhada de cada sábado será divulgada através dos canais de comunicação da União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e da ADCZHFARO.

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Concessionários do Algarve contestam esclarecimento da APA sobre chapéus-de-sol

3 June 2026 at 07:58

A Associação dos Concessionários da Orla Marítima do Algarve (AISCOMA) contestou esta terça-feira o esclarecimento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), segundo o qual os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia. A associação defende que essa possibilidade “pode pôr em causa a segurança”.

“O que não está certo, no nosso entendimento, é a população em geral colocar os guarda-sóis em frente das concessões […], porque é uma área que deve estar livre, é uma área que os nadadores-salvadores, se houver uma situação qualquer, […] deve estar livre para poderem atuar em devidas condições e não pôr ninguém em perigo”, afirmou o presidente da AISCOMA, Artur Simão, em declarações à agência Lusa.

Em causa está o esclarecimento técnico da APA sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares. A entidade informou que os banhistas podem instalar chapéus-de-sol em frente às concessões, zonas de uso privado que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

No esclarecimento técnico divulgado esta terça-feira, a APA reforçou que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”.

Concessionários alertam para riscos na frente de praia

Em representação dos concessionários da Orla Marítima do Algarve, Artur Simão disse que “está tudo certo” quanto ao que está definido em relação aos apoios balneários, mas manifestou preocupações relativas à permissão de colocação de chapéus-de-sol em frente às concessões de praia.

“Achamos que não está certo, porque nunca foi assim, e penso que é muito popular, é muito popular dizer que ‘sim senhor, que as pessoas podem pôr os guarda-sóis à frente das concessões’, mas depois, na prática, pode trazer alguns aborrecimentos e pode pôr em causa a segurança das pessoas”, declarou.

Por outro lado, o presidente da AISCOMA realçou que há praias que este ano estão “desassoreadas”, inclusive no Algarve, e o que acontece é que as pessoas, “muitas vezes”, colocam os chapéus na areia molhada e, se vier um vento forte, podem ferir os outros banhistas.

Artur Simão defendeu que em toda a zona à frente das praias “as pessoas devem circular livremente”, sublinhando que os nadadores-salvadores também precisam de espaço para atuarem, inclusive com motas de água: “É preciso tudo estar livre, toda a frente da praia, para que circulem e que não esteja em causa a segurança das pessoas.”

“Sabemos que o espaço é público, mas o que é certo é que toda a frente da praia deve estar livre. Deve estar livre para que haja circulação, quer de pessoas que andem a pé e que não estão para estar sentadas, quer para os nadadores-salvadores circularem ali livremente e que não estejam a passar por cima de guarda-sóis e, numa situação qualquer de emergência, que ponha tudo em perigo e tudo em causa”, reforçou.

APA defende equilíbrio entre uso privado e acesso público

Indicando que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida, a APA sublinhou que essas áreas estão sujeitas aos limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças, consoante as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia nem 50% da frente de praia”.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”.

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APA esclarece que banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões

2 June 2026 at 19:10

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol nas zonas em frente às concessões de praia, desde que sejam respeitados os limites definidos para a ocupação concessionada, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, esclareceu a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa nota técnica hoje divulgada.

No documento, a APA recorda que “Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”, no âmbito de um esclarecimento sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares.

A entidade explica que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida sempre que exista uma licença válida, sublinhando, no entanto, que essas zonas ficam sujeitas aos limites, condições e obrigações definidos nos respetivos títulos, tendo em conta as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades competentes.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor fixam limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

Áreas concessionadas devem estar devidamente identificadas

A definição das áreas afetas às utilizações privativas do domínio público marítimo considera, entre outras, “as condições morfológicas da praia, atendendo ao parecer da APA e ponderando as recomendações da Autoridade Marítima Nacional”, realça, explicando que a ocupação privativa do domínio hídrico depende de título válido e apenas produz efeitos dentro dos limites nele definidos.

“As áreas tituladas encontram-se sujeitas ao respetivo regime de utilização privativa. As áreas não tituladas mantêm-se afetas ao uso público balnear, sem prejuízo das limitações regulamentares e das regras de segurança balnear. A sinalética a utilizar deve identificar as diferentes áreas”, adianta.

No âmbito do esclarecimento, que pretende “contribuir para uma melhor compreensão do enquadramento legal aplicável”, a APA refere que cabe aos concessionários a utilização das áreas licenciadas e “os limites dessas áreas devem estar devidamente identificados no local, de forma clara e visível para os utentes, através de sinalética adequada”.

APA destaca papel dos concessionários no apoio aos banhistas

A APA destaca ainda “o importante papel dos concessionários na prestação dos apoios à praia previstos nas respetivas licenças, através da disponibilização e manutenção de equipamentos e serviços de apoio aos utentes”, nomeadamente apoios de praia, instalações sanitárias, balneários e vigilância balnear assegurada por nadadores-salvadores.

Ainda de acordo com esta entidade pública responsável pela implementação das políticas de ambiente, a fruição pública das praias é assegurada pelas diversas entidades competentes, designadamente a APA, municípios e Autoridade Marítima Nacional, “garantindo o equilíbrio entre a atividade concessionada, a segurança balnear e o direito de acesso e utilização do domínio público marítimo por todos os cidadãos”.

A APA salienta que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) foi consultada sobre este esclarecimento técnico e considerou que se trata de “um documento equilibrado, que reflete o enquadramento legal vigente e as realidades de diferentes praias e respetivas concessões”, tendo também a Autoridade Marítima Nacional (AMN) se pronunciado “favoravelmente”.

Presidente da APA classificou restrição como “abuso”

Na semana passada, o presidente da APA disse que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana seria divulgado uma nota de esclarecimento.

“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.

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Filas no aeroporto de Lisboa podem afetar turismo, mas impacto será temporário, dizem economistas

By: TNews
2 June 2026 at 12:25
Os constrangimentos registados no aeroporto de Lisboa devido à implementação do novo EES poderão afetar a atividade turística, mas os impactos na economia deverão ser limitados e temporários, consideram economistas.

Pode chegar ao Parlamento uma proposta para os reformados não terem pensões acima deste valor

2 June 2026 at 14:50

As regras das reformas podem mudar com uma nova proposta que poderá chegar ao Parlamento e que prevê alterações tanto na idade de acesso à pensão como no valor máximo das reformas mais elevadas. Em causa está uma iniciativa anunciada pelo Chega, que defende mudanças no atual sistema de pensões e na forma como são atribuídos alguns rendimentos de reforma.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o partido liderado por André Ventura pretende que qualquer trabalhador possa reformar-se ao atingir 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade. Em paralelo, o Chega volta a defender a fixação da idade legal da reforma nos 65 anos.

Mudanças propostas para a idade da reforma

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, onde André Ventura argumentou que o objetivo passa por tornar o sistema mais justo para quem teve carreiras contributivas longas.

O líder partidário sustentou que a proposta não pretende eliminar a idade da reforma nem comprometer a sustentabilidade do sistema. A medida surge numa fase em que decorrem discussões sobre alterações à legislação laboral e à proteção social, temas que têm marcado o debate político nas últimas semanas.

Limite para as pensões mais altas

Outra das propostas anunciadas passa pela criação de um teto máximo para as reformas de valor mais elevado. Segundo a mesma fonte, o Chega pretende que nenhuma pensão ultrapasse os 4.500 euros mensais.

A medida é justificada pelo partido com a necessidade de reduzir diferenças entre os valores pagos aos pensionistas. Durante a apresentação da proposta, André Ventura referiu que existem atualmente reformas de montantes muito superiores à média nacional, considerando que essa situação deve ser revista.

Argumentos apresentados pelo partido

Ao explicar a iniciativa, o presidente do Chega apontou exemplos de antigos responsáveis políticos que recebem pensões elevadas, defendendo que o sistema deve ser reequacionado à luz das disparidades existentes. A proposta inclui igualmente uma limitação salarial na Administração Pública. Conforme a mesma fonte, o partido defende que nenhum funcionário público deve auferir um vencimento superior ao do primeiro-ministro.

Além das alterações ao regime de reformas, o Chega quer incentivar os cidadãos a reforçarem a sua poupança para a reforma através de mecanismos complementares. A iniciativa prevê benefícios fiscais para quem optar por investir em planos de poupança-reforma ou outros instrumentos privados destinados a complementar os rendimentos futuros. O partido considera que estes mecanismos podem funcionar como um reforço da proteção financeira após o fim da vida ativa.

O que acontece agora

Para já, trata-se de uma proposta política anunciada pelo Chega e que terá ainda de ser discutida no Parlamento. Qualquer alteração ao atual regime de pensões dependerá da aprovação dos deputados e do respetivo processo legislativo.

A discussão promete juntar temas como a sustentabilidade da Segurança Social, a idade de acesso à reforma e a distribuição dos rendimentos atribuídos aos pensionistas. Questões que continuam a gerar posições divergentes entre os vários partidos e que deverão permanecer no centro do debate político nos próximos meses.

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Mercadona anuncia abertura da loja número 73 em Portugal: esta é a localização

2 June 2026 at 14:29

A expansão das cadeias de retalho alimentar em Portugal continua a marcar o ritmo do setor, com várias empresas a reforçarem a sua presença em diferentes regiões do país. Entre elas está a Mercadona, que mantém o plano de crescimento da sua rede de supermercados e prepara a abertura de mais uma unidade nas próximas semanas.

De acordo com o comunicado divulgado no site da Mercadona, a próxima loja da empresa em território nacional será inaugurada no dia 30 de junho, no concelho de Sintra, reforçando a presença da cadeia espanhola no distrito de Lisboa.

Nova abertura em Sintra

O novo supermercado ficará localizado na Rua Rosa Maria Lobato de Faria, n.º 20. Com esta inauguração, a Mercadona passará a contar com 73 lojas em Portugal, dando continuidade ao processo de expansão iniciado há vários anos.

A empresa indica que a abertura da nova unidade permitiu criar cerca de 64 postos de trabalho. Os contratos são sem termo desde o primeiro dia, uma prática que a cadeia tem destacado nas sucessivas inaugurações realizadas no país.

O que terá a nova loja

Segundo a mesma fonte, o supermercado contará com uma área de vendas próxima dos 1.900 metros quadrados. O espaço foi concebido com corredores amplos e incluirá as secções habituais da marca. Entre os serviços disponíveis estarão áreas de charcutaria, peixaria, talho, pastelaria e padaria, bem como espaços dedicados a frutas e legumes, perfumaria e refeições prontas a consumir.

A abertura de Sintra surge depois da inauguração de três lojas durante a primeira metade do ano. A Mercadona abriu unidades na Quinta do Lambert, em Lisboa, em Viseu e também na Covilhã, que assinalou a estreia da empresa no distrito de Castelo Branco. O plano de expansão para 2026 não termina aqui. A empresa prevê continuar a aumentar a sua presença em várias zonas do país até ao final do ano, acrescenta a publicação.

Novos distritos entram no mapa

Entre as novidades previstas está a chegada da cadeia a três distritos onde ainda não tinha presença: Vila Real, Beja e Faro. Neste último distrito estão programadas aberturas nas cidades de Portimão e Faro. Além disso, a Mercadona prevê inaugurar novas lojas em Amarante, Esposende, Maia e Moita, consolidando a estratégia de crescimento nacional e aumentando a cobertura geográfica da rede.

Com a futura abertura em Sintra, a empresa reforça a presença numa das zonas mais populosas da Área Metropolitana de Lisboa e aproxima-se de mais consumidores numa região com forte densidade habitacional. A nova loja integra um conjunto mais alargado de investimentos previstos para este ano, numa estratégia que continua a apostar na criação de emprego e na expansão da rede comercial em diferentes pontos do país.

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Empresas temem inflação, custos com energia e ciberataques

2 June 2026 at 13:43

Estudo da QSP conclui que a inflação, os custos energéticos e os ciberataques são as maiores preocupações das empresas portuguesas, foi hoje divulgado.

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Lotas algarvias perdem 800 toneladas de pescado no arranque do ano

2 June 2026 at 12:42

O pescado desembarcado nas lotas algarvias registou uma quebra superior a 36% no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), em comparação com igual período do ano passado. Para esta diminuição contribuíram as condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir no início do ano.

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Cartão ou dinheiro? Há um meio de pagamento que as lojas não podem recusar e muitos clientes nem sabem

2 June 2026 at 11:00

Nem todos os meios de pagamento têm o mesmo estatuto em Portugal. Apesar da forte adoção de soluções digitais, há uma regra que continua a prevalecer: o dinheiro físico mantém um papel central e, na generalidade dos casos, não pode ser recusado pelos comerciantes.

A distinção pode surpreender quem está habituado a pagar com cartão ou telemóvel, mas resulta diretamente da legislação em vigor. Enquanto alguns meios são opcionais, outros têm um reconhecimento legal que obriga, em regra, à sua aceitação.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita o Banco de Portugal, apenas as notas e moedas em euros têm curso legal no país. Isto significa que são, por definição, um meio de pagamento válido, sem prejuízo dos limites e exceções previstos na lei.

Dinheiro físico tem estatuto especial

No essencial, o princípio é simples. O numerário deve ser aceite na generalidade das transações, desde que não esteja em causa uma restrição legal ou uma razão válida para a recusa. A lei considera que pagar com notas ou moedas pode equivaler ao cumprimento de uma obrigação financeira.

O Banco de Portugal explica que o credor tem, em regra, o dever de aceitar este tipo de pagamento, não podendo recusá-lo sem justificação válida. Esta regra resulta do enquadramento europeu associado ao euro e do seu estatuto como moeda de curso legal.

Ainda assim, existem exceções. Uma loja pode recusar numerário quando houver um motivo considerado de boa-fé. Um exemplo frequente é a desproporção entre o valor da compra e a nota apresentada, como tentar pagar um valor muito reduzido com uma nota de grande montante. Também é possível afastar o pagamento em dinheiro se houver acordo entre cliente e comerciante para utilizar outro meio.

Há limites para pagar em dinheiro

Há ainda limites definidos na legislação portuguesa. A Lei n.º 92/2017, que aditou o artigo 63.º-E à Lei Geral Tributária, proíbe pagamentos em numerário em transações de qualquer natureza que envolvam montantes iguais ou superiores a 3.000 euros, ou o equivalente em moeda estrangeira.

Quando o pagamento é feito por pessoas singulares não residentes em Portugal e que não atuem como empresários ou comerciantes, o limite sobe para 10.000 euros.

Já os sujeitos passivos de IRC, bem como sujeitos passivos de IRS que tenham ou devam ter contabilidade organizada, devem fazer pagamentos de faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a 1.000 euros através de meio que permita identificar o destinatário, como transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto.

A lei também proíbe o pagamento em numerário de impostos quando o montante exceda 500 euros.

Além disso, um comerciante não é obrigado a aceitar mais de 50 moedas numa única operação. Segundo o Banco de Portugal, esta limitação não se aplica ao Estado, através das caixas do Tesouro, ao Banco de Portugal e às instituições de crédito.

Cartões dependem da escolha do comerciante

Se no caso do dinheiro físico a regra é mais forte, o mesmo já não acontece com os cartões bancários. A lei não obriga os comerciantes a disponibilizar este tipo de pagamento.

Na prática, cada estabelecimento decide se aceita ou não cartões e, caso o faça, pode escolher as marcas e os tipos que disponibiliza, como cartões de débito, crédito ou pré-pagos. Essa decisão tem, muitas vezes, em conta os custos associados às comissões cobradas nas transações eletrónicas.

No entanto, há regras a cumprir quando o comerciante opta por aceitar cartões. Segundo o Banco de Portugal, deve informar os clientes, de forma clara e visível, sobre quais os cartões e marcas de pagamento que aceita nos pontos de venda.

Além disso, não pode limitar, em regra, a aceitação de cartões do mesmo tipo e da mesma marca. Por exemplo, se aceitar cartões de débito de determinada marca, deve aceitar os pagamentos com todos os cartões de débito dessa marca, independentemente da instituição que emitiu o cartão.

Esta liberdade explica porque continuam a existir lojas que recusam pagamentos eletrónicos ou que impõem condições específicas dentro dos limites permitidos. Apesar disso, a tendência de utilização de meios digitais tem acompanhado os hábitos dos consumidores.

Recusar dinheiro pode ter consequências

Um aspeto menos conhecido prende-se com a ausência de sanções diretas para quem recusa numerário. O Banco de Portugal esclarece que não estão previstas sanções específicas relativas à recusa de pagamentos em notas e moedas de euro.

Ainda assim, essa recusa pode ter consequências na relação entre as partes. Segundo o Banco de Portugal, à luz do Código Civil, o devedor cumpre a obrigação quando realiza a prestação a que está vinculado, podendo o credor ficar em mora se, sem motivo justificado, não aceitar a prestação que lhe é oferecida.

Na prática, isso reforça a posição do dinheiro físico como um meio de pagamento com estatuto jurídico próprio, mesmo num contexto em que a tecnologia tem vindo a transformar a forma como os portugueses pagam no dia a dia.

A regra prática é esta: cartão, MB Way e outros meios digitais podem ser convenientes, mas dependem da aceitação do comerciante. Já as notas e moedas em euros têm curso legal e, salvo limites legais, acordo das partes ou motivo válido, devem ser aceites como meio de pagamento.

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Recusar trabalho social vai impedir o acesso à Prestação Social Única durante dois anos

By: ZAP
2 June 2026 at 10:30
A Prestação Social Única (PSU) vai obrigar os beneficiários em idade ativa a aceitarem ofertas de emprego, formação ou atividades de solidariedade social. Quem se recusar, poderá ficar impedido de receber este apoio durante dois anos. O valor de referência da PSU vai corresponder a uma percentagem do indexante dos apoios sociais (537 euros) e não ao rendimento social de inserção como tinha sido anunciado. A nova prestação social pretende agregar 13 apoios atualmente existentes, incluindo o Rendimento Social de Inserção (RSI) e o subsídio social de desemprego, passando a estar sujeita a um conjunto de condições de acesso. Segundo

Doutor Finanças chega a Quarteira através de parceria com o Grupo Timing

2 June 2026 at 10:10

O Grupo Timing anunciou uma parceria com o Doutor Finanças, marca de referência nacional na área da literacia financeira e da intermediação de crédito, reforçando a sua estratégia de diversificação de serviços.

A colaboração materializa-se através da abertura de um novo espaço de apoio financeiro na Loja Quinta do Romão, em Quarteira, cuja inauguração está agendada para o próximo dia 8 de junho, às 15:00.

Com esta nova área de atuação, o Grupo Timing passa a disponibilizar serviços especializados de intermediação de crédito, destinados a apoiar particulares e famílias em processos relacionados com crédito à habitação, transferência de crédito, crédito pessoal e consolidação de créditos, entre outras soluções financeiras.

Novo espaço aposta em acompanhamento personalizado e proximidade

Segundo a empresa, “O objetivo é proporcionar um acompanhamento próximo, transparente e personalizado, ajudando os clientes a encontrar as soluções mais adequadas às suas necessidades financeiras”.

A parceria com o Doutor Finanças é encarada pelo Grupo Timing como um passo estratégico de crescimento, permitindo alargar a sua intervenção a uma área considerada cada vez mais relevante para as famílias portuguesas.

A empresa sublinha ainda que esta iniciativa reforça a sua aposta em soluções de proximidade, afirmando que pretende disponibilizar serviços “capazes de responder às necessidades reais das pessoas, das famílias e das empresas da região”.

O Grupo Timing considera igualmente que a entrada no setor da intermediação de crédito reflete “a visão do Grupo em continuar a criar valor para a comunidade, disponibilizando soluções que contribuam para o bem-estar financeiro e para uma maior segurança na tomada de decisões”.

A inauguração do novo espaço decorrerá na Loja Quinta do Romão, em Quarteira, estando aberta à participação da comunidade local.

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Algarve bateu este recorde histórico em abril mas só agora foram conhecidos os números

2 June 2026 at 10:00

O turismo no Algarve voltou a registar indicadores positivos durante a primavera, com crescimento no número de visitantes, aumento das receitas e um desempenho que reforça o peso da região no panorama turístico nacional. Os dados mais recentes mostram que abril foi um mês particularmente relevante para o setor, com resultados que ultrapassaram os registos anteriores para este período do ano.

De acordo com o Jornal Económico, o Algarve alcançou em abril o maior número de dormidas alguma vez registado neste mês, ao mesmo tempo que as receitas do alojamento turístico continuaram a aumentar acima do ritmo da atividade.

Recorde construído pelas dormidas

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a região contabilizou 1,86 milhões de dormidas durante abril, um aumento de 0,9% face ao mesmo mês de 2025. Trata-se do melhor resultado de sempre para um mês de abril no Algarve.

Ao mesmo tempo, foram registados cerca de 515.000 hóspedes, número que representa uma subida homóloga de 5,5%. O crescimento foi sustentado sobretudo pela procura internacional, enquanto o mercado nacional também apresentou uma evolução positiva, embora mais moderada.

Mercado externo continua a liderar

Os visitantes estrangeiros tiveram um papel determinante neste desempenho. O número de hóspedes internacionais aumentou 6,5% em comparação com abril do ano passado. Já entre os residentes em Portugal, o crescimento foi de 2,3%. No que respeita às dormidas, a evolução dos mercados também seguiu trajetórias diferentes. As dormidas de não residentes aumentaram 1,5%, compensando a redução de 2,2% observada no mercado interno.

Além dos indicadores de procura, os números revelam também um aumento significativo das receitas geradas pelo setor do alojamento turístico. Os proveitos totais atingiram os 137 milhões de euros durante abril, traduzindo um crescimento de 6,4%. Este desempenho demonstra que a valorização económica da atividade turística continuou a avançar a um ritmo superior ao crescimento das dormidas, escreve o jornal.

Estadas mais prolongadas na região

Outro dos indicadores destacados pelo INE foi a duração média das permanências dos turistas na região algarvia. A estada média situou-se nas 3,60 noites, o valor mais elevado registado em Portugal continental. Este resultado colocou o Algarve acima da média nacional, que se fixou em 2,46 noites, reforçando a capacidade da região para reter visitantes durante mais tempo.

No que diz respeito à ocupação hoteleira, os números mantiveram-se próximos da média nacional. A taxa líquida de ocupação por quarto alcançou os 58,6%, enquanto a média portuguesa se situou nos 59,2%. Apesar da ligeira diferença, os dados apontam para níveis de utilização consistentes durante um período tradicionalmente importante para o arranque da época turística.

Albufeira destaca-se entre os municípios

A nível local, Albufeira voltou a assumir uma posição de relevo entre os principais destinos turísticos portugueses. Conforme a mesma fonte, o concelho registou um crescimento de 8,5% nas dormidas e posicionou-se como o município com maior número de dormidas do país depois de Lisboa. Além disso, sete municípios algarvios conseguiram integrar a lista dos 15 maiores destinos nacionais neste indicador.

O movimento turístico também se refletiu na atividade aeroportuária da região. O Aeroporto de Faro registou um aumento de 4% no número de passageiros durante abril, comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor para o aeroporto algarvio. Os passageiros provenientes daquele país totalizaram 464.000, representando uma quota de 41,5% do tráfego registado na infraestrutura.

Turismo do Algarve destaca criação de valor

Perante estes resultados, o presidente da Região de Turismo do Algarve considerou que os números evidenciam a capacidade de crescimento do destino. André Gomes sublinhou que os dados “confirmam a solidez e a capacidade de criação de valor do destino”, defendendo igualmente a necessidade de continuar a qualificar a oferta turística, diversificar mercados e valorizar a experiência dos visitantes ao longo de todo o ano.

Os indicadores conhecidos agora mostram que abril de 2026 ficou marcado por um novo máximo histórico nas dormidas turísticas do Algarve. O crescimento simultâneo de hóspedes, receitas e tráfego aéreo reforça a importância da região no turismo nacional. Os resultados divulgados pelo INE revelam ainda uma evolução sustentada da atividade, num contexto em que o Algarve continua a concentrar uma parte significativa da procura turística registada em Portugal.

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Vem aí uma ‘nova’ Ponte Velha no Algarve? Projeto financia restauro de um dos símbolos desta cidade que pode reabrir ainda este ano

2 June 2026 at 09:50

A recuperação de património histórico continua a ser uma das apostas de vários municípios algarvios e, em Silves, uma das intervenções mais aguardadas está a decorrer numa estrutura que faz parte da identidade da cidade. A Ponte Velha, encerrada há vários anos por razões de segurança, está atualmente a ser alvo de obras que visam devolver-lhe a circulação pedonal e preservar um dos elementos mais emblemáticos da paisagem local.

De acordo com a informação divulgada sobre os investimentos apoiados pelo programa ALGARVE 2030, a reabilitação da Ponte Velha integra um conjunto mais vasto de projetos financiados por fundos europeus no concelho de Silves, abrangendo áreas como educação, abastecimento de água, saneamento, proteção civil e gestão de resíduos.

Símbolo histórico em recuperação

Entre as várias operações apoiadas, a intervenção na Ponte Velha assume um papel de destaque devido ao seu valor patrimonial e ao impacto que a sua reabertura poderá ter para residentes e visitantes.

A obra está orçada em cerca de 672.000 euros e conta com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional superior a 403.000 euros. A empreitada prevê o reforço estrutural da ponte e a realização de diversos trabalhos de recuperação que permitam voltar a utilizá-la em segurança.

Intervenção aguardada há anos

O encerramento da ponte prolongou-se durante vários anos, período marcado por sucessivos atrasos e dificuldades na concretização da obra. A atual empreitada surge após várias tentativas anteriores que não chegaram ao resultado esperado.

A presidente da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto, destacou a importância do monumento ao afirmar: “A nossa Ponte Velha é realmente um ex-libris da nossa cidade, mas não só. Diria que, pelo valor que tem em termos de património histórico, quer da cidade de Silves, quer da região e mesmo do país”.

Reabertura pode acontecer ainda este ano

A autarca mostrou-se otimista quanto ao avanço dos trabalhos, embora admita que fatores externos possam influenciar os prazos inicialmente previstos.

Segundo a mesma fonte, Luísa Conduto referiu que a atual empresa responsável pela intervenção tem conseguido cumprir o planeamento definido. “Temos uma empresa que tem cumprido com aquilo que estava previsto”, afirmou, sublinhando que esta foi uma situação diferente das experiências anteriores.

Intempéries provocaram alguns atrasos

Apesar da evolução positiva da empreitada, as condições meteorológicas registadas no início do ano acabaram por afetar o ritmo dos trabalhos.

A presidente da autarquia explicou que “devido às intempéries que decorreram em janeiro, tivemos aqui alguns atrasos”, acrescentando, contudo, que o empreiteiro tem conseguido recuperar parte desse tempo. A expectativa é que a abertura ao público possa acontecer dentro dos próximos meses.

Fundos europeus apoiam várias obras no concelho

A recuperação da Ponte Velha faz parte de um pacote de 11 operações candidatadas pelo Município de Silves ao programa ALGARVE 2030. No total, estes projetos representam um investimento global de cerca de 13 milhões de euros.

Acrescenta o documento do programa ALGARVE 2030 que os apoios comunitários correspondem a aproximadamente 60% do investimento elegível, permitindo avançar com intervenções que, de outra forma, seriam mais difíceis de concretizar apenas com recursos municipais.

Obra com forte valor simbólico

Embora os vários projetos em curso tenham impacto direto em diferentes setores, a recuperação da Ponte Velha continua a assumir um significado especial para a população local. O monumento representa uma das imagens mais reconhecidas de Silves e a sua reabertura é aguardada há vários anos.

Por essa razão, a evolução da empreitada está a ser acompanhada com atenção, numa fase em que os trabalhos parecem finalmente encaminhar-se para a conclusão de uma intervenção há muito desejada.

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Gooiâba Brand apresenta coleção de verão no Hotel Quinta do Marco

2 June 2026 at 09:01

A marca algarvia Gooiâba Brand promoveu, no passado sábado, o seu primeiro evento dedicado ao bem-estar feminino, reunindo mais de 35 mulheres para uma manhã marcada pelo convívio, partilha de experiências e momentos de descontração.

A iniciativa decorreu no Hotel Quinta do Marco, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira, e teve início com uma aula de pilates, seguindo-se um brunch num ambiente pensado para proporcionar uma experiência diferenciadora às participantes.

Experiência juntou pilates, brunch e apresentação da nova coleção

Inserido num cenário privilegiado, com vista para a serra e para o mar, o encontro permitiu às participantes desfrutar de uma manhã dedicada ao bem-estar e à valorização das relações pessoais.

A propósito desta iniciativa, a CEO da marca, Cristiana Antunes, explicou que “mais do que apresentar a nossa nova coleção de verão, quisemos criar uma experiência memorável para as nossas clientes e seguidoras, num ambiente leve, inspirador e muito feminino”.

A responsável acrescenta que “foi uma manhã repleta de boa energia, sorrisos e momentos especiais que ficarão certamente na memória de todas as participantes”.

O evento marcou a estreia da Gooiâba Brand na organização de encontros presenciais dedicados ao universo feminino, reforçando a proximidade da marca com as suas clientes e seguidoras através de experiências centradas no bem-estar e na partilha.

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Monchique regista a maior subida dos preços da habitação no Algarve

2 June 2026 at 08:15

O preço das casas no Algarve aumentou 10,7% em maio face ao mesmo mês do ano passado, atingindo um valor mediano de 4.057 euros por metro quadrado. Os dados são do mais recente índice de preços do idealista, que revela uma valorização trimestral de 3% no mercado habitacional algarvio.

Entre os 16 municípios analisados, Monchique destacou-se como o concelho com a maior subida anual dos preços da habitação, registando uma valorização de 32,9%. Seguem-se São Brás de Alportel, com um aumento de 24,5%, e Vila Real de Santo António, onde os preços cresceram 19,3%.

Também Faro (15,3%), Castro Marim (13,6%) e Portimão (12,9%) apresentaram aumentos superiores à média regional. Já Loulé (9,6%), Lagos (9,4%), Olhão (8,2%), Tavira (8,1%), Albufeira (6,8%) e Lagoa (6,6%) registaram crescimentos mais moderados. Em sentido inverso, Alcoutim foi o único concelho algarvio a apresentar uma descida dos preços das casas, com uma quebra de 15,2%.

Loulé continua a liderar entre os mercados mais caros

Apesar de não ter registado a maior subida anual, Loulé mantém-se como o município mais caro do Algarve para comprar habitação, com um preço mediano de 4.669 euros por metro quadrado.

No topo dos mercados mais valorizados surgem ainda Lagos, com 4.609 euros por metro quadrado, e Lagoa, com 4.016 euros. Seguem-se Albufeira (3.953 euros), Vila do Bispo (3.924 euros) e Faro (3.792 euros).

No extremo oposto da tabela encontra-se Alcoutim, onde o preço mediano se situa nos 1.019 euros por metro quadrado. Os dados mostram que comprar casa em Loulé custa atualmente mais de quatro vezes o valor registado naquele concelho do interior algarvio.

Algarve continua a ser a segunda região mais cara do país

A análise nacional revela que os preços da habitação aumentaram 10,2% no último ano, fixando-se nos 3.142 euros por metro quadrado.

Entre as regiões portuguesas, o Algarve mantém-se como a segunda mais cara para adquirir habitação, com um preço mediano de 4.057 euros por metro quadrado, apenas atrás da Área Metropolitana de Lisboa, onde o valor atinge os 4.391 euros.

Ao nível distrital, Faro continua a ocupar a segunda posição entre os distritos mais caros do país, com um preço mediano de 4.057 euros por metro quadrado, apenas superado por Lisboa.

O relatório completo do idealista encontra-se disponível em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda

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Comerciantes contestam redução de horários e alertam para impacto no turismo de Albufeira

2 June 2026 at 07:00

A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) manifestou esta segunda-feira preocupação relativamente às novas medidas de mitigação do ruído implementadas pelo Município de Albufeira, alertando para possíveis consequências legais e económicas para os setores abrangidos.

As medidas, que entraram em vigor esta segunda-feira, resultam de uma decisão da Câmara Municipal de Albufeira e visam reduzir os níveis de ruído em zonas classificadas como de “especial prevenção ruidosa”, bem como nas áreas envolventes abrangidas por um raio de cinco quilómetros.

De acordo com o despacho municipal, os horários de funcionamento de vários estabelecimentos foram reduzidos. As lojas de conveniência, garrafeiras e minimercados passam agora a encerrar às 23:00, em vez da meia-noite. Já os bares veem o seu horário reduzido das 04:00 para as 03:00, enquanto as discotecas passam a encerrar às 05:00, uma hora mais cedo do que anteriormente.

O despacho determina ainda um reforço das medidas de controlo sonoro, impondo aos estabelecimentos um limite máximo de 74 decibéis.

Empresários levantam dúvidas sobre limites de ruído e custos de implementação

Em declarações à Lusa, o presidente da ACALB, Sérgio Brito, afirmou existirem “muitas dúvidas sobre o teor do despacho que foi emitido pelo município”, referindo que a associação tem recebido “vários pedidos de esclarecimento” por parte dos empresários.

A principal preocupação incide sobre a redução de horários, cujo impacto económico, disse, ainda não foi devidamente avaliado: “Temos de avaliar o impacto efetivo que isto tem na economia”, sublinhou.

Segundo o responsável, a medida foi adotada “sem auscultação dos parceiros sociais”, considerando tratar-se de “um ato unilateral da Câmara Municipal que “é respeitado, mas cuja dimensão precisa de ser reavaliada”.

Sérgio Brito salientou ainda que “os empresários foram todos surpreendidos com esta redução” e alertou para “impactos financeiros negativos na atividade”.

Além da limitação de horários, a ACALB manifesta reservas quanto à instalação de medidores exteriores de ruído sujeitos a um limite de 74 decibéis.

“Isto significa que pessoas numa esplanada a conversar normalmente ultrapassam esse valor”, explicou, acrescentando que “toda a atividade inerente a um restaurante ou um bar fica completamente limitada”.

O dirigente apontou ainda questões técnicas e custos associados à implementação das medidas, lembrando que a generalidade dos estabelecimentos já dispõe de limitadores de som certificados.

A aplicação das medidas abrange, segundo a associação, mais de 400 estabelecimentos, “não se restringindo às zonas tradicionalmente identificadas como de maior pressão turística, mas a um raio de cinco quilómetros”.

“Além da despesa, há também a questão técnica de implementação”, afirmou, alertando para dificuldades logísticas e operacionais.

O responsável lamentou que a autarquia “nunca tivesse ouvido os comerciantes”, apesar de ter sido apresentado em maio “um plano de mitigação do ruído”, afirmando que o setor “está disponível para colaborar”.

Sérgio Brito considerou que as medidas terão impacto “não apenas na restauração e nos bares, mas em toda a cadeia de valor do turismo.

“Toda a atividade turística, este ecossistema envolvente que vive à base da animação turística, sofre bastante”, frisou.

Associação admite analisar enquadramento jurídico das medidas

Quanto à legalidade das medidas, o responsável indicou que a associação “está a analisar o enquadramento jurídico”.

Sérgio Brito apontou ainda efeitos práticos que foram hoje de madrugada visíveis após a entrada em vigor das regras, referindo que “os estabelecimentos encerraram mais cedo, mas a presença de pessoas na via pública e o ruído manteve-se”.

“Os bares encerraram às 03:00, mas as pessoas mantiveram-se na rua a falar alto e sem controlo”, notou.

Sérgio Brito garantiu que a associação continuará a tentar dialogar com a Câmara Municipal para “contribuir para soluções equilibradas, para não prejudicar a atividade de animação turística que é reconhecida há mais de 40 anos e faz parte cultural de Albufeira”.

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Está difícil: procura-se diretor de recursos humanos para a Volkswagen

By: ZAP
2 June 2026 at 06:30
A maior fabricante automóvel da Europa não anuncia alguém para uma posição extremamente central na empresa. Há tensão interna. A Volkswagen, maior fabricante automóvel da Europa, continua sem conseguir encontrar um diretor de recursos humanos. A empresa não consegue preencher uma das posições mais sensíveis da sua estrutura de gestão – isto quase um ano após a saída de Gunnar Kilian, antigo responsável pelos recursos humanos. É uma consequência das tensões internas que afetam um grupo alemão que está numa fase de profunda reestruturação e redução de custos. Kilian abandonou o cargo em julho de 2025; havia divergências estratégicas e

APS investe 1,35 milhões em melhorias das infraestruturas portuárias do Porto de Sines

2 June 2026 at 02:02

A reparação das estruturas de betão no cais do Porto de Serviços, bem como a recuperação dos diversos faróis e baías de assinalamento marítimo são duas das intervenções de reabilitação e valorização das infraestruturas portuárias e logísticas do Porto de Sines, para reforçar as suas condições de segurança, operacionalidade e sustentabilidade, que a APS – Administração do Porto de Sines tem vindo a fazer nos últimos meses.

Entre as intervenções já concluídas, destaca-se a reparação das estruturas de betão no cais do Porto de Serviços, terminando, desta forma, a reabilitação dos cais de acostagem desta infraestrutura.

Foi também concluída a intervenção de reparo e reabilitação marítima do Porto de Sines, através da recuperação dos diversos faróis e baías de assinalamento marítimo.

Deste modo, «pretende-se reforçar a segurança do tráfego marítimo associado aos vários terminais e zonas de acostagem no porto, contribuindo para a prevenção de acidentes e consecutivamente, para a eficiência das operações portuárias», salienta a APS.

No âmbito da modernização das infraestruturas portuárias, a APS anuncia que vai ser lançado um concurso público para a empreitada de reabilitação estrutural dos Postos 9 e 10 do Terminal Petroquímico.

«Esta intervenção visa assegurar a reabilitação deste cais de acostagem, de modo a garantir a vida útil desta infraestrutura, bem como a continuidade das operações portuárias sem restrições», explica.

Em paralelo, a Pedreira de Monte Chãos está oficialmente legalizada pela DGEG- Direção Geral de Energia e Geologia, «constituindo um recurso fundamental no garantir de futuras obras de expansão marítima».

O conjunto destas intervenções e investimentos representa um total de cerca de 1,35 milhões de euros, o que, segundo a APS, reflete o seu «compromisso contínuo» na «melhoria e modernização das infraestruturas portuárias, melhorando as condições operacionais e de sua segurança, impulsionando a competitividade do porto».

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