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“Ouro verde”: espanhóis rendidos ao fruto exótico muito produzido no Algarve que ‘dá’ anos de vida e ajuda o coração

2 June 2026 at 16:30

O abacate, muitas vezes chamado de “ouro verde” em Espanha, tem vindo a conquistar cada vez mais espaço na alimentação e na agricultura do sul da Europa. Em Portugal, o Algarve é uma das regiões onde este fruto exótico tem maior presença, impulsionado pelo clima ameno, pelos solos bem drenados e pela procura crescente dos consumidores.

A fruta é um dos pilares de uma alimentação equilibrada e continua a ser recomendada por especialistas em nutrição. Entre as opções que mais se destacam nos últimos anos está o abacate, valorizado pela textura cremosa, pelo sabor suave e pela composição nutricional.

Em Espanha, onde a produção tem aumentado de forma expressiva, o abacate ganhou a alcunha de “oro verde”, ou “ouro verde”, de acordo com o portal HuffPost. A designação está ligada ao seu valor económico, à forte procura no mercado e aos benefícios associados ao consumo regular deste alimento.

Abacate ganha espaço no Algarve

Em Portugal, o cultivo de abacate tem crescido sobretudo no Algarve. A região reúne condições favoráveis para esta cultura, graças ao clima mais ameno, à exposição solar e a solos que, em várias zonas, permitem bom desenvolvimento das plantações.

Concelhos como Lagos, Aljezur e Silves têm registado maior presença de abacateiros, acompanhando uma tendência que também se observa noutros países do sul da Europa. A procura nacional e internacional tem ajudado a tornar este fruto mais apelativo para alguns produtores.

Ainda assim, a expansão da cultura também tem levantado preocupações ambientais, sobretudo devido às necessidades de água e à pressão sobre recursos naturais em regiões já marcadas por períodos de seca. Por isso, o crescimento da produção deve ser acompanhado de gestão responsável.

Um fruto valorizado pela nutrição

O abacate é frequentemente destacado por ser rico em gorduras insaturadas, fibras, vitaminas e minerais. Ao contrário de muitas frutas mais doces, apresenta uma composição diferente, com maior teor de gordura considerada benéfica quando integrada numa alimentação equilibrada.

Esta característica faz com que seja usado em saladas, tostas, molhos, pratos frios, pequenos-almoços e até sobremesas. A sua versatilidade é uma das razões para o crescimento do consumo, sobretudo entre pessoas que procuram opções práticas e nutritivas.

O fruto não deve, no entanto, ser encarado como uma solução milagrosa. Tal como acontece com outros alimentos, os benefícios dependem do conjunto da dieta, da quantidade consumida e do estilo de vida de cada pessoa.

Estudo analisou consumo diário

Um estudo conduzido por investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisou o impacto do consumo diário de abacate nos hábitos alimentares de adultos. A investigação acompanhou mais de mil participantes ao longo de várias semanas.

A equipa foi liderada por Kristina Petersen e Penny Kris-Etherton, que procuraram perceber se a inclusão regular deste fruto poderia melhorar a qualidade geral da dieta. Os participantes relataram o que consumiam ao longo de períodos de 24 horas, permitindo comparar padrões alimentares.

Durante 26 semanas, parte dos voluntários incluiu abacate na alimentação, enquanto outro grupo manteve os hábitos habituais. Os resultados apontaram para melhorias na organização das refeições entre os consumidores regulares deste fruto.

Escolhas alimentares mais equilibradas

Segundo os dados publicados na revista Current Developments in Nutrition, os participantes que consumiram abacate passaram a apresentar escolhas alimentares mais saudáveis. O fruto parece ter ajudado a substituir alimentos mais calóricos ou menos interessantes do ponto de vista nutricional.

Kristina Petersen sublinhou que o abacate é uma fonte relevante de nutrientes e que o objetivo da investigação foi perceber se o consumo constante poderia melhorar a qualidade da dieta. Os resultados sugerem que a inclusão deste alimento pode contribuir para refeições mais equilibradas.

Uma das conclusões mais interessantes foi a substituição natural de alguns alimentos por abacate. Em vez de acrescentar apenas mais calorias ao prato, muitos participantes usaram o fruto como alternativa a opções menos recomendáveis.

Benefícios para o coração

O abacate é também associado à saúde cardiovascular devido ao seu teor de gorduras insaturadas. Este tipo de gordura, quando consumido no contexto de uma dieta equilibrada, pode ajudar a melhorar a qualidade da alimentação e a reduzir o consumo de gorduras menos saudáveis.

Além disso, a presença de fibras contribui para maior saciedade, o que pode ajudar algumas pessoas a controlar melhor o apetite ao longo do dia. Este efeito é particularmente valorizado em planos alimentares focados no equilíbrio e na prevenção de excessos.

Apesar disso, o abacate é um fruto calórico e deve ser consumido com moderação. A recomendação principal é integrá-lo em refeições equilibradas, sem exageros e sem substituir a variedade alimentar necessária no dia a dia.

Popularidade cresce nas cozinhas

A popularidade do abacate também se explica pela facilidade com que se adapta a diferentes pratos. Pode ser servido simples, temperado com limão, usado em guacamole, combinado com ovos, misturado em saladas ou colocado sobre pão torrado.

Esta versatilidade tornou-o comum em cafés, restaurantes e cozinhas domésticas, especialmente entre consumidores atentos à alimentação saudável. O aspeto visual do fruto também ajudou à sua divulgação, sobretudo nas redes sociais e em receitas de verão.

No Algarve, a presença crescente da cultura reforça a ligação entre o fruto e a região. O abacate tornou-se, assim, um exemplo de como novas tendências alimentares podem influenciar a agricultura local.

Um aliado, mas não um milagre

Apesar da fama de “ouro verde”, o abacate deve ser visto como parte de uma alimentação variada, e não como um alimento milagroso. Comer uma peça por dia pode ajudar a melhorar a qualidade da dieta de algumas pessoas, mas não substitui outros hábitos essenciais.

Praticar atividade física, beber água, dormir bem, reduzir alimentos ultraprocessados e manter variedade no prato continuam a ser fatores fundamentais para uma vida mais saudável. O abacate pode ser um aliado, mas não resolve sozinho os problemas de alimentação.

Ainda assim, o interesse crescente pelo fruto mostra que os consumidores estão mais atentos ao que colocam no prato. Entre benefícios nutricionais, valor económico e produção em expansão no Algarve, o abacate continua a afirmar-se como um dos frutos mais falados dos últimos anos.

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Nem Falésia nem Praia da Rocha: britânicos ‘escolhem’ praia no Algarve longe das multidões que foi eleita a melhor da Europa

2 June 2026 at 15:50

A praia algarvia que está a dar que falar entre os britânicos fica na costa ocidental, longe dos resorts mais movimentados, e foi apontada como a melhor da Europa para 2026. Trata-se da Praia de Monte Clérigo, em Aljezur, destacada pela imprensa britânica pela beleza natural, ambiente tranquilo e pôr do sol sobre o Atlântico.

A distinção foi atribuída pela European Best Destinations, que elegeu Monte Clérigo como a melhor praia europeia para 2026. A escolha foi noticiada pelo jornal britânico The Sun, que apresentou este areal como uma escapadinha mais calma dentro do Algarve, região muito procurada por turistas do Reino Unido.

O artigo sublinha que o Algarve atrai todos os anos milhões de britânicos em busca de sol, praias de areia dourada e férias junto ao mar. Ainda assim, a praia agora destacada não fica entre os destinos mais conhecidos, como Albufeira, Vilamoura, Alvor, Falésia ou Praia da Rocha.

Uma praia longe dos grandes resorts

A Praia de Monte Clérigo fica no concelho de Aljezur, na costa ocidental algarvia. Ao contrário de outras zonas mais turísticas do Algarve, mantém um ambiente mais selvagem, marcado por falésias, mar atlântico e uma envolvente natural preservada.

Segundo a publicação britânica, Monte Clérigo distingue-se precisamente por estar afastada das multidões que costumam encher alguns dos resorts mais populares da região. O areal amplo e a paisagem atlântica ajudam a criar uma experiência diferente da imagem mais urbana e turística do Algarve central.

A praia integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma das áreas costeiras mais valorizadas do país pela sua biodiversidade, trilhos, arribas e paisagens menos alteradas pela construção.

Falésias douradas e paisagem atlântica

A European Best Destinations avaliou várias praias europeias tendo em conta critérios como beleza natural, qualidade da água, ambiente familiar, atividades disponíveis, alojamento e atmosfera geral. As praias mais bem classificadas foram depois submetidas à votação de um painel internacional de viajantes e entusiastas de turismo.

Monte Clérigo foi descrita como uma praia de falésias douradas e paisagens atlânticas selvagens. A combinação entre areia extensa, mar aberto, casas coloridas na encosta e pôr do sol sobre o oceano ajudou a reforçar a sua imagem como uma das praias mais bonitas da Europa.

O local é também conhecido pelas poças naturais que se formam na maré baixa, pelas condições para a prática de surf e pela proximidade à vila de Aljezur. Para quem procura natureza, caminhadas e ambiente mais tranquilo, é uma alternativa aos destinos algarvios mais movimentados.

Britânicos destacam o pôr do sol

A imprensa britânica apresentou Monte Clérigo como uma das chamadas “Sunset Beaches” de Portugal. A posição da praia, virada para oeste, permite ver o sol desaparecer no horizonte sobre o Atlântico, um dos aspetos mais valorizados por visitantes estrangeiros.

O The Sun cita comentários de turistas que descrevem a praia como bonita, preservada e afastada do ritmo mais intenso dos centros turísticos. Alguns visitantes destacam a costa recortada, a tranquilidade e a possibilidade de ficar até ao final do dia para fotografar o pôr do sol.

Esta combinação de cenário natural e menor pressão turística ajuda a explicar o interesse crescente por Monte Clérigo. Para muitos viajantes, a praia oferece uma versão diferente do Algarve: menos urbana, mais atlântica e mais ligada à natureza.

Aljezur ganha visibilidade internacional

A distinção representa também uma oportunidade para Aljezur, concelho que tem vindo a afirmar-se como destino de turismo de natureza, surf, caminhadas e gastronomia local. A visibilidade internacional pode atrair novos visitantes, sobretudo aqueles que procuram fugir das zonas mais cheias durante o verão.

Apesar disso, o aumento da procura deve ser acompanhado com atenção. Praias inseridas em áreas naturais sensíveis exigem respeito pelas regras ambientais, estacionamento adequado, preservação das dunas e cuidado com resíduos deixados no areal.

Fácil acesso para turistas britânicos

O jornal britânico sublinha ainda que a praia é relativamente acessível para quem viaja do Reino Unido. O Aeroporto de Faro fica a cerca de uma hora e meia de carro de Monte Clérigo, o que permite combinar voos curtos com uma escapadinha até à costa vicentina.

A publicação refere também a existência de voos económicos para Faro durante o mês de junho, reforçando a ideia de que o destino pode ser uma opção atrativa para turistas britânicos que procuram sol, praia e preços competitivos.

Ainda assim, quem visita Monte Clérigo deve ter em conta que se trata de uma zona diferente dos grandes resorts. A oferta é mais tranquila, a paisagem é mais selvagem e a experiência está mais ligada à natureza do que ao turismo de massas.

Grécia, Itália e Noruega também na lista

Na lista das melhores praias da Europa para 2026, Monte Clérigo surge em primeiro lugar, à frente de vários destinos conhecidos. A segunda posição foi atribuída à praia de Voutoumi, em Antipaxos, na Grécia, seguindo-se Fteri Beach, em Cefalónia.

A lista inclui ainda Elafonisi, em Creta, conhecida pela areia rosada, Bogliasco Beach, em Itália, Cala Mesquida, em Maiorca, Kvalvika Beach, na Noruega, Rovinia Beach, em Corfu, Kaputas Beach, na Turquia, e Paleokastritsa, também em Corfu.

Uma alternativa ao Algarve mais conhecido

Para quem associa o Algarve apenas a grandes resorts, animação noturna e praias cheias, Monte Clérigo mostra outra face da região. A praia combina areal amplo, mar atlântico, falésias e uma pequena localidade junto à costa, mantendo um ambiente mais calmo do que os destinos mais populares.

A distinção internacional pode aumentar a curiosidade sobre esta zona de Aljezur, mas também reforça a importância de visitar com respeito pelo território. Estacionar nos locais próprios, proteger as dunas e evitar deixar lixo são cuidados essenciais para preservar o equilíbrio da praia.

Eleita a melhor praia da Europa para 2026, Monte Clérigo confirma que o Algarve continua a surpreender para lá dos nomes mais conhecidos. Longe das multidões, este areal da costa ocidental está agora no centro das atenções dos britânicos.

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Autarquia de Loulé felicita Diogo Virgínia por título de Vice-campeão Europeu de Ori BTT

1 June 2026 at 07:03

A Câmara Municipal de Loulé endereça as felicitações a Diogo Virgínia, jovem louletano que alcançou dia 27, o título de Vice-Campeão no Campeonato da Europa de Orientação em BTT, prova que decorreu em Vilar Formoso.

O atleta do Club BTT Terra de Loulé conquistou o 2º lugar na prova de Mass Start/Longa Distância do escalão M17, sagrando-se Vice-Campeão Europeu.

Num formato exigente, marcado pela resistência física, velocidade e decisões constantes, o jovem atleta português voltou a colocar Portugal em destaque numa das maiores competições internacionais de Orientação em BTT.

“Parabéns, Diogo!  Parabéns, Club BTT Terra de Loulé! Obrigada por projetarem o nome do nosso concelho além-fronteiras! Este incrível resultado honra o desporto louletano e motiva-nos a trabalhar ainda mais para proporcionarmos as melhores condições a todos os praticantes, seja quem é atleta federado ou quem pratica desporto informalmente”, afirma o presidente da Autarquia de Loulé, Telmo Pinto.

Recorde-se que o BTT e todas as suas vertentes mobilizam no concelho de Loulé um elevado número de praticantes, de todas as idades. O Club BTT Terra de Loulé é um dos principais clubes da Europa ao nível da formação desportiva.

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Pedro Abrunhosa leva música portuguesa à Europa após passagem pelo Algarve

2 June 2026 at 11:53

O músico Pedro Abrunhosa vai regressar aos palcos internacionais no final deste ano para uma série de quatro concertos em várias cidades europeias, acompanhado pela banda Comité Caviar, anunciou esta segunda-feira a sua agência de representação.

De acordo com a Sons em Trânsito, a digressão passará por Genebra, na Suíça, a 9 de dezembro, seguindo depois para o Luxemburgo, a 19 de fevereiro de 2027. Em março, Pedro Abrunhosa atua em Londres, no dia 5, e em Paris, a 7 de março.

Os concertos internacionais acrescem à agenda nacional de Abrunhosa, que conta com atuações previstas para Faro, Alcobaça, Póvoa de Varzim, Sintra, Évora, Braga, Coimbra, Santa Maria da Feira, Santarém e Viana do Castelo, entre outubro deste ano e fevereiro do próximo.

A digressão “Inverbo” vai atravessar “fronteiras para unir os novos temas aos clássicos incontornáveis que marcam a sua carreira”.

“É o regresso de Pedro Abrunhosa aos palcos internacionais, reafirmando a força da sua narrativa e a universalidade das suas autorias que continuam a emocionar o público e a marcar o seu tempo”, pode ler-se no comunicado.

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Nem praias nem restaurantes: alemães entregam prémio ao Algarve e este foi o motivo

31 May 2026 at 14:40

O Algarve voltou a captar atenções fora de Portugal, desta vez por motivos ligados ao turismo de natureza e às caminhadas. A região foi distinguida numa votação promovida por uma revista alemã especializada, surgindo entre os destinos europeus mais apreciados por quem procura percursos pedestres, paisagens naturais e experiências fora dos circuitos tradicionais de verão.

De acordo com a revista alemã Trekking Magazine, o Algarve alcançou o terceiro lugar no prémio “Most Popular Hiking Regions in Europe 2026”. A escolha foi feita através da votação de cerca de 35.000 leitores da publicação, dedicada ao turismo de natureza e às caminhadas em vários países europeus.

A região portuguesa aparece atrás das Dolomitas e Tirol do Sul, em Itália, e da Bretanha, em França. Segundo a mesma fonte, a classificação coloca o Algarve entre os principais destinos europeus para quem privilegia trilhos, paisagens naturais e percursos de longa distância.

Caminhadas ganham espaço no turismo algarvio

Nos últimos anos, o Algarve tem procurado diversificar a oferta turística para além do verão e das praias. O reconhecimento internacional surge numa altura em que o turismo ligado à natureza ganha peso na região, sobretudo fora da época alta.

Escreve a publicação alemã que fatores, como o clima ameno ao longo do ano e a autenticidade das experiências locais ajudaram a consolidar a posição do Algarve neste segmento. A possibilidade de realizar caminhadas durante vários meses do ano tem sido apontada como uma das vantagens da região.

Trilhos que atravessam o interior e a costa

Entre os percursos destacados encontram-se a Via Algarviana e a Rota Vicentina. A primeira atravessa o interior algarvio, enquanto a segunda acompanha parte da costa sudoeste portuguesa.

Segundo a mesma fonte, estes percursos permitem descobrir zonas menos associadas ao turismo balnear, passando por áreas rurais, pequenas localidades e paisagens naturais afastadas dos centros mais movimentados da região.

Evento que quer atrair visitantes fora do verão

O prémio foi anunciado poucos dias antes do arranque do Algarve Walking Season, uma iniciativa que reúne cinco festivais dedicados às caminhadas. O objetivo passa por incentivar visitas durante períodos de menor procura turística.

Acrescenta a publicação que esta estratégia procura promover um contacto mais próximo com o património natural e cultural da região. A aposta em atividades ligadas à natureza é vista também como uma forma de distribuir o fluxo turístico ao longo do ano.

Há mais caminhos além das zonas balneares

Apesar de continuar associado às praias e ao turismo de verão, o Algarve tem vindo a ganhar notoriedade junto de visitantes interessados em experiências ligadas ao ar livre. Os trilhos pedestres, os percursos rurais e as zonas protegidas passaram a integrar vários roteiros turísticos internacionais.

Um dos percursos apontados como exemplo é o trilho entre Alte e a Ribeira de Alte, que conduz à Queda do Vigário. O local é conhecido pela presença de uma cascata procurada por visitantes durante diferentes épocas do ano.

Distinção que muda o foco sobre a região

A presença do Algarve neste ranking europeu mostra também uma mudança na forma como a região é promovida além-fronteiras. O destaque já não passa apenas pelas zonas costeiras mais conhecidas, mas também pelo património natural do interior e pelos percursos de natureza.

A Trekking Magazine refere ainda que o Algarve continua a consolidar a sua posição como destino multifacetado, capaz de atrair visitantes interessados em diferentes tipos de turismo, incluindo caminhadas, observação da paisagem e atividades ao ar livre.

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Britânicos lançam “aviso urgente” para todos o que viajam para Portugal: património português está em risco e este é o motivo

31 May 2026 at 08:30

Portugal continua a ser um dos destinos preferidos dos turistas britânicos, mas quem visita o país está a ser aconselhado a ter atenção à compra de azulejos antigos vendidos na rua, em feiras ou em lojas sem informação clara sobre a origem das peças. O alerta surge devido ao roubo de azulejos em edifícios antigos, que depois podem ser vendidos como artigos “vintage” ou recuperados.

Os azulejos são uma das marcas mais reconhecidas do património português e fazem parte da identidade visual de igrejas, palácios, estações ferroviárias, fachadas de casas e edifícios históricos. Muitos turistas procuram estas peças como recordação, mas especialistas e residentes alertam que nem todos os azulejos à venda têm proveniência legal.

Segundo relatos divulgados por criadores de conteúdo residentes em Portugal, citados pelo portal britânico Express, existe um mercado paralelo alimentado pelo furto de azulejos retirados de edifícios abandonados, imóveis em obras ou até habitações ocupadas. As peças são depois vendidas em mercados, zonas turísticas, plataformas online e, em alguns casos, enviadas para o estrangeiro.

Azulejos são património, não simples lembranças

Conhecidos pela cor, detalhe e valor artístico, os azulejos portugueses têm mais de cinco séculos de história e estão presentes em diferentes regiões do país. Para além da função decorativa, contam histórias ligadas à religião, à arquitetura, à vida quotidiana e à evolução urbana de várias cidades.

O problema é que a procura turística por peças antigas tornou estes elementos mais apetecíveis para redes de furto e revenda. Um azulejo retirado de uma fachada não é apenas um objeto isolado: faz parte de um conjunto arquitetónico e, quando desaparece, deixa uma marca visível no edifício e empobrece o património local.

Por isso, a compra de azulejos sem origem comprovada pode contribuir, mesmo sem intenção, para a destruição de património histórico. Muitos compradores acreditam estar a adquirir uma peça recuperada de forma legítima, mas nem sempre fazem perguntas sobre a proveniência ou exigem documentação.

Como funciona o mercado ilegal

De acordo com os alertas partilhados, os ladrões tendem a procurar edifícios antigos, imóveis devolutos ou fachadas em reabilitação, onde os azulejos podem ser removidos com menor vigilância. Em alguns casos, são usadas ferramentas próprias para retirar as peças com cuidado, evitando que se partam e aumentando o seu valor de revenda.

Depois de retirados, os azulejos podem surgir à venda como peças “antigas”, “recuperadas” ou “vintage”. A aparência envelhecida, que para o turista pode parecer sinal de autenticidade, é precisamente um dos fatores que aumenta o risco de se tratar de património furtado.

A falta de perguntas sobre a origem das peças facilita este negócio. Se o vendedor não consegue explicar de onde vieram os azulejos, não apresenta fatura, certificado ou informação clara sobre a proveniência, o comprador deve desconfiar.

O que devem fazer os turistas

Quem quiser comprar azulejos em Portugal deve privilegiar lojas de artesãos, oficinas de cerâmica, museus, lojas especializadas e espaços que vendam peças novas ou reproduções devidamente identificadas. Comprar diretamente a artistas locais é uma forma mais segura de levar uma recordação autêntica sem alimentar o mercado ilegal.

Antes de comprar uma peça antiga, é aconselhável perguntar a origem, pedir comprovativo de venda e perceber se se trata de uma reprodução, de um azulejo novo ou de uma peça recuperada de forma legal. Se o vendedor evitar responder, não emitir recibo ou apresentar a peça de forma vaga, o melhor é não comprar.

Este cuidado é especialmente importante em zonas turísticas onde há maior circulação de visitantes e maior facilidade em vender objetos sem grande controlo. A regra é simples: se parece demasiado antigo, raro ou barato e não há explicação convincente sobre a origem, o risco é maior.

Património português em risco

Os azulejos portugueses têm valor cultural e histórico, mas também económico, o que os torna vulneráveis ao furto. A retirada ilegal destas peças afeta a imagem das cidades, prejudica proprietários e dificulta a preservação de edifícios antigos.

Nos últimos anos, várias entidades ligadas ao património têm alertado para a necessidade de maior proteção, registo e sensibilização. O problema não está apenas em quem rouba, mas também em quem compra sem questionar a origem.

Para os turistas, o conselho é claro: levar uma recordação de Portugal não deve significar retirar uma parte da história do país. A melhor alternativa passa por apoiar ceramistas e lojas responsáveis, escolhendo peças novas, reproduções autorizadas ou produtos com proveniência comprovada.

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“Estou cansada disto”: mulher que descontou durante 44 anos foi forçada a reformar-se e teve pensão penalizada

30 May 2026 at 13:40

Num contexto em que também em Portugal se debate a justiça das reformas antecipadas e das penalizações aplicadas a quem descontou durante toda a vida, um novo caso vindo de Espanha volta a reacender a discussão. Uma mulher com 44 anos de carreira contributiva viu a sua pensão ser fortemente penalizada depois de ter sido obrigada a reformar-se antes da idade legal, segundo o jornal digital Noticias Trabajo.

Laura Allué descontou para a Segurança Social espanhola durante 44 anos, período que, segundo explica, deveria deixá-la perto da pensão máxima, atualmente próxima dos 3.000 euros. No entanto, aos 59 anos foi despedida e, sem conseguir regressar ao mercado de trabalho, acabou empurrada para a reforma antecipada involuntária.

A realidade que relatou em entrevista televisiva foi dura: “penalizam-me com um 27% da minha pensão”, afirmou, citada pela mesma fonte. Mesmo com quase meio século de contribuições, considera que a pensão atribuída fica muito abaixo do valor esperado. Ao recordar que trabalhou “de segunda a sábado, entre oito e nove horas por dia”, admitiu sentir-se defraudada pelo sistema.

Uma vida inteira a descontar e uma penalização permanente

Durante o programa, a mulher espanhola desabafou: “Estou cansada disto”, sublinhando que, apesar dos 44 anos de carreira contributiva, a redução aplicada à sua pensão terá efeitos para o resto da vida. Reforçou ainda a ideia de que muitos trabalhadores apenas procuram uma reforma digna depois de décadas de trabalho.

Casos como o de Laura não são únicos. Existem outros relatos de pensionistas, entre eles Paco Crespo, que foi obrigado a reformar-se aos 62 anos com uma carreira completa de descontos que, ainda assim, resultou em penalizações significativas, de acordo com o Noticias Trabajo.

Solicitações de mudanças legislativas

Num debate na televisão catalã TV3, a advogada Marta Barreda alertou para o impacto destas penalizações ao longo de toda a vida dos reformados. Considerou que “se está a castigar estas pessoas”, defendendo que devem continuar a lutar por maior equidade e pelo apoio dos partidos políticos.

A especialista deixou ainda um conselho direto: tentar alcançar o direito ao valor total da pensão, evitando cortes que se tornam permanentes. Para Barreda, esta deveria ser uma prioridade num sistema que, cada vez mais, penaliza quem é forçado a sair do mercado de trabalho antes do tempo.

Uma discussão que também interessa a Portugal

Tal como acontece em Espanha, também em Portugal continua a existir um debate sobre os coeficientes que reduzem o valor das pensões antecipadas, sobretudo no caso de carreiras contributivas longas. Muitos trabalhadores que começaram a trabalhar ainda na adolescência enfrentam cortes relevantes caso tenham de se reformar por desemprego ou desgaste profissional.

Por isso, casos como o de Laura Allué voltam a colocar o tema na agenda pública e mostram que a discussão sobre reformas dignas não é apenas espanhola, mas comum a muitos países europeus, incluindo Portugal, onde milhares de pessoas esperam que carreiras longas sejam devidamente reconhecidas.

Como curiosidade, em vários países europeus, o aumento da esperança média de vida tem levado os governos a rever regras de acesso à reforma, tornando este tema cada vez mais presente no debate público.

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“Fomos acordados pelo caos”: piloto tem alegado ataque cardíaco e o avião desta companhia foi desviado para Portugal

30 May 2026 at 07:40

Um voo comercial entre Espanha e o Reino Unido acabou por ser desviado para Portugal depois de uma emergência médica envolvendo um dos pilotos da aeronave. O avião da companhia aérea Jet2 aterrou de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, após um alegado ataque cardíaco sofrido pelo comandante durante o voo. De acordo com o jornal britânico The Sun, o incidente aconteceu quando a aeronave seguia de Tenerife para Birmingham com 220 passageiros a bordo.

A aterragem ocorreu durante a madrugada do dia 22 de maio, pelas 2:11 h, numa altura em que o avião voava a cerca de 30.000 pés de altitude. Segundo a mesma fonte, o segundo piloto assumiu o controlo da aeronave e conduziu a aterragem no aeroporto português.

Passageiros acordados durante a descida

Vários passageiros relataram momentos de confusão dentro da cabine durante a aproximação ao Porto. Escreve o jornal que algumas pessoas estavam a dormir quando foram surpreendidas pela movimentação da tripulação e pela descida rápida da aeronave.

“O meu companheiro e eu estávamos a dormir quando fomos acordados pelo caos”, contou um passageiro ao The Sun. Conforme a mesma fonte, as luzes da cabine começaram a piscar e as assistentes de bordo percorriam os corredores à procura de um médico entre os passageiros.

Pedido urgente de ajuda médica

Os testemunhos recolhidos pelo jornal britânico descrevem um ambiente de preocupação crescente no interior do avião. Refere a publicação que algumas comissárias de bordo estariam visivelmente emocionadas enquanto tentavam lidar com a situação na cabine de pilotagem.

Um dos passageiros relatou ainda que o filho de dois anos começou a chorar devido à descida rápida da aeronave, numa reação partilhada por outras crianças presentes no voo. Segundo a mesma fonte, o aparelho perdeu altitude de forma repentina antes da aterragem de emergência.

Primeiros socorros prestados no aeroporto

Após a aterragem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os serviços de emergência deslocaram-se para a pista para prestar assistência. O piloto recebeu os primeiros cuidados ainda dentro da aeronave antes de ser transportado para o hospital.

O tabloide britânico divulgou também imagens dos meios de emergência posicionados junto ao avião. Acrescenta a publicação que o estado de saúde do piloto não foi posteriormente detalhado pela companhia aérea.

Passageiros ficaram retidos no Porto

Depois da aterragem, os 220 passageiros permaneceram no Porto durante cerca de 13 horas antes de seguirem viagem para o Reino Unido. Sabe-se ainda que o regresso foi assegurado através de um novo voo e com uma nova tripulação.

Alguns passageiros criticaram a forma como a situação foi gerida após o desembarque. Escreve o jornal que houve relatos de pessoas que se sentiram sem apoio logístico durante o período de espera no aeroporto português.

Queixas sobre falta de alojamento

“Ficámos retidos em Portugal durante mais de 13 horas, sem alojamento”, afirmou um dos passageiros citados pelo jornal britânico. Segundo a mesma fonte, os viajantes permaneceram inicialmente dentro do avião durante cerca de uma hora antes de poderem sair.

O mesmo passageiro afirmou que a companhia aérea não disponibilizou estadia temporária, alegando custos elevados associados ao alojamento dos passageiros. Acrescenta a publicação que várias pessoas acabaram por aguardar no aeroporto até à partida do novo voo.

Companhia confirmou problema de saúde

A Jet2 confirmou posteriormente que o voo foi desviado para o Porto devido ao facto de um dos pilotos não se sentir bem durante a viagem. De qualquer forma, a empresa não confirmou oficialmente o alegado ataque cardíaco referido pelos passageiros.

Um outro viajante contou ao The Sun que a companhia aérea terá informado os ocupantes de que o piloto sofreu “um ataque cardíaco na cabine”. Segundo a mesma fonte, muitos passageiros demonstraram preocupação e solidariedade perante a situação.

Alternativas oferecidas aos passageiros

Após o incidente, a companhia informou os passageiros de que poderiam alterar gratuitamente as viagens para outros voos operados pela Jet2. A possibilidade abrangia os 14 destinos da empresa no Reino Unido.

O episódio terminou sem registo de feridos entre os passageiros, mas deixou relatos de tensão vividos durante a descida inesperada e a aterragem de emergência em território português.

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Esta planta nasce ‘a potes’ no Algarve onde quase nada sobrevive e pode render milhões: conheça o “espargo do mar”

29 May 2026 at 21:30

Durante anos, a salicórnia foi vista como uma planta selvagem das zonas de sapal, capaz de crescer em terrenos salgados onde quase nada sobrevive. Hoje, o “espargo do mar” começa a ganhar estatuto de alimento de futuro, com presença na alta cozinha, interesse científico e potencial económico para explorações agrícolas ligadas à sustentabilidade.

Conhecida popularmente como “espargo do mar”, esta planta halófita desenvolve-se em ambientes salinos, sobretudo em zonas de marisma e sapal. O seu sabor salgado e a textura crocante tornaram-na cada vez mais procurada por chefs e restaurantes que procuram ingredientes diferentes, ligados ao território e com menor impacto ambiental.

Em Espanha, um dos nomes associados à transformação da salicórnia em cultura agrícola é Manuel Díaz, técnico florestal de 57 anos, natural de Isla Cristina, em Huelva. Cresceu entre marismas e começou a olhar com outros olhos para uma planta que, durante décadas, era pouco valorizada fora das comunidades costeiras.

A salicórnia também pode ser encontrada em Portugal, nomeadamente em zonas húmidas e salinas como a Ria Formosa, no Algarve, onde cresce naturalmente em sapais e áreas influenciadas pela água salgada. Esta presença reforça a ligação da planta aos ecossistemas costeiros e ajuda a explicar o interesse crescente pelo seu aproveitamento gastronómico, embora a recolha em espaços naturais deva respeitar sempre as regras de conservação e proteção ambiental.

De planta ignorada a produto de valor

De acordo com o Huffpost, a história de Manuel Díaz começou com curiosidade e muitas experiências. Nos tempos livres, enquanto trabalhava na área florestal, decidiu perceber se seria possível cultivar salicórnia fora do seu habitat natural sem prejudicar as populações selvagens existentes nas marismas.

O processo não foi imediato. Depois de vários testes, erros e pequenas experiências, conseguiu reunir cerca de 600 gramas de sementes e começou a testar o cultivo na própria casa, incluindo numa zona improvisada na açoteia. Esse trabalho artesanal permitiu-lhe compreender melhor a planta e avançar para uma produção controlada.

Com o tempo, Manuel tornou-se um dos pioneiros no cultivo de salicórnia em Espanha. Hoje produz em modo ecológico numa parcela em Isla Cristina e fornece o produto a pedido, sobretudo para áreas onde este ingrediente é valorizado pela sua raridade, sabor e ligação ao mar.

Quanto pode render a salicórnia?

O potencial económico é um dos pontos que mais chama a atenção. Em declarações citadas pela imprensa espanhola, Manuel Díaz afirma que, em cinco hectares bem trabalhados, é possível faturar até milhão e meio de euros, uma estimativa que ajuda a explicar o interesse crescente nesta cultura.

Segundo o produtor, um hectar bem explorado pode produzir pelo menos 6.000 quilos por ano. No mercado de produto fresco ecológico, o preço pode rondar os 35 euros por quilo, embora estes valores dependam da procura, da qualidade, da certificação, dos canais de venda e da capacidade de escoamento.

Além da venda em fresco, a planta pode ter outros aproveitamentos. O restante material vegetal pode ser usado para extratos ou aplicações ligadas à investigação, aumentando o valor potencial da cultura e tornando-a mais interessante para projetos agrícolas inovadores.

Um alimento ligado à sustentabilidade

A salicórnia tem despertado interesse não apenas pelo sabor, mas também pela capacidade de crescer em terrenos salinos, onde outros cultivos dificilmente prosperam. Esta característica torna-a particularmente relevante num contexto de alterações climáticas, escassez de água doce e degradação de solos agrícolas.

A planta foi mesmo descrita pela Smithsonian Institution como um “promissor superalimento”, devido ao seu valor nutricional, resistência a condições extremas e potencial para integrar sistemas agrícolas mais adaptados a ambientes difíceis.

O seu cultivo pode ajudar a diversificar a agricultura em zonas costeiras ou salinas, desde que seja feito de forma controlada e sem danificar os ecossistemas naturais. Para muitos especialistas, este é precisamente o equilíbrio mais importante: transformar uma planta de valor em cultura agrícola sem pôr em risco os sapais onde ela cresce espontaneamente.

Da marisma para a alta cozinha

Nos restaurantes, a salicórnia é valorizada pelo sabor salino natural, que permite acompanhar peixe, marisco, saladas e pratos vegetarianos. A textura crocante e a aparência invulgar tornam-na apelativa para a alta cozinha, onde é muitas vezes usada como ingrediente de acabamento.

Apesar do crescente interesse, continua a ser um produto minoritário em Espanha e noutros mercados ibéricos. A produção ainda é limitada, o preço é elevado e a distribuição depende muito de canais especializados, restaurantes e consumidores mais atentos a ingredientes diferenciados.

Ainda assim, o percurso da salicórnia mostra como uma planta antes ignorada pode tornar-se oportunidade económica, gastronómica e científica. O “espargo do mar” passou de erva de sapal a símbolo de uma agricultura mais resiliente, capaz de encontrar valor onde antes quase ninguém via futuro.

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“Não se admirem com nada”. Medvedev avisa Europa que sonhos de paz acabaram

By: Lusa
30 May 2026 at 10:40
“Mantenham-se vigilantes e não se admirem com nada”, declarou Medvedev, antes de avisar que “os sonhos de paz acabaram”. Segundo o antigo presidente russo, incidentes como o ataque na Roménia decorrem da “decisão unilateral” das autoridades europeias de “se envolverem na guerra com a Rússia”. O ex-presidente russo Dmitri Medvedev avisou esta sexta-feira a União Europeia de que “os sonhos de paz acabaram” após um drone ter atingido a Roménia, incidente atribuído a Moscovo, que fez dois feridos. Disse também aos cidadãos europeus que, se quiserem explicações sobre o sucedido, “já sabem a quem perguntar”, referindo-se aos líderes da Europa

Adeus Dassault. A Airbus e a Saab vão juntar-se para criar o caça europeu do futuro

By: ZAP
30 May 2026 at 09:30
A tensão entre a Airbus e a Dassault parece ter chegado a um ponto sem retorno. A Airbus não perdeu tempo, e já está a falar com a Saab para trabalharem em conjunto numa nova plataforma para criar o caça de combate europeu de sexta geração. Falhou a última oportunidade: a Airbus e a Dassault Aviation não conseguiram chegar a acordo sobre a forma de desenvolverem em conjunto o Future Combat Air System (FCAS), um caça de nova geração exclusivamente europeu. Desfeito o casamento entre as duas empresas, a Airbus virou-se agora para novo parceiro: a sueca Saab, que leiloou

“O pior poderá estar por vir”. Preços vão subir ainda mais no verão

By: ZAP
29 May 2026 at 11:30
A guerra continua e Portugal enfrenta a pior inflação dos últimos dois anos. Cerca de 4700 empresários inquiridos pelo Instituto Nacional de Estatística alertam que o pior poderá estar por vir. A maioria dos quase 5000 empresários e gestores de vários setores de atividade económica, ouvidos pelo INE entre 1 e 21 de maio, admite que terá de continuar a aumentar os preços de venda ao longo dos próximos três meses. De acordo com o Diário de Notícias, até ao início de setembro, pelo menos, os preços deverão manter-se elevados, na sequência do agravamento dos custos de produção provocado pelo

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