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Vivo não, frito sim: este peixe que ninguém quer ver pela frente na praia tem cada vez mais fãs nos restaurantes algarvios

31 May 2026 at 18:40

O peixe-aranha, espécie associada a picadas dolorosas em zonas de maré baixa no litoral português, sobretudo no Algarve, está a ganhar presença crescente na restauração regional, sendo atualmente servido em vários restaurantes sob a forma de filetes fritos. De acordo com a SIC Notícias, o Trachinus draco passou de peixe evitado a ingrediente integrado em cartas de estabelecimentos algarvios, sobretudo em Olhão e zonas próximas.

Segundo a mesma fonte, o peixe-aranha sempre foi capturado nas redes tradicionais da Arte Xávega, chegando frequentemente ao areal juntamente com outras espécies. A sua presença no areal era comum e gerava também episódios de picadas entre pescadores e compradores de peixe fresco.

Da desconfiança ao consumo doméstico

Durante muito tempo existiu a perceção de que o peixe poderia não ser adequado ao consumo, o que levou à sua desvalorização comercial. Acrescenta a publicação que, apesar disso, era consumido em contexto familiar, normalmente frito em farinha, mantendo alguma presença em tascas tradicionais.

Sabe-se ainda que, a partir de 2014, começaram a surgir pratos de peixe-aranha em restaurantes do Algarve, com destaque para a zona de Olhão. Esta mudança marcou o início da valorização culinária da espécie, que passou a integrar propostas fixas em algumas cartas.

Prato que ganhou identidade própria

Refere a mesma fonte que o restaurante Terra i Mar foi um dos primeiros a destacar os filetes de peixe-aranha como especialidade, servidos com maionese de alho. Acrescenta a SIC Notícias que Miguel Fernandes, associado ao espaço, refere o prato como elemento central da identidade do restaurante desde a sua abertura.

O peixe-aranha passou a ser servido em vários estabelecimentos algarvios, incluindo o restaurante Marina com Noélia, em Olhão, onde é apresentado com acompanhamentos como xerém ou açorda de bivalves. Esta integração reforça a ligação à cozinha tradicional da região.

Entre o litoral e o interior algarvio

Importa destacar ainda que o prato também pode ser encontrado no restaurante O Primo dos Caracóis, entre Olhão e a Fuseta, bem como no Mato à Vista, em Paderne, no concelho de Albufeira. Refere a mesma fonte que a sua presença demonstra uma disseminação além das zonas costeiras mais diretas.

O peixe-aranha integra igualmente a carta do restaurante O Rui, na ilha da Culatra. Acrescenta a SIC Notícias que esta presença confirma a continuidade da sua valorização em diferentes contextos do Algarve, incluindo ilhas-barreira.

Peixe que entrou em guias gastronómicos

Escreve a mesma publicação que os “Filetes de peixe-aranha” surgem também em publicações dedicadas à gastronomia tradicional, como o guia “365 Tascas & Marisqueiras”. Segundo a SIC Notícias, esta obra reúne várias receitas e espaços de restauração distribuídos por todo o país.

O guia inclui cerca de 260 páginas e identifica aproximadamente 250 tascas e 115 marisqueiras. Acrescenta a mesma fonte que a publicação organiza estes espaços por regiões, incluindo Norte, Centro, Sul e ilhas.

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O guia essencial para preparar a sua casa de férias no Algarve para o pico do verão

31 May 2026 at 15:40

Quem tem uma propriedade no Algarve sabe que junho, julho e agosto são outra história. A procura dispara, os hóspedes chegam com grandes expectativas e a margem de erro reduz-se. Preparar bem o alojamento antes do início da época é o que distingue um verão de stresse constante de um em que tudo corre bem, as avaliações sobem e os clientes voltam. Nas próximas linhas, explicamos como lidar com isso com sensatez, organização e bom senso.

A importância de simplificar o espaço para facilitar a limpeza rápida entre hóspedes

Pense que, entre uma saída e uma entrada, podem passar apenas duas ou três horas. Esse intervalo, em plena época alta, é o que tem para deixar o apartamento impecável. Se o espaço estiver cheio de objetos decorativos frágeis, superfícies difíceis de limpar ou armários sem uma ordem clara, essas horas não vão ser suficientes. Por isso, uma das primeiras decisões que vale a pena tomar antes do verão é simplificar.

As caixas de arrumação resistentes, empilháveis e com tampa permitem organizar o interior por categorias, de forma que nada fique solto nem acumule pó. O resultado são armários com uma lógica clara que qualquer pessoa da equipa de limpeza pode seguir sem perguntar. É este tipo de sistemas modulares que realmente agiliza a rotação de hóspedes, porque não depende de ser sempre a mesma pessoa a arrumar.

O que o hóspede vê ao entrar também é importante. Uma sala desimpedida, sem objetos pessoais do proprietário espalhados pelas prateleiras, transmite cuidado e respeito. Basta que tudo o que estiver presente tenha um lugar específico. E se, nessa revisão pré-verão, decidir renovar alguma superfície, preste atenção aos acabamentos. Proprietários e gestores de alojamentos no Algarve recorrem cada vez mais a lojas como a Action, que se destacam pela conveniência e por uma vasta gama de artigos para o lar e decoração focados na época estival a preços muito acessíveis.

Como proteger a sua roupa de praia e toalhas da humidade costeira com total eficácia

O Algarve cheira a mar, e isso faz parte do seu charme. Mas essa mesma humidade salina que impregna o ambiente no verão também penetra nos armários, amarela as toalhas brancas e gera odores difíceis de eliminar se não forem combatidos a tempo. É um daqueles problemas que os proprietários de uma primeira casa de férias descobrem tarde, e que os mais experientes já aprenderam a prevenir.

As soluções de casa decoração que utilizar no alojamento podem fazer parte da solução: o rattan tratado, a madeira lacada ou os têxteis de fibra sintética respirável resistem muito melhor à salinidade do que os materiais porosos. Para as toalhas e roupa de praia, a organização modular resistente à humidade é o que funciona: recipientes herméticos ou caixas com fecho seguro impedem que o ambiente húmido afete os têxteis quando não estão a ser utilizados, e algumas saquetas de sílica gel nas prateleiras do roupeiro fazem o resto.

Saiba que, no Algarve, o sol é o seu aliado. Estender as toalhas ao ar livre durante pelo menos uma hora após a lavagem tem um efeito bactericida natural que dificilmente se consegue com produtos de limpeza convencionais. Se a isso se juntar um detergente desenvolvido para têxteis brancos em ambientes com humidade e sal, a vida útil da roupa de banho prolonga-se consideravelmente.

Estratégias de organização infalíveis para cozinhas e despensas de apartamentos de férias

A cozinha é o espaço que mais rapidamente fica desarrumado com a rotação de hóspedes, e também aquele que os hóspedes mais valorizam quando está bem planeado. O problema costuma ser a falta de lógica: gavetas onde não se encontra nada, bancadas sobrecarregadas, condimentos fora de prazo misturados com os novos.

A chave é um sistema que qualquer hóspede consiga entender sem ler instruções. Identifique gavetas e armários com pictogramas claros, agrupe os utensílios por função e deixe na bancada apenas o que é usado diariamente, como a máquina de café, a torradeira e, no máximo, uma taça com fruta. O resto, guarde. A bancada desimpedida fica melhor nas fotografias que os hóspedes vão publicar e é desinfetada em trinta segundos.

A despensa merece a mesma atenção. No verão, com temperaturas que no interior do Algarve podem ultrapassar os 35 graus, os produtos armazenados sem proteção estragam-se rapidamente. Os recipientes herméticos de vidro ou plástico alimentar para arroz, massa, bolachas e outros produtos básicos conservam bem os alimentos e conferem à despensa um aspeto cuidado que as pessoas apreciam.

O detalhe na decoração da casa que garante avaliações de cinco estrelas nos meses mais quentes

Nas plataformas de aluguer de férias, a diferença entre uma classificação de 4,3 e uma de 4,8 está frequentemente na sensação que o hóspede tem ao entrar: se o espaço tem coerência, se há cuidado por trás, se alguém pensou nele antes da sua chegada. É essa sensação que gera avaliações de cinco estrelas e tem muito a ver com as decisões de decoração.

No verão, há elementos concretos que criam essa perceção. Cortinas blackout no quarto bloqueiam o calor da tarde, almofadas frescas de algodão em tons que lembram o Mediterrâneo ou mesmo uma planta aromática na varanda podem criar um ambiente que as pessoas descrevem como “acolhedor” ou “encantador” nas suas avaliações. Também vale a pena investir em materiais com polímeros anti-UV nos têxteis de interior e exterior: capas de almofadas, toalhas de mesa ou tapetes de varanda que não desbotam época após época, transmitindo uma imagem de cuidado aos hóspedes.

Uma garrafa de vinho regional na mesa, um pequeno cesto com produtos locais ou um raminho de alfazema na casa de banho são gestos de boas-vindas que custam pouco, mas dizem muito. O hóspede que chega após horas de viagem e encontra esse tipo de detalhe agradece e conta: na avaliação, nas redes sociais, aos amigos. E, na época alta, essa recomendação vale muito.

Espanhóis ‘fogem’ do calor de Sevilha e vão para esta pequena praia no Algarve que pode não ter espaço para todos

31 May 2026 at 15:20

As praias do sul de Portugal continuam a captar a atenção de turistas estrangeiros, sobretudo durante os meses mais quentes, numa altura em que muitos procuram alternativas a destinos mais concorridos. No Algarve, algumas zonas costeiras têm ganho destaque junto de visitantes espanhóis pela combinação entre paisagem natural, proximidade geográfica e acessos relativamente rápidos a partir da Andaluzia.

Segundo o jornal espanhol 20minutos, uma das praias que mais tem despertado curiosidade entre turistas vindos de Sevilha é a Praia do Camilo, em Lagos. A publicação descreve o local como um dos areais mais procurados por quem pretende evitar praias mais massificadas durante o verão. No entanto, as reduzidas dimensões do areal podem não permitir que todos os visitantes ali consigam estender a toalha.

Areal escondido entre falésias

A poucos quilómetros de Ponta da Piedade, a Praia do Camilo surge encaixada entre arribas escarpadas e formações rochosas típicas da costa algarvia. De acordo com o mesmo jornal, o cenário natural e a água transparente transformaram o local num dos pontos mais procurados da região.

O acesso, no entanto, não é imediato. Para chegar ao areal é necessário descer mais de 200 degraus, um percurso que acaba por limitar a circulação de visitantes e reduzir a capacidade da praia nos dias de maior procura. Conforme a mesma fonte, essa dificuldade contribui para a sensação de isolamento que muitos turistas procuram.

Proximidade com Espanha pesa na escolha

A curta distância em relação à fronteira espanhola tem sido outro dos fatores apontados para o aumento da procura. Escreve o jornal que a viagem desde Sevilha até Lagos pode ser feita em poucas horas, o que tem levado muitos visitantes andaluzes a escolherem o Algarve para escapadelas de verão.

Além da localização, a paisagem tem sido um dos elementos mais destacados por quem visita a zona. A publicação refere que as falésias avermelhadas contrastam com a areia clara e com o azul do Atlântico, criando uma imagem frequentemente partilhada nas redes sociais.

Túnel liga os dois lados da praia

A Praia do Camilo apresenta ainda uma característica pouco comum. O areal está dividido em duas zonas separadas por uma grande formação rochosa. Segundo a mesma fonte, existe um túnel escavado na rocha que permite a passagem entre os dois lados da praia sem necessidade de regressar pelas escadas de acesso.

Esse detalhe tornou-se uma das imagens mais associadas ao local. Acrescenta a publicação que muitos visitantes percorrem o túnel para explorar diferentes perspetivas sobre a costa e as falésias envolventes.

Espaço reduzido pode tornar-se um problema

Apesar da crescente popularidade, a dimensão da praia é limitada. Durante a época alta, sobretudo em dias de temperaturas elevadas, o espaço disponível no areal pode esgotar rapidamente. O número de visitantes aumenta também devido à proximidade com outros pontos turísticos da região.

De acordo com o 20minutos, a Praia do Camilo é frequentemente incluída em roteiros turísticos juntamente com Ponta da Piedade, uma das zonas mais conhecidas da costa algarvia pelas suas formações rochosas e miradouros sobre o oceano.

Lagos continua a ganhar protagonismo

Importa ainda destacar que, nos últimos anos, Lagos consolidou-se como um dos municípios mais procurados do Algarve, sobretudo entre turistas estrangeiros. Refere a mesma fonte que a combinação entre praias encaixadas nas falésias, percursos pedonais junto ao mar e zonas históricas tem reforçado a atratividade da cidade.

Ao mesmo tempo, a procura crescente por praias consideradas mais reservadas tem levado muitos visitantes a afastarem-se de zonas urbanas mais movimentadas. A Praia do Camilo surge precisamente como uma dessas alternativas, embora a procura crescente possa tornar cada vez mais difícil encontrar espaço durante o verão.

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Nem praias nem restaurantes: alemães entregam prémio ao Algarve e este foi o motivo

31 May 2026 at 14:40

O Algarve voltou a captar atenções fora de Portugal, desta vez por motivos ligados ao turismo de natureza e às caminhadas. A região foi distinguida numa votação promovida por uma revista alemã especializada, surgindo entre os destinos europeus mais apreciados por quem procura percursos pedestres, paisagens naturais e experiências fora dos circuitos tradicionais de verão.

De acordo com a revista alemã Trekking Magazine, o Algarve alcançou o terceiro lugar no prémio “Most Popular Hiking Regions in Europe 2026”. A escolha foi feita através da votação de cerca de 35.000 leitores da publicação, dedicada ao turismo de natureza e às caminhadas em vários países europeus.

A região portuguesa aparece atrás das Dolomitas e Tirol do Sul, em Itália, e da Bretanha, em França. Segundo a mesma fonte, a classificação coloca o Algarve entre os principais destinos europeus para quem privilegia trilhos, paisagens naturais e percursos de longa distância.

Caminhadas ganham espaço no turismo algarvio

Nos últimos anos, o Algarve tem procurado diversificar a oferta turística para além do verão e das praias. O reconhecimento internacional surge numa altura em que o turismo ligado à natureza ganha peso na região, sobretudo fora da época alta.

Escreve a publicação alemã que fatores, como o clima ameno ao longo do ano e a autenticidade das experiências locais ajudaram a consolidar a posição do Algarve neste segmento. A possibilidade de realizar caminhadas durante vários meses do ano tem sido apontada como uma das vantagens da região.

Trilhos que atravessam o interior e a costa

Entre os percursos destacados encontram-se a Via Algarviana e a Rota Vicentina. A primeira atravessa o interior algarvio, enquanto a segunda acompanha parte da costa sudoeste portuguesa.

Segundo a mesma fonte, estes percursos permitem descobrir zonas menos associadas ao turismo balnear, passando por áreas rurais, pequenas localidades e paisagens naturais afastadas dos centros mais movimentados da região.

Evento que quer atrair visitantes fora do verão

O prémio foi anunciado poucos dias antes do arranque do Algarve Walking Season, uma iniciativa que reúne cinco festivais dedicados às caminhadas. O objetivo passa por incentivar visitas durante períodos de menor procura turística.

Acrescenta a publicação que esta estratégia procura promover um contacto mais próximo com o património natural e cultural da região. A aposta em atividades ligadas à natureza é vista também como uma forma de distribuir o fluxo turístico ao longo do ano.

Há mais caminhos além das zonas balneares

Apesar de continuar associado às praias e ao turismo de verão, o Algarve tem vindo a ganhar notoriedade junto de visitantes interessados em experiências ligadas ao ar livre. Os trilhos pedestres, os percursos rurais e as zonas protegidas passaram a integrar vários roteiros turísticos internacionais.

Um dos percursos apontados como exemplo é o trilho entre Alte e a Ribeira de Alte, que conduz à Queda do Vigário. O local é conhecido pela presença de uma cascata procurada por visitantes durante diferentes épocas do ano.

Distinção que muda o foco sobre a região

A presença do Algarve neste ranking europeu mostra também uma mudança na forma como a região é promovida além-fronteiras. O destaque já não passa apenas pelas zonas costeiras mais conhecidas, mas também pelo património natural do interior e pelos percursos de natureza.

A Trekking Magazine refere ainda que o Algarve continua a consolidar a sua posição como destino multifacetado, capaz de atrair visitantes interessados em diferentes tipos de turismo, incluindo caminhadas, observação da paisagem e atividades ao ar livre.

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Boat Show volta a transformar Vilamoura em palco da náutica

31 May 2026 at 10:30

A Marina de Vilamoura volta a receber, entre os dias 6 e 14 de junho, a 29.ª edição do Marina de Vilamoura International Boat Show, evento que reforça a posição do Algarve como um dos principais destinos europeus da náutica de recreio.

Segundo a organização, a edição de 2026 já regista uma forte adesão de expositores nacionais e internacionais, refletindo o crescente interesse do setor pela náutica de recreio em Portugal.

Organizado pela Marina de Vilamoura, em parceria com a FIL – Feira Internacional de Lisboa e com o apoio do Município de Loulé, o certame deverá reunir mais de 50 marcas, cerca de 40 expositores e uma centena de embarcações.

O evento pretende afirmar-se como uma das principais plataformas de negócio da indústria náutica no sul da Europa, reunindo compradores, investidores e profissionais ligados ao setor.

Evento reforça posição internacional de Vilamoura

A edição deste ano antecipa uma forte dinâmica comercial, impulsionada por lançamentos de embarcações, atividades de brokerage e inovação tecnológica.

Apesar da elevada taxa de ocupação já registada, a organização refere que ainda existem oportunidades de participação para empresas interessadas em marcar presença no evento.

Segundo os promotores, o Marina de Vilamoura International Boat Show atrai mais de 100 mil visitantes, cerca de metade provenientes do estrangeiro, consolidando-se como uma plataforma para geração de contactos, parcerias e negócios.

Realizado desde 1997, o evento tem desempenhado um papel importante na afirmação de Vilamoura como destino de referência para a náutica de recreio na Europa.

A marina algarvia permite a exposição de embarcações em contexto real, proporcionando uma interação direta entre marcas e potenciais compradores, num modelo alinhado com os principais eventos internacionais do setor.

Além da vertente empresarial, o evento tem também impacto na hotelaria, turismo e serviços associados da região.

O Marina de Vilamoura International Boat Show decorre entre 6 e 14 de junho, das 11:00 às 21:00, com entrada livre.

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Luís Guilherme, Al Mouraria, Bandidos do Cante e Os Quatro e Meia animam Festas da Cidade de Olhão

31 May 2026 at 10:00

O Jardim Pescador Olhanense volta a receber, entre os dias 13 e 16 de junho, as tradicionais Festas da Cidade de Olhão, iniciativa que promete quatro noites de animação musical com entrada livre para toda a população.

O programa deste ano reúne vários artistas e grupos conhecidos do público português, num cartaz pensado para animar residentes e visitantes junto à zona ribeirinha da cidade.

As celebrações arrancam no dia 13 de junho com o espetáculo “Obrigado Marco”, protagonizado por Luís Guilherme, marcado para as 22:00. A abertura da noite ficará a cargo do DJ Filipe Martins, a partir das 18:30.

No dia 14 de junho, sobe ao palco o grupo Al Mouraria, também às 22:00, antecedido pela atuação do DJ Unno.

Música portuguesa marca quatro noites de festa

A programação prossegue no dia 15 de junho com o concerto dos Bandidos do Cante, marcado para as 22:00, depois da atuação do DJ Zoon, às 18:30.

O encerramento das Festas da Cidade acontece a 16 de junho com a atuação d’Os Quatro e Meia, uma das bandas mais populares da música portuguesa da atualidade.

A última noite contará ainda com animação do DJ Bentz, a partir das 18:30.

Com entrada gratuita, as Festas da Cidade prometem voltar a atrair milhares de pessoas, celebrando a música, a cultura local e o espírito festivo da comunidade olhanense.

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Boliqueime promove noite solidária para apoiar tratamentos de Martim

31 May 2026 at 08:00

A Junta de Freguesia de Boliqueime promove, no próximo dia 9 de junho, mais uma edição do “SUN7 Mar à Vista”, iniciativa solidária que terá lugar no adro da Igreja de São Faustino, a partir das 19:00.

O evento tem como principal objetivo a angariação de fundos para apoiar os tratamentos de Martim, uma criança diagnosticada com Paralisia Cerebral – Tetraparésia Distónica.

Segundo a organização, a totalidade do valor arrecadado será destinada aos tratamentos intensivos realizados em clínicas especializadas, cujo custo médio ronda os 7.800 euros por bloco terapêutico.

A Junta de Freguesia de Boliqueime sublinha que este acompanhamento clínico é fundamental para “o desenvolvimento da sua autonomia e melhoria da qualidade de vida”.

Evento alia solidariedade, música e animação

O “SUN7 Mar à Vista” volta a unir a vertente solidária à dinamização cultural da freguesia, proporcionando aos participantes um ambiente de convívio com vista panorâmica.

A animação musical estará a cargo do DJ Canhoto, contando ainda com a colaboração da View Activities.

Durante o evento haverá também serviço de bebidas, cocktails e tapas para os participantes.

A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Boliqueime, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e a colaboração da Paróquia de São Sebastião de Boliqueime.

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Novas casas de luxo chegam a esta cidade no Algarve: conheça o valor do investimento

30 May 2026 at 20:20

O mercado imobiliário de luxo no Algarve continua a registar novos projetos de grande escala, com destaque para empreendimentos integrados em resorts que combinam habitação, turismo e lazer. De acordo com o portal de compra e venda de imóveis, Idealista, foi recentemente lançado um novo conjunto de residências de luxo em Lagos, inseridas no projeto Palmares Ocean Living & Golf, com tipologias entre T1 e T3+1.

Estas novas habitações fazem parte das chamadas Signature Residences, um conjunto de unidades orientadas a sul, com vista para o mar e para o campo de golfe. Segundo a mesma fonte, os imóveis estão integrados num anfiteatro natural que oferece panorâmicas sobre a baía de Lagos e a ria de Alvor, reforçando a componente paisagística do projeto.

Investimento que ultrapassa os 700 milhões de euros

O desenvolvimento global do empreendimento Palmares representa um investimento bruto superior a 700 milhões de euros. Escreve o mesmo portal que este valor integra várias fases de construção e diferentes componentes do resort, incluindo habitação e infraestruturas turísticas.

Conforme a mesma fonte, as novas residências surgem numa fase de expansão do projeto, que continua a ser desenvolvido no litoral algarvio, numa das zonas com maior procura no segmento de luxo em Portugal.

Casas com áreas amplas e serviços integrados

As Signature Residences apresentam áreas que podem chegar aos 331 metros quadrados. Acrescenta a mesma fonte que os imóveis incluem arrecadação, estacionamento e piscinas privadas, elementos que fazem parte da oferta habitacional do projeto.

Segundo o Idealista, os proprietários terão acesso a um conjunto alargado de serviços integrados no resort, incluindo ginásio, padel, espaços de yoga e spa, bem como o campo de golfe de 27 buracos já existente no complexo.

Arquitetura assinada por gabinete premiado

O projeto arquitetónico das residências é da responsabilidade do atelier RCR Arquitectes, distinguido com o Prémio Pritzker. O portefólio do gabinete inclui obras como o Museu Soulages, em França, e outros projetos internacionais de referência.

De salientar ainda que a conceção das moradias privilegia a ligação entre os espaços interiores e exteriores, procurando integrar a arquitetura na envolvente natural do terreno onde o resort está implantado.

Oferta ligada ao turismo de luxo

As novas residências fazem parte de um conceito mais alargado de resort que inclui também hotelaria de luxo. Está ainda prevista a abertura do JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa, que marcará a entrada da marca em Portugal.

Este conjunto de infraestruturas pretende reforçar a oferta de serviços associados ao turismo de alto padrão na região, articulando habitação e estadias de curta duração.

Lançamento com foco em investimento e estilo de vida

As Signature Residences foram lançadas pela From: e estão a ser desenvolvidas pelo Grupo Norfin. O posicionamento do projeto combina habitação exclusiva com uma componente de investimento imobiliário. Carlota Cid, Head of Sales da From:, refere em comunicado que o projeto responde a uma procura crescente por imóveis que combinam localização, design e serviços integrados. Segundo a mesma fonte, estas características são apresentadas como fatores de valorização do ativo imobiliário.

A responsável acrescenta ainda que existe um interesse crescente em projetos residenciais com ligação direta a serviços de bem-estar e lazer. Este tipo de oferta tem vindo a ganhar expressão no mercado europeu de luxo. O empreendimento pretende atrair tanto compradores de residência permanente como investidores interessados em ativos com potencial de valorização, numa zona com forte pressão turística e imobiliária.

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Nesta cidade no Algarve há uma adega no fundo do mar com quase 3.000 garrafas e tem ainda uma barrica com 225 litros de vinho

30 May 2026 at 16:40

O Algarve está a receber um projeto experimental ligado ao vinho que envolve garrafas submersas, barricas especiais e provas periódicas realizadas no fundo do mar. Na Marina de Albufeira, duas produtoras da região colocaram milhares de garrafas em estágio subaquático para estudar os efeitos do oceano no envelhecimento dos vinhos.

De acordo com o portal NiT, o projeto arrancou em março de 2025 e junta investigação, enologia e enoturismo. Mais de um ano depois da submersão inicial, várias garrafas foram retiradas temporariamente para análises e provas técnicas realizadas no final de abril.

Adega criada debaixo de água

A experiência decorre numa das zonas da Marina de Albufeira, onde estão atualmente submersas quase 3.000 garrafas pertencentes à Quinta do Canhoto e à Adega do Cantor. Os produtores pretendem perceber de que forma fatores como a pressão constante, a ausência de luz e a estabilidade térmica do mar podem influenciar o processo de envelhecimento do vinho.

Durante a operação realizada no final de abril, algumas garrafas foram recolhidas para avaliação técnica. O procedimento incluiu provas comparativas entre vinhos mantidos em ambiente subaquático e outros envelhecidos em condições tradicionais. Escreve a publicação que, além das garrafas, também foi retirada temporariamente uma barrica para testes. Os resultados das análises ainda estão a ser estudados pelas equipas envolvidas no projeto.

Há uma barrica inédita no fundo do mar

Um dos elementos mais invulgares desta experiência encontra-se ainda submerso. Trata-se de uma barrica com capacidade para 225 litros, desenvolvida especificamente para resistir às condições marítimas. Segundo a mesma fonte, esta é a primeira barrica portuguesa colocada em estágio subaquático. A peça foi produzida pela Tanoaria J.M. Gonçalves e recebeu alterações estruturais para suportar a corrosão provocada pela água salgada.

O responsável pela tanoaria, Abílio Gonçalves, explicou que a barrica foi construída com madeira de carvalho francês sujeita a três anos de secagem. “Trata-se de uma madeira de carvalho francês, com três anos de secagem. O material é de altíssima qualidade”, afirmou, citado pelo mesmo portal. O responsável acrescentou ainda que a estrutura “teve uma construção adicional, com barras de reforço nos tampos”.

Mar deixou marcas nas garrafas

Ao fim de 13 meses no fundo do mar, as garrafas apresentam já sinais evidentes da permanência subaquática. Ostras, cracas e outros organismos marinhos ficaram presos ao vidro durante o processo. Conforme a mesma fonte, as equipas responsáveis admitem que as rolhas terão de ser protegidas com lacre, uma vez que alguns organismos marinhos acabam por danificá-las ao longo do tempo.

A Adega do Cantor acompanha atualmente cerca de 600 garrafas em estágio subaquático. Entre os vinhos selecionados encontram-se um espumante de 2022, o Vida Nova branco de 2024 e vários tintos produzidos nos últimos anos. O enólogo Rúben Pinto explicou que a escolha recaiu sobre vinhos ainda numa fase inicial da sua evolução. “Quisemos optar por vinhos que tivessem no início da sua vida”, afirmou, citado pela NiT.

Há seis métodos de envelhecimento diferentes

Já a Quinta do Canhoto colocou em ensaio um monocasta Alicante Bouschet de 2023, distribuído por diferentes formatos e condições de armazenamento. Refere a mesma fonte que o vinho está a ser envelhecido em garrafas de vários tamanhos, tanto em terra como no mar, além de barricas mantidas nos dois ambientes. No total, estão a ser comparados seis processos distintos de estágio.

Para tentar aproximar algumas condições da adega tradicional, a equipa recorre também à utilização de levedura seca ativa, simulando o chamado efeito de “borra fina”. “Isto é tudo novo, estamos a descobrir. Podemos estar a fazer uma asneira, mas não sabemos”, admitiu o enólogo Jorge Páscoa.

As provas técnicas realizam-se de três em três meses e os produtores continuam a avaliar qual será o momento ideal para retirar definitivamente os vinhos do fundo do mar. A Quinta do Canhoto admite que algumas garrafas possam regressar à superfície já em julho, embora a decisão final dependa da evolução observada nas próximas análises.

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Longe da confusão, conheça a praia do Algarve que está deserta até no verão

30 May 2026 at 16:00

Encontrar uma praia ‘deserta’ no Algarve em pleno verão pode parecer uma tarefa difícil, sobretudo nos meses em que a região recebe mais visitantes. Ainda assim, há recantos onde o silêncio, a natureza e o mar continuam a marcar o ritmo do dia, longe das zonas mais movimentadas e dos areais cheios de chapéus de sol.

É o caso da Praia da Barrinha, em Faro, um ponto recôndito da Ria Formosa que continua a ser associado à ideia de praia quase deserta. Segundo o blog Visit Algarve, trata-se de uma zona muito tranquila, normalmente sem grandes concentrações de pessoas, acessível a pé a partir da Praia de Faro ou de barco.

Onde fica e por que continua quase deserta

Situada na extremidade nascente da Península do Ancão, muitas vezes associada à chamada Ilha de Faro, a Praia da Barrinha oferece uma frente atlântica ampla e uma paisagem marcada pela proximidade à Ilha Deserta, também conhecida como Ilha da Barreta. A zona integra o Parque Natural da Ria Formosa, área protegida caracterizada por ilhas-barreira, dunas, sapais e canais, segundo o Instituto de Conservação da Narureza e das Florestas (ICNF).

O principal motivo para continuar longe das maiores enchentes está no acesso. Quem parte da Praia de Faro tem de caminhar por um longo passadiço de madeira e seguir depois até ao areal, enquanto a alternativa passa por chegar de barco, opção que exige maior planeamento. Essa dificuldade ajuda a explicar porque é que a Barrinha mantém um ambiente mais reservado, de acordo com a fonte inicialmente citada.

Uma praia sem bares nem música de fundo

A ausência de grandes infraestruturas turísticas reforça o caráter natural da praia. Na Barrinha não há a mesma oferta de bares, restaurantes ou apoios que se encontra noutros areais mais urbanos, pelo que quem a visita deve preparar-se com água, comida ligeira e proteção contra o sol. O portal Info Beach descreve-a como uma praia sem infraestrutura, selvagem e acessível por passadiço ou por barco.

Esta característica também ajuda a preservar o sistema dunar e a vegetação costeira. O percurso sobre passadiços permite atravessar zonas sensíveis sem pisar diretamente as dunas, reduzindo o impacto da presença humana num território que faz parte de uma das áreas naturais mais importantes do Algarve.

Segurança e particularidades da maré

O nome Barrinha está ligado à barra que separa a zona lagunar do Atlântico, num ponto onde a paisagem muda com o vento, as ondas e as marés. O blog algarvio anteriormente citado destaca precisamente essa alteração constante da linha de costa, uma das características mais marcantes deste recanto da Ria Formosa.

Por essa razão, a visita exige atenção redobrada, sobretudo junto às zonas de corrente. Em maré baixa, a paisagem ganha bancos de areia e zonas rasas que atraem quem procura fotografias e passeios demorados, mas os banhistas devem respeitar sempre a sinalização e evitar zonas sem condições de segurança.

Reserva natural de aves migradoras

A envolvente da Praia da Barrinha é também relevante para a observação de aves. A Ria Formosa funciona como local de passagem e permanência para várias espécies, num conjunto de habitats que inclui sapais, dunas, canais e zonas lagunares, de acordo com o ICNF.

Além das aves, o sistema dunar do Algarve é também habitat de espécies como o camaleão-comum, associado às zonas costeiras e à vegetação dunar. Por isso, caminhar pelos passadiços e evitar sair dos percursos assinalados é uma forma simples de proteger este equilíbrio natural.

Dicas para uma visita responsável

Quem planeia passar várias horas nesta praia deve levar tudo o que precisa para o dia, incluindo água, refeições leves, chapéu e guarda-sol. Como se trata de uma zona sem apoio turístico permanente, a visita exige mais preparação do que uma ida a uma praia urbana.

Também é importante trazer de volta todo o lixo produzido durante o dia. A regra deve ser simples: nada deve ficar no areal ou nas dunas. Este cuidado é ainda mais relevante numa área integrada no Parque Natural da Ria Formosa, onde a preservação dos habitats depende também do comportamento dos visitantes.

Nos meses de maior calor, a melhor opção passa por começar a caminhada cedo ou escolher horários de menor exposição solar. Além de tornar o percurso mais confortável, esta escolha permite aproveitar a praia com mais tranquilidade e observar a paisagem com outra luz.

Localização desta praia quase deserta

A Praia da Barrinha fica no concelho de Faro, na ponta oriental da Península do Ancão, com acesso a partir da Praia de Faro através de um longo passadiço de madeira ou por barco. A localização afastada das zonas mais movimentadas é precisamente um dos fatores que ajudam a manter o ambiente tranquilo.

Quem chega de carro pode dirigir-se à zona da Praia de Faro e, a partir daí, seguir a pé, de acordo com o Visit Algarve. No verão, o estacionamento pode ser mais difícil, pelo que a visita exige alguma margem de tempo. Para quem prefere evitar a caminhada, os passeios ou táxis marítimos a partir de Faro podem ser uma alternativa, dependendo das condições de maré e da disponibilidade dos operadores locais.

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Esta piscina é gratuita e fica na serra algarvia: descubra como pode chegar lá

30 May 2026 at 15:30

Há um recanto no interior do Algarve que parece feito para quem quer fugir à confusão das praias mais movimentadas sem abdicar de um mergulho refrescante. Fica na Fonte da Seiceira, no Ameixial, concelho de Loulé, e tem uma particularidade difícil de ignorar: a entrada é gratuita.

A descoberta ganhou fôlego nas redes sociais, através de um vídeo partilhado pelo Visit Loulé e pelos influenciadores digitais Miguel & Inês no Instagram. Entre a serra, a água límpida e o ambiente tranquilo, o espaço tem sido apresentado como uma espécie de oásis escondido na Serra do Caldeirão.

Um refúgio no interior do Algarve

A Fonte da Seiceira fica no Ameixial, uma das aldeias serranas do concelho de Loulé. O local distingue-se por oferecer uma piscina de acesso gratuito, envolvida pela paisagem natural da Serra do Caldeirão. Para quem associa o Algarve apenas ao litoral, este é um daqueles sítios que mostram outra face da região, mais silenciosa, rural e ligada à natureza.

Segundo a descrição partilhada pelos influenciadores Miguel & Inês, trata-se de um espaço “em plena Serra do Caldeirão” e ainda “pouco conhecido”, ideal para quem procura escapar à confusão das praias algarvias.

Como chegar à piscina gratuita

O acesso faz-se pela Estrada Nacional 2, uma das vias mais conhecidas do país. A piscina situa-se na aldeia do Ameixial, apontada pelos criadores de conteúdo como “a primeira aldeia logo que se entra no Algarve”. Para quem chega do interior, é precisamente esta localização que torna o espaço numa paragem natural antes de descer até ao litoral.

A envolvente serrana reforça o caráter de refúgio. Em vez de grandes areais e parques cheios, o visitante encontra um ambiente mais recolhido, pensado para um dia de descanso em contacto com a natureza.

Há mais do que água para mergulhar

O espaço não se limita à piscina. De acordo com a informação divulgada no vídeo partilhado pelo Visit Loulé e por Miguel & Inês, a Fonte da Seiceira dispõe de casas de banho, chuveiros, parque infantil, mesas de piquenique, churrasqueiras, bar ou restaurante e uma fonte com água potável.

Estas condições tornam o local especialmente apelativo para famílias ou grupos que queiram passar várias horas na serra, sem depender apenas do banho. A existência de zona de merendas e equipamentos de apoio permite transformar a visita num programa de dia inteiro.

Uma alternativa às praias mais cheias

No verão, muitas praias do Algarve enchem rapidamente, sobretudo nas zonas mais conhecidas do litoral. É precisamente aí que espaços como a Fonte da Seiceira ganham interesse. A piscina gratuita do Ameixial surge como alternativa para quem quer água, sombra, tranquilidade e um ritmo mais lento.

A Serra do Caldeirão oferece ainda um enquadramento diferente, com paisagens interiores, ar mais seco e uma sensação de isolamento que contrasta com a pressão turística junto ao mar.

Ideal para quem gosta de natureza

O local deverá agradar sobretudo a quem procura experiências simples, ligadas ao território. Não se trata de um parque aquático nem de uma piscina urbana convencional. O encanto está precisamente na combinação entre água, serra e ambiente de aldeia.

Para quem vive no Algarve, pode ser uma escapadinha curta. Para quem visita a região de férias, pode funcionar como um desvio diferente no roteiro, sobretudo para quem quer conhecer o interior algarvio e não ficar apenas pelas praias.

Um segredo cada vez menos escondido

As redes sociais têm ajudado a dar visibilidade a lugares que, durante anos, foram conhecidos sobretudo por habitantes locais ou visitantes habituais. A Fonte da Seiceira é um desses casos. O vídeo partilhado pelo Visit Loulé e pelos influenciadores Miguel & Inês voltou a colocar este espaço no mapa de quem procura sugestões diferentes no Algarve.

Ainda assim, o local mantém o charme de uma descoberta serrana. A piscina gratuita, os equipamentos de apoio e a localização junto à EN2 fazem dela uma opção simples, acessível e com forte ligação ao território.

Uma paragem para guardar no roteiro

Se está a planear uns dias no Algarve, a Fonte da Seiceira pode ser uma alternativa a incluir no percurso, sobretudo se quiser conhecer o lado menos óbvio da região. Entre mergulhos, piqueniques, sombra e paisagem serrana, este recanto do Ameixial mostra que o Algarve também se descobre longe da linha de costa. E, neste caso, sem pagar entrada.

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Nem Porto, nem Lisboa: foi esta cidade do Algarve que ‘conquistou’ os espanhóis como destino ideal de verão

30 May 2026 at 14:00

O Algarve continua a afirmar-se como uma das regiões mais procuradas por quem visita Portugal, não só pelas praias, mas também pelo património, pela gastronomia e por um ritmo de vida mais calmo. Entre os destinos que mais têm despertado atenção além-fronteiras, esta cidade algarvia voltou a ganhar destaque entre os espanhóis por reunir história, natureza e autenticidade no mesmo cenário.

Segundo o canal espanhol LaSexta, Faro é uma das cidades portuguesas que mais tem vindo a conquistar turistas espanhóis, aparecendo como uma alternativa menos evidente do que Lisboa ou Porto, mas cada vez mais apreciada por quem quer conhecer o sul do país de forma mais completa.

Como capital do Algarve, Faro beneficia também da sua localização estratégica. Com aeroporto internacional e uma dimensão urbana equilibrada, a cidade funciona como porta de entrada para a região, sem perder a atmosfera acolhedora que a distingue de outros destinos turísticos mais massificados.

Entre muralhas, arcos e séculos de história

As origens de Faro remontam à época romana, quando era conhecida como Ossonoba, segundo o blog Visit Faro. Ao longo dos séculos, a cidade atravessou diferentes períodos de domínio, incluindo a presença muçulmana e, mais tarde, a reconquista cristã, deixando marcas visíveis no traçado urbano e na arquitetura.

É precisamente essa herança que dá identidade ao centro histórico. O Arco da Vila, um dos locais mais emblemáticos da cidade, e as muralhas que delimitam a antiga Vila Adentro continuam a testemunhar a passagem de várias culturas por este território.

No interior da Cidade Velha, as ruas estreitas e empedradas convidam a passeios sem pressa. É uma zona onde o ambiente se mantém mais resguardado e onde o passado continua bastante presente, tanto nos edifícios como na forma como o espaço se organiza.

Cidade antiga continua a ser um dos maiores trunfos

Entre os principais pontos de interesse está a Sé Catedral de Faro, construída em 1251 sobre uma antiga mesquita. O edifício reúne diferentes influências arquitetónicas e oferece, a partir da torre, uma vista ampla sobre a cidade e sobre a paisagem envolvente da Ria Formosa.

O próprio Arco da Vila, uma das entradas mais fotografadas de Faro, conserva no seu interior um arco em ferradura de origem islâmica, elemento que ajuda a compreender a diversidade histórica da cidade e a sucessão de civilizações que por ali passaram.

Outro dos espaços que mais impressiona os visitantes, de acordo com a mesma fonte, é a Capela dos Ossos de Faro, integrada na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Decorada com ossos de mais de 1.200 monges carmelitas, continua a ser um dos locais mais marcantes do património religioso algarvio.

Ria Formosa reforça o lado natural da cidade

Nas proximidades de Faro estende-se o Parque Natural da Ria Formosa, uma das zonas húmidas mais importantes da Europa. Com canais, sapais e ilhas-barreira, esta área protegida tem um papel central na identidade local e é também um dos grandes atrativos para quem procura natureza preservada junto ao mar.

A Praia de Faro, situada numa dessas ilhas, é apontada como um dos espaços mais apreciados por quem quer juntar cidade e praia no mesmo destino. Além do areal, a zona permite explorar o ecossistema através de passeios de barco ou de caiaque, muitas vezes acompanhados por guias locais.

Sabores locais e uma cidade virada para a ria

Mesmo junto à Cidade Velha, a marina de Faro tornou-se um dos pontos mais movimentados da cidade, refere ainda a mesma fonte. As esplanadas, os restaurantes e a proximidade da ria transformaram esta zona num espaço de encontro entre residentes e turistas, mas também num ponto de partida para visitas às ilhas e outras atividades náuticas.

A gastronomia é outro dos aspetos que mais cativa quem chega. Pratos como cataplana de marisco, arroz de lingueirão ou sardinhas assadas continuam entre as propostas mais associadas à região, a par de doces tradicionais como Dom Rodrigo ou figos recheados.

O Museu Municipal de Faro, instalado no antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, ajuda a completar esse retrato da cidade, reunindo peças de arqueologia romana, arte sacra e pintura que permitem compreender melhor a evolução histórica do Algarve.

Uma cidade com peso histórico no sul do país

Faro mantém ainda uma ligação especial à própria origem do nome Algarve. A designação deriva do árabe Al-Gharb al-Andalus, expressão que significa “o ocidente do al-Andalus”, e a cidade, então chamada Ossonoba, teve um papel relevante na organização administrativa da região durante a ocupação muçulmana.

No século X, chegou mesmo a cunhar a sua própria moeda, sinal da importância económica e política que teve no sul da Península Ibérica. Hoje, essa profundidade histórica continua bem visível em muitos recantos da cidade, ajudando a explicar porque é que Faro continua a encantar quem a visita.

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“Truque de expert”: espanhóis destacam atividade para fazer no Algarve perto de Tavira que custa 2€

30 May 2026 at 11:40

O Algarve, no sul de Portugal, está a ser apresentado em Espanha como uma região onde natureza, património e acessos costeiros pouco convencionais se cruzam numa mesma rota turística. Perto de Tavira destaca-se uma atividade de baixo custo associada a uma travessia marítima para uma zona de areia quase isolada.

De acordo com o portal espanhol Notícias del Vino, Tavira surge como ponto inicial para compreender o Sotavento algarvio, com ligação direta ao rio Gilão e um centro histórico de ruas tradicionais. A mesma fonte refere que a cidade funciona como transição entre a malha urbana e a paisagem lagunar. Esta proximidade com zonas naturais torna Tavira um dos pontos mais utilizados para explorar o interior costeiro oriental do Algarve.

O acesso de dois euros à praia da Fábrica

No entanto, é a 15 minutos de carro de Tavira que pode realizar a atividade que nem todos conhecem e que o mesmo portal considera um “truque de expert” para quem vai ao Algarve. E o ‘truque’ passa por fazer a travessia até à Praia da Fábrica, uma faixa de areia praticamente deserta. O percurso é feito de barco e o trajeto de ida e volta custa apenas dois euros.

A mesma fonte acrescenta que este acesso é frequentemente apontado como uma das experiências mais simples da região para chegar a uma zona costeira pouco frequentada.

Cacela Velha e a vista sobre a Ria Formosa

A Praia da Fábrica fica perto da aldeia histórica de Cacela Velha, que mantém um núcleo histórico elevado, com vista direta sobre a Ria Formosa e sobre o sistema de ilhas barreira que caracteriza esta área do Algarve. O local é descrito como ponto estratégico de observação da costa.

De acordo com a mesma fonte, a Ria Formosa estende-se ao longo de dezenas de quilómetros e integra canais naturais e zonas húmidas com circulação marítima constante.

Faro e Silves no eixo histórico

Segundo a publicação, Faro é muitas vezes apenas associada ao aeroporto, mas o seu centro histórico preserva a chamada Vila Adentro, com estruturas antigas e ligação à catedral, pelo que também deve ser um ponto obrigatório de passagem numa visita ao Algarve. O contraste entre entrada moderna e núcleo antigo é sublinhado como elemento recorrente.

Por sua vez, Silves mantém vestígios do período islâmico, com destaque para o castelo em pedra vermelha e a vista sobre o vale do rio Arade.

Benagil, Marinha e os percursos costeiros

No Barlavento algarvio, a gruta de Benagil, uma formação natural com abertura superior que permite a entrada de luz, sendo apenas acessível por via marítima devido às condições de segurança é também um local de visita obrigatória na região.

Nas imediações, a Praia da Marinha e a Rota dos Sete Vales Colgantes formam um percurso pedestre ao longo de falésias, com cerca de seis quilómetros entre zonas de elevada exposição ao mar.

Lagos, Ponta da Piedade e o extremo de Sagres

Por fim, o Noticias del Vino recomenda uma visita a Lagos, já que combina património histórico com praia, como é o caso da Praia do Camilo, acessível por escadarias junto às falésias. A cidade mantém ligação à história marítima portuguesa.

A mesma fonte acrescenta que a Ponta da Piedade apresenta formações rochosas esculpidas pela erosão, enquanto Sagres e o Cabo de São Vicente representam o extremo ocidental do Algarve, marcado por ventos fortes e falésias expostas ao Atlântico.

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Praia da Rocha recebe elite mundial do Beach Tennis Open em junho

30 May 2026 at 10:00

O Portugal Beach Tennis Open’26 regressa a Portimão entre os dias 1 e 7 de junho e promete voltar a transformar a Praia da Rocha num dos principais palcos mundiais do ténis de praia.

Ao longo de uma semana, o evento vai reunir alguns dos maiores nomes internacionais da modalidade, incluindo todos os jogadores do top-10 mundial masculino e feminino.

Crédito: Luis Barbosa

O principal destaque da competição será o Sand Series Portimão, considerado uma das provas mais prestigiadas do circuito internacional de beach tennis e comparado aos torneios do Grand Slam do ténis tradicional.

A competição decorre entre 3 e 7 de junho e integra o grupo restrito de oito torneios internacionais que atribuem pontos para as Sand Series Tour Finals, agendadas para o final do ano, na Arábia Saudita.

Organizado pela Federação Portuguesa de Ténis, com o apoio do Município de Portimão, o evento volta a apostar numa combinação entre competição internacional de alto nível e atividades abertas a atletas de diferentes idades e níveis de experiência.

Competição internacional e torneios para todas as idades

O recinto, instalado na Praia da Rocha, contará com 28 courts dedicados à modalidade. Além da alta competição, haverá espaço para torneios do escalão +40, competições amadoras integradas na Portimão Beach Tennis Cup e provas jovens, incluindo o torneio internacional júnior ITF BT J100 e a competição de sub-16.

Crédito: Luis Barbosa

O arranque oficial acontece já no dia 1 de junho, com o BT50 Portimão, torneio internacional destinado a duplas masculinas, femininas e mistas, que servirá de preparação para alguns dos principais atletas da modalidade. Fora dos courts, a animação será reforçada com uma Sunset Party aberta ao público.

Entre os nomes em destaque estará a portuguesa Marta Magalhães, atual 22.ª classificada do ranking mundial, que em 2025 alcançou o segundo lugar na competição de pares mistos ao lado do francês Mathieu Guegano.

Portimão reforça aposta no turismo desportivo

A realização do Sand Series Portimão reforça a afirmação do concelho como destino de referência para o acolhimento de grandes eventos desportivos internacionais ligados ao mar e à praia. As condições naturais, as infraestruturas de apoio e a capacidade organizativa do município têm contribuído para atrair atletas, equipas e visitantes de diferentes países ao longo de todo o ano.

O evento enquadra-se ainda na estratégia municipal de promoção do desporto para diferentes públicos, alinhada com o lema “Portimão, Mais Desporto Para Todos”, conciliando competição de elite com momentos de participação, convívio e animação dirigidos à população e aos visitantes.

Crédito: Luis Barbosa

A entrada no recinto será gratuita e o espaço contará com bancadas com capacidade para cerca de 1.500 espectadores, permitindo acompanhar de perto alguns dos melhores jogadores mundiais de ténis de praia.

Em Portimão, a modalidade é dinamizada pelo Clube Beach Tennis de Portimão, que conta atualmente com dois anos de existência e cerca de meia centena de atletas federados.

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Vera Marciano lança livro infantil “Bleu e a Mágica Porta Azul” na FNAC do Forum Algarve

30 May 2026 at 09:00

A escritora Vera Marciano vai lançar o livro infantil “Bleu e a Mágica Porta Azul”, uma obra dedicada ao público mais jovem que alia fantasia e aprendizagem emocional através de uma narrativa centrada em valores essenciais do desenvolvimento infantil.

A apresentação da obra será feita no próximo domingo, dia 31 de maio, pelas 11:00, na FNAC do Forum Algarve, pela mentora literária, Analita Santos.

O livro acompanha a história de Bleu, “um menino curioso que vive numa casa onde existe uma misteriosa porta azul”.

Ao descobrir a porta, o protagonista percebe que esta “tem uma característica única: é mágica e oferece conselhos que o ajudam a compreender melhor o mundo à sua volta”.

Ao longo da narrativa, a autora aborda temas como o respeito, a amizade, a organização, os cuidados de higiene e a adoção de hábitos de alimentação saudável, apresentados como elementos importantes no crescimento e aprendizagem das crianças.

Livro aposta em fantasia e aprendizagem emocional

Com ilustrações de Mara Silva, “Bleu e a Mágica Porta Azul” apresenta uma identidade visual marcada pelos tons de azul, reforçando o ambiente mágico e acolhedor da história.

Segundo a nota de apresentação, a obra pretende ir além do entretenimento, assumindo-se também como uma ferramenta educativa para utilização em contexto familiar e escolar.

A autora procura, através da fantasia, estimular competências emocionais e promover valores ligados à convivência, empatia e desenvolvimento pessoal das crianças.

O lançamento integra uma sessão aberta ao público na FNAC Algarve, em Faro.

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Música de câmara da Orquestra do Algarve chega a Alcoutim

30 May 2026 at 08:00

A Igreja Matriz de Alcoutim recebe, no próximo dia 19 de junho, pelas 18:00, o concerto “Solistas Orquestra do Algarve – Música de Câmara”, uma proposta musical dedicada ao universo da ópera através da interpretação de um sexteto de sopros da Orquestra do Algarve.

O espetáculo promete revisitar algumas das mais emblemáticas árias do repertório operático, reinterpretadas através da expressividade e sonoridade dos instrumentos de sopro.

Segundo o Município de Alcoutim, o concerto será “repleto de charme, virtuosismo e teatralidade”, proporcionando ao público uma viagem pelas obras de compositores como Rossini, Mozart, Bizet e Kurt Weill.

O programa convida os espectadores a redescobrirem melodias intemporais marcadas pelo humor, lirismo e intensidade dramática associados à ópera clássica.

Sexteto de sopros revisita clássicos da ópera

Através da música de câmara, os músicos da Orquestra do Algarve darão nova vida a algumas das mais conhecidas composições do repertório operático internacional.

Entre as obras incluídas no programa destacam-se excertos de “O Barbeiro de Sevilha”, de Gioachino Rossini, “A Flauta Mágica” e “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

O concerto integra ainda peças de Kurt Weill, como “Moritat vom Mackie Messer” e “Youkali”.

Segundo a organização, esta será “uma oportunidade única para ouvir algumas das melodias mais acarinhadas pelo público e mergulhar nas histórias e emoções que marcaram gerações”.

O espetáculo contará com a participação dos solistas Luís Figueiredo, no oboé, Catarina Avelãs, no fagote, Stefania Bernardi, na flauta, Emidio Costa, no clarinete, João Mogo, no trompete, e Todd Sheldrick, na trompa.

A entrada é livre.

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Esta planta nasce ‘a potes’ no Algarve onde quase nada sobrevive e pode render milhões: conheça o “espargo do mar”

29 May 2026 at 21:30

Durante anos, a salicórnia foi vista como uma planta selvagem das zonas de sapal, capaz de crescer em terrenos salgados onde quase nada sobrevive. Hoje, o “espargo do mar” começa a ganhar estatuto de alimento de futuro, com presença na alta cozinha, interesse científico e potencial económico para explorações agrícolas ligadas à sustentabilidade.

Conhecida popularmente como “espargo do mar”, esta planta halófita desenvolve-se em ambientes salinos, sobretudo em zonas de marisma e sapal. O seu sabor salgado e a textura crocante tornaram-na cada vez mais procurada por chefs e restaurantes que procuram ingredientes diferentes, ligados ao território e com menor impacto ambiental.

Em Espanha, um dos nomes associados à transformação da salicórnia em cultura agrícola é Manuel Díaz, técnico florestal de 57 anos, natural de Isla Cristina, em Huelva. Cresceu entre marismas e começou a olhar com outros olhos para uma planta que, durante décadas, era pouco valorizada fora das comunidades costeiras.

A salicórnia também pode ser encontrada em Portugal, nomeadamente em zonas húmidas e salinas como a Ria Formosa, no Algarve, onde cresce naturalmente em sapais e áreas influenciadas pela água salgada. Esta presença reforça a ligação da planta aos ecossistemas costeiros e ajuda a explicar o interesse crescente pelo seu aproveitamento gastronómico, embora a recolha em espaços naturais deva respeitar sempre as regras de conservação e proteção ambiental.

De planta ignorada a produto de valor

De acordo com o Huffpost, a história de Manuel Díaz começou com curiosidade e muitas experiências. Nos tempos livres, enquanto trabalhava na área florestal, decidiu perceber se seria possível cultivar salicórnia fora do seu habitat natural sem prejudicar as populações selvagens existentes nas marismas.

O processo não foi imediato. Depois de vários testes, erros e pequenas experiências, conseguiu reunir cerca de 600 gramas de sementes e começou a testar o cultivo na própria casa, incluindo numa zona improvisada na açoteia. Esse trabalho artesanal permitiu-lhe compreender melhor a planta e avançar para uma produção controlada.

Com o tempo, Manuel tornou-se um dos pioneiros no cultivo de salicórnia em Espanha. Hoje produz em modo ecológico numa parcela em Isla Cristina e fornece o produto a pedido, sobretudo para áreas onde este ingrediente é valorizado pela sua raridade, sabor e ligação ao mar.

Quanto pode render a salicórnia?

O potencial económico é um dos pontos que mais chama a atenção. Em declarações citadas pela imprensa espanhola, Manuel Díaz afirma que, em cinco hectares bem trabalhados, é possível faturar até milhão e meio de euros, uma estimativa que ajuda a explicar o interesse crescente nesta cultura.

Segundo o produtor, um hectar bem explorado pode produzir pelo menos 6.000 quilos por ano. No mercado de produto fresco ecológico, o preço pode rondar os 35 euros por quilo, embora estes valores dependam da procura, da qualidade, da certificação, dos canais de venda e da capacidade de escoamento.

Além da venda em fresco, a planta pode ter outros aproveitamentos. O restante material vegetal pode ser usado para extratos ou aplicações ligadas à investigação, aumentando o valor potencial da cultura e tornando-a mais interessante para projetos agrícolas inovadores.

Um alimento ligado à sustentabilidade

A salicórnia tem despertado interesse não apenas pelo sabor, mas também pela capacidade de crescer em terrenos salinos, onde outros cultivos dificilmente prosperam. Esta característica torna-a particularmente relevante num contexto de alterações climáticas, escassez de água doce e degradação de solos agrícolas.

A planta foi mesmo descrita pela Smithsonian Institution como um “promissor superalimento”, devido ao seu valor nutricional, resistência a condições extremas e potencial para integrar sistemas agrícolas mais adaptados a ambientes difíceis.

O seu cultivo pode ajudar a diversificar a agricultura em zonas costeiras ou salinas, desde que seja feito de forma controlada e sem danificar os ecossistemas naturais. Para muitos especialistas, este é precisamente o equilíbrio mais importante: transformar uma planta de valor em cultura agrícola sem pôr em risco os sapais onde ela cresce espontaneamente.

Da marisma para a alta cozinha

Nos restaurantes, a salicórnia é valorizada pelo sabor salino natural, que permite acompanhar peixe, marisco, saladas e pratos vegetarianos. A textura crocante e a aparência invulgar tornam-na apelativa para a alta cozinha, onde é muitas vezes usada como ingrediente de acabamento.

Apesar do crescente interesse, continua a ser um produto minoritário em Espanha e noutros mercados ibéricos. A produção ainda é limitada, o preço é elevado e a distribuição depende muito de canais especializados, restaurantes e consumidores mais atentos a ingredientes diferenciados.

Ainda assim, o percurso da salicórnia mostra como uma planta antes ignorada pode tornar-se oportunidade económica, gastronómica e científica. O “espargo do mar” passou de erva de sapal a símbolo de uma agricultura mais resiliente, capaz de encontrar valor onde antes quase ninguém via futuro.

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Portimão: Festival Mar Me Quer tem mais um nome confirmado

31 May 2026 at 15:02

A empresa promotora do Festival Mar Me Quer acaba de anunciar mais um nome para a edição deste ano, que vai decorrer entre os dias 12 e 14 de agosto.

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