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Famílias que acolhem: o amor que transforma – Acolhimento Familiar | Por Neusa Patuleia e Catarina Silva Almeida

31 May 2026 at 10:50

O que é o acolhimento familiar?

O acolhimento familiar tem como principal missão a promoção dos direitos e garantias das crianças, consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança. “Uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos.”

Quando uma criança que, por motivos de negligência, abandono ou violência, precisa de ser protegida e não pode permanecer com a sua família de origem, podem ser aplicadas diferentes respostas no âmbito do sistema de promoção e proteção. Entre essas respostas, quando se torna necessária a sua colocação fora do contexto familiar, existem duas principais alternativas: o acolhimento residencial ou o acolhimento familiar.

NEUSA PATULEIA – Psicóloga e vogal da Direção da Delegação Regional Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

O acolhimento familiar é, assim, uma medida de promoção e proteção, de carácter temporário, prevista na lei, que visa garantir à criança um ambiente familiar seguro, afetivo e estruturado, até que possa regressar à sua família de origem ou, quando tal não seja possível, ser encaminhada para uma solução de vida estável, como a adoção, sempre em função do seu superior interesse.

Em Portugal, o acolhimento familiar foi reforçado e regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 139/2019, que estabeleceu o regime de execução desta medida e procurou promover a sua aplicação, contrariando a predominância do acolhimento residencial. A implementação deste modelo foi progressivamente operacionalizada a nível nacional, com especial impulso a partir de 2022.

Porque é tão importante?

A fase inicial da vida é extraordinariamente relevante para a arquitetura do cérebro em maturação, tendo impactos profundos na saúde e no desenvolvimento físico e cognitivo, na segurança emocional e vinculação, na construção da identidade pessoal e cultural e no desenvolvimento de competências da criança.

É no contexto familiar que a criança constrói as bases de uma vida mental organizada e aprende a relacionar-se afetivamente, a partir da experiência de ser reconhecida, cuidada e investida emocionalmente.

Os efeitos nefastos da carência ou privação, total ou parcial, de cuidados parentais, resultantes de uma interação insuficiente entre a criança e a sua figura cuidadora principal, seja pela ausência dessa figura, seja pela descontinuidade ou insegurança das relações estabelecidas, podem ser significativamente atenuados quando é proporcionada à criança uma figura de vinculação alternativa. Na ausência da sua família de origem, a criança pode estabelecer uma relação estável e reasseguradora com cuidadores de substituição, minimizando a experiência de privação e os potenciais impactos no seu desenvolvimento.

CATARINA SILVA ALMEIDA – Psicóloga na Fundação António Aleixo

As crianças precisam de muito mais do que um teto, alimentação e cuidados de higiene. Precisam de afeto, estabilidade e relações significativas. A investigação científica e a experiência prática demonstram que, sempre que possível, crescer num ambiente familiar é mais favorável ao desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança, particularmente nos primeiros anos de vida.

Em contexto institucional, ainda que com profissionais dedicados e afetivos, é mais difícil assegurar relações individualizadas e a existência de uma figura de referência estável. Já no acolhimento familiar, a criança pode contar com um rosto que a reconhece, uma voz que a conforta e um colo que a ampara. É essa continuidade relacional e esse cuidado sensível que fazem a diferença, permitindo-lhe reconstruir a confiança no outro – e em si própria.

Quem pode ser família de acolhimento?

Pessoas com sentido de missão, com disponibilidade emocional e com vontade genuína de fazer a diferença.

Pode ser um casal ou uma pessoa singular, com ou sem filhos, desde que preencha os requisitos legais aplicáveis e esteja disponível para formação e acompanhamento por parte das entidades de enquadramento do acolhimento familiar.

Principais critérios para ser família de acolhimento:

• Residir em território nacional
• Ter idoneidade moral e condições de saúde física e psicológica adequadas
• Garantir estabilidade emocional e relacional
• Possuir disponibilidade de tempo para a integração de uma criança ou jovem no contexto familiar
• Dispor de condições habitacionais adequadas e estáveis
• Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com o exercício das responsabilidades de acolhimento, nomeadamente por crimes contra crianças, jovens ou por violência doméstica
• Pelo menos um dos candidatos ter idade igual ou superior a 25 anos

Como ser família de acolhimento?

O processo de candidatura e certificação para família de acolhimento é exigente e implica avaliação rigorosa por parte das entidades competentes, incluindo formação específica, avaliação psicossocial e acompanhamento técnico. Mais do que boa vontade, esta medida exige estabilidade, preparação e capacidade para responder de forma consistente às necessidades de crianças em situação de especial vulnerabilidade.

Acolher é ajudar a sarar feridas invisíveis

Acolher uma criança é um ato de responsabilidade e de humanidade. Significa reconhecer que, mesmo não sendo possível alterar o passado, é possível oferecer um presente mais seguro e um futuro com maior previsibilidade e esperança. É contribuir para que cada criança cresça a sentir-se valorizada, respeitada e emocionalmente segura.

Dar visibilidade ao acolhimento familiar é contribuir para uma sociedade mais consciente da importância de garantir a cada criança o direito fundamental a crescer num ambiente seguro, estável e afetivamente protetor.

Mais informações disponíveis no site da Segurança Social:
https://www.seg-social.pt/ptss/pssd/menu/familia/apadrinhamento-acolhimento/familia-acolhimento-criancas-jovens

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Boat Show volta a transformar Vilamoura em palco da náutica

31 May 2026 at 10:30

A Marina de Vilamoura volta a receber, entre os dias 6 e 14 de junho, a 29.ª edição do Marina de Vilamoura International Boat Show, evento que reforça a posição do Algarve como um dos principais destinos europeus da náutica de recreio.

Segundo a organização, a edição de 2026 já regista uma forte adesão de expositores nacionais e internacionais, refletindo o crescente interesse do setor pela náutica de recreio em Portugal.

Organizado pela Marina de Vilamoura, em parceria com a FIL – Feira Internacional de Lisboa e com o apoio do Município de Loulé, o certame deverá reunir mais de 50 marcas, cerca de 40 expositores e uma centena de embarcações.

O evento pretende afirmar-se como uma das principais plataformas de negócio da indústria náutica no sul da Europa, reunindo compradores, investidores e profissionais ligados ao setor.

Evento reforça posição internacional de Vilamoura

A edição deste ano antecipa uma forte dinâmica comercial, impulsionada por lançamentos de embarcações, atividades de brokerage e inovação tecnológica.

Apesar da elevada taxa de ocupação já registada, a organização refere que ainda existem oportunidades de participação para empresas interessadas em marcar presença no evento.

Segundo os promotores, o Marina de Vilamoura International Boat Show atrai mais de 100 mil visitantes, cerca de metade provenientes do estrangeiro, consolidando-se como uma plataforma para geração de contactos, parcerias e negócios.

Realizado desde 1997, o evento tem desempenhado um papel importante na afirmação de Vilamoura como destino de referência para a náutica de recreio na Europa.

A marina algarvia permite a exposição de embarcações em contexto real, proporcionando uma interação direta entre marcas e potenciais compradores, num modelo alinhado com os principais eventos internacionais do setor.

Além da vertente empresarial, o evento tem também impacto na hotelaria, turismo e serviços associados da região.

O Marina de Vilamoura International Boat Show decorre entre 6 e 14 de junho, das 11:00 às 21:00, com entrada livre.

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Luís Guilherme, Al Mouraria, Bandidos do Cante e Os Quatro e Meia animam Festas da Cidade de Olhão

31 May 2026 at 10:00

O Jardim Pescador Olhanense volta a receber, entre os dias 13 e 16 de junho, as tradicionais Festas da Cidade de Olhão, iniciativa que promete quatro noites de animação musical com entrada livre para toda a população.

O programa deste ano reúne vários artistas e grupos conhecidos do público português, num cartaz pensado para animar residentes e visitantes junto à zona ribeirinha da cidade.

As celebrações arrancam no dia 13 de junho com o espetáculo “Obrigado Marco”, protagonizado por Luís Guilherme, marcado para as 22:00. A abertura da noite ficará a cargo do DJ Filipe Martins, a partir das 18:30.

No dia 14 de junho, sobe ao palco o grupo Al Mouraria, também às 22:00, antecedido pela atuação do DJ Unno.

Música portuguesa marca quatro noites de festa

A programação prossegue no dia 15 de junho com o concerto dos Bandidos do Cante, marcado para as 22:00, depois da atuação do DJ Zoon, às 18:30.

O encerramento das Festas da Cidade acontece a 16 de junho com a atuação d’Os Quatro e Meia, uma das bandas mais populares da música portuguesa da atualidade.

A última noite contará ainda com animação do DJ Bentz, a partir das 18:30.

Com entrada gratuita, as Festas da Cidade prometem voltar a atrair milhares de pessoas, celebrando a música, a cultura local e o espírito festivo da comunidade olhanense.

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Boliqueime promove noite solidária para apoiar tratamentos de Martim

31 May 2026 at 08:00

A Junta de Freguesia de Boliqueime promove, no próximo dia 9 de junho, mais uma edição do “SUN7 Mar à Vista”, iniciativa solidária que terá lugar no adro da Igreja de São Faustino, a partir das 19:00.

O evento tem como principal objetivo a angariação de fundos para apoiar os tratamentos de Martim, uma criança diagnosticada com Paralisia Cerebral – Tetraparésia Distónica.

Segundo a organização, a totalidade do valor arrecadado será destinada aos tratamentos intensivos realizados em clínicas especializadas, cujo custo médio ronda os 7.800 euros por bloco terapêutico.

A Junta de Freguesia de Boliqueime sublinha que este acompanhamento clínico é fundamental para “o desenvolvimento da sua autonomia e melhoria da qualidade de vida”.

Evento alia solidariedade, música e animação

O “SUN7 Mar à Vista” volta a unir a vertente solidária à dinamização cultural da freguesia, proporcionando aos participantes um ambiente de convívio com vista panorâmica.

A animação musical estará a cargo do DJ Canhoto, contando ainda com a colaboração da View Activities.

Durante o evento haverá também serviço de bebidas, cocktails e tapas para os participantes.

A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Boliqueime, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e a colaboração da Paróquia de São Sebastião de Boliqueime.

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Movimento. O melhor remédio para as suas costas | Por Hugo Aleixo

31 May 2026 at 07:30

Chegou o bom tempo e com ele voltam as caminhadas ao final do dia, o padel à terça-feira à noite, o golfe ao sábado de manhã, as primeiras idas à praia. A vida sai de casa. E todos os anos, sem falhar, voltam também ao meu consultório os pacientes com dores nas costas. Muitos deles convencidos de que a solução é parar. A mensagem que lhes deixo em consulta é a mesma que quero deixar aqui. Não fique em repouso. Mexa-se.

O mito do repouso absoluto enquanto cura para a dor lombar é dos mais resistentes com que lidamos. A evidência científica é clara há mais de duas décadas. Salvo em situações muito específicas de lesão aguda, ficar parado faz precisamente o contrário do que se pensa. Prolonga a dor, enfraquece a musculatura de suporte da coluna e atrasa a recuperação. O corpo humano foi feito para se mexer e quando deixa de o fazer, paga a fatura.

O movimento regular continua a ser o melhor medicamento disponível para a coluna vertebral. Não tem efeitos secundários, não tem preço e está ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer idade. Caminhar, fazer yoga, pilates ou hidroginástica são excelentes formas de manter a coluna saudável e prevenir o aparecimento de dor lombar.

Há aqui, contudo, um ponto que escapa à maioria das pessoas e que faz toda a diferença na prática. Caminhar é importante, mas não chega. Para uma coluna bem protegida, é preciso incluir trabalho de força nos músculos da cintura para cima, sobretudo nos que estabilizam o tronco. São esses os músculos que funcionam como o cinto natural da coluna. Quando estão fortes, ela está protegida. Quando estão fracos, qualquer esforço do dia a dia pode passar a doer.

Para quem já vive com dores nas costas, a recomendação não muda muito, embora exija algum cuidado adicional. O movimento deve ser adequado e progressivo. Retomar a atividade física depois de meses parado não pode ser um regresso ao ritmo de há cinco anos. Convém começar devagar, escolher modalidades de baixo impacto, ouvir o corpo e procurar acompanhamento profissional sempre que a dor não cede ou começa a limitar o dia a dia.

Convém ainda desmontar outra ideia muito comum em consulta. Ter dor lombar não significa, na maior parte dos casos, ter uma lesão grave que exija cirurgia. A maioria das dores lombares resolve-se com movimento, tratamento conservador e, quando faz sentido, fisioterapia. A cirurgia da coluna tem hoje critérios bem definidos e, quando é mesmo necessária, é feita com técnicas minimamente invasivas que tornam a recuperação muito mais rápida do que era há alguns anos. Continua, ainda assim, a ser a última linha. Nunca a primeira.

Aproveite o bom tempo. Saia de casa. Caminhe, ande de bicicleta, vá à praia, brinque com os filhos no parque. Reserve dois ou três dias por semana para um trabalho mais estruturado de força. Mexa-se pela sua saúde. Não importa a modalidade ou o desporto, mexa-se.

A campanha Olhe pelas Suas Costas, que há mais de uma década promove a literacia em saúde da coluna em Portugal, tem trabalhado este princípio. Prevenir é sempre melhor do que tratar, e o movimento é a primeira linha da prevenção.

A sua coluna não precisa de descanso. Precisa de uso.      

Para mais informações, consulte o website da Campanha Olhe pelas suas Costas: https://olhepelassuascostas.pt/

Leia também: O dia em que a doença chegou antes dos sintomas | Por Isabel Duarte

Praia da Rocha recebe elite mundial do Beach Tennis Open em junho

30 May 2026 at 10:00

O Portugal Beach Tennis Open’26 regressa a Portimão entre os dias 1 e 7 de junho e promete voltar a transformar a Praia da Rocha num dos principais palcos mundiais do ténis de praia.

Ao longo de uma semana, o evento vai reunir alguns dos maiores nomes internacionais da modalidade, incluindo todos os jogadores do top-10 mundial masculino e feminino.

Crédito: Luis Barbosa

O principal destaque da competição será o Sand Series Portimão, considerado uma das provas mais prestigiadas do circuito internacional de beach tennis e comparado aos torneios do Grand Slam do ténis tradicional.

A competição decorre entre 3 e 7 de junho e integra o grupo restrito de oito torneios internacionais que atribuem pontos para as Sand Series Tour Finals, agendadas para o final do ano, na Arábia Saudita.

Organizado pela Federação Portuguesa de Ténis, com o apoio do Município de Portimão, o evento volta a apostar numa combinação entre competição internacional de alto nível e atividades abertas a atletas de diferentes idades e níveis de experiência.

Competição internacional e torneios para todas as idades

O recinto, instalado na Praia da Rocha, contará com 28 courts dedicados à modalidade. Além da alta competição, haverá espaço para torneios do escalão +40, competições amadoras integradas na Portimão Beach Tennis Cup e provas jovens, incluindo o torneio internacional júnior ITF BT J100 e a competição de sub-16.

Crédito: Luis Barbosa

O arranque oficial acontece já no dia 1 de junho, com o BT50 Portimão, torneio internacional destinado a duplas masculinas, femininas e mistas, que servirá de preparação para alguns dos principais atletas da modalidade. Fora dos courts, a animação será reforçada com uma Sunset Party aberta ao público.

Entre os nomes em destaque estará a portuguesa Marta Magalhães, atual 22.ª classificada do ranking mundial, que em 2025 alcançou o segundo lugar na competição de pares mistos ao lado do francês Mathieu Guegano.

Portimão reforça aposta no turismo desportivo

A realização do Sand Series Portimão reforça a afirmação do concelho como destino de referência para o acolhimento de grandes eventos desportivos internacionais ligados ao mar e à praia. As condições naturais, as infraestruturas de apoio e a capacidade organizativa do município têm contribuído para atrair atletas, equipas e visitantes de diferentes países ao longo de todo o ano.

O evento enquadra-se ainda na estratégia municipal de promoção do desporto para diferentes públicos, alinhada com o lema “Portimão, Mais Desporto Para Todos”, conciliando competição de elite com momentos de participação, convívio e animação dirigidos à população e aos visitantes.

Crédito: Luis Barbosa

A entrada no recinto será gratuita e o espaço contará com bancadas com capacidade para cerca de 1.500 espectadores, permitindo acompanhar de perto alguns dos melhores jogadores mundiais de ténis de praia.

Em Portimão, a modalidade é dinamizada pelo Clube Beach Tennis de Portimão, que conta atualmente com dois anos de existência e cerca de meia centena de atletas federados.

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Vera Marciano lança livro infantil “Bleu e a Mágica Porta Azul” na FNAC do Forum Algarve

30 May 2026 at 09:00

A escritora Vera Marciano vai lançar o livro infantil “Bleu e a Mágica Porta Azul”, uma obra dedicada ao público mais jovem que alia fantasia e aprendizagem emocional através de uma narrativa centrada em valores essenciais do desenvolvimento infantil.

A apresentação da obra será feita no próximo domingo, dia 31 de maio, pelas 11:00, na FNAC do Forum Algarve, pela mentora literária, Analita Santos.

O livro acompanha a história de Bleu, “um menino curioso que vive numa casa onde existe uma misteriosa porta azul”.

Ao descobrir a porta, o protagonista percebe que esta “tem uma característica única: é mágica e oferece conselhos que o ajudam a compreender melhor o mundo à sua volta”.

Ao longo da narrativa, a autora aborda temas como o respeito, a amizade, a organização, os cuidados de higiene e a adoção de hábitos de alimentação saudável, apresentados como elementos importantes no crescimento e aprendizagem das crianças.

Livro aposta em fantasia e aprendizagem emocional

Com ilustrações de Mara Silva, “Bleu e a Mágica Porta Azul” apresenta uma identidade visual marcada pelos tons de azul, reforçando o ambiente mágico e acolhedor da história.

Segundo a nota de apresentação, a obra pretende ir além do entretenimento, assumindo-se também como uma ferramenta educativa para utilização em contexto familiar e escolar.

A autora procura, através da fantasia, estimular competências emocionais e promover valores ligados à convivência, empatia e desenvolvimento pessoal das crianças.

O lançamento integra uma sessão aberta ao público na FNAC Algarve, em Faro.

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Música de câmara da Orquestra do Algarve chega a Alcoutim

30 May 2026 at 08:00

A Igreja Matriz de Alcoutim recebe, no próximo dia 19 de junho, pelas 18:00, o concerto “Solistas Orquestra do Algarve – Música de Câmara”, uma proposta musical dedicada ao universo da ópera através da interpretação de um sexteto de sopros da Orquestra do Algarve.

O espetáculo promete revisitar algumas das mais emblemáticas árias do repertório operático, reinterpretadas através da expressividade e sonoridade dos instrumentos de sopro.

Segundo o Município de Alcoutim, o concerto será “repleto de charme, virtuosismo e teatralidade”, proporcionando ao público uma viagem pelas obras de compositores como Rossini, Mozart, Bizet e Kurt Weill.

O programa convida os espectadores a redescobrirem melodias intemporais marcadas pelo humor, lirismo e intensidade dramática associados à ópera clássica.

Sexteto de sopros revisita clássicos da ópera

Através da música de câmara, os músicos da Orquestra do Algarve darão nova vida a algumas das mais conhecidas composições do repertório operático internacional.

Entre as obras incluídas no programa destacam-se excertos de “O Barbeiro de Sevilha”, de Gioachino Rossini, “A Flauta Mágica” e “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

O concerto integra ainda peças de Kurt Weill, como “Moritat vom Mackie Messer” e “Youkali”.

Segundo a organização, esta será “uma oportunidade única para ouvir algumas das melodias mais acarinhadas pelo público e mergulhar nas histórias e emoções que marcaram gerações”.

O espetáculo contará com a participação dos solistas Luís Figueiredo, no oboé, Catarina Avelãs, no fagote, Stefania Bernardi, na flauta, Emidio Costa, no clarinete, João Mogo, no trompete, e Todd Sheldrick, na trompa.

A entrada é livre.

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Tornar o lúpus visível | Por Rita Mendes

30 May 2026 at 07:30

O lúpus é uma doença autoimune que pode afetar diferentes órgãos e sistemas, com intensidade variável de pessoa para pessoa.

Ainda pouco conhecida, manifesta-se de muitas formas: pode causar cansaço, dor e alguma imprevisibilidade, mas também pode ser reconhecida, acompanhada e controlada. Com informação credível, diagnóstico atempado e acompanhamento multidisciplinar, é possível viver melhor com a doença e planear o futuro com mais confiança.

Em Portugal, ainda se fala pouco sobre a doença. Esse silêncio atrasa muitas vezes o reconhecimento de sinais e adia o acesso aos cuidados certos. Dar visibilidade à doença significa encurtar o caminho até ao diagnóstico, promover consultas coordenadas entre especialidades e valorizar o que não se mede apenas com exames: o impacto no dia a dia, no trabalho, na família e no bem-estar emocional.

A Associação de Doentes com Lúpus, fundada em 1992, existe para estar ao lado de todas as pessoas que dela precisam. Informamos, apoiamos e orientamos quem vive com lúpus e respetivas famílias. Em articulação com profissionais de saúde, familiares e toda a comunidade interessada nesta área, queremos facilitar o acesso ao aconselhamento, esclarecer dúvidas e promover a literacia em saúde. Quando doentes, familiares, equipas clínicas, farmacêuticos e decisores remam na mesma direção, o percurso torna-se mais simples, os sintomas são identificados mais cedo e as decisões terapêuticas ganham qualidade.

A apresentação clínica do lúpus pode ser altamente variável, desde manifestações ligeiras até formas muito graves, com envolvimento frequente dos sistemas cutâneo e musculoesquelético e podendo afetar um ou vários órgãos vitais (rins, coração, pulmões e sistema nervoso). O curso da doença pode alternar entre períodos de maior atividade e estabilidade, mas não define a totalidade da vida de quem vive com a doença.

Existem estratégias eficazes de monitorização, tratamentos cada vez mais personalizados e rotinas de autocuidado que fazem a diferença. Importa ainda sublinhar que reconhecer o impacto invisível — fadiga, dor, incerteza — é tão importante quanto olhar para os resultados dos exames.

O Dia Mundial do Lúpus, que se assinalou a 10 de maio, é uma oportunidade para escutar histórias, partilhar conhecimento e reforçar compromissos. Mais do que uma data no calendário, é um convite à ação: encurtar tempos de diagnóstico, garantir acesso equitativo a cuidados especializados e integrar a pessoa com lúpus no centro das decisões. Com políticas públicas eficazes e uma comunidade informada, é possível transformar invisibilidade em compreensão e cuidado.

Se quiseres saber mais sobre esta doença, ouvir testemunhos de quem a vive na primeira pessoa, conhecer os seus sintomas, formas de diagnóstico, tratamentos e formas de apoiar e compreender melhor quem vive com lúpus, visita o website tenholupus.pt e o website da Associação de Doentes com Lúpus: www.lupus.pt.

Encontra informação validada, recursos úteis e pontos de contacto. Porque a informação é o primeiro passo para deixarmos de olhar e começarmos verdadeiramente a ver — e, sobretudo, a cuidar. Vamos tornar o lúpus visível.

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