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Operadora low-cost ‘mexe o mapa’ em Portugal e entra em cidades onde ainda não estava

1 June 2026 at 09:20

A presença da DIGI em Portugal continua a alargar-se e ganhou agora novo impulso com a abertura de cinco pontos de venda adicionais, incluindo a entrada em dois mercados onde ainda não tinha representação direta. Caldas da Rainha e Penafiel passam a integrar a rede física da operadora, num movimento que reforça a sua cobertura no território nacional.

De acordo com o 4gnews, site especializado em tecnologia e telecomunicações, esta expansão surge num momento em que a empresa intensifica a aposta na proximidade com os clientes, reforçando a sua presença fora dos grandes centros urbanos.

Novos espaços reforçam cobertura

Os novos pontos de atendimento estão distribuídos por diferentes regiões e incluem locais com forte circulação de público. Entre eles encontram-se o Pingo Doce de Penafiel e o centro comercial La Vie, em Caldas da Rainha, que marcam a estreia da marca nestes concelhos.

A estes juntam-se ainda novas localizações já operacionais no Shopping Cidade do Porto, no Centro Comercial Aqua Roma, em Lisboa, e no Spot Retail de Ovar, numa estratégia que combina expansão geográfica com presença em espaços comerciais de elevada afluência.

A diversificação dos formatos mantém-se: além de lojas de rua, a operadora continua a apostar em quiosques e pontos integrados em superfícies comerciais, facilitando o acesso aos serviços e simplificando o contacto direto com os consumidores.

Crescimento sustentado ao longo dos últimos meses

Este reforço da presença física não é um caso isolado. Nos meses anteriores, a DIGI já tinha consolidado a sua posição com a abertura de lojas próprias em cidades como Setúbal e Coimbra, ao mesmo tempo que reforçava a presença em centros comerciais estratégicos da área metropolitana de Lisboa, como o Colombo e o Vasco da Gama.

A expansão tem seguido uma lógica gradual, com a operadora a procurar cobrir novas zonas sem se limitar aos principais polos urbanos. A aposta passa por alargar o alcance dos serviços e garantir maior proximidade com os clientes, numa fase em que a marca continua a disputar quota de mercado com os operadores tradicionais.

Melhorias técnicas acompanham expansão

Paralelamente à abertura de novos espaços, a empresa tem vindo a introduzir melhorias na rede móvel. Uma das mais recentes passa pela ativação do codec EVS-SWB nas chamadas realizadas através de VoLTE e VoWiFi, o que permite melhorar significativamente a qualidade do áudio.

Na prática, esta tecnologia aumenta a fidelidade do som nas chamadas, aproximando a experiência de comunicação de um registo mais natural, com maior clareza e definição.

Este tipo de evolução técnica surge num contexto mais amplo de reforço da infraestrutura, que inclui melhorias na cobertura e ajustes progressivos à rede, numa resposta às exigências do crescimento da base de utilizadores.

Uma rede que continua a crescer no país

Com os novos pontos inaugurados, a rede física da DIGI passa a abranger um conjunto alargado de localidades em Portugal, incluindo cidades como Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Faro e várias outras zonas do interior e do litoral.

A presença distribui-se por lojas próprias, espaços em centros comerciais e pontos integrados em retalhistas, num modelo que procura maximizar a acessibilidade. Este crescimento acontece num mercado competitivo, onde a operadora tem procurado diferenciar-se com ofertas mais flexíveis e sem fidelização obrigatória.

Segundo a mesma fonte, a abertura destes cinco novos pontos integra uma estratégia mais vasta que combina expansão territorial com investimento contínuo na qualidade do serviço, num processo que deverá continuar ao longo dos próximos meses.

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“Maior erro de sempre”: Bill Gates admite falha catastrófica que custou quase 350 mil milhões de euros à sua empresa

31 May 2026 at 22:45

A história da tecnologia está cheia de decisões que mudaram mercados inteiros, mas poucas tiveram um impacto tão visível como a disputa pelo domínio dos telemóveis. No caso da Microsoft, a entrada tardia e pouco eficaz no ecossistema móvel tornou-se um dos episódios mais marcantes da carreira de Bill Gates.

O fundador da Microsoft admitiu que o maior erro da sua carreira foi a má gestão que impediu a empresa de ocupar o lugar que viria a ser conquistado pelo Android, hoje associado à Google e dominante entre os sistemas operativos móveis.

A confissão foi feita numa entrevista à empresa de investimento Village Global, citada pelo portal americano especializado em tecnologia The Verge, na qual Gates estimou que essa oportunidade perdida poderia ter valido cerca de 400 mil milhões de dólares, cerca de 343 mil milhões de euros.

Falha que abriu espaço à Google

A Microsoft tinha sido durante décadas a grande referência dos computadores pessoais, mas não conseguiu repetir esse domínio quando o mercado começou a deslocar-se para os smartphones. A empresa tentou responder com Windows Mobile e, mais tarde, com Windows Phone, mas a transição revelou-se lenta e desajustada face ao avanço da Apple e da Google.

Bill Gates reconheceu que, nos mercados de plataformas, a vitória tende a concentrar-se num pequeno número de empresas. Nas suas palavras, traduzidas para português, “o maior erro de sempre” foi a má gestão que levou a Microsoft a não ser aquilo que o Android se tornou.

A Google comprou a Android Inc. em 2005, numa altura em que o mercado dos telemóveis ainda estava longe do cenário atual. A aposta acabaria por transformar o Android no principal sistema operativo móvel fora do universo Apple, precisamente o espaço que Gates considerava natural para a Microsoft ocupar, de acordo com a entrevista citada.

Android tornou-se o rival que a Microsoft não conseguiu travar

O peso do Android continua a ser expressivo. Segundo dados da empresa americana StatCounter, em abril deste ano, o sistema operativo da Google tinha 67,35% do mercado móvel mundial, enquanto o iOS surgia com 32,55%. Estes valores ajudam a perceber a dimensão da oportunidade que escapou à Microsoft.

A leitura de Gates é simples: havia espaço para um grande sistema operativo não pertencente à Apple, e esse lugar acabou por ser ocupado pela Google.

Para a Microsoft, que já tinha experiência, escala e relações fortes com fabricantes, a derrota no setor móvel tornou-se uma das falhas estratégicas mais estudadas da indústria tecnológica.

Resposta do fundador do Android

A confissão de Bill Gates voltou a ganhar destaque quando Rich Miner, um dos fundadores do Android, reagiu no X. Miner escreveu, em tradução para português, que ajudou “literalmente a criar o Android para impedir que a Microsoft controlasse o telefone como controlava o PC”, acrescentando que via esse domínio como um risco para a inovação.

A frase mostra que o Android não nasceu apenas como mais um produto tecnológico, mas também como resposta ao receio de que a Microsoft pudesse transportar para os telemóveis a influência que tinha nos computadores pessoais. Esse contexto ajuda a explicar a intensidade da disputa nos primeiros anos dos smartphones.

Steve Ballmer, antigo CEO da Microsoft, também reconheceu problemas na estratégia da empresa. Numa entrevista citada pela publicação Windows Central, admitiu que a Microsoft foi demasiado confiante no Windows e tentou levar o sistema para áreas onde este não se encaixava naturalmente.

Excesso de confiança saiu caro

Ballmer resumiu essa falha ao afirmar, em tradução para português: “Fomos demasiado confiantes. Não acho que tenhamos insistido demasiado tempo no Windows. Acho que tentámos colocar o Windows em lugares onde ele não se encaixava naturalmente.”

Essa insistência acabou por deixar a Microsoft numa posição frágil num mercado que exigia rapidez, aplicações, experiência tátil intuitiva e uma resposta clara ao iPhone. Enquanto a empresa reorganizava a sua estratégia móvel, o Android crescia entre fabricantes e consumidores.

O resultado foi uma viragem histórica. A Microsoft manteve a sua força nos computadores e no software empresarial, mas perdeu a corrida dos smartphones para a Google e para a Apple, num erro que Bill Gates ainda identifica como o mais caro da sua carreira.

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