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Verão à porta: saiba se ainda pode conduzir de chinelos ou descalço em 2026

1 June 2026 at 18:00

Com o verão à porta e os dias de praia a aproximarem-se, regressa uma dúvida antiga entre muitos automobilistas: afinal, ainda é permitido conduzir de chinelos em 2026? Em Portugal, o Código da Estrada não proíbe expressamente este tipo de calçado, mas isso não significa que todos os comportamentos ao volante sejam seguros ou estejam livres de consequências.

A ideia de que conduzir de chinelos dá automaticamente multa é um dos mitos rodoviários mais repetidos todos os verões. A dúvida surge sobretudo depois de idas à praia, piscinas ou zonas balneares, quando muitos condutores entram no carro com chinelos, sandálias abertas ou até com os pés molhados.

De acordo com o Código da Estrada, não existe uma norma que obrigue o condutor a usar um tipo específico de calçado. Também não há uma contraordenação própria apenas por conduzir de chinelos, descalço ou em tronco nu.

Não há multa automática por conduzir de chinelos

A regra principal é simples: conduzir de chinelos, por si só, não dá origem a uma multa automática em Portugal. O Código da Estrada não define que calçado deve ser usado pelo condutor nem estabelece uma proibição direta de chinelos, sandálias ou outro calçado aberto.

A GNR já divulgou mensagens no mesmo sentido, sublinhando que o ato de conduzir de chinelos não tem uma contraordenação própria associada no Código da Estrada. Também o ACP e a DECO PROteste explicam que a lei não proíbe este tipo de calçado, embora recomendem atenção à segurança.

Isto significa que um condutor não deve ser autuado apenas por estar a usar chinelos. No entanto, a situação muda se esse calçado dificultar o controlo dos pedais, escorregar, ficar preso ou contribuir para uma manobra perigosa.

O problema está na segurança ao volante

Embora não exista uma proibição específica, o condutor deve garantir que consegue conduzir em segurança. O artigo 11.º do Código da Estrada estabelece que os condutores devem abster-se de quaisquer atos suscetíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança.

A infração a esta regra pode ser sancionada com coima de 60 a 300 euros. Ou seja, o problema não é o chinelo em si, mas o facto de o calçado, ou qualquer outro comportamento, poder prejudicar o domínio do veículo.

Na prática, se os chinelos escorregarem do pé, ficarem presos entre os pedais ou impedirem uma travagem rápida, podem tornar-se um problema. Numa situação de fiscalização ou acidente, as autoridades podem avaliar se o calçado contribuiu para uma condução sem segurança.

É por isso que a resposta não deve ser vista como um simples “sim, pode”. Pode conduzir de chinelos, mas deve fazê-lo apenas se conseguir manter controlo total do automóvel, dos pedais e das manobras necessárias.

Chinelos podem escorregar ou prender nos pedais

Os riscos aumentam quando os chinelos estão molhados, com areia ou pouco ajustados ao pé. Depois de um dia de praia, é comum entrar no carro com os pés húmidos, o que pode fazer com que o calçado escorregue no momento de acelerar, travar ou carregar na embraiagem.

Outro problema está nos chinelos mais largos ou gastos, que podem dobrar, sair do pé ou ficar presos debaixo dos pedais. Estas situações podem parecer improváveis, mas bastam poucos segundos de distração para comprometer a reação do condutor.

Conduzir descalço também não é proibido

Outra dúvida frequente é saber se conduzir descalço é permitido. Tal como acontece com os chinelos, não existe uma regra que obrigue o condutor a estar calçado durante a condução.

Ainda assim, conduzir descalço também pode trazer riscos. Os pés podem estar molhados, com areia ou sensíveis ao contacto com os pedais, reduzindo a força ou a precisão necessária para travar em segurança.

Além disso, em dias de muito calor, o interior do carro pode atingir temperaturas elevadas e os pedais podem tornar-se desconfortáveis. A recomendação é ter sempre no veículo um par de sapatos confortáveis e seguros para conduzir, sobretudo depois da praia.

O que deve usar para conduzir no verão

O calçado mais seguro para conduzir deve ficar bem preso ao pé, ter sola estável e permitir sentir corretamente os pedais. Sapatos leves, sapatilhas ou sandálias bem ajustadas costumam ser opções mais seguras do que chinelos soltos.

O ideal é evitar calçado com sola demasiado escorregadia, plataformas muito altas, saltos instáveis ou modelos que possam sair facilmente do pé. O objetivo não é cumprir uma regra sobre moda ou vestuário, mas garantir que o condutor mantém controlo total do veículo.

Quem costuma ir à praia pode deixar no carro um par de calçado próprio para conduzir. É uma solução simples e prática, que evita riscos desnecessários sem obrigar a grandes mudanças de rotina.

Quando é que pode haver problema com a polícia?

A simples utilização de chinelos não deve, por si só, originar uma coima. No entanto, se o condutor estiver envolvido numa situação em que fique demonstrado que o calçado prejudicou a condução, poderá haver consequências.

Por exemplo, se os chinelos se prenderem nos pedais e provocarem uma travagem brusca, uma perda de controlo ou um acidente, as autoridades podem enquadrar o comportamento como uma violação do dever de condução segura previsto no artigo 11.º do Código da Estrada.

Nestes casos, o foco não é o chinelo em si, mas o facto de o condutor não ter assegurado as condições necessárias para conduzir com segurança. É essa diferença que muitos automobilistas desconhecem.

Pode conduzir de chinelos, mas com cuidado

A resposta final é clara: sim, pode conduzir de chinelos em Portugal em 2026, porque não há multa automática nem proibição expressa no Código da Estrada. Ainda assim, deve garantir que o calçado não compromete a condução.

Se os chinelos estiverem molhados, largos, gastos ou forem pouco estáveis, o mais prudente é não conduzir com eles. Um par de sapatos confortáveis no carro pode evitar sustos, atrasos e possíveis problemas em caso de acidente.

Leia também: Atenção se vai à praia: saiba o que fazer se tocar numa alforreca e que erros deve evitar

Adeus bom senso? Descubra se existe uma distância mínima para colocar a toalha na praia

1 June 2026 at 17:30

Com a chegada da época balnear, volta uma dúvida comum entre muitos banhistas: existe uma distância mínima obrigatória para colocar a toalha na praia, junto de outras pessoas? Em regra, atualmente não há uma distância nacional fixa para separar toalhas ou chapéus de sol no regime normal das praias portuguesas, mas há regras de bom senso, segurança e ocupação do areal que devem ser respeitadas.

A confusão tem origem, em parte, nas regras aplicadas durante a pandemia, quando existiram normas específicas sobre distanciamento entre grupos no areal. Em 2020, por exemplo, o Decreto-Lei n.º 24/2020 previa 1,5 metros entre utentes e três metros entre chapéus de sol. Essas medidas excecionais já não correspondem ao regime normal em vigor nas praias portuguesas.

Hoje, quem vai à praia deve distinguir duas situações diferentes: a distância entre banhistas por uma questão de convivência e conforto, e as regras relativas às zonas concessionadas, aos acessos, às áreas de circulação, à sinalização e às indicações dadas pelas autoridades no local.

Não há uma distância fixa entre toalhas

Em termos gerais, não existe uma regra nacional que obrigue os banhistas a colocar a toalha a uma distância mínima exata da toalha de outra pessoa. Ou seja, atualmente não há uma medida única, como um metro, dois metros ou três metros, que seja aplicada de forma automática em todas as praias.

Ainda assim, isso não significa que se possa ocupar qualquer espaço sem cuidado. As praias são espaços de uso público, mas devem ser usadas de forma a permitir a circulação, o acesso ao mar e a utilização do areal por todos os banhistas.

Na prática, aproximar demasiado uma toalha, um guarda-sol ou outros objetos de um grupo que já está instalado pode gerar conflitos e dificultar a circulação. Mesmo sem uma distância legal fixa, deve ser mantido espaço suficiente para que as pessoas se movimentem, entrem e saiam do local com segurança.

Atenção aos acessos e zonas de passagem

Um dos pontos mais importantes é não bloquear acessos, zonas sinalizadas, canais assinalados, entradas para apoios de praia, zonas de socorro ou passagens usadas por veículos de emergência. Estas áreas devem permanecer livres, independentemente da lotação do areal.

Também deve haver cuidado junto à linha de água, sobretudo em praias com mar mais agitado, ondulação forte ou subidas rápidas da maré. A Autoridade Marítima Nacional recomenda que os banhistas cumpram as indicações dos nadadores-salvadores, respeitem bandeiras e placas de sinalização e não virem as costas às ondas e ao mar.

Além disso, em praias com arribas, falésias ou zonas instáveis, os banhistas devem respeitar sempre a sinalização existente. A Autoridade Marítima Nacional recomenda que não se permaneça debaixo ou próximo de arribas e zonas instáveis, mesmo que o espaço pareça livre.

E nas praias concessionadas?

Outra dúvida frequente está relacionada com as zonas concessionadas, onde existem chapéus de sol, toldos ou espreguiçadeiras pagos. Nos últimos dias, o tema voltou a ganhar destaque depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter esclarecido que os banhistas podem colocar chapéus de sol e toalhas em frente às concessões, desde que estejam fora da área efetivamente concessionada.

Segundo declarações do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente à Lusa, a área concessionada corresponde ao espaço delimitado da concessão. Fora dessa área, o restante areal é de uso livre, não podendo ser tratado como exclusivo do concessionário.

Isto significa que um banhista pode instalar-se em frente a uma zona concessionada, desde que não invada o espaço delimitado da concessão nem impeça acessos, circulação ou regras de segurança. A praia continua a ser um espaço de uso público nas áreas não concessionadas.

Bom senso continua a ser a principal regra

Mesmo sem uma distância mínima definida por lei entre toalhas, o bom senso é essencial. Deixar algum espaço entre grupos evita incómodos, facilita a circulação e reduz situações de conflito em praias mais cheias.

Colocar a toalha demasiado perto de outra pessoa, tocar no guarda-sol de outro banhista ou ocupar o espaço que outro grupo estava claramente a usar pode não resultar numa coima automática, mas é uma atitude que deve ser evitada.

Em dias de grande afluência, pode ser difícil encontrar espaço amplo no areal. Nesses casos, a melhor opção é procurar zonas menos congestionadas, respeitar quem já está instalado e evitar bloquear caminhos naturais até ao mar.

O que pode dar problemas na praia

Embora não exista uma distância mínima nacional para a toalha, há comportamentos que podem levar à intervenção das autoridades. Bloquear acessos, desrespeitar sinalização, instalar-se em zonas interditas, transpor barreiras de proteção, ocupar áreas reservadas ou ignorar ordens dos nadadores-salvadores e da Autoridade Marítima pode ter consequências.

Também podem existir regras específicas em determinadas praias, definidas por editais, planos de ordenamento ou decisões locais. Por isso, os banhistas devem estar atentos aos avisos afixados nas entradas das praias e junto aos apoios balneares.

A regra prática é simples: pode colocar a toalha no areal livre, mas deve fazê-lo sem impedir a circulação, sem invadir áreas concessionadas delimitadas e sem desrespeitar zonas de segurança.

Afinal, onde pode pôr a toalha?

Pode colocar a toalha numa zona livre do areal, incluindo em frente a concessões, desde que não esteja dentro da área concessionada delimitada nem bloqueie acessos ou zonas de passagem. Não há, atualmente, uma distância mínima nacional obrigatória entre toalhas de banhistas diferentes.

Ainda assim, é aconselhável deixar espaço suficiente para circular, abrir o guarda-sol com segurança e não incomodar quem está ao lado. Esta distância não tem de ser medida com fita métrica, mas deve permitir uma convivência normal no areal.

A dúvida sobre a distância mínima pode ter uma resposta simples: a lei não impõe uma medida fixa entre toalhas no regime normal atual, mas a praia deve ser usada com respeito, segurança e atenção às indicações locais. No verão, mais do que chegar primeiro, importa saber ocupar o espaço sem prejudicar os outros.

Leia também: Atenção se vai à praia: saiba o que fazer se tocar numa alforreca e que erros deve evitar

Vem aí um ‘vendaval’: jato polar deverá atingir os 250 km/h sobre Portugal a partir deste dia

1 June 2026 at 15:30

Portugal continental deverá sentir uma mudança gradual no estado do tempo entre quarta e quinta-feira, devido à intensificação da corrente de jato polar sobre a Península Ibérica. Segundo a Meteored, este fluxo atmosférico poderá atingir velocidades próximas dos 250 km/h em altitude, favorecendo uma maior influência atlântica no território.

De acordo com o portal especializado em meteorologia, Meteored, a alteração não significa que esses ventos se façam sentir diretamente à superfície. A corrente de jato circula a cerca de 9 a 11 quilómetros de altitude, mas pode influenciar a deslocação de massas de ar e sistemas frontais, alterando o vento, a nebulosidade e as temperaturas.

Em Portugal continental, os efeitos deverão ser mais evidentes na fachada ocidental, sobretudo no litoral Norte e Centro. A entrada de ar marítimo mais fresco e húmido deverá travar a subida das temperaturas nestas regiões e reforçar a sensação de tempo mais instável.

Litoral deverá ficar mais fresco

A mudança deverá começar a notar-se ao longo de quarta-feira, com aumento da nebulosidade nas regiões costeiras e reforço do vento de norte e noroeste durante a tarde. No litoral Norte e Centro, as temperaturas máximas deverão ficar, em muitos locais, entre 18 e 23 ºC.

Em Lisboa, as máximas ainda poderão rondar os 25 ºC, mas a influência marítima deverá tornar o ambiente mais fresco do que no interior. No Porto e noutras zonas da faixa costeira, o tempo deverá apresentar mais nuvens, sobretudo durante a manhã e ao final do dia.

No interior, o cenário será diferente. A massa de ar mais quente e seca deverá manter temperaturas mais elevadas, em particular no Alentejo, no vale do Tejo e no interior algarvio, onde os termómetros poderão atingir valores entre 26 e 32 ºC.

Contraste térmico entre costa e interior

O contraste entre o litoral e o interior poderá tornar-se bastante marcado durante a tarde. Em alguns locais, a diferença de temperatura poderá ultrapassar os 10 ºC em poucas dezenas de quilómetros, devido ao efeito da nortada e da entrada de ar marítimo.

Na tarde de quarta-feira, Porto e Lisboa deverão registar máximas entre 20 e 25 ºC, enquanto várias zonas do interior poderão continuar acima dos 29 ºC. No Alentejo, as temperaturas poderão chegar aos 32 ºC, mantendo um ambiente quente e seco.

Esta diferença será sentida sobretudo por quem se deslocar entre zonas costeiras e regiões interiores. A sensação térmica poderá mudar de forma significativa, com vento mais fresco junto ao litoral e calor mais intenso nas áreas afastadas da influência atlântica.

Rajadas podem chegar aos 70 km/h

A intensificação da circulação atlântica deverá também reforçar a nortada ao longo da faixa costeira ocidental, sobretudo entre quinta e sexta-feira. O vento deverá soprar moderado a forte de norte e noroeste, em especial no litoral e nas terras altas.

Durante a noite de quinta-feira, as rajadas poderão atingir entre 45 e 60 km/h no litoral ocidental. Nas zonas costeiras mais expostas entre Aveiro e Leiria, não estão excluídos valores pontualmente próximos dos 70 km/h.

No interior, o vento deverá ser menos intenso, embora também se possam registar rajadas entre 35 e 50 km/h em algumas zonas. A combinação de vento, ar mais fresco e maior nebulosidade deverá acentuar a mudança face aos dias anteriores.

Mar também pode ficar mais agitado

O reforço do vento de norte e noroeste deverá contribuir para um aumento da agitação marítima ao longo da costa atlântica. As zonas mais expostas poderão sentir condições menos favoráveis, sobretudo durante a tarde e o início da noite.

Além do vento, a circulação de origem marítima deverá favorecer períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro. Esta nebulosidade deverá ser mais frequente durante a noite, madrugada e primeiras horas da manhã.

No Minho e no Douro Litoral, não está excluída a ocorrência de chuva fraca. Ainda assim, os acumulados previstos não deverão ser significativos, tratando-se de precipitação pouco expressiva e localizada.

Mudança será gradual, não brusca

Apesar da referência a ventos muito fortes em altitude, a mudança prevista deverá ser gradual à superfície. A principal consequência para a população será a alteração do padrão dos últimos dias, com mais vento, mais nuvens e temperaturas mais baixas na faixa costeira.

O interior continuará a registar valores mais elevados, sobretudo no Centro e Sul, mas o contraste com o litoral deverá ser mais evidente. A nortada poderá tornar o ambiente mais desconfortável nas zonas costeiras, especialmente ao final da tarde.

Quem vive ou circula junto ao litoral deve contar com vento mais forte, sensação térmica mais baixa e maior nebulosidade entre quarta e sexta-feira. Já no interior, o calor deverá persistir, embora com algumas variações consoante a região.

Atenção às atividades ao ar livre

A previsão pode ter impacto em atividades ao ar livre, sobretudo junto à costa. Passeios marítimos, prática de desportos náuticos e deslocações em zonas expostas ao vento poderão exigir maior atenção, devido às rajadas e à possível agitação marítima.

Os automobilistas também devem ter cuidado em pontes, viadutos e estradas junto ao litoral, onde o vento lateral pode ser mais sentido. A recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo da semana, uma vez que a previsão pode sofrer ajustamentos.

A corrente de jato polar deverá, assim, marcar uma mudança no tempo em Portugal continental, trazendo maior influência atlântica, descida das temperaturas no litoral e reforço da nortada. O interior continuará mais quente, mantendo um país dividido entre ar fresco junto à costa e calor nas regiões mais afastadas do mar.

Leia também: Tempo vai dar nova ‘reviravolta’? Chuva, frio e calor podem marcar os próximos dias e estas serão as regiões afetadas

Atenção passageiros: Metro de Lisboa vai estar encerrado até este dia

1 June 2026 at 13:50

O Metro de Lisboa vai estar encerrado a partir das 23h00 desta terça-feira, 2 de junho, e só deverá retomar o serviço às 06h30 de quinta-feira, 4 de junho. A paralisação está relacionada com a greve geral marcada para quarta-feira, 3 de junho, e deverá levar ao encerramento de todas as estações.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a transportadora informou esta segunda-feira que, por motivo de greve convocada pelos sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa, se prevê a paralisação do serviço de transporte durante o dia 3 de junho. A empresa antecipa ainda o encerramento da exploração para a noite anterior.

Segundo a nota divulgada pelo Metro de Lisboa, o serviço encerra a partir das 23h00 de terça-feira e será retomado apenas às 06h30 de quinta-feira. Durante esse período, os passageiros não deverão contar com circulação nas linhas nem com acesso às estações.

Estações vão estar encerradas

A paralisação deverá afetar toda a rede do Metropolitano de Lisboa. A empresa indica que as estações estarão encerradas, o que poderá causar fortes constrangimentos nas deslocações dentro da capital e na ligação entre Lisboa e concelhos vizinhos.

O impacto deverá ser sentido sobretudo na quarta-feira, dia da greve geral, mas começa ainda na terça-feira à noite, devido ao encerramento antecipado do serviço. Quem depende do metro para regressar a casa ao final do dia deve planear alternativas com antecedência.

Na mesma comunicação, o Metro de Lisboa agradece a compreensão dos passageiros e lamenta os eventuais inconvenientes causados pela paralisação. A transportadora não indicou serviços mínimos na informação divulgada.

Greve geral pode afetar vários transportes

A greve geral convocada para 3 de junho poderá ter impacto alargado nos transportes públicos. Além do Metro de Lisboa, várias organizações representativas de trabalhadores do setor já manifestaram intenção de aderir à paralisação.

Entre os setores que podem sofrer perturbações estão o transporte ferroviário, os transportes urbanos de passageiros e a aviação civil. A situação poderá gerar dificuldades acrescidas para quem se desloca diariamente por motivos profissionais, escolares ou pessoais.

A CP também poderá ser afetada, depois de estruturas sindicais ligadas aos trabalhadores com funções comerciais e aos maquinistas terem anunciado adesão à greve. Os pré-avisos foram apresentados no âmbito da contestação às alterações à legislação laboral.

Carris e aviação também na lista

A Carris e a Carristur também surgem entre as empresas onde os trabalhadores decidiram aderir à greve geral. Esta adesão poderá criar constrangimentos adicionais em Lisboa, especialmente para passageiros que procurem alternativas ao metro através de autocarros ou elétricos.

No setor da aviação, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil aprovou a adesão à greve geral. Também o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroporto anunciou que vai aderir ao protesto, apontando críticas ao pacote laboral em discussão.

Por outro lado, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil não deverá aderir à paralisação. Ainda assim, a existência de greves em diferentes áreas ligadas ao transporte pode provocar atrasos, cancelamentos ou perturbações operacionais ao longo do dia.

Protesto contra alterações laborais

A greve geral foi convocada pela CGTP-IN para quarta-feira, 3 de junho, contra as alterações à lei laboral. O pré-aviso foi entregue depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros uma proposta de lei de revisão da legislação laboral, que deverá ser discutida no Parlamento. O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.

A proposta surge após o fim das negociações em sede de Concertação Social, sem entendimento entre o Executivo e os parceiros sociais. As estruturas sindicais contestam o pacote laboral e defendem que as alterações representam um recuo nos direitos dos trabalhadores.

Passageiros devem preparar alternativas

Face ao encerramento anunciado do Metro de Lisboa, os passageiros devem preparar alternativas de transporte para a noite de terça-feira, para toda a quarta-feira e para o início da manhã de quinta-feira. A situação poderá ser particularmente difícil nas horas de ponta.

Quem tiver consultas, viagens, aulas, trabalho presencial ou ligações a aeroportos e estações ferroviárias deve confirmar horários e condições de circulação antes de sair de casa. A greve poderá afetar diferentes meios de transporte em simultâneo.

A recomendação principal é planear as deslocações com margem adicional, consultar os avisos das transportadoras e acompanhar eventuais atualizações ao longo do dia. A paralisação do Metro de Lisboa deverá ser um dos principais impactos da greve geral na Área Metropolitana de Lisboa.

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