Reading view

Deve ou não remover as cutículas das unhas? Saiba o que dizem os especialistas

As cutículas têm uma função importante na proteção das unhas, mas continuam a dividir opiniões entre quem prefere removê-las e quem defende que devem ser apenas empurradas. Especialistas ouvidos pelo website de Martha Stewart alertam que cortar esta zona pode aumentar o risco de infeções, sobretudo quando a manicura é feita em casa.

O cuidado com as unhas faz parte da rotina de muitas pessoas, mas nem todos os gestos feitos durante a manicura são inofensivos. Um dos temas que mais dúvidas levanta está relacionado com as cutículas, a pequena camada de pele junto à base da unha.

Há quem as remova por razões estéticas, para deixar a unha com um aspeto mais limpo e uniforme. No entanto, dermatologistas e profissionais da área recomendam prudência, uma vez que as cutículas funcionam como uma barreira natural de proteção.

Cutículas protegem a unha

De acordo com especialistas citados pelo website de Martha Stewart, a recomendação geral é não remover as cutículas, sobretudo quando o procedimento é feito em casa e sem acompanhamento profissional.

O principal risco está no facto de esta pele ajudar a proteger a unha contra bactérias, fungos e outros agentes externos. Quando é cortada em excesso, podem surgir pequenas feridas, irritação, inflamação ou infeção.

“As cutículas servem para proteger as unhas e funcionam como uma barreira protetora”, explicou Renee Oquel Mesa, manicura profissional, ao mesmo website. Segundo a especialista, cortar demasiado esta zona pode causar feridas e aumentar o risco de problemas.

Empurrar pode ser uma alternativa mais segura

Em vez de cortar, muitos profissionais aconselham empurrar suavemente as cutículas. Este gesto permite melhorar o aspeto da unha sem eliminar totalmente a proteção natural.

Ainda assim, o procedimento deve ser feito com cuidado e com utensílios próprios. A pele deve estar amolecida, para evitar lesões e desconforto.

Segundo os especialistas, a forma mais segura passa por aplicar um produto próprio, como um sérum ou amolecedor de cutículas, e mergulhar as mãos em água morna durante alguns minutos antes de empurrar a pele com delicadeza.

Quando se deve evitar mexer nas cutículas?

A remoção completa deve ser evitada, mas pode haver uma exceção quando existe excesso de pele depois de empurrar a cutícula para trás. Mesmo nesses casos, o corte deve ser limitado e feito com cuidado.

O procedimento pode ser repetido uma vez por semana ou de duas em duas semanas, dependendo do crescimento das unhas e das cutículas.

No entanto, não se deve empurrar nem cortar a zona se existirem cortes, peles soltas, vermelhidão, dor, inchaço ou sinais de infeção. Nesses casos, o mais prudente é deixar a pele recuperar ou procurar aconselhamento profissional.

Alimentação também influencia a saúde das unhas

Além dos cuidados externos, a saúde das unhas também pode refletir o estado geral do organismo. Unhas fracas, quebradiças ou muito secas podem estar associadas a desidratação, défices nutricionais ou outras condições de saúde.

A dermatologista Sarah Sung explicou à revista Real Simple que alguns alimentos podem ajudar a fortalecer as unhas quando incluídos numa alimentação equilibrada.

Entre as sugestões estão os ovos, por serem ricos em proteína e biotina. Segundo a especialista, estes nutrientes podem ajudar a melhorar a espessura das unhas e a torná-las mais resistentes.

Proteína e ómega-3 podem ajudar

O salmão é outro alimento referido pela dermatologista, devido ao teor de ómega-3. A falta deste nutriente pode estar associada a unhas mais secas e quebradiças.

As carnes de aves, como frango e peru, também podem contribuir para a saúde das unhas, por serem fontes de proteína magra.

Ainda assim, alterações persistentes nas unhas, como fragilidade acentuada, mudança de cor, dor ou deformações, devem ser avaliadas por um profissional de saúde, sobretudo quando surgem de forma repentina ou se mantêm ao longo do tempo.

Leia também: Atenção se vai à praia: saiba o que fazer se tocar numa alforreca e que erros deve evitar

  •  

Tem animais em casa? Este ‘erro’ comum entre muitos portugueses pode causar cancro em cães e gatos

Ter animais de estimação em casa implica cuidados que vão muito além da alimentação e das consultas de rotina. Fumar dentro de casa é um hábito ainda comum entre muitos portugueses, mas pode expor animais domésticos a substâncias tóxicas associadas a doenças respiratórias e a um maior risco de cancro, alertam especialistas em saúde animal.

A propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, o tema volta a ganhar destaque não só pelo impacto do tabaco na saúde humana, mas também pelos efeitos nos animais que vivem no mesmo espaço dos fumadores.

Segundo o Notícias ao Minuto, que falou com um médico veterinário e diretor do serviço de referência em oncologia do AniCura Atlântico Hospital Veterinário, o tabagismo passivo pode ter consequências sérias para cães e gatos, sobretudo quando a exposição acontece de forma repetida dentro de casa.

Fumo continua presente mesmo depois do cigarro apagado

O fumo do tabaco contém milhares de substâncias químicas, muitas das quais são tóxicas e cancerígenas. Para um animal que vive dentro de casa, a exposição pode acontecer de várias formas: pelo ar respirado, pelas superfícies onde descansa e, no caso dos gatos, através da ingestão de partículas acumuladas no pelo durante a autolimpeza.

Este problema não termina quando o cigarro é apagado. Existe também o chamado fumo terciário, composto por resíduos invisíveis que ficam em tapetes, sofás, cortinas, roupa e outros objetos muito depois de alguém ter fumado.

De acordo com o especialista, esta exposição é silenciosa, mas pode ter efeitos documentados no sistema respiratório e no risco oncológico dos animais ao longo do tempo.

Gatos podem estar mais vulneráveis

Os riscos mais referidos incluem irritação crónica das vias respiratórias, inflamação, agravamento de doenças como asma e bronquite, bem como aumento do risco de alguns tipos de cancro nestes animais.

Nos gatos, a preocupação é maior devido aos hábitos de higiene. Ao lamberem o pelo, os gatos podem ingerir compostos tóxicos acumulados no corpo e nas superfícies onde passam grande parte do tempo.

Além disso, estes animais tendem a estar mais próximos do chão, onde muitas partículas do fumo se depositam. Esta combinação de exposição respiratória e digestiva ajuda a explicar a associação entre tabagismo passivo e doenças como linfoma felino e carcinoma de células escamosas, incluindo tumores na cavidade oral, conforme refere a mesma fonte.

Cães também enfrentam riscos diferentes

Nos cães, os efeitos surgem sobretudo ao nível do sistema respiratório e podem variar conforme a morfologia do focinho. Raças de focinho comprido, como Galgos ou Collies, têm uma maior superfície nasal para filtrar partículas, o que pode aumentar o risco de cancro nasal.

Já raças braquicefálicas, como Bulldogs ou Pugs, têm menor capacidade de filtração nasal. Nestes casos, as partículas podem atingir os pulmões com mais facilidade, aumentando o risco de problemas respiratórios e de cancro pulmonar nestes animais.

De acordo com a mesma fonte, a literatura científica associa ainda a exposição ao fumo do tabaco, em cães, a maior risco de cancro da bexiga, além de irritação ocular, alterações dermatológicas e agravamento de alergias já existentes.

Sinais que não devem ser ignorados

Entre os sinais mais frequentes estão tosse persistente, espirros recorrentes, respiração ruidosa ou com esforço, corrimento nasal ou ocular e infeções oculares repetidas.

Também podem surgir menor tolerância ao exercício, letargia, perda de apetite, perda de peso sem explicação aparente, comichão, vermelhidão na pele ou outras alterações cutâneas.

Nos gatos, lesões ou úlceras na boca devem ser vistas como um sinal de alerta. Como muitos destes sintomas surgem de forma gradual, podem ser confundidos com envelhecimento ou com outras doenças, atrasando a ida ao veterinário.

Como reduzir a exposição dos animais

A medida mais eficaz é não fumar dentro de casa nem em espaços fechados onde o animal permaneça. Fumar apenas no exterior reduz a exposição, mas não elimina totalmente o risco, uma vez que resíduos do fumo podem regressar ao interior através da roupa, das mãos e de outros objetos.

Lavar as mãos e mudar de roupa depois de fumar, antes de interagir com o animal, são gestos simples que podem ajudar a reduzir o contacto com substâncias tóxicas.

Também é importante limpar regularmente tapetes, camas, mantas, brinquedos e outras superfícies onde os animais passam mais tempo. Manter a casa ventilada e evitar fumar dentro do carro com o animal presente são outras medidas recomendadas.

Leia também: Adeus comichão? Este gesto simples pode aliviar picadas de mosquito em segundos sem gastar dinheiro

  •  

“Estou cansada disto”: mulher que descontou durante 44 anos foi forçada a reformar-se e teve pensão penalizada

Num contexto em que também em Portugal se debate a justiça das reformas antecipadas e das penalizações aplicadas a quem descontou durante toda a vida, um novo caso vindo de Espanha volta a reacender a discussão. Uma mulher com 44 anos de carreira contributiva viu a sua pensão ser fortemente penalizada depois de ter sido obrigada a reformar-se antes da idade legal, segundo o jornal digital Noticias Trabajo.

Laura Allué descontou para a Segurança Social espanhola durante 44 anos, período que, segundo explica, deveria deixá-la perto da pensão máxima, atualmente próxima dos 3.000 euros. No entanto, aos 59 anos foi despedida e, sem conseguir regressar ao mercado de trabalho, acabou empurrada para a reforma antecipada involuntária.

A realidade que relatou em entrevista televisiva foi dura: “penalizam-me com um 27% da minha pensão”, afirmou, citada pela mesma fonte. Mesmo com quase meio século de contribuições, considera que a pensão atribuída fica muito abaixo do valor esperado. Ao recordar que trabalhou “de segunda a sábado, entre oito e nove horas por dia”, admitiu sentir-se defraudada pelo sistema.

Uma vida inteira a descontar e uma penalização permanente

Durante o programa, a mulher espanhola desabafou: “Estou cansada disto”, sublinhando que, apesar dos 44 anos de carreira contributiva, a redução aplicada à sua pensão terá efeitos para o resto da vida. Reforçou ainda a ideia de que muitos trabalhadores apenas procuram uma reforma digna depois de décadas de trabalho.

Casos como o de Laura não são únicos. Existem outros relatos de pensionistas, entre eles Paco Crespo, que foi obrigado a reformar-se aos 62 anos com uma carreira completa de descontos que, ainda assim, resultou em penalizações significativas, de acordo com o Noticias Trabajo.

Solicitações de mudanças legislativas

Num debate na televisão catalã TV3, a advogada Marta Barreda alertou para o impacto destas penalizações ao longo de toda a vida dos reformados. Considerou que “se está a castigar estas pessoas”, defendendo que devem continuar a lutar por maior equidade e pelo apoio dos partidos políticos.

A especialista deixou ainda um conselho direto: tentar alcançar o direito ao valor total da pensão, evitando cortes que se tornam permanentes. Para Barreda, esta deveria ser uma prioridade num sistema que, cada vez mais, penaliza quem é forçado a sair do mercado de trabalho antes do tempo.

Uma discussão que também interessa a Portugal

Tal como acontece em Espanha, também em Portugal continua a existir um debate sobre os coeficientes que reduzem o valor das pensões antecipadas, sobretudo no caso de carreiras contributivas longas. Muitos trabalhadores que começaram a trabalhar ainda na adolescência enfrentam cortes relevantes caso tenham de se reformar por desemprego ou desgaste profissional.

Por isso, casos como o de Laura Allué voltam a colocar o tema na agenda pública e mostram que a discussão sobre reformas dignas não é apenas espanhola, mas comum a muitos países europeus, incluindo Portugal, onde milhares de pessoas esperam que carreiras longas sejam devidamente reconhecidas.

Como curiosidade, em vários países europeus, o aumento da esperança média de vida tem levado os governos a rever regras de acesso à reforma, tornando este tema cada vez mais presente no debate público.

Leia também: Perdi o voo por causa da fila dos passaportes: tenho direito a indemnização?

  •  
❌