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Vai ‘bater com o nariz na porta’: este Lidl no Algarve está fechado para obras e só reabre nesta data

As interrupções temporárias em espaços comerciais fazem parte da dinâmica habitual da manutenção e modernização de infraestruturas de grande circulação. No concelho de Lagoa, uma dessas situações está a afetar os clientes de um supermercado de uma cadeia internacional, que se encontra encerrado ao público devido a obras em curso.

O Lidl localizado no Parchal, em Lagoa, mas muito próximo de Portimão, encontra-se encerrado temporariamente para uma intervenção de remodelação no interior do espaço, o que impede o acesso habitual dos clientes ao estabelecimento.

Encerramento inesperado para muitos clientes

A situação tornou-se evidente para quem tentou aceder ao supermercado nos últimos dias. O parque de estacionamento fechado foi o primeiro sinal de que o espaço não estava a funcionar normalmente, levando vários clientes a procurar alternativas nas imediações.

O encerramento está diretamente relacionado com obras de requalificação no interior da loja, que obrigaram à suspensão temporária da atividade comercial naquele local. A intervenção visa melhorar as condições do espaço, embora não tenham sido detalhados os trabalhos específicos em curso.

Reabertura já tem data marcada

Apesar do incómodo causado aos clientes habituais, o período de encerramento deverá ser curto. Está previsto que as obras fiquem concluídas já na quinta-feira, dia 4 de junho, permitindo a reabertura do supermercado no dia seguinte, 5 de junho.

Esta calendarização aponta para uma interrupção temporária de poucos dias, após a qual o espaço deverá retomar o funcionamento normal. Durante este período, os clientes são encaminhados para outras lojas da mesma cadeia na região.

Alternativas nas proximidades

Enquanto o supermercado do Parchal se encontra fechado, os consumidores podem recorrer a outras opções próximas. O Lidl de Portimão surge como a alternativa mais imediata para quem pretende manter compras na mesma insígnia, dada a proximidade entre os dois estabelecimentos.

A reorganização temporária dos hábitos de compra deverá manter-se apenas até à reabertura da loja em remodelação, que permitirá o regresso da atividade ao espaço habitual no concelho de Lagoa.

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Algarve em perigo: calor extremo deixa estes cinco concelhos em risco máximo de incêndio neste dia

As condições meteorológicas extremas continuam a marcar o início de junho em Portugal, com especial incidência no sul do país, onde o calor, o vento e a baixa humidade aumentam significativamente o risco de incêndios rurais. No Algarve, a situação atinge níveis particularmente preocupantes, com vários concelhos sob diferentes graus de alerta.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta quarta-feira, 3 de junho, todos os concelhos da região algarvia apresentam níveis de perigo elevado, muito elevado ou máximo de incêndio rural, num cenário que resulta da conjugação de temperaturas altas e condições atmosféricas propícias à propagação do fogo.

Cinco concelhos no nível máximo de risco

O nível mais crítico de perigo de incêndio concentra-se em cinco municípios do Algarve. Segundo a mesma fonte, Silves, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Castro Marim encontram-se em risco máximo, o escalão mais elevado da classificação definida pelo IPMA.

No escalão imediatamente abaixo estão os concelhos de Vila do Bispo, Portimão, Monchique, Vila Real de Santo António e Alcoutim, todos classificados com perigo muito elevado. Os restantes municípios da região mantêm-se em perigo elevado, o que mantém o conjunto do Algarve sob vigilância apertada.

Condições meteorológicas agravam o cenário

O IPMA prevê para esta quarta-feira céu pouco nublado ou limpo em todo o território continental, mas com vento variável que poderá atingir intensidade significativa ao longo do dia. Conforme a mesma fonte, o vento soprará de noroeste com intensidade fraca a moderada, podendo atingir valores entre 30 e 45 km/h em algumas zonas, com rajadas até 65 km/h.

Estas condições serão mais intensas no litoral oeste a sul do cabo Carvoeiro, especialmente durante a tarde, afetando também o barlavento algarvio e áreas de maior altitude. O vento poderá ainda rodar temporariamente para oeste ou sudoeste no sotavento algarvio, contribuindo para a instabilidade atmosférica.

Temperaturas sobem durante o dia

Apesar de uma ligeira descida das temperaturas mínimas, o cenário geral aponta para um aumento das temperaturas máximas ao longo do dia. O IPMA indica ainda uma pequena subida da temperatura máxima em várias zonas do país, incluindo o sul.

Em termos de valores concretos, refere a mesma fonte, a cidade de Faro deverá registar uma máxima de 34 graus e uma mínima de 17 graus, enquanto em Portimão as temperaturas deverão oscilar entre os 15 e os 31 graus.

Mar com ondulação moderada na costa ocidental

No que diz respeito ao estado do mar, o IPMA prevê ondulação de noroeste na costa ocidental, com alturas entre 1,5 e dois metros. Estas condições mantêm-se dentro dos parâmetros típicos para a época, embora possam ser influenciadas pela intensidade do vento prevista para o período da tarde.

O conjunto destas variáveis meteorológicas mantém o Algarve sob vigilância apertada, com o risco de incêndio rural a exigir especial atenção das autoridades e da população ao longo do dia.

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Ivo Canelas e João Vasco apresentam “Sinédoque” no CAPa em Faro

O CAPa – Centro de Artes Performativas do Algarve, em Faro, recebe no próximo sábado, 6 de junho, às 21:30, o espetáculo “Sinédoque”, de Ivo Canelas e João Vasco.

A criação revisita e reinventa a obra de poetas portugueses dos séculos XX e XXI, entre os quais Alexandre O’Neill, Ruy Belo, Tiago Rodrigues, Margarida Vale de Gato, António Gedeão e Amélia Muge, cruzando literatura, interpretação e música.

Partindo da figura de estilo que exprime “a parte pelo todo” ou “o todo pela parte”, o pianista e compositor João Vasco criou um conjunto de obras para voz recitada e piano, procurando traduzir musicalmente a essência de cada texto literário. Em palco, os poemas são interpretados pelo ator Ivo Canelas, que partilha também a direção artística do projeto.

Espetáculo já passou por vários palcos internacionais

Estreado em 2023, “Sinédoque” encontra-se atualmente em circulação internacional, tendo passado por países como Tunísia, Cabo Verde, Brasil, França e Angola.

Ivo Canelas é um dos nomes mais reconhecidos do teatro, cinema e televisão portugueses. Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian no Lee Strasberg Theatre Institute, em Nova Iorque, trabalhou ao longo da carreira com alguns dos principais encenadores e realizadores nacionais.

João Vasco é professor de piano na Escola de Música do Conservatório Nacional e desenvolve atividade como intérprete, compositor, fotógrafo e videógrafo. Depois de mais de duas décadas como pianista, tem vindo a afirmar-se também na composição, sendo “Sinédoque” um dos projetos mais representativos desta fase do seu percurso artístico.

Projeto integra formação avançada em artes performativas

O espetáculo integra a FAAP – Formação Avançada em Artes Performativas “encontros do DeVIR”, dedicada à interpretação e criação nas áreas do teatro e da dança.

A iniciativa é organizada pela DeVIR/CAPa, com o apoio dos municípios de Faro, Loulé e Lagos. A DeVIR é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

Os bilhetes custam seis euros para o público em geral e cinco euros para estudantes e maiores de 65 anos.

As reservas podem ser efetuadas por telefone, através dos números 289 828 784 e 968 478 217, ou por e-mail para devir-capa@devir-capa.com.

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EPIC Fitness de Portimão coloca atletas no Campeonato do Mundo de HYROX em Estocolmo

João Araújo e Marcos Barbosa, atletas do ginásio portimonense EPIC Fitness, garantiram a qualificação para o Campeonato do Mundo de HYROX, que se realiza no próximo dia 20 de junho, em Estocolmo, na Suécia.

A dupla vai representar Portugal e a cidade de Portimão num dos maiores palcos internacionais do desporto híbrido, modalidade que combina corrida com exercícios funcionais de alta intensidade e que tem registado forte crescimento a nível mundial.

A qualificação foi alcançada na prova de Bolonha, em março de 2026, onde João Araújo e Marcos Barbosa conquistaram o 1.º lugar da sua categoria, confirmando um percurso competitivo marcado pela regularidade, dedicação e resultados de destaque.

Dupla soma pódios internacionais rumo ao Mundial

João Araújo, proprietário do EPIC Fitness e atleta de 44 anos, iniciou o percurso no HYROX em novembro de 2024, numa fase em que a modalidade ainda começava a afirmar-se em Portugal.

Desde então, acumulou 15 provas internacionais e vários pódios além-fronteiras. Para o atleta, “esta conquista representa muito mais do que um resultado desportivo”.

João Araújo sublinha ainda que assumiu “um compromisso total com a competição, acumulando atualmente 15 provas internacionais e vários pódios além-fronteiras”.

O atleta afirma também que “o HYROX ensinou-me que nunca é tarde para descobrir a nossa melhor versão”, destacando o impacto da modalidade no plano físico e mental.

Ao seu lado estará Marcos Barbosa, de 48 anos, cujo percurso no HYROX começou em 2024, após mais de duas décadas ligadas ao surf e ao treino desportivo. Atualmente instrutor de ginásio e treinador de HYROX, Marcos considera a modalidade um ponto de viragem na sua vida pessoal e profissional.

EPIC Fitness reforça projeção internacional a partir de Portimão

A parceria competitiva entre os dois atletas começou na época 2025/2026, quando decidiram competir juntos na categoria Pro Duplas com o objetivo de alcançar o Campeonato do Mundo.

Desde então, a dupla somou resultados de destaque em provas internacionais, com pódios em Poznan, Turim, Bolonha, Lisboa e Berlim, consolidando uma trajetória marcada pela superação e pelo espírito de equipa.

A qualificação reforça o posicionamento do EPIC Fitness como referência nacional no treino híbrido e na preparação para HYROX. Fundado em Portimão por João e Carla Araújo durante o período pandémico, o ginásio afirma-se hoje como um espaço de referência no Algarve nas áreas do treino, saúde e performance desportiva.

Segundo o comunicado, a presença de João Araújo e Marcos Barbosa no Campeonato do Mundo representa não só uma conquista pessoal, mas também a vontade de inspirar mais pessoas a acreditar que a dedicação, a disciplina e a paixão podem transformar objetivos em realidade.

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IMI subiu mais de 30% e apanha proprietários de surpresa: afinal, isto é legal?

A chegada da nota de cobrança do IMI nem sempre traz apenas uma despesa esperada. Em alguns casos, o valor surge bastante mais alto do que no ano anterior e deixa proprietários com dúvidas sobre a legalidade do aumento.

Foi o que aconteceu com uma telespectadora do concelho de Vagos, que escreveu ao SIC Verifica, da SIC Notícias, depois de receber uma prestação do Imposto Municipal sobre Imóveis cerca de 33% superior à que pagava anteriormente. A contribuinte explicou que cada prestação bianual passou de cerca de 150 euros para mais de 200 euros.

A lei permite uma subida desta dimensão?

A resposta é sim, pode permitir. O ponto central está na forma como o IMI é calculado. O imposto resulta da multiplicação do Valor Patrimonial Tributário, conhecido como VPT, pela taxa de IMI definida anualmente pelo município onde se situa o imóvel. Em Portugal, para prédios urbanos, a lei permite que os municípios fixem a taxa entre 0,3% e 0,45%. Em situações excecionais, pode chegar a 0,5%. Ou seja, o que a lei limita diretamente é a taxa aplicada pela autarquia, não a percentagem final de aumento sentida pelo contribuinte de um ano para o outro.

No caso analisado pela SIC Notícias, a taxa de IMI em vigor no município de Vagos é de 0,4%. Trata-se de uma subida face aos 0,3% anteriormente aplicados, mas continua dentro dos limites legais previstos no Código do IMI.

Porque é que o valor pode disparar?

Mesmo que a casa seja a mesma, o valor a pagar pode mudar. O IMI depende da taxa municipal, mas também do Valor Patrimonial Tributário do imóvel. Este valor é determinado pela Autoridade Tributária e tem em conta fatores como a área, a localização, a idade do prédio, a qualidade da construção e o valor médio de construção por metro quadrado.

Assim, o imposto pode subir se a câmara aumentar a taxa, se o VPT for atualizado ou se ambos os fatores coincidirem. No caso de Vagos, a alteração da taxa municipal ajuda a explicar a diferença sentida pelos contribuintes. Segundo a SIC Notícias, a subida gerou indignação entre munícipes, tendo o presidente da câmara garantido que, em 2027, o valor será reduzido. Ainda assim, para efeitos legais, a taxa atualmente aplicada mantém-se dentro da margem permitida.

O aumento não depende do rendimento

Uma das questões mais sensíveis é que o IMI não é calculado em função do rendimento mensal do proprietário. Isto pode criar situações difíceis para pensionistas ou famílias com rendimentos baixos que vivem em imóveis com Valor Patrimonial Tributário elevado. A telespectadora que contactou o SIC Verifica afirmou receber 514 euros por mês e ter de pagar uma prestação de 205 euros de IMI. Apesar do rendimento reduzido, a SIC Notícias explica que a isenção automática não se aplica neste caso porque o VPT da habitação ultrapassa o limite legal previsto.

Este tipo de situação pode afetar pessoas com poucos rendimentos, mas que vivem em casas antigas herdadas ou em zonas onde o valor patrimonial subiu ao longo dos anos. Na prática, podem ter património avaliado em valor elevado, mas pouca liquidez para suportar o imposto.

Que apoios existem?

A lei prevê uma isenção permanente de IMI para agregados com baixos rendimentos, desde que estejam reunidas várias condições. Entre elas estão limites ao rendimento bruto anual do agregado e ao Valor Patrimonial Tributário do imóvel, que deve ser habitação própria e permanente. Quando os critérios são cumpridos, a atribuição da isenção é automática. No entanto, se o VPT ultrapassar o limite legal, o contribuinte pode ficar de fora, mesmo tendo rendimentos muito baixos.

Existe ainda o chamado IMI Familiar, uma dedução fixa concedida por alguns municípios a agregados com filhos dependentes. Em Vagos, segundo a informação referida pela SIC Notícias, há deduções entre 30 e 140 euros, consoante o número de dependentes.

A câmara pode aumentar o IMI livremente?

As autarquias não podem alterar o IMI por simples decisão informal. A taxa tem de ser aprovada em assembleia municipal e comunicada à Autoridade Tributária dentro dos prazos legais.

Depois de fixada, a taxa passa a ser aplicada aos imóveis do concelho, dentro dos limites previstos na lei. Por isso, contribuintes de municípios diferentes podem pagar valores distintos de IMI por imóveis com o mesmo Valor Patrimonial Tributário. É essa margem municipal que explica muitas diferenças entre concelhos. Algumas autarquias optam pela taxa mínima, outras aplicam valores intermédios e algumas aproximam-se do limite máximo permitido.

O que deve verificar na nota de cobrança

Perante uma subida expressiva, o primeiro passo é confirmar a taxa aplicada pelo município. Depois, deve verificar o Valor Patrimonial Tributário constante da caderneta predial e perceber se houve alguma atualização relevante. Também vale a pena confirmar se tem direito a isenção permanente, IMI Familiar ou outro benefício municipal aplicável. Quando há dúvidas, o contribuinte pode consultar o Portal das Finanças ou pedir esclarecimentos junto da Autoridade Tributária.

A conclusão, no entanto, é clara: uma subida do IMI superior a 30% pode ser legal. O aumento pode ser pesado e difícil de suportar, mas a sua legalidade depende da taxa municipal, do VPT e do cumprimento dos procedimentos previstos no Código do IMI.

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Podcast “ADN da Engenharia” estreia com debate sobre risco sísmico em Portugal

A Ordem dos Engenheiros Região Sul lança, esta quarta-feira, dia 3 de junho, o podcast “ADN da Engenharia”, um projeto desenvolvido pelo Grupo de Jovens Engenheiros da Região Sul em colaboração com o Engineers Hub.

A iniciativa pretende dar a conhecer, de forma simples e acessível, o impacto da engenharia no quotidiano e no desenvolvimento da sociedade, procurando desmitificar as 17 especialidades da profissão.

A primeira temporada será composta por 17 episódios, cada um dedicado a uma especialidade da Ordem dos Engenheiros. As conversas terão periodicidade quinzenal e serão conduzidas por membros do Grupo de Jovens Engenheiros da região, contando com a participação de engenheiros de referência nacional.

Primeiro episódio debate risco sísmico em Portugal

O primeiro episódio estreia hoje, dia 3 de junho, às 16:30, e contará com a participação de Rita Bento, professora do Instituto Superior Técnico, numa conversa dedicada à preparação de Portugal para um sismo semelhante ao de 1755.

Para António Carias de Sousa, presidente da Ordem dos Engenheiros Região Sul, “este projeto reflete a aposta contínua da OERS na proximidade com a sociedade e na valorização dos jovens talentos. Queremos reforçar que a engenharia não é uma ciência abstrata, mas sim a base das soluções para os grandes desafios do dia a dia. Ao abrirmos espaço para estas conversas estamos também a aproximar a engenharia da sociedade e a inspirar futuras gerações”.

Também Rafael Francisco, coordenador do Grupo de Jovens Engenheiros da Ordem dos Engenheiros Região Sul, sublinha que “o ADN da Engenharia pretende afirmar-se com um ponto de referência da Engenharia em Portugal, um espelho do impacto que esta profissão tem na sociedade e nosso quotidiano. Sentimos que faltava aproximar a Engenharia das pessoas e mostrar de forma acessível a importância desta área”.

O responsável acrescenta ainda que “Tentámos construir algo simples e direto, que desperte o interesse de qualquer pessoa que se cruzasse com o podcast. Podemos garantir que vai ser muito interessante”.

Depois da estreia, a temporada prossegue com episódios dedicados à Engenharia Geológica e de Minas, Engenharia Florestal e Engenharia Química e Biológica. Entre os temas previstos estão o poder estratégico dos minerais, o futuro da floresta e o fim da era do petróleo.

Os episódios estarão disponíveis no Spotify, YouTube e Apple Podcasts, serão lançados quinzenalmente, às quartas-feiras, e terão uma duração máxima de 30 minutos.

A primeira temporada do “ADN da Engenharia” deverá prolongar-se até ao início de janeiro de 2027.

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Paravam condutores, cobravam multas e ficavam com o dinheiro: dois militares da GNR acusados de desvio pelo Ministério Público

Dois militares da GNR de Esposende foram acusados pelo Ministério Público de se apropriarem de dinheiro pago por condutores em coimas rodoviárias. Em causa estão 7.440 euros que, segundo a acusação, terão sido recebidos em numerário durante fiscalizações, mas não entregues nem devidamente registados nos sistemas oficiais.

A informação foi divulgada esta terça-feira pela Procuradoria-Geral Regional do Porto. Os arguidos, um homem e uma mulher, são suspeitos de terem criado, pelo menos desde março de 2024, um esquema para ficar com verbas cobradas a automobilistas por infrações detetadas enquanto se encontravam ao serviço.

Autos entregues, processos por formalizar

De acordo com a nota da Procuradoria-Geral Regional do Porto, os militares abordavam condutores que tivessem praticado contraordenações e exigiam o pagamento imediato das coimas em dinheiro. O Ministério Público sustenta que, em vez de registarem as infrações no sistema oficial, conhecido como SCoT, e entregarem os montantes na secretaria do posto, os arguidos ficavam com o dinheiro para proveito próprio.

Em vários casos, segundo a mesma nota, os militares entregavam aos condutores cópias de autos de contraordenação, criando uma aparência de legalidade na fiscalização. No entanto, esses processos não chegavam a ser formalizados internamente.

Mais de sete mil euros em causa

A acusação considera indiciada a apropriação de 4.380 euros pelos dois militares em conjunto. Além desse valor, o Ministério Público atribui ainda a um dos arguidos a apropriação isolada de mais 3.060 euros.

No total, estão em causa 7.440 euros alegadamente desviados no contexto de fiscalizações rodoviárias. As quantias terão sido recebidas diretamente dos condutores, em numerário, sem posterior registo formal nos circuitos internos da GNR. O caso envolve crimes de peculato e abuso de poder, ambos relacionados com o exercício de funções públicas e com a utilização da posição profissional para obtenção de vantagens indevidas.

Crimes imputados aos dois arguidos

À militar arguida é imputada a prática de 14 crimes de peculato e 14 crimes de abuso de poder. Ao outro militar são imputados 27 crimes de peculato e 27 crimes de abuso de poder.

O Ministério Público requereu ainda a aplicação de uma pena acessória de proibição do exercício de funções públicas. Esta medida, a ser decidida pelo tribunal, poderá impedir os arguidos de exercerem funções no Estado durante o período que vier a ser determinado. Além disso, foi requerida a perda de vantagens a favor do Estado, correspondente aos valores de que os arguidos alegadamente se apropriaram.

Processo segue agora para tribunal

A acusação não equivale a condenação. Os dois militares mantêm-se presumidos inocentes até decisão judicial transitada em julgado. O caso seguirá agora os trâmites legais, cabendo ao tribunal apreciar a prova reunida pelo Ministério Público e decidir se os factos constantes da acusação ficam ou não demonstrados em julgamento.

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Provas em Olhão e Monte Gordo prometem mostrar vitalidade e dinamismo da natação no Algarve

As Piscinas Municipais de Olhão recebem, no próximo domingo, 7 de junho, o Torregri III – Cadetes, uma das competições de formação de referência da natação algarvia, que reunirá jovens atletas de vários clubes da região.

A prova representa uma oportunidade para acompanhar os nadadores mais jovens em contexto competitivo, num escalão considerado essencial para o desenvolvimento da modalidade.

Segundo a Associação de Natação do Algarve (ANA), os cadetes constituem a base da formação desportiva, sendo nestas competições que muitos atletas dão os primeiros passos na natação competitiva.

Formação em Olhão e águas abertas em Monte Gordo

A Associação de Natação do Algarve destaca ainda o apoio do Município de Olhão na organização e acolhimento da prova, sublinhando que a colaboração da autarquia tem sido importante para garantir boas condições a atletas, treinadores, dirigentes e famílias.

O mesmo dia ficará também marcado pelo arranque do Circuito de Águas Abertas da Associação de Natação do Algarve, com a realização da prova de Monte Gordo, integrada no Algarve 7s Open Water Swimming.

A competição assinala o início de mais uma época de águas abertas e deverá contar com alguns dos principais especialistas algarvios da disciplina, num cenário privilegiado junto à Praia de Monte Gordo.

Para a Associação de Natação do Algarve, o próximo domingo será um “verdadeiro dia de celebração da natação algarvia”, unindo a formação, em Olhão, e a vertente das águas abertas, em Monte Gordo.

A ANA sublinha ainda que Olhão e Monte Gordo serão “os palcos privilegiados para acompanhar o presente e o futuro da natação algarvia”, numa jornada que pretende evidenciar a vitalidade e o dinamismo da modalidade na região.

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Homem de 60 anos invade pista do Aeroporto Cristiano Ronaldo porque estava atrasado para o voo e queria um ‘atalho’

Situações de atraso em viagens aéreas podem levar a comportamentos inesperados, sobretudo em contextos de grande pressão temporal e segurança reforçada. Foi nesse cenário que um episódio invulgar marcou a madrugada da última terça-feira, 2 de junho, no Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, envolvendo um passageiro que acabou por invadir a pista aeroportuária.

De acordo com o Correio da Manhã, o incidente ocorreu por volta das 5:20 h, quando um homem de 60 anos, de nacionalidade estrangeira, ultrapassou o perímetro de segurança do aeroporto. Os sistemas de vigilância detetaram de imediato a intrusão, acionando os procedimentos previstos para situações deste tipo.

Invasão do perímetro de segurança

O passageiro terá acedido à zona operacional do aeroporto após alegadamente se ter atrasado para o voo que pretendia apanhar. Conforme a mesma fonte, o homem terá atravessado a pista com o objetivo de encurtar o percurso até ao embarque, considerando que seria a forma mais rápida de chegar ao avião.

A situação foi rapidamente identificada pelos sistemas de segurança do aeroporto, que permitiram uma resposta imediata das autoridades presentes no local. O incidente não provocou perturbações prolongadas na operação aeroportuária, mas obrigou à intervenção policial para reposição das condições de segurança.

Intervenção das autoridades

O homem acabou por ser intercetado e conduzido para a esquadra, onde prestou declarações sobre o sucedido. Segundo a mesma fonte, o passageiro justificou a sua ação com o atraso ao voo, afirmando ter optado por atravessar a pista por considerar que esse seria o caminho mais direto.

Após ser ouvido pelas autoridades, o indivíduo foi libertado. O caso ficou registado como uma ocorrência de violação de perímetro aeroportuário, uma infração que é tratada de acordo com os protocolos de segurança aplicáveis a infraestruturas críticas.

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Mercadinho do Bebé junta marcas, especialistas e famílias em Vilamoura

O Algarve recebe no próximo dia 6 de junho mais uma edição do Mercadinho do Bebé, um dos maiores eventos nacionais dedicados à gravidez, bebés e famílias. A iniciativa decorre entre as 10:00 e as 19:00, no Hotel Crowne Plaza Vilamoura, reunindo marcas, especialistas e atividades dirigidas a futuros e recentes pais.

De entrada gratuita, o evento é organizado pela Mamãs e Bebés e apresenta uma vasta oferta de experiências, workshops, promoções e atividades concebidas para apoiar as famílias durante a gravidez e os primeiros anos de vida das crianças.

Além da componente informativa e comercial, a iniciativa volta a associar-se a uma causa solidária, apoiando a AIPAR – Associação de Proteção à Rapariga e à Família. A organização convida os visitantes a contribuírem com um donativo simbólico de dois euros por família, valor que reverterá integralmente para a associação.

Workshops, marcas e experiências para toda a família

Ao longo do dia, os participantes poderão contactar com algumas das principais marcas do setor da puericultura e maternidade, entre as quais Barral, Gerber, Chicco, Dodot, Dr. Browns, BebéCord, Baby Kanguroo e Farmácia Maria Paula.

Os visitantes terão ainda acesso a diversos workshops gratuitos orientados por profissionais especializados, abordando temas como fisioterapia pélvica, preparação para o parto, amamentação, cuidados ao recém-nascido e outros assuntos relacionados com a parentalidade.

Segundo João Duarte, representante da Mamãs e Bebés, “o Mercadinho do Bebé é uma excelente oportunidade para os futuros e recentes pais descobrirem novidades, adquirirem produtos de qualidade e conhecerem marcas que se destacam no mercado infantil”.

O responsável acrescenta que “Para além disso, disponibilizar informação relevante tão importante nesta fase especial, e criar momentos únicos em família, é também um dos objetivos deste evento que já é uma referência a nível nacional”.

Evento apoia instituição social e oferece prémios às participantes

A programação inclui ainda várias atividades gratuitas para as famílias, como sessões fotográficas com oferta de fotografia digital, maquilhagem, possibilidade de ouvir o batimento cardíaco do bebé, pinturas faciais, modelagem de balões e workshops de alimentação infantil.

As participantes poderão igualmente habilitar-se ao sorteio de um cabaz de produtos e serviços avaliado em mais de 2.000 euros, oferecido pelas marcas parceiras. As primeiras visitantes receberão ainda um saco com amostras e brindes.

João Duarte destaca que “o sucesso das edições já realizadas leva-nos a acreditar que a missão que esteve na base da criação do projeto Mamãs e Bebés; disponibilizar mais informação relativamente ao período da gravidez e ao primeiro ano de vida do bebé; faz cada vez mais sentido e que o Mercadinho do Bebé, como espaço físico que representa e traduz essa informação, é fundamental. E aqui estamos com mais uma edição e com um espaço em que podemos juntar e criar momentos únicos em família”.

Embora a participação seja gratuita, a inscrição prévia é obrigatória através deste site.

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Alzheimer ‘salva’ Ricardo Salgado de cumprir pena de prisão efetiva de 13 anos

A capacidade de um arguido compreender o significado de uma condenação pode ser determinante para a execução de uma pena. Foi precisamente essa questão que esteve no centro da decisão conhecida na última terça-feira, 2 de junho, relativamente a Ricardo Salgado, ex-presidente do Banco Espírito Santo, que viu ser fixada uma pena única de 13 anos de prisão em cúmulo jurídico.

De acordo com o jornal Expresso, o tribunal considerou os factos provados nos processos que deram origem às condenações do ex-banqueiro, mas concluiu igualmente que o estado de saúde de Ricardo Salgado impede que a pena seja executada nos moldes habituais. A juíza Ana Paula Rosa determinou, por isso, a suspensão da pena, condicionada à apresentação regular de relatórios médicos sobre a evolução da doença de Alzheimer de que sofre.

Decisão do tribunal

A pena agora fixada resulta da soma jurídica de condenações anteriores relacionadas com o caso EDP e com a Operação Marquês. No primeiro processo, Ricardo Salgado foi condenado por corrupção do antigo ministro Manuel Pinho, num caso associado a interesses do Grupo Espírito Santo em matérias energéticas e urbanísticas. Já na Operação Marquês, foi condenado por abuso de confiança, após o tribunal considerar provado o desvio de 10,7 milhões de euros do grupo financeiro que liderava.

Apesar de considerar elevado o grau de dolo associado aos factos julgados, o tribunal aceitou as conclusões da perícia médico-legal realizada ao ex-banqueiro. Segundo a mesma fonte, os especialistas concluíram que Ricardo Salgado não possui capacidade para compreender plenamente a natureza da condenação, a razão pela qual foi aplicada, a sua duração ou os objetivos da sua execução.

O papel da doença de Alzheimer

A avaliação psiquiátrica realizada para o processo teve um peso decisivo na decisão. Os peritos concluíram que o antigo banqueiro sofre de demência moderada e que a sua condição clínica o impede de estabelecer uma ligação consciente entre os factos pelos quais foi condenado e a pena determinada pelo tribunal.

O relatório citado pelo Expresso refere ainda que, embora possa reconhecer genericamente a existência de processos judiciais, essa perceção não corresponde a uma verdadeira compreensão do seu significado. Os especialistas afastaram também a hipótese de uma simulação deliberada da doença, apesar de terem identificado uma postura defensiva relativamente aos processos em curso.

O que acontece a partir de agora?

A suspensão da pena não significa o encerramento definitivo dos processos judiciais que envolvem Ricardo Salgado. O ex-banqueiro continua a responder noutros casos, incluindo o processo relacionado com o BES Angola. No entanto, a decisão agora tomada cria um precedente relevante quanto à possibilidade de cumprimento efetivo de futuras penas.

A defesa, liderada pelos advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, voltou a defender que o estado clínico do arguido deveria ter impedido o próprio julgamento. Conforme a mesma fonte, os advogados sustentam que os relatórios médicos apresentados ao longo dos últimos anos demonstram de forma consistente a progressão da doença de Alzheimer.

Um debate com implicações jurídicas

A questão da capacidade mental dos arguidos para serem julgados ou para cumprirem penas tem sido discutida em vários tribunais portugueses. O mesmo jornal recorda um caso recente apreciado pela Relação de Évora, relacionado com um homem que desenvolveu demência após a prática de um crime e antes da conclusão do processo judicial.

Nesse caso, os juízes entenderam que uma pena perde a sua finalidade quando o condenado não consegue compreender a existência do processo, da condenação ou das consequências dos seus atos. É precisamente esse entendimento que esteve na base da decisão agora conhecida relativamente a Ricardo Salgado, cuja condenação permanece válida, mas cuja execução fica suspensa devido à incapacidade reconhecida pelos peritos médicos.

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Italiana de 20 anos a fazer Erasmus em Portugal morre a falar ao telemóvel com a tia

A morte de uma estudante italiana que se encontrava em Portugal ao abrigo do programa Erasmus está a gerar consternação em Itália e a motivar uma investigação para apurar o que aconteceu. Sofia Barillà, de 20 anos, estava a realizar um período de estudos nas Caldas da Rainha quando foi encontrada sem vida na habitação onde residia temporariamente.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a jovem, natural de Palermo, encontrava-se ao telefone com uma tia na noite de 31 de maio quando a comunicação foi interrompida de forma inesperada. A familiar deixou de ouvir a sobrinha e não voltou a conseguir contactá-la. Na altura, Sofia estava sozinha em casa.

Alerta foi dado após horas sem contacto

Perante a ausência de resposta, foi pedido auxílio às autoridades. Segundo a mesma fonte, os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha receberam uma chamada para proceder à abertura da porta da residência, após indicação de que a estudante estaria incontactável há várias horas.

Quando entraram na habitação, os operacionais encontraram a jovem na casa de banho em paragem cardiorrespiratória. Foram iniciadas manobras de suporte básico de vida e acionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas da Rainha. Apesar dos esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local.

Causas continuam por esclarecer

As circunstâncias da morte permanecem desconhecidas. Conforme a mesma fonte, foi aberta uma investigação para determinar o que esteve na origem da paragem cardiorrespiratória que vitimou a estudante italiana.

O corpo ficou entregue às autoridades competentes para os procedimentos legais e periciais. Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais que permitam esclarecer as causas do falecimento.

Família e autoridades italianas acompanham o caso

Entretanto, a imprensa italiana refere que os pais de Sofia viajaram para Portugal após serem informados da tragédia. O caso está também a ser acompanhado pela Embaixada de Itália em Lisboa e pelo Consulado Italiano.

A morte da jovem provocou uma forte onda de comoção em Palermo, cidade de onde era natural. Nas redes sociais multiplicaram-se as mensagens de homenagem e despedida, incluindo uma publicação da tia, citada pelo jornal La Sicilia, na qual lamenta a perda repentina da sobrinha. Enquanto decorrem as diligências das autoridades, permanecem por responder as questões em torno de um caso que começou com uma simples chamada telefónica e terminou de forma inesperada.

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A era dos comentadores de fato feito | Por Luís Ganhão

Vivemos tempos curiosos: nunca houve tantos comentadores e, paradoxalmente, nunca se comentou tão pouco. O espaço público encheu‑se de vozes que se apresentam como analistas, mas que, à primeira pergunta mais séria, revelam o que realmente são — propagandistas com cartão de comentador.

O comentador genuíno é hoje uma espécie em vias de extinção. É aquele que hesita quando deve hesitar, que admite dúvidas, que reconhece limites. Não grita certezas; oferece interpretações. Não procura seguidores; procura clareza. E, sobretudo, não tem medo de contrariar a tribo a que pertence.

O problema é que este perfil perdeu terreno para uma fauna mais ruidosa.

LUÍS GANHÃO
Jurista
O comentador genuíno é hoje uma espécie em vias de extinção. É aquele que hesita quando deve hesitar, que admite dúvidas, que reconhece limites

Há os propagandistas disfarçados, que usam o estatuto de comentador como biombo. Não analisam: promovem. Não interpretam: repetem. A sua função não é iluminar o debate, mas empurrar o público para a conclusão que já trazem escrita de casa. São previsíveis ao ponto de se poder escrever o comentário antes de o ouvirmos.

Depois, há os ingénuos, que confundem desejos com realidade. Não mentem — mas também não pensam. Acreditam que o mundo é como deveria ser, e não como é. São perigosos porque falam com a convicção dos justos, mas sem o incómodo da verificação.

E, finalmente, há os crentes na própria mentira. Estes são os mais fascinantes: começam por distorcer a realidade por conveniência e acabam por acreditar na distorção. A fronteira entre manipulação e autoengano dissolve‑se. Tornam‑se missionários de uma verdade que só existe na sua cabeça.

O resultado é um espaço público onde a opinião vale mais do que o facto, a convicção pesa mais do que a evidência e a narrativa substitui a realidade. O comentador sério parece tímido; o propagandista parece convincente.

Talvez esteja na altura de recuperar uma distinção simples, mas essencial:

O comentador procura a verdade; o propagandista procura a vitória.

E enquanto não voltarmos a exigir esta diferença, continuaremos a confundir barulho com pensamento.

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GNR detém homem e recupera bens furtados em unidade hoteleira de Albufeira

A Guarda Nacional Republicana deteve, este domingo, um homem suspeito de furto no interior de uma unidade hoteleira no concelho de Albufeira.

A detenção foi efetuada por militares do Subdestacamento Territorial de Albufeira, do Comando Territorial de Faro, na sequência de uma denúncia por furto num apartamento turístico.

De acordo com a GNR, os militares deslocaram-se de imediato ao local e localizaram o suspeito nas imediações, ainda na posse dos bens alegadamente furtados.

Bens furtados em Albufeira foram recuperados e entregues aos proprietários

No decorrer da ação, foi possível apurar que o suspeito terá entrado no interior da habitação através do arrombamento de uma janela.

Segundo a GNR, foram subtraídos diversos bens, entre os quais artigos pessoais, documentação, relógios e material informático, avaliados em cerca de 4.000 euros.

Da intervenção resultou a apreensão dos bens furtados, que foram recuperados e posteriormente entregues aos legítimos proprietários.

O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Portimão, tendo ficado sujeito à medida de coação de apresentações bissemanais na área de residência.

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Vem aí chuva e muito frio: mau tempo chega neste dia e estas serão as regiões mais ‘castigadas’

O estado do tempo em Portugal continental volta a mudar de forma marcada já esta quinta-feira, 4 de junho, com uma descida generalizada das temperaturas e o regresso de maior nebulosidade e precipitação fraca em algumas regiões.

De acordo com o Luso Meteo, site especializado em previsão meteorológica, a alteração será particularmente sentida nas temperaturas máximas, que poderão cair até 6 a 8 graus em pontos do Interior. A sensação térmica deverá acompanhar essa tendência, num dia que foge ao padrão mais estável que tem marcado o início de junho.

A mudança será menos evidente no litoral, onde os valores já vinham sendo mais frescos nos últimos dias. Ainda assim, o céu deverá apresentar-se mais encoberto, sobretudo durante a manhã nas regiões Norte e Centro, onde não se exclui a ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco.

Céu mais fechado e vento a ganhar força

A evolução ao longo do dia aponta para uma gradual melhoria nas regiões a sul do rio Tejo, onde o sol deverá surgir com mais frequência durante a tarde. Já a Norte e Centro, o ambiente será mais húmido e com menos horas de céu limpo, evocando um cenário mais típico da primavera do que de pleno início de verão.

O vento será outro elemento em destaque. Inicialmente fraco, deverá intensificar-se ao longo da tarde, soprando de oeste ou noroeste com velocidades entre 10 e 20 km/h. Em zonas expostas, como o litoral e as terras altas, as rajadas poderão atingir valores entre 30 e 55 km/h, não se excluindo picos mais elevados em trechos da faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro.

Esta combinação de vento, nebulosidade e descida térmica poderá traduzir-se numa perceção de frio mais acentuada, sobretudo em áreas mais expostas.

Anticiclone condiciona o padrão atmosférico

A situação meteorológica está associada a um anticiclone com cerca de 1030 hPa, posicionado próximo do arquipélago dos Açores. Segundo a mesma fonte, a sua localização favorece um fluxo de norte em direção ao continente, contribuindo para a entrada de ar mais fresco e húmido.

Enquanto isso, nas ilhas, o cenário mantém-se distinto. Nos Açores, o tempo deverá permanecer estável, ainda que com níveis elevados de humidade e formação de nevoeiros em várias ilhas, especialmente em zonas montanhosas. As temperaturas deverão manter-se acima da média e não há previsão significativa de precipitação, embora possam ocorrer episódios isolados de chuva fraca.

Na Madeira, o padrão pouco se altera. O céu deverá, em geral, apresentar-se pouco nublado, com maior concentração de nuvens nas vertentes norte e áreas de relevo. O vento de nordeste deverá soprar com alguma intensidade, mas sem impacto relevante nas temperaturas, que continuam elevadas, sobretudo na região do Funchal.

Mar agitado e radiação elevada

No que diz respeito ao estado do mar, a costa ocidental deverá registar ondulação entre 2 e 3 metros, enquanto no Algarve o mar se mantém mais calmo. A temperatura da água varia entre 15 e 17 graus na costa oeste e cerca de 18 graus no sul.

Outro ponto de atenção será a radiação ultravioleta, que deverá atingir níveis muito elevados em todo o território, particularmente no continente e na Madeira. A exposição prolongada ao sol exigirá cuidados redobrados, apesar das nuvens em algumas regiões.

O cenário aponta assim para um dia de transição, com um regresso temporário a condições mais frescas e instáveis. Ainda assim, segundo o Luso Meteo, estas oscilações são típicas desta altura do ano, numa fase em que o verão ainda convive com sinais persistentes da primavera.

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Olhão sobe para 4 Estrelas como Município Amigo da Juventude

O Município de Olhão voltou a ser distinguido como Município Amigo da Juventude, tendo alcançado este ano a classificação de 4 Estrelas, atribuída pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.

Além de renovar a distinção, o concelho registou uma melhoria na avaliação, passando de 3 para 4 Estrelas, resultado que representa um reconhecimento acrescido do trabalho desenvolvido pelo município na área da juventude.

O comprovativo da distinção foi recebido em Castro Daire pelo vereador da Juventude do Município de Olhão, Custódio Moreno, das mãos de Fernando Vieira, presidente da FNAJ.

O autarca afirmou que Olhão vai agora “trabalhar para na próxima edição chegar às 5 estrelas”.

Distinção reconhece políticas locais de juventude

Para Custódio Moreno, esta renovação e subida de classificação representam “o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município na promoção de políticas locais de juventude, reforçando o compromisso com a participação ativa dos jovens na vida da comunidade e com a criação de oportunidades que contribuam para o seu desenvolvimento pessoal, social e cívico”.

Criada em 2020 pela FNAJ, a Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude aproxima o movimento associativo juvenil e o poder local, promovendo políticas de juventude inovadoras, estruturadas e sustentáveis.

O projeto assenta na partilha de boas práticas, na definição de estratégias conjuntas e na criação de sinergias entre associações juvenis e municípios de todo o país.

A distinção atribuída a Olhão enquadra-se neste trabalho em rede, tendo por base o Plano Nacional de Políticas Locais de Juventude e o modelo de Diálogo Jovem de Base Local, que incentiva os municípios a desenvolverem medidas concretas de resposta às necessidades e aspirações das novas gerações.

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Faro dinamiza comércio local com “Sábados na Baixa”

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e a ADCZHFARO – Associação de Desenvolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro promovem, durante o mês de junho, a iniciativa “Sábados na Baixa”.

Trata-se de um programa de atividades culturais, recreativas e comerciais destinado a dinamizar o comércio local e a reforçar a atratividade da Baixa e da Zona Histórica da cidade.

A iniciativa decorre nas manhãs de sábado, nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho, transformando as ruas do centro de Faro em espaços de convívio, animação e descoberta para residentes e visitantes.

Ao longo dos quatro sábados, o programa inclui concertos e animação musical, atividades para crianças, caricaturas ao vivo, mercado do colecionismo e várias ações de animação de rua. Está também prevista a realização do projeto MONTRA, que procura promover a criatividade e valorizar os espaços comerciais.

Programa pretende aproximar residentes, visitantes e comércio tradicional

Com esta iniciativa, as entidades organizadoras pretendem incentivar a visita ao comércio tradicional e criar uma experiência urbana mais dinâmica, acolhedora e participativa.

Os “Sábados na Baixa” são apresentados como uma oportunidade para redescobrir o centro da cidade, apoiar a economia local e desfrutar de momentos de lazer em família, num ambiente de proximidade e valorização da identidade farense.

A programação detalhada de cada sábado será divulgada através dos canais de comunicação da União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e da ADCZHFARO.

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Lourenço Bartolomeu em destaque na jornada do Iberian em Portimão

O jovem piloto de Vilamoura, Lourenço Bartolomeu, esteve no passado fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde participou na 2.ª jornada de velocidade do Iberian ao volante de um Seat Ibiza TDI.

O piloto Topyachts não marcou presença na sessão de treinos livres, mas entrou em pista na sexta-feira de manhã para os treinos cronometrados, registando o tempo de 2:32.906, que lhe valeu o 15.º lugar na grelha de partida.

Na primeira corrida, disputada na tarde do mesmo dia, Lourenço Bartolomeu realizou uma boa partida e terminou na 11.ª posição da classificação geral. A sua volta mais rápida foi completada em 2:32.419, à média de 101,24 km/h.

Piloto algarvio termina fim de semana com corrida sem erros

No domingo, na segunda corrida da jornada algarvia, o piloto voltou a entrar bem em prova e realizou uma prestação consistente, sem erros, cortando a meta no 13.º lugar da classificação geral.

Nesta segunda corrida, Lourenço Bartolomeu registou a melhor volta ao traçado algarvio em 2:32.085, à média de 106,37 km/h, confirmando a evolução ao longo do fim de semana.

No balanço final da participação em Portimão, o piloto mostrou-se satisfeito com o desempenho alcançado e destacou a adaptação progressiva ao carro.

“Correu bem, mais adaptado ao carro, ir ao pódio é sempre estimulante, mas há que continuar a evoluir, para tentar fazer mais e melhor, e agora é focar na corrida de Vila Real, outro desafio”, concluiu Lourenço Bartolomeu.

Com este resultado, o jovem piloto algarvio prossegue o seu percurso competitivo, centrado na evolução e na preparação para os próximos desafios da temporada.

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Concessionários do Algarve contestam esclarecimento da APA sobre chapéus-de-sol

A Associação dos Concessionários da Orla Marítima do Algarve (AISCOMA) contestou esta terça-feira o esclarecimento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), segundo o qual os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia. A associação defende que essa possibilidade “pode pôr em causa a segurança”.

“O que não está certo, no nosso entendimento, é a população em geral colocar os guarda-sóis em frente das concessões […], porque é uma área que deve estar livre, é uma área que os nadadores-salvadores, se houver uma situação qualquer, […] deve estar livre para poderem atuar em devidas condições e não pôr ninguém em perigo”, afirmou o presidente da AISCOMA, Artur Simão, em declarações à agência Lusa.

Em causa está o esclarecimento técnico da APA sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares. A entidade informou que os banhistas podem instalar chapéus-de-sol em frente às concessões, zonas de uso privado que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

No esclarecimento técnico divulgado esta terça-feira, a APA reforçou que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”.

Concessionários alertam para riscos na frente de praia

Em representação dos concessionários da Orla Marítima do Algarve, Artur Simão disse que “está tudo certo” quanto ao que está definido em relação aos apoios balneários, mas manifestou preocupações relativas à permissão de colocação de chapéus-de-sol em frente às concessões de praia.

“Achamos que não está certo, porque nunca foi assim, e penso que é muito popular, é muito popular dizer que ‘sim senhor, que as pessoas podem pôr os guarda-sóis à frente das concessões’, mas depois, na prática, pode trazer alguns aborrecimentos e pode pôr em causa a segurança das pessoas”, declarou.

Por outro lado, o presidente da AISCOMA realçou que há praias que este ano estão “desassoreadas”, inclusive no Algarve, e o que acontece é que as pessoas, “muitas vezes”, colocam os chapéus na areia molhada e, se vier um vento forte, podem ferir os outros banhistas.

Artur Simão defendeu que em toda a zona à frente das praias “as pessoas devem circular livremente”, sublinhando que os nadadores-salvadores também precisam de espaço para atuarem, inclusive com motas de água: “É preciso tudo estar livre, toda a frente da praia, para que circulem e que não esteja em causa a segurança das pessoas.”

“Sabemos que o espaço é público, mas o que é certo é que toda a frente da praia deve estar livre. Deve estar livre para que haja circulação, quer de pessoas que andem a pé e que não estão para estar sentadas, quer para os nadadores-salvadores circularem ali livremente e que não estejam a passar por cima de guarda-sóis e, numa situação qualquer de emergência, que ponha tudo em perigo e tudo em causa”, reforçou.

APA defende equilíbrio entre uso privado e acesso público

Indicando que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida, a APA sublinhou que essas áreas estão sujeitas aos limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças, consoante as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia nem 50% da frente de praia”.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”.

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Algarvio Flávio Pello conquista ouro no Open de Juvenis e Cadetes de Palmela

O judoca Flávio Pello, atleta do Judo Clube de Lagos, conquistou o 1.º lugar na categoria Cadetes -66 kg no Open de Juvenis e Cadetes de Palmela / Pinhal Novo, competição realizada no passado sábado, 30 de maio, no âmbito do 30.º Torneio de Judo do Concelho de Palmela.

O atleta algarvio destacou-se entre os participantes da sua categoria, demonstrando qualidade técnica, determinação e espírito competitivo ao longo da prova, desempenho que lhe garantiu a medalha de ouro e o lugar mais alto do pódio.

Resultado reforça aposta do clube na formação

A conquista representa mais um resultado de relevo para o Judo Clube de Lagos e reflete o trabalho desenvolvido pelo clube na formação dos seus atletas, bem como a aposta contínua na competição federada.

O resultado de Flávio Pello é também motivo de orgulho para o clube, para a cidade de Lagos e para a comunidade desportiva algarvia, reforçando a presença da região nos escalões de formação do judo nacional.

O torneio reuniu jovens judocas de vários clubes do país, constituindo uma importante oportunidade competitiva para os escalões de juvenis e cadetes.

Com esta vitória, Flávio Pello reforça o seu percurso desportivo e afirma-se como uma das promessas do judo algarvio na categoria de cadetes.

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