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Roubo por esticão em Odivelas deixa mulher sem os 25.000€ que tinha acabado de levantar em numerário

A circulação de grandes quantias em dinheiro em espaços públicos continua a representar situações de risco, sobretudo em zonas de elevada mobilidade urbana. Em Odivelas, um desses episódios ocorreu na última terça-feira, 2 de junho, envolvendo uma idosa que acabou por ser vítima de um assalto logo após um levantamento bancário.

De acordo com o Correio da Manhã, uma mulher de 73 anos foi assaltada na estação de metro da Pontinha, no concelho de Odivelas, depois de ter levantado 25.000 euros em numerário numa dependência bancária. O incidente ocorreu durante a tarde e está agora a ser investigado pelas autoridades.

Momento do assalto

O roubo aconteceu por volta das 14 h, quando a vítima se encontrava já no interior da estação de metro. Segundo a mesma fonte, o assalto foi realizado pelo método de esticão, com o suspeito a conseguir retirar a mala onde estava guardado o dinheiro e a fugir de imediato do local.

A mulher transportava o montante numa mala pessoal, o que facilitou a ação do assaltante. A rapidez da abordagem impediu qualquer reação por parte da vítima, que acabou por ficar sem a totalidade do valor levantado pouco antes.

Vítima sem ferimentos, mas sem dinheiro

Apesar da violência associada ao método utilizado, a vítima não sofreu ferimentos. Conforme o jornal, a mulher ficou apenas sem o dinheiro que acabara de levantar, num episódio que ocorreu em poucos segundos dentro da estação de transporte público.

O caso gerou a intervenção imediata das autoridades, que foram chamadas ao local após o assalto. A ocorrência foi registada e passou para a esfera de investigação policial.

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Vai ‘bater com o nariz na porta’: este Lidl no Algarve está fechado para obras e só reabre nesta data

As interrupções temporárias em espaços comerciais fazem parte da dinâmica habitual da manutenção e modernização de infraestruturas de grande circulação. No concelho de Lagoa, uma dessas situações está a afetar os clientes de um supermercado de uma cadeia internacional, que se encontra encerrado ao público devido a obras em curso.

O Lidl localizado no Parchal, em Lagoa, mas muito próximo de Portimão, encontra-se encerrado temporariamente para uma intervenção de remodelação no interior do espaço, o que impede o acesso habitual dos clientes ao estabelecimento.

Encerramento inesperado para muitos clientes

A situação tornou-se evidente para quem tentou aceder ao supermercado nos últimos dias. O parque de estacionamento fechado foi o primeiro sinal de que o espaço não estava a funcionar normalmente, levando vários clientes a procurar alternativas nas imediações.

O encerramento está diretamente relacionado com obras de requalificação no interior da loja, que obrigaram à suspensão temporária da atividade comercial naquele local. A intervenção visa melhorar as condições do espaço, embora não tenham sido detalhados os trabalhos específicos em curso.

Reabertura já tem data marcada

Apesar do incómodo causado aos clientes habituais, o período de encerramento deverá ser curto. Está previsto que as obras fiquem concluídas já na quinta-feira, dia 4 de junho, permitindo a reabertura do supermercado no dia seguinte, 5 de junho.

Esta calendarização aponta para uma interrupção temporária de poucos dias, após a qual o espaço deverá retomar o funcionamento normal. Durante este período, os clientes são encaminhados para outras lojas da mesma cadeia na região.

Alternativas nas proximidades

Enquanto o supermercado do Parchal se encontra fechado, os consumidores podem recorrer a outras opções próximas. O Lidl de Portimão surge como a alternativa mais imediata para quem pretende manter compras na mesma insígnia, dada a proximidade entre os dois estabelecimentos.

A reorganização temporária dos hábitos de compra deverá manter-se apenas até à reabertura da loja em remodelação, que permitirá o regresso da atividade ao espaço habitual no concelho de Lagoa.

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Algarve em perigo: calor extremo deixa estes cinco concelhos em risco máximo de incêndio neste dia

As condições meteorológicas extremas continuam a marcar o início de junho em Portugal, com especial incidência no sul do país, onde o calor, o vento e a baixa humidade aumentam significativamente o risco de incêndios rurais. No Algarve, a situação atinge níveis particularmente preocupantes, com vários concelhos sob diferentes graus de alerta.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta quarta-feira, 3 de junho, todos os concelhos da região algarvia apresentam níveis de perigo elevado, muito elevado ou máximo de incêndio rural, num cenário que resulta da conjugação de temperaturas altas e condições atmosféricas propícias à propagação do fogo.

Cinco concelhos no nível máximo de risco

O nível mais crítico de perigo de incêndio concentra-se em cinco municípios do Algarve. Segundo a mesma fonte, Silves, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Castro Marim encontram-se em risco máximo, o escalão mais elevado da classificação definida pelo IPMA.

No escalão imediatamente abaixo estão os concelhos de Vila do Bispo, Portimão, Monchique, Vila Real de Santo António e Alcoutim, todos classificados com perigo muito elevado. Os restantes municípios da região mantêm-se em perigo elevado, o que mantém o conjunto do Algarve sob vigilância apertada.

Condições meteorológicas agravam o cenário

O IPMA prevê para esta quarta-feira céu pouco nublado ou limpo em todo o território continental, mas com vento variável que poderá atingir intensidade significativa ao longo do dia. Conforme a mesma fonte, o vento soprará de noroeste com intensidade fraca a moderada, podendo atingir valores entre 30 e 45 km/h em algumas zonas, com rajadas até 65 km/h.

Estas condições serão mais intensas no litoral oeste a sul do cabo Carvoeiro, especialmente durante a tarde, afetando também o barlavento algarvio e áreas de maior altitude. O vento poderá ainda rodar temporariamente para oeste ou sudoeste no sotavento algarvio, contribuindo para a instabilidade atmosférica.

Temperaturas sobem durante o dia

Apesar de uma ligeira descida das temperaturas mínimas, o cenário geral aponta para um aumento das temperaturas máximas ao longo do dia. O IPMA indica ainda uma pequena subida da temperatura máxima em várias zonas do país, incluindo o sul.

Em termos de valores concretos, refere a mesma fonte, a cidade de Faro deverá registar uma máxima de 34 graus e uma mínima de 17 graus, enquanto em Portimão as temperaturas deverão oscilar entre os 15 e os 31 graus.

Mar com ondulação moderada na costa ocidental

No que diz respeito ao estado do mar, o IPMA prevê ondulação de noroeste na costa ocidental, com alturas entre 1,5 e dois metros. Estas condições mantêm-se dentro dos parâmetros típicos para a época, embora possam ser influenciadas pela intensidade do vento prevista para o período da tarde.

O conjunto destas variáveis meteorológicas mantém o Algarve sob vigilância apertada, com o risco de incêndio rural a exigir especial atenção das autoridades e da população ao longo do dia.

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Homem de 60 anos invade pista do Aeroporto Cristiano Ronaldo porque estava atrasado para o voo e queria um ‘atalho’

Situações de atraso em viagens aéreas podem levar a comportamentos inesperados, sobretudo em contextos de grande pressão temporal e segurança reforçada. Foi nesse cenário que um episódio invulgar marcou a madrugada da última terça-feira, 2 de junho, no Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, envolvendo um passageiro que acabou por invadir a pista aeroportuária.

De acordo com o Correio da Manhã, o incidente ocorreu por volta das 5:20 h, quando um homem de 60 anos, de nacionalidade estrangeira, ultrapassou o perímetro de segurança do aeroporto. Os sistemas de vigilância detetaram de imediato a intrusão, acionando os procedimentos previstos para situações deste tipo.

Invasão do perímetro de segurança

O passageiro terá acedido à zona operacional do aeroporto após alegadamente se ter atrasado para o voo que pretendia apanhar. Conforme a mesma fonte, o homem terá atravessado a pista com o objetivo de encurtar o percurso até ao embarque, considerando que seria a forma mais rápida de chegar ao avião.

A situação foi rapidamente identificada pelos sistemas de segurança do aeroporto, que permitiram uma resposta imediata das autoridades presentes no local. O incidente não provocou perturbações prolongadas na operação aeroportuária, mas obrigou à intervenção policial para reposição das condições de segurança.

Intervenção das autoridades

O homem acabou por ser intercetado e conduzido para a esquadra, onde prestou declarações sobre o sucedido. Segundo a mesma fonte, o passageiro justificou a sua ação com o atraso ao voo, afirmando ter optado por atravessar a pista por considerar que esse seria o caminho mais direto.

Após ser ouvido pelas autoridades, o indivíduo foi libertado. O caso ficou registado como uma ocorrência de violação de perímetro aeroportuário, uma infração que é tratada de acordo com os protocolos de segurança aplicáveis a infraestruturas críticas.

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Alzheimer ‘salva’ Ricardo Salgado de cumprir pena de prisão efetiva de 13 anos

A capacidade de um arguido compreender o significado de uma condenação pode ser determinante para a execução de uma pena. Foi precisamente essa questão que esteve no centro da decisão conhecida na última terça-feira, 2 de junho, relativamente a Ricardo Salgado, ex-presidente do Banco Espírito Santo, que viu ser fixada uma pena única de 13 anos de prisão em cúmulo jurídico.

De acordo com o jornal Expresso, o tribunal considerou os factos provados nos processos que deram origem às condenações do ex-banqueiro, mas concluiu igualmente que o estado de saúde de Ricardo Salgado impede que a pena seja executada nos moldes habituais. A juíza Ana Paula Rosa determinou, por isso, a suspensão da pena, condicionada à apresentação regular de relatórios médicos sobre a evolução da doença de Alzheimer de que sofre.

Decisão do tribunal

A pena agora fixada resulta da soma jurídica de condenações anteriores relacionadas com o caso EDP e com a Operação Marquês. No primeiro processo, Ricardo Salgado foi condenado por corrupção do antigo ministro Manuel Pinho, num caso associado a interesses do Grupo Espírito Santo em matérias energéticas e urbanísticas. Já na Operação Marquês, foi condenado por abuso de confiança, após o tribunal considerar provado o desvio de 10,7 milhões de euros do grupo financeiro que liderava.

Apesar de considerar elevado o grau de dolo associado aos factos julgados, o tribunal aceitou as conclusões da perícia médico-legal realizada ao ex-banqueiro. Segundo a mesma fonte, os especialistas concluíram que Ricardo Salgado não possui capacidade para compreender plenamente a natureza da condenação, a razão pela qual foi aplicada, a sua duração ou os objetivos da sua execução.

O papel da doença de Alzheimer

A avaliação psiquiátrica realizada para o processo teve um peso decisivo na decisão. Os peritos concluíram que o antigo banqueiro sofre de demência moderada e que a sua condição clínica o impede de estabelecer uma ligação consciente entre os factos pelos quais foi condenado e a pena determinada pelo tribunal.

O relatório citado pelo Expresso refere ainda que, embora possa reconhecer genericamente a existência de processos judiciais, essa perceção não corresponde a uma verdadeira compreensão do seu significado. Os especialistas afastaram também a hipótese de uma simulação deliberada da doença, apesar de terem identificado uma postura defensiva relativamente aos processos em curso.

O que acontece a partir de agora?

A suspensão da pena não significa o encerramento definitivo dos processos judiciais que envolvem Ricardo Salgado. O ex-banqueiro continua a responder noutros casos, incluindo o processo relacionado com o BES Angola. No entanto, a decisão agora tomada cria um precedente relevante quanto à possibilidade de cumprimento efetivo de futuras penas.

A defesa, liderada pelos advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, voltou a defender que o estado clínico do arguido deveria ter impedido o próprio julgamento. Conforme a mesma fonte, os advogados sustentam que os relatórios médicos apresentados ao longo dos últimos anos demonstram de forma consistente a progressão da doença de Alzheimer.

Um debate com implicações jurídicas

A questão da capacidade mental dos arguidos para serem julgados ou para cumprirem penas tem sido discutida em vários tribunais portugueses. O mesmo jornal recorda um caso recente apreciado pela Relação de Évora, relacionado com um homem que desenvolveu demência após a prática de um crime e antes da conclusão do processo judicial.

Nesse caso, os juízes entenderam que uma pena perde a sua finalidade quando o condenado não consegue compreender a existência do processo, da condenação ou das consequências dos seus atos. É precisamente esse entendimento que esteve na base da decisão agora conhecida relativamente a Ricardo Salgado, cuja condenação permanece válida, mas cuja execução fica suspensa devido à incapacidade reconhecida pelos peritos médicos.

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Italiana de 20 anos a fazer Erasmus em Portugal morre a falar ao telemóvel com a tia

A morte de uma estudante italiana que se encontrava em Portugal ao abrigo do programa Erasmus está a gerar consternação em Itália e a motivar uma investigação para apurar o que aconteceu. Sofia Barillà, de 20 anos, estava a realizar um período de estudos nas Caldas da Rainha quando foi encontrada sem vida na habitação onde residia temporariamente.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a jovem, natural de Palermo, encontrava-se ao telefone com uma tia na noite de 31 de maio quando a comunicação foi interrompida de forma inesperada. A familiar deixou de ouvir a sobrinha e não voltou a conseguir contactá-la. Na altura, Sofia estava sozinha em casa.

Alerta foi dado após horas sem contacto

Perante a ausência de resposta, foi pedido auxílio às autoridades. Segundo a mesma fonte, os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha receberam uma chamada para proceder à abertura da porta da residência, após indicação de que a estudante estaria incontactável há várias horas.

Quando entraram na habitação, os operacionais encontraram a jovem na casa de banho em paragem cardiorrespiratória. Foram iniciadas manobras de suporte básico de vida e acionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas da Rainha. Apesar dos esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local.

Causas continuam por esclarecer

As circunstâncias da morte permanecem desconhecidas. Conforme a mesma fonte, foi aberta uma investigação para determinar o que esteve na origem da paragem cardiorrespiratória que vitimou a estudante italiana.

O corpo ficou entregue às autoridades competentes para os procedimentos legais e periciais. Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais que permitam esclarecer as causas do falecimento.

Família e autoridades italianas acompanham o caso

Entretanto, a imprensa italiana refere que os pais de Sofia viajaram para Portugal após serem informados da tragédia. O caso está também a ser acompanhado pela Embaixada de Itália em Lisboa e pelo Consulado Italiano.

A morte da jovem provocou uma forte onda de comoção em Palermo, cidade de onde era natural. Nas redes sociais multiplicaram-se as mensagens de homenagem e despedida, incluindo uma publicação da tia, citada pelo jornal La Sicilia, na qual lamenta a perda repentina da sobrinha. Enquanto decorrem as diligências das autoridades, permanecem por responder as questões em torno de um caso que começou com uma simples chamada telefónica e terminou de forma inesperada.

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