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ICNF garante continuidade da gestão do Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) adjudicou uma aquisição de serviços à atual empresa gestora do Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, garantindo a continuidade da gestão técnico-científica da infraestrutura e do programa de conservação da espécie em Portugal.

A contratação agora formalizada abrange a operacionalização do CNRLI, do Complexo de Treino e Recuperação do Lince-Ibérico (CTRLI) e o apoio de campo associado ao Programa de Conservação e Reintrodução da espécie no território nacional.

O contrato terá a duração de 14 meses e permitirá assegurar a continuidade das operações num período considerado particularmente importante para o acompanhamento e bem-estar das crias que venham a nascer em 2027. A prestação de serviços inclui ainda a elaboração de uma proposta para um futuro modelo de gestão do centro.

Programa de conservação mantém resultados reconhecidos internacionalmente

O ICNF recorda que o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico integra uma estratégia ibérica de conservação desenvolvida ao longo de várias décadas, em articulação com parceiros científicos, institucionais e internacionais.

Segundo o instituto, este trabalho conjunto permitiu alcançar resultados históricos na recuperação do lince-ibérico, atualmente considerado um dos casos de maior sucesso na conservação da natureza a nível internacional.

Novo plano de ação e financiamento assegurado até 2037

O organismo reforça igualmente o compromisso com a continuidade do Programa de Reprodução e Reintrodução do lince-ibérico em Portugal, destacando a implementação do novo Plano de Ação para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal (PACLIP 2026-2030).

O ICNF salienta ainda a renovação da parceria com a empresa Águas do Algarve, que assegura financiamento ao projeto até 2037, contribuindo para a estabilidade e sustentabilidade das ações de conservação da espécie.

O insituto garante que continuará a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros nacionais e internacionais envolvidos no projeto, promovendo o envolvimento de todos os intervenientes que têm contribuído para o sucesso do programa e para a preservação do lince-ibérico em Portugal.

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O predador mais inteligente da Terra é uma planta. Gere um “matadouro”

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Tem animais em casa? Este ‘erro’ comum entre muitos portugueses pode causar cancro em cães e gatos

Ter animais de estimação em casa implica cuidados que vão muito além da alimentação e das consultas de rotina. Fumar dentro de casa é um hábito ainda comum entre muitos portugueses, mas pode expor animais domésticos a substâncias tóxicas associadas a doenças respiratórias e a um maior risco de cancro, alertam especialistas em saúde animal.

A propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, o tema volta a ganhar destaque não só pelo impacto do tabaco na saúde humana, mas também pelos efeitos nos animais que vivem no mesmo espaço dos fumadores.

Segundo o Notícias ao Minuto, que falou com um médico veterinário e diretor do serviço de referência em oncologia do AniCura Atlântico Hospital Veterinário, o tabagismo passivo pode ter consequências sérias para cães e gatos, sobretudo quando a exposição acontece de forma repetida dentro de casa.

Fumo continua presente mesmo depois do cigarro apagado

O fumo do tabaco contém milhares de substâncias químicas, muitas das quais são tóxicas e cancerígenas. Para um animal que vive dentro de casa, a exposição pode acontecer de várias formas: pelo ar respirado, pelas superfícies onde descansa e, no caso dos gatos, através da ingestão de partículas acumuladas no pelo durante a autolimpeza.

Este problema não termina quando o cigarro é apagado. Existe também o chamado fumo terciário, composto por resíduos invisíveis que ficam em tapetes, sofás, cortinas, roupa e outros objetos muito depois de alguém ter fumado.

De acordo com o especialista, esta exposição é silenciosa, mas pode ter efeitos documentados no sistema respiratório e no risco oncológico dos animais ao longo do tempo.

Gatos podem estar mais vulneráveis

Os riscos mais referidos incluem irritação crónica das vias respiratórias, inflamação, agravamento de doenças como asma e bronquite, bem como aumento do risco de alguns tipos de cancro nestes animais.

Nos gatos, a preocupação é maior devido aos hábitos de higiene. Ao lamberem o pelo, os gatos podem ingerir compostos tóxicos acumulados no corpo e nas superfícies onde passam grande parte do tempo.

Além disso, estes animais tendem a estar mais próximos do chão, onde muitas partículas do fumo se depositam. Esta combinação de exposição respiratória e digestiva ajuda a explicar a associação entre tabagismo passivo e doenças como linfoma felino e carcinoma de células escamosas, incluindo tumores na cavidade oral, conforme refere a mesma fonte.

Cães também enfrentam riscos diferentes

Nos cães, os efeitos surgem sobretudo ao nível do sistema respiratório e podem variar conforme a morfologia do focinho. Raças de focinho comprido, como Galgos ou Collies, têm uma maior superfície nasal para filtrar partículas, o que pode aumentar o risco de cancro nasal.

Já raças braquicefálicas, como Bulldogs ou Pugs, têm menor capacidade de filtração nasal. Nestes casos, as partículas podem atingir os pulmões com mais facilidade, aumentando o risco de problemas respiratórios e de cancro pulmonar nestes animais.

De acordo com a mesma fonte, a literatura científica associa ainda a exposição ao fumo do tabaco, em cães, a maior risco de cancro da bexiga, além de irritação ocular, alterações dermatológicas e agravamento de alergias já existentes.

Sinais que não devem ser ignorados

Entre os sinais mais frequentes estão tosse persistente, espirros recorrentes, respiração ruidosa ou com esforço, corrimento nasal ou ocular e infeções oculares repetidas.

Também podem surgir menor tolerância ao exercício, letargia, perda de apetite, perda de peso sem explicação aparente, comichão, vermelhidão na pele ou outras alterações cutâneas.

Nos gatos, lesões ou úlceras na boca devem ser vistas como um sinal de alerta. Como muitos destes sintomas surgem de forma gradual, podem ser confundidos com envelhecimento ou com outras doenças, atrasando a ida ao veterinário.

Como reduzir a exposição dos animais

A medida mais eficaz é não fumar dentro de casa nem em espaços fechados onde o animal permaneça. Fumar apenas no exterior reduz a exposição, mas não elimina totalmente o risco, uma vez que resíduos do fumo podem regressar ao interior através da roupa, das mãos e de outros objetos.

Lavar as mãos e mudar de roupa depois de fumar, antes de interagir com o animal, são gestos simples que podem ajudar a reduzir o contacto com substâncias tóxicas.

Também é importante limpar regularmente tapetes, camas, mantas, brinquedos e outras superfícies onde os animais passam mais tempo. Manter a casa ventilada e evitar fumar dentro do carro com o animal presente são outras medidas recomendadas.

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Timur não sabia que era o jantar. Amur não sabia o que lhe fazer. Por uns tempos, foram amigos

No outono de 2015, um parque de vida selvagem russo colocou um bode num recinto com um tigre siberiano. O bode não fugiu. O tigre não atacou. E o mundo ficou colado ao ecrã. Chama-se Amur, é um tigre siberiano adulto e vive no Parque Safari Primorsky, no extremo oriente da Rússia. Como é habitual neste tipo de instalações, os tratadores forneciam-lhe ocasionalmente animais vivos para que pudesse exercitar os instintos de caça. Num belo dia, em novembro de 2015, a “refeição” de Amur era um bode. Chamava-se Timur. Os tratadores “convidaram-no” a ir jantar com Amur — no papel

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Mulher vivia com mais de 400 gatos num apartamento. Tudo começou com casal de felinos

Mais de 400 gatos foram encontrados num apartamento em Concórdia, no estado brasileiro de Santa Catarina. Muitos apresentam sinais de doença e debilidade, consequência das condições insalubres da habitação e da convivência num espaço sobrelotado. O caso terá começado há mais de dez anos, quando uma mulher reformada adotou um casal de felinos que acabou por se reproduziu de forma descontrolada, segundo a Diretoria de Proteção e Bem-estar Animal do município. De acordo com o G1, durante esse período a mulher não acolheu animais abandonados, sendo que todos os gatos nasceram no próprio apartamento. A situação agravou-se depois de o

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“Trata-me como uma rainha”: como as lagartas enganam as formigas

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Pintos eclodem a partir de ovos artificiais. O dodó vai voltar?

Depois do lobo gigante, do rato-mamute e do dodó, a Colossal voltou a trazer o tema da desextinção com “um grande passo para trazer de volta o dodó e do moa gigante”. Mas será mesmo assim? A Colossal Biosciences voltou a fazer das suas. Desta vez, a empresa sediada no Texas anunciou o nascimento de 26 galinhas saudáveis através daquilo a que chama o “ovo artificial Colossal”, descrevendo-o como um grande passo “para a desextinção do dodó e do moa gigante”. Segundo o anúncio, feito no passado dia 19, a ideia não é apenas imitar um ovo natural, mas reformular

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