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A azinheira do Monte das Pias




O exemplar retratado na imagem é uma azinheira (Quercus ilex L.) situada na Herdade das Pias (Monte das Pias, concelho de Mértola), bem perto do Pulo do Lobo.

Esta azinheira está classificada como árvore de interesse público desde 1997, tendo uma idade estimada de 500 anos. No entanto, e tal como se pode obervar pela fotografia, a árvore apresenta a copa num estado decrépito, situação que se não for revertida acabará por conduzir à morte da mesma e, mesmo antes disso acontecer, à respectiva desclassificação.


As dimensões actuais desta azinheira são as seguintes:

P.A.P. = 3,53 metros
Altura = 11 metros
Maior diâmetro da copa = 22,50 m
Diâmetro médio da copa = 20,60 m

Podem visualizar esta azinheira, ainda com uma copa em bom estado, a partir de uma imagem do Wikimapia.



P.S. - Pela consulta da ficha deste exemplar disponível na página da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, é possível observar a existência de algumas discrepâncias nos valores das respectivas dimensões, nomeadamente ao nível do P.A.P. e da altura.

Para além das normais diferenças inerentes a todos os processos de medição, pensamos existirem neste caso alguns motivos que justificam um maior diferencial desses valores.

Dada a localização da árvore, que cresce parcialmente sobre uma formação rochosa e num terreno com alguma inclinação, não é "pacífico" determinar o exacto ponto a partir do qual se deverá medir o perímetro do tronco (P.A.P.). Recorde-se que, convencionalmente, este valor se mede a 1,30 metros do solo.
Por outro lado, e dado o aspecto actual da copa, não nos foi fácil determinar qual seria o ponto mais alto da árvore, comprometendo parcialmente o rigor na medição da respectiva altura.

A mesma dificuldade se fez sentir ao nível da medição das dimensões da copa, pese embora aqui a diferença em relação aos valores obtidos pelos técnicos da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, seja menor e pouco significativa.

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Pessoas e território da Mina S. Domingos são a inspiração do espetáculo comunitário “Calor”

A ligação às pessoas e ao território está na génese do espetáculo comunitário “Calor”, que percorrerá as ruas da Mina de São Domingos, no concelho de Mértola, a 11, 12 e 13 de Junho, disseram à Lusa os criadores.

Beatriz Marques Dias, da associação cultural Meio do Mato e codiretora artística desta produção, antecipou à agência Lusa que “Calor” é “um espetáculo fora de portas, que não acontece na sala de espetáculos, nem no cineteatro, e tem como palco o lugar da Mina de São Domingos”, aldeia mineira pertencente ao município de Mértola.

A presidente da associação cultural, Alice Duarte, que também é codiretora artística, afirmou à Lusa que a Meio do Mato foi criada em 2023, na serra de Monchique, e tem uma equipa composta por “pessoas de áreas muito variadas, como a dança, a música, a biologia, a arquitetura, o design gráfico, a economia”, e a dança e a música são as áreas performativas que abrem portas ao trabalho comunitário, que até aqui foi realizado sobretudo com escolas

A convite da companhia Cepa Torta, a Meio do Mato participou numa residência artística de duas semanas, e o seu projeto comunitário foi selecionado pelo Conselho Malacate, grupo que gere o projeto homónimo de intervenção artística multidisciplinar, criado especificamente para a localidade alentejana, contou Alice Duarte.

“Calor” foi o resultado desse trabalho e Beatriz Dias disse que se trata de um espetáculo marcado para os dias 11, 12 e 13 de junho, às 20:30, na Mina de São Domingos, tendo como ponto de encontro o Pago Velho, de onde o elenco partirá para diferentes locais da freguesia.

“O elenco é composto por 12 pessoas da comunidade, e contamos com o Alex [Moniz], que fez a composição musical do espetáculo e vai interpretá-la. Eu e a Alice estamos com o público e com o nosso elenco, mas é a comunidade que é o elenco deste espetáculo, os nossos bailarinos, os nossos intérpretes”, destacou Beatriz Marques Dias, precisando que no total participam no espetáculo dezena e meia de pessoas.

Beatriz Marques Dias frisou que “o espetáculo começa durante o dia, passa pelo pôr-do-sol, até chegar ao calor da noite”.

“A nossa expectativa é proporcionar vários tipos de calor ao público, calores frios, calores das relações, calor à mesa, o calor da resistência, o calor que nomeia o trabalho das minas, que se fez durante décadas ali, o calor da terra e o calor do corpo”, acrescentou.

Alex Moniz classificou o trabalho comunitário realizado com a população da Mina de São Domingos como “muito gratificante”, salientando se trata de um “trabalho muito específico, no qual é preciso escutar a comunidade, perceber quais são as mais-valias e o que cada pessoa pode aportar”.

“Ser intérprete de um espetáculo é uma experiência que pode ser ‘super transformadora’. E, nesse sentido, ficamos muito felizes por ver as pessoas a fazer isto. No final do projeto, há sempre muita emoção, há muito choro e, portanto, sim, é muito gratificante nesse aspeto, na relação com as pessoas. No fundo, é isso que também se valoriza, que sobressai, que é essa relação interpessoal com estas pessoas”, argumentou.

Beatriz Marques Dias realçou a dinâmica do trabalho realizado durante a residência, com “duas semanas em esteroides”, nas quais foi dado “um mergulho absolutamente maluco em termos de tempo, de energia, de intensidade”.

“E depois voltar a mergulhar no território já com mais tempo, com dois meses e meio pela frente, e reencontrar as pessoas. A realidade é que nós ficámos tão próximos das pessoas nessas duas primeiras semanas, que, quando chegámos, passado este tempo todo, parecia que não tinha passado tempo nenhum, foi muito giro voltar a encontrá-las e começar a trabalhar”, acrescentou.

Foto de destaque: Projeto Malacate

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