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Operadora low-cost ‘mexe o mapa’ em Portugal e entra em cidades onde ainda não estava

A presença da DIGI em Portugal continua a alargar-se e ganhou agora novo impulso com a abertura de cinco pontos de venda adicionais, incluindo a entrada em dois mercados onde ainda não tinha representação direta. Caldas da Rainha e Penafiel passam a integrar a rede física da operadora, num movimento que reforça a sua cobertura no território nacional.

De acordo com o 4gnews, site especializado em tecnologia e telecomunicações, esta expansão surge num momento em que a empresa intensifica a aposta na proximidade com os clientes, reforçando a sua presença fora dos grandes centros urbanos.

Novos espaços reforçam cobertura

Os novos pontos de atendimento estão distribuídos por diferentes regiões e incluem locais com forte circulação de público. Entre eles encontram-se o Pingo Doce de Penafiel e o centro comercial La Vie, em Caldas da Rainha, que marcam a estreia da marca nestes concelhos.

A estes juntam-se ainda novas localizações já operacionais no Shopping Cidade do Porto, no Centro Comercial Aqua Roma, em Lisboa, e no Spot Retail de Ovar, numa estratégia que combina expansão geográfica com presença em espaços comerciais de elevada afluência.

A diversificação dos formatos mantém-se: além de lojas de rua, a operadora continua a apostar em quiosques e pontos integrados em superfícies comerciais, facilitando o acesso aos serviços e simplificando o contacto direto com os consumidores.

Crescimento sustentado ao longo dos últimos meses

Este reforço da presença física não é um caso isolado. Nos meses anteriores, a DIGI já tinha consolidado a sua posição com a abertura de lojas próprias em cidades como Setúbal e Coimbra, ao mesmo tempo que reforçava a presença em centros comerciais estratégicos da área metropolitana de Lisboa, como o Colombo e o Vasco da Gama.

A expansão tem seguido uma lógica gradual, com a operadora a procurar cobrir novas zonas sem se limitar aos principais polos urbanos. A aposta passa por alargar o alcance dos serviços e garantir maior proximidade com os clientes, numa fase em que a marca continua a disputar quota de mercado com os operadores tradicionais.

Melhorias técnicas acompanham expansão

Paralelamente à abertura de novos espaços, a empresa tem vindo a introduzir melhorias na rede móvel. Uma das mais recentes passa pela ativação do codec EVS-SWB nas chamadas realizadas através de VoLTE e VoWiFi, o que permite melhorar significativamente a qualidade do áudio.

Na prática, esta tecnologia aumenta a fidelidade do som nas chamadas, aproximando a experiência de comunicação de um registo mais natural, com maior clareza e definição.

Este tipo de evolução técnica surge num contexto mais amplo de reforço da infraestrutura, que inclui melhorias na cobertura e ajustes progressivos à rede, numa resposta às exigências do crescimento da base de utilizadores.

Uma rede que continua a crescer no país

Com os novos pontos inaugurados, a rede física da DIGI passa a abranger um conjunto alargado de localidades em Portugal, incluindo cidades como Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Faro e várias outras zonas do interior e do litoral.

A presença distribui-se por lojas próprias, espaços em centros comerciais e pontos integrados em retalhistas, num modelo que procura maximizar a acessibilidade. Este crescimento acontece num mercado competitivo, onde a operadora tem procurado diferenciar-se com ofertas mais flexíveis e sem fidelização obrigatória.

Segundo a mesma fonte, a abertura destes cinco novos pontos integra uma estratégia mais vasta que combina expansão territorial com investimento contínuo na qualidade do serviço, num processo que deverá continuar ao longo dos próximos meses.

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“Maior erro de sempre”: Bill Gates admite falha catastrófica que custou quase 350 mil milhões de euros à sua empresa

A história da tecnologia está cheia de decisões que mudaram mercados inteiros, mas poucas tiveram um impacto tão visível como a disputa pelo domínio dos telemóveis. No caso da Microsoft, a entrada tardia e pouco eficaz no ecossistema móvel tornou-se um dos episódios mais marcantes da carreira de Bill Gates.

O fundador da Microsoft admitiu que o maior erro da sua carreira foi a má gestão que impediu a empresa de ocupar o lugar que viria a ser conquistado pelo Android, hoje associado à Google e dominante entre os sistemas operativos móveis.

A confissão foi feita numa entrevista à empresa de investimento Village Global, citada pelo portal americano especializado em tecnologia The Verge, na qual Gates estimou que essa oportunidade perdida poderia ter valido cerca de 400 mil milhões de dólares, cerca de 343 mil milhões de euros.

Falha que abriu espaço à Google

A Microsoft tinha sido durante décadas a grande referência dos computadores pessoais, mas não conseguiu repetir esse domínio quando o mercado começou a deslocar-se para os smartphones. A empresa tentou responder com Windows Mobile e, mais tarde, com Windows Phone, mas a transição revelou-se lenta e desajustada face ao avanço da Apple e da Google.

Bill Gates reconheceu que, nos mercados de plataformas, a vitória tende a concentrar-se num pequeno número de empresas. Nas suas palavras, traduzidas para português, “o maior erro de sempre” foi a má gestão que levou a Microsoft a não ser aquilo que o Android se tornou.

A Google comprou a Android Inc. em 2005, numa altura em que o mercado dos telemóveis ainda estava longe do cenário atual. A aposta acabaria por transformar o Android no principal sistema operativo móvel fora do universo Apple, precisamente o espaço que Gates considerava natural para a Microsoft ocupar, de acordo com a entrevista citada.

Android tornou-se o rival que a Microsoft não conseguiu travar

O peso do Android continua a ser expressivo. Segundo dados da empresa americana StatCounter, em abril deste ano, o sistema operativo da Google tinha 67,35% do mercado móvel mundial, enquanto o iOS surgia com 32,55%. Estes valores ajudam a perceber a dimensão da oportunidade que escapou à Microsoft.

A leitura de Gates é simples: havia espaço para um grande sistema operativo não pertencente à Apple, e esse lugar acabou por ser ocupado pela Google.

Para a Microsoft, que já tinha experiência, escala e relações fortes com fabricantes, a derrota no setor móvel tornou-se uma das falhas estratégicas mais estudadas da indústria tecnológica.

Resposta do fundador do Android

A confissão de Bill Gates voltou a ganhar destaque quando Rich Miner, um dos fundadores do Android, reagiu no X. Miner escreveu, em tradução para português, que ajudou “literalmente a criar o Android para impedir que a Microsoft controlasse o telefone como controlava o PC”, acrescentando que via esse domínio como um risco para a inovação.

A frase mostra que o Android não nasceu apenas como mais um produto tecnológico, mas também como resposta ao receio de que a Microsoft pudesse transportar para os telemóveis a influência que tinha nos computadores pessoais. Esse contexto ajuda a explicar a intensidade da disputa nos primeiros anos dos smartphones.

Steve Ballmer, antigo CEO da Microsoft, também reconheceu problemas na estratégia da empresa. Numa entrevista citada pela publicação Windows Central, admitiu que a Microsoft foi demasiado confiante no Windows e tentou levar o sistema para áreas onde este não se encaixava naturalmente.

Excesso de confiança saiu caro

Ballmer resumiu essa falha ao afirmar, em tradução para português: “Fomos demasiado confiantes. Não acho que tenhamos insistido demasiado tempo no Windows. Acho que tentámos colocar o Windows em lugares onde ele não se encaixava naturalmente.”

Essa insistência acabou por deixar a Microsoft numa posição frágil num mercado que exigia rapidez, aplicações, experiência tátil intuitiva e uma resposta clara ao iPhone. Enquanto a empresa reorganizava a sua estratégia móvel, o Android crescia entre fabricantes e consumidores.

O resultado foi uma viragem histórica. A Microsoft manteve a sua força nos computadores e no software empresarial, mas perdeu a corrida dos smartphones para a Google e para a Apple, num erro que Bill Gates ainda identifica como o mais caro da sua carreira.

Leia também: Continente instala câmaras nas prateleiras e explica o motivo: não é para vigiar clientes

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Continente instala câmaras nas prateleiras e explica o motivo: não é para vigiar clientes

Uma fotografia partilhada no Reddit levantou dúvidas sobre a presença de pequenas câmaras instaladas diretamente nas prateleiras de algumas lojas Continente. A imagem gerou discussão entre utilizadores, mas a empresa garante que os dispositivos fazem parte de um projeto piloto ligado à gestão de produtos e não à identificação de clientes.

De acordo com o portal especializado em tecnologia, Pplware, a polémica começou depois de um utilizador ter publicado uma imagem alegadamente captada numa loja Continente, onde se vê um pequeno equipamento colocado num linear do supermercado. A dúvida surgiu de imediato: tratava-se de vigilância aos clientes, de leitura de códigos ou de uma nova tecnologia para controlar os preços?

Numa primeira leitura, houve quem sugerisse que o dispositivo pudesse servir para ler códigos QR e ajudar na atualização dos preços apresentados nos ecrãs digitais das prateleiras. A explicação oficial, contudo, aponta para uma utilização diferente e ligada à operação interna das lojas.

Projeto piloto nas lojas

Questionado pelo Polígrafo, o Continente explicou que as câmaras fazem parte de um projeto piloto implementado pela MC, dona da cadeia de supermercados. O objetivo passa por tornar mais eficiente a gestão de stocks e detetar problemas nos lineares de venda.

Segundo a empresa, estes dispositivos fixos instalados nas prateleiras permitem identificar situações em que um produto está em rutura, ou seja, quando falta na prateleira, bem como eventuais incorreções nas etiquetas de preço. A tecnologia serve, assim, para ajudar as equipas a perceber mais rapidamente o que precisa de ser reposto ou corrigido.

Na prática, o sistema pretende reduzir falhas na apresentação dos produtos e melhorar a experiência de compra. Quando uma prateleira fica vazia ou uma etiqueta não corresponde ao produto exposto, a loja pode agir com maior rapidez e evitar erros que afetam tanto a operação como o consumidor.

Empresa afasta vigilância dos clientes

Uma das principais preocupações levantadas nas redes sociais foi a privacidade dos clientes. A presença de câmaras ao nível das prateleiras levou alguns utilizadores a questionar se os consumidores estariam a ser filmados ou identificados durante as compras.

O Continente garante que a solução está focada exclusivamente na monitorização dos produtos e dos lineares. Segundo a empresa, o sistema não está programado para captar ou identificar clientes, nem para fazer reconhecimento individual de quem circula na loja.

A mesma fonte assegura ainda que o projeto cumpre as normas aplicáveis de proteção de dados pessoais. Ainda assim, a discussão mostra como a utilização de câmaras e sensores no retalho continua a gerar dúvidas, sobretudo quando os equipamentos são visíveis para os consumidores.

Tecnologia já tinha chegado às lojas

Esta não é a primeira aposta do Continente em soluções com câmaras dentro dos supermercados. Em 2021, a cadeia lançou a loja Continente Labs, onde foram instaladas centenas de câmaras no teto para acompanhar movimentos e interações dos clientes com as prateleiras, sem recurso a reconhecimento facial.

Mais recentemente, em janeiro de 2025, o grupo abriu em Leiria uma loja apresentada como a “maior loja inteligente do mundo”. A superfície Continente Bom Dia tem mais de 1200 metros quadrados e utiliza câmaras e sensores com inteligência artificial para apoiar o processo de compra e reduzir perdas.

A diferença, neste novo caso, está na localização dos equipamentos. Em vez de estarem apenas no teto ou integrados na estrutura geral da loja, as câmaras surgem agora nas próprias prateleiras, com um propósito declarado de apoio logístico.

Retalho cada vez mais automatizado

A digitalização dos supermercados tem vindo a acelerar nos últimos anos, com etiquetas eletrónicas, sensores, sistemas automáticos de reposição e lojas inteligentes. Para as empresas, estas soluções permitem controlar melhor os stocks, evitar ruturas, corrigir preços e reduzir custos operacionais.

Para os consumidores, a promessa é uma experiência mais simples, com menos falhas nas prateleiras e maior rapidez na atualização da informação. No entanto, a utilização de câmaras em espaços comerciais continua a exigir comunicação clara, sobretudo quando os equipamentos são colocados em locais visíveis e próximos dos produtos.

O caso das câmaras nas prateleiras do Continente mostra precisamente esse equilíbrio difícil entre inovação e confiança. A empresa diz tratar-se de uma ferramenta para melhorar a operação das lojas, mas a reação nas redes sociais revela que muitos clientes querem saber, de forma transparente, que dados são recolhidos e para que finalidade são usados.

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Adeus mensagens spam: proposta aprovada pelo Governo vai obrigar operadoras a fazer isto

As fraudes digitais nas comunicações eletrónicas têm aumentado a preocupação entre utilizadores, empresas e autoridades, sobretudo quando envolvem mensagens falsas, chamadas com identidade manipulada ou tentativas de obter dados pessoais através de contactos aparentemente legítimos.

O Governo aprovou uma proposta de autorização legislativa que obriga as operadoras a bloquear ou anonimizar mensagens fraudulentas e a identificar os utilizadores de cartões pré-pagos móveis, segundo o comunicado do Conselho de Ministros no dia 29 de maio.

Medida segue agora para o parlamento

A proposta de lei foi aprovada na sexta-feira, em Conselho de Ministros, e será remetida à Assembleia da República sob a forma de autorização legislativa.

O objetivo é “reforçar a segurança e a fiabilidade das comunicações eletrónicas e proteger os utilizadores contra práticas abusivas, como a usurpação de números de telefone e identificadores de mensagens”.

De acordo com o comunicado, o diploma prevê novas obrigações para as empresas que prestam serviços de comunicações. Entre essas obrigações está a adoção de mecanismos de deteção e combate a fraudes, incluindo o bloqueio ou anonimização de mensagens fraudulentas ou que contenham hiperligações enganosas.

Identificação de cartões pré-pagos passa a ser obrigatória

A proposta também torna obrigatória a identificação dos utilizadores de cartões pré-pagos móveis. Esta medida pretende reforçar a rastreabilidade de comunicações associadas a possíveis práticas fraudulentas, de acordo com o que foi divulgado pelo executivo.

O diploma prevê ainda a possibilidade de instalação de inibidores de sinal móvel em estabelecimentos prisionais, com o objetivo de reforçar as condições de segurança nesses espaços.

Anacom esteve envolvida no desenho da legislação

Na segunda-feira, a presidente da Anacom afirmou que o regulador tem estado envolvido no desenho desta futura legislação de combate às fraudes digitais através da técnica conhecida como “spoofing”.

O “spoofing” é uma técnica de falsificação de identidade em que os burlões usam o nome ou referências de pessoas ou entidades confiáveis para tentar obter dados pessoais e praticar fraudes. Um exemplo é a falsificação de um número de telefone de um organismo público, fazendo parecer que a chamada está a ser feita a partir de um contacto oficial.

Portugal ainda não tinha legislação contra o “spoofing”

Na mesma ocasião, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, lembrou que Portugal é o único país da União Europeia que ainda não legislou o combate ao “spoofing”.

Com esta proposta, o Governo pretende reforçar a proteção dos utilizadores e aumentar a responsabilidade das operadoras no combate a mensagens fraudulentas, hiperligações enganosas e práticas de usurpação de identidade nas comunicações eletrónicas.

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