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Algarve em perigo: calor extremo deixa estes cinco concelhos em risco máximo de incêndio neste dia

As condições meteorológicas extremas continuam a marcar o início de junho em Portugal, com especial incidência no sul do país, onde o calor, o vento e a baixa humidade aumentam significativamente o risco de incêndios rurais. No Algarve, a situação atinge níveis particularmente preocupantes, com vários concelhos sob diferentes graus de alerta.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta quarta-feira, 3 de junho, todos os concelhos da região algarvia apresentam níveis de perigo elevado, muito elevado ou máximo de incêndio rural, num cenário que resulta da conjugação de temperaturas altas e condições atmosféricas propícias à propagação do fogo.

Cinco concelhos no nível máximo de risco

O nível mais crítico de perigo de incêndio concentra-se em cinco municípios do Algarve. Segundo a mesma fonte, Silves, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira e Castro Marim encontram-se em risco máximo, o escalão mais elevado da classificação definida pelo IPMA.

No escalão imediatamente abaixo estão os concelhos de Vila do Bispo, Portimão, Monchique, Vila Real de Santo António e Alcoutim, todos classificados com perigo muito elevado. Os restantes municípios da região mantêm-se em perigo elevado, o que mantém o conjunto do Algarve sob vigilância apertada.

Condições meteorológicas agravam o cenário

O IPMA prevê para esta quarta-feira céu pouco nublado ou limpo em todo o território continental, mas com vento variável que poderá atingir intensidade significativa ao longo do dia. Conforme a mesma fonte, o vento soprará de noroeste com intensidade fraca a moderada, podendo atingir valores entre 30 e 45 km/h em algumas zonas, com rajadas até 65 km/h.

Estas condições serão mais intensas no litoral oeste a sul do cabo Carvoeiro, especialmente durante a tarde, afetando também o barlavento algarvio e áreas de maior altitude. O vento poderá ainda rodar temporariamente para oeste ou sudoeste no sotavento algarvio, contribuindo para a instabilidade atmosférica.

Temperaturas sobem durante o dia

Apesar de uma ligeira descida das temperaturas mínimas, o cenário geral aponta para um aumento das temperaturas máximas ao longo do dia. O IPMA indica ainda uma pequena subida da temperatura máxima em várias zonas do país, incluindo o sul.

Em termos de valores concretos, refere a mesma fonte, a cidade de Faro deverá registar uma máxima de 34 graus e uma mínima de 17 graus, enquanto em Portimão as temperaturas deverão oscilar entre os 15 e os 31 graus.

Mar com ondulação moderada na costa ocidental

No que diz respeito ao estado do mar, o IPMA prevê ondulação de noroeste na costa ocidental, com alturas entre 1,5 e dois metros. Estas condições mantêm-se dentro dos parâmetros típicos para a época, embora possam ser influenciadas pela intensidade do vento prevista para o período da tarde.

O conjunto destas variáveis meteorológicas mantém o Algarve sob vigilância apertada, com o risco de incêndio rural a exigir especial atenção das autoridades e da população ao longo do dia.

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Vem aí um Verão (ainda) mais quente em Portugal

IPMA, ainda sem certezas, prevê temperaturas acima do normal. Os 40,3 graus em Maio e o El Niño dão sinais. Maio já deu sinais do que deve ser o Verão deste ano: calor invulgar, recordes de temperatura desde que há registos. O mês passado, em Portugal, teve uma onda de calor desde o dia 20 até ao dia 29. A região Centro teve locais acima dos 39 graus, no dia mais quente de sempre em Maio, o dia 27. Também nesse dia 27, precisamente há uma semana, Mora chegou aos 40,3 graus – também um recorde no quinto mês do

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Vem aí chuva e muito frio: mau tempo chega neste dia e estas serão as regiões mais ‘castigadas’

O estado do tempo em Portugal continental volta a mudar de forma marcada já esta quinta-feira, 4 de junho, com uma descida generalizada das temperaturas e o regresso de maior nebulosidade e precipitação fraca em algumas regiões.

De acordo com o Luso Meteo, site especializado em previsão meteorológica, a alteração será particularmente sentida nas temperaturas máximas, que poderão cair até 6 a 8 graus em pontos do Interior. A sensação térmica deverá acompanhar essa tendência, num dia que foge ao padrão mais estável que tem marcado o início de junho.

A mudança será menos evidente no litoral, onde os valores já vinham sendo mais frescos nos últimos dias. Ainda assim, o céu deverá apresentar-se mais encoberto, sobretudo durante a manhã nas regiões Norte e Centro, onde não se exclui a ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco.

Céu mais fechado e vento a ganhar força

A evolução ao longo do dia aponta para uma gradual melhoria nas regiões a sul do rio Tejo, onde o sol deverá surgir com mais frequência durante a tarde. Já a Norte e Centro, o ambiente será mais húmido e com menos horas de céu limpo, evocando um cenário mais típico da primavera do que de pleno início de verão.

O vento será outro elemento em destaque. Inicialmente fraco, deverá intensificar-se ao longo da tarde, soprando de oeste ou noroeste com velocidades entre 10 e 20 km/h. Em zonas expostas, como o litoral e as terras altas, as rajadas poderão atingir valores entre 30 e 55 km/h, não se excluindo picos mais elevados em trechos da faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro.

Esta combinação de vento, nebulosidade e descida térmica poderá traduzir-se numa perceção de frio mais acentuada, sobretudo em áreas mais expostas.

Anticiclone condiciona o padrão atmosférico

A situação meteorológica está associada a um anticiclone com cerca de 1030 hPa, posicionado próximo do arquipélago dos Açores. Segundo a mesma fonte, a sua localização favorece um fluxo de norte em direção ao continente, contribuindo para a entrada de ar mais fresco e húmido.

Enquanto isso, nas ilhas, o cenário mantém-se distinto. Nos Açores, o tempo deverá permanecer estável, ainda que com níveis elevados de humidade e formação de nevoeiros em várias ilhas, especialmente em zonas montanhosas. As temperaturas deverão manter-se acima da média e não há previsão significativa de precipitação, embora possam ocorrer episódios isolados de chuva fraca.

Na Madeira, o padrão pouco se altera. O céu deverá, em geral, apresentar-se pouco nublado, com maior concentração de nuvens nas vertentes norte e áreas de relevo. O vento de nordeste deverá soprar com alguma intensidade, mas sem impacto relevante nas temperaturas, que continuam elevadas, sobretudo na região do Funchal.

Mar agitado e radiação elevada

No que diz respeito ao estado do mar, a costa ocidental deverá registar ondulação entre 2 e 3 metros, enquanto no Algarve o mar se mantém mais calmo. A temperatura da água varia entre 15 e 17 graus na costa oeste e cerca de 18 graus no sul.

Outro ponto de atenção será a radiação ultravioleta, que deverá atingir níveis muito elevados em todo o território, particularmente no continente e na Madeira. A exposição prolongada ao sol exigirá cuidados redobrados, apesar das nuvens em algumas regiões.

O cenário aponta assim para um dia de transição, com um regresso temporário a condições mais frescas e instáveis. Ainda assim, segundo o Luso Meteo, estas oscilações são típicas desta altura do ano, numa fase em que o verão ainda convive com sinais persistentes da primavera.

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Vêm aí dias frescos: frio surpreende em junho e esta será a região mais afetada

O mês de junho costuma trazer a ideia de dias mais longos, calor progressivo e roupa leve já fora do armário. Mas esta semana deverá contrariar essa expectativa em parte do território continental, com uma descida das temperaturas que pode deixar algumas cidades com valores pouco habituais para esta altura do ano.

De acordo com a Meteored, a aproximação de massas de ar mais frio deverá tornar os próximos dias mais contidos do ponto de vista térmico. A mudança não será uniforme em todo o país, mas há uma região que deverá sentir o arrefecimento de forma mais evidente entre quinta e sexta-feira.

A semana ainda terá uma pequena pausa

Esta terça-feira deverá apresentar temperaturas máximas entre os 18 graus em Viana do Castelo e os 25 graus em Bragança. Na quarta-feira, os termómetros ainda deverão subir ligeiramente, com valores entre os 18 graus em Viana do Castelo e os 26 graus em Bragança. Em alguns pontos do Vale do Douro, segundo a Meteored, as temperaturas poderão mesmo aproximar-se dos 30 graus. Essa subida, contudo, deverá ser temporária.

A partir de quinta-feira, o cenário muda novamente. A chegada de uma massa de ar frio mais intensa deverá provocar uma descida mais acentuada das temperaturas, com anomalias térmicas negativas a abrangerem sobretudo o Norte e parte do Centro.

A região mais afetada será o Norte

É no Norte que a descida deverá fazer-se sentir com maior expressão. Entre quinta e sexta-feira, várias cidades poderão registar valores abaixo dos 20 graus pelas 12h00, incluindo capitais de distrito. Na quinta-feira, Viana do Castelo deverá rondar os 17 graus ao meio-dia. Braga, Porto, Vila Real e Bragança poderão ficar nos 19 graus à mesma hora, de acordo com as previsões divulgadas pela Meteored.

Estes valores não representam frio intenso, mas destoam do que muitos esperam no início de junho, sobretudo nas horas centrais do dia. A sensação poderá ser mais evidente junto ao litoral, em zonas expostas ao vento e nas áreas de maior altitude.

Sexta-feira mantém o ambiente fresco

Na sexta-feira, o cenário deverá manter-se semelhante. Viana do Castelo poderá descer para os 16 graus pelas 12h00, enquanto Braga, Porto e Vila Real deverão manter-se nos 19 graus. Bragança deverá rondar os 20 graus.

A descida, ainda assim, não deverá prolongar-se durante muitos dias. A partir de domingo, a Meteored prevê uma recuperação gradual das temperaturas, com os termómetros a subirem de forma progressiva. A semana ficará, por isso, marcada por uma oscilação clara: primeiro uma descida associada à entrada de ar mais frio, depois uma recuperação que poderá devolver valores mais próximos do verão.

Calor pode regressar poucos dias depois

Segundo a atualização mais recente dos modelos analisados pela Meteored, baseados no ECMWF, a subida poderá tornar-se mais significativa na quarta-feira, dia 10 de junho. Nessa altura, as temperaturas máximas poderão situar-se entre os 30 e os 34 graus em boa parte de Portugal continental. As exceções deverão ser as zonas costeiras e as áreas de maior altitude no Norte e no Centro, onde o ambiente poderá continuar mais moderado.

Até lá, os próximos dias deverão trazer uma pausa no calor em algumas zonas do país. O episódio será passageiro, mas suficiente para lembrar que junho também pode começar com manhãs e horas centrais mais frescas do que o esperado.

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