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Italiana de 20 anos a fazer Erasmus em Portugal morre a falar ao telemóvel com a tia

3 June 2026 at 10:32

A morte de uma estudante italiana que se encontrava em Portugal ao abrigo do programa Erasmus está a gerar consternação em Itália e a motivar uma investigação para apurar o que aconteceu. Sofia Barillà, de 20 anos, estava a realizar um período de estudos nas Caldas da Rainha quando foi encontrada sem vida na habitação onde residia temporariamente.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a jovem, natural de Palermo, encontrava-se ao telefone com uma tia na noite de 31 de maio quando a comunicação foi interrompida de forma inesperada. A familiar deixou de ouvir a sobrinha e não voltou a conseguir contactá-la. Na altura, Sofia estava sozinha em casa.

Alerta foi dado após horas sem contacto

Perante a ausência de resposta, foi pedido auxílio às autoridades. Segundo a mesma fonte, os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha receberam uma chamada para proceder à abertura da porta da residência, após indicação de que a estudante estaria incontactável há várias horas.

Quando entraram na habitação, os operacionais encontraram a jovem na casa de banho em paragem cardiorrespiratória. Foram iniciadas manobras de suporte básico de vida e acionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas da Rainha. Apesar dos esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local.

Causas continuam por esclarecer

As circunstâncias da morte permanecem desconhecidas. Conforme a mesma fonte, foi aberta uma investigação para determinar o que esteve na origem da paragem cardiorrespiratória que vitimou a estudante italiana.

O corpo ficou entregue às autoridades competentes para os procedimentos legais e periciais. Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais que permitam esclarecer as causas do falecimento.

Família e autoridades italianas acompanham o caso

Entretanto, a imprensa italiana refere que os pais de Sofia viajaram para Portugal após serem informados da tragédia. O caso está também a ser acompanhado pela Embaixada de Itália em Lisboa e pelo Consulado Italiano.

A morte da jovem provocou uma forte onda de comoção em Palermo, cidade de onde era natural. Nas redes sociais multiplicaram-se as mensagens de homenagem e despedida, incluindo uma publicação da tia, citada pelo jornal La Sicilia, na qual lamenta a perda repentina da sobrinha. Enquanto decorrem as diligências das autoridades, permanecem por responder as questões em torno de um caso que começou com uma simples chamada telefónica e terminou de forma inesperada.

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A era dos comentadores de fato feito | Por Luís Ganhão

3 June 2026 at 10:05

Vivemos tempos curiosos: nunca houve tantos comentadores e, paradoxalmente, nunca se comentou tão pouco. O espaço público encheu‑se de vozes que se apresentam como analistas, mas que, à primeira pergunta mais séria, revelam o que realmente são — propagandistas com cartão de comentador.

O comentador genuíno é hoje uma espécie em vias de extinção. É aquele que hesita quando deve hesitar, que admite dúvidas, que reconhece limites. Não grita certezas; oferece interpretações. Não procura seguidores; procura clareza. E, sobretudo, não tem medo de contrariar a tribo a que pertence.

O problema é que este perfil perdeu terreno para uma fauna mais ruidosa.

LUÍS GANHÃO
Jurista
O comentador genuíno é hoje uma espécie em vias de extinção. É aquele que hesita quando deve hesitar, que admite dúvidas, que reconhece limites

Há os propagandistas disfarçados, que usam o estatuto de comentador como biombo. Não analisam: promovem. Não interpretam: repetem. A sua função não é iluminar o debate, mas empurrar o público para a conclusão que já trazem escrita de casa. São previsíveis ao ponto de se poder escrever o comentário antes de o ouvirmos.

Depois, há os ingénuos, que confundem desejos com realidade. Não mentem — mas também não pensam. Acreditam que o mundo é como deveria ser, e não como é. São perigosos porque falam com a convicção dos justos, mas sem o incómodo da verificação.

E, finalmente, há os crentes na própria mentira. Estes são os mais fascinantes: começam por distorcer a realidade por conveniência e acabam por acreditar na distorção. A fronteira entre manipulação e autoengano dissolve‑se. Tornam‑se missionários de uma verdade que só existe na sua cabeça.

O resultado é um espaço público onde a opinião vale mais do que o facto, a convicção pesa mais do que a evidência e a narrativa substitui a realidade. O comentador sério parece tímido; o propagandista parece convincente.

Talvez esteja na altura de recuperar uma distinção simples, mas essencial:

O comentador procura a verdade; o propagandista procura a vitória.

E enquanto não voltarmos a exigir esta diferença, continuaremos a confundir barulho com pensamento.

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GNR detém homem e recupera bens furtados em unidade hoteleira de Albufeira

3 June 2026 at 09:40

A Guarda Nacional Republicana deteve, este domingo, um homem suspeito de furto no interior de uma unidade hoteleira no concelho de Albufeira.

A detenção foi efetuada por militares do Subdestacamento Territorial de Albufeira, do Comando Territorial de Faro, na sequência de uma denúncia por furto num apartamento turístico.

De acordo com a GNR, os militares deslocaram-se de imediato ao local e localizaram o suspeito nas imediações, ainda na posse dos bens alegadamente furtados.

Bens furtados em Albufeira foram recuperados e entregues aos proprietários

No decorrer da ação, foi possível apurar que o suspeito terá entrado no interior da habitação através do arrombamento de uma janela.

Segundo a GNR, foram subtraídos diversos bens, entre os quais artigos pessoais, documentação, relógios e material informático, avaliados em cerca de 4.000 euros.

Da intervenção resultou a apreensão dos bens furtados, que foram recuperados e posteriormente entregues aos legítimos proprietários.

O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Portimão, tendo ficado sujeito à medida de coação de apresentações bissemanais na área de residência.

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Vem aí chuva e muito frio: mau tempo chega neste dia e estas serão as regiões mais ‘castigadas’

3 June 2026 at 09:30

O estado do tempo em Portugal continental volta a mudar de forma marcada já esta quinta-feira, 4 de junho, com uma descida generalizada das temperaturas e o regresso de maior nebulosidade e precipitação fraca em algumas regiões.

De acordo com o Luso Meteo, site especializado em previsão meteorológica, a alteração será particularmente sentida nas temperaturas máximas, que poderão cair até 6 a 8 graus em pontos do Interior. A sensação térmica deverá acompanhar essa tendência, num dia que foge ao padrão mais estável que tem marcado o início de junho.

A mudança será menos evidente no litoral, onde os valores já vinham sendo mais frescos nos últimos dias. Ainda assim, o céu deverá apresentar-se mais encoberto, sobretudo durante a manhã nas regiões Norte e Centro, onde não se exclui a ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco.

Céu mais fechado e vento a ganhar força

A evolução ao longo do dia aponta para uma gradual melhoria nas regiões a sul do rio Tejo, onde o sol deverá surgir com mais frequência durante a tarde. Já a Norte e Centro, o ambiente será mais húmido e com menos horas de céu limpo, evocando um cenário mais típico da primavera do que de pleno início de verão.

O vento será outro elemento em destaque. Inicialmente fraco, deverá intensificar-se ao longo da tarde, soprando de oeste ou noroeste com velocidades entre 10 e 20 km/h. Em zonas expostas, como o litoral e as terras altas, as rajadas poderão atingir valores entre 30 e 55 km/h, não se excluindo picos mais elevados em trechos da faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro.

Esta combinação de vento, nebulosidade e descida térmica poderá traduzir-se numa perceção de frio mais acentuada, sobretudo em áreas mais expostas.

Anticiclone condiciona o padrão atmosférico

A situação meteorológica está associada a um anticiclone com cerca de 1030 hPa, posicionado próximo do arquipélago dos Açores. Segundo a mesma fonte, a sua localização favorece um fluxo de norte em direção ao continente, contribuindo para a entrada de ar mais fresco e húmido.

Enquanto isso, nas ilhas, o cenário mantém-se distinto. Nos Açores, o tempo deverá permanecer estável, ainda que com níveis elevados de humidade e formação de nevoeiros em várias ilhas, especialmente em zonas montanhosas. As temperaturas deverão manter-se acima da média e não há previsão significativa de precipitação, embora possam ocorrer episódios isolados de chuva fraca.

Na Madeira, o padrão pouco se altera. O céu deverá, em geral, apresentar-se pouco nublado, com maior concentração de nuvens nas vertentes norte e áreas de relevo. O vento de nordeste deverá soprar com alguma intensidade, mas sem impacto relevante nas temperaturas, que continuam elevadas, sobretudo na região do Funchal.

Mar agitado e radiação elevada

No que diz respeito ao estado do mar, a costa ocidental deverá registar ondulação entre 2 e 3 metros, enquanto no Algarve o mar se mantém mais calmo. A temperatura da água varia entre 15 e 17 graus na costa oeste e cerca de 18 graus no sul.

Outro ponto de atenção será a radiação ultravioleta, que deverá atingir níveis muito elevados em todo o território, particularmente no continente e na Madeira. A exposição prolongada ao sol exigirá cuidados redobrados, apesar das nuvens em algumas regiões.

O cenário aponta assim para um dia de transição, com um regresso temporário a condições mais frescas e instáveis. Ainda assim, segundo o Luso Meteo, estas oscilações são típicas desta altura do ano, numa fase em que o verão ainda convive com sinais persistentes da primavera.

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Olhão sobe para 4 Estrelas como Município Amigo da Juventude

3 June 2026 at 09:14

O Município de Olhão voltou a ser distinguido como Município Amigo da Juventude, tendo alcançado este ano a classificação de 4 Estrelas, atribuída pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.

Além de renovar a distinção, o concelho registou uma melhoria na avaliação, passando de 3 para 4 Estrelas, resultado que representa um reconhecimento acrescido do trabalho desenvolvido pelo município na área da juventude.

O comprovativo da distinção foi recebido em Castro Daire pelo vereador da Juventude do Município de Olhão, Custódio Moreno, das mãos de Fernando Vieira, presidente da FNAJ.

O autarca afirmou que Olhão vai agora “trabalhar para na próxima edição chegar às 5 estrelas”.

Distinção reconhece políticas locais de juventude

Para Custódio Moreno, esta renovação e subida de classificação representam “o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município na promoção de políticas locais de juventude, reforçando o compromisso com a participação ativa dos jovens na vida da comunidade e com a criação de oportunidades que contribuam para o seu desenvolvimento pessoal, social e cívico”.

Criada em 2020 pela FNAJ, a Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude aproxima o movimento associativo juvenil e o poder local, promovendo políticas de juventude inovadoras, estruturadas e sustentáveis.

O projeto assenta na partilha de boas práticas, na definição de estratégias conjuntas e na criação de sinergias entre associações juvenis e municípios de todo o país.

A distinção atribuída a Olhão enquadra-se neste trabalho em rede, tendo por base o Plano Nacional de Políticas Locais de Juventude e o modelo de Diálogo Jovem de Base Local, que incentiva os municípios a desenvolverem medidas concretas de resposta às necessidades e aspirações das novas gerações.

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Faro dinamiza comércio local com “Sábados na Baixa”

3 June 2026 at 08:52

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e a ADCZHFARO – Associação de Desenvolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro promovem, durante o mês de junho, a iniciativa “Sábados na Baixa”.

Trata-se de um programa de atividades culturais, recreativas e comerciais destinado a dinamizar o comércio local e a reforçar a atratividade da Baixa e da Zona Histórica da cidade.

A iniciativa decorre nas manhãs de sábado, nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho, transformando as ruas do centro de Faro em espaços de convívio, animação e descoberta para residentes e visitantes.

Ao longo dos quatro sábados, o programa inclui concertos e animação musical, atividades para crianças, caricaturas ao vivo, mercado do colecionismo e várias ações de animação de rua. Está também prevista a realização do projeto MONTRA, que procura promover a criatividade e valorizar os espaços comerciais.

Programa pretende aproximar residentes, visitantes e comércio tradicional

Com esta iniciativa, as entidades organizadoras pretendem incentivar a visita ao comércio tradicional e criar uma experiência urbana mais dinâmica, acolhedora e participativa.

Os “Sábados na Baixa” são apresentados como uma oportunidade para redescobrir o centro da cidade, apoiar a economia local e desfrutar de momentos de lazer em família, num ambiente de proximidade e valorização da identidade farense.

A programação detalhada de cada sábado será divulgada através dos canais de comunicação da União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) e da ADCZHFARO.

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Lourenço Bartolomeu em destaque na jornada do Iberian em Portimão

3 June 2026 at 08:13

O jovem piloto de Vilamoura, Lourenço Bartolomeu, esteve no passado fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde participou na 2.ª jornada de velocidade do Iberian ao volante de um Seat Ibiza TDI.

O piloto Topyachts não marcou presença na sessão de treinos livres, mas entrou em pista na sexta-feira de manhã para os treinos cronometrados, registando o tempo de 2:32.906, que lhe valeu o 15.º lugar na grelha de partida.

Na primeira corrida, disputada na tarde do mesmo dia, Lourenço Bartolomeu realizou uma boa partida e terminou na 11.ª posição da classificação geral. A sua volta mais rápida foi completada em 2:32.419, à média de 101,24 km/h.

Piloto algarvio termina fim de semana com corrida sem erros

No domingo, na segunda corrida da jornada algarvia, o piloto voltou a entrar bem em prova e realizou uma prestação consistente, sem erros, cortando a meta no 13.º lugar da classificação geral.

Nesta segunda corrida, Lourenço Bartolomeu registou a melhor volta ao traçado algarvio em 2:32.085, à média de 106,37 km/h, confirmando a evolução ao longo do fim de semana.

No balanço final da participação em Portimão, o piloto mostrou-se satisfeito com o desempenho alcançado e destacou a adaptação progressiva ao carro.

“Correu bem, mais adaptado ao carro, ir ao pódio é sempre estimulante, mas há que continuar a evoluir, para tentar fazer mais e melhor, e agora é focar na corrida de Vila Real, outro desafio”, concluiu Lourenço Bartolomeu.

Com este resultado, o jovem piloto algarvio prossegue o seu percurso competitivo, centrado na evolução e na preparação para os próximos desafios da temporada.

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Concessionários do Algarve contestam esclarecimento da APA sobre chapéus-de-sol

3 June 2026 at 07:58

A Associação dos Concessionários da Orla Marítima do Algarve (AISCOMA) contestou esta terça-feira o esclarecimento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), segundo o qual os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia. A associação defende que essa possibilidade “pode pôr em causa a segurança”.

“O que não está certo, no nosso entendimento, é a população em geral colocar os guarda-sóis em frente das concessões […], porque é uma área que deve estar livre, é uma área que os nadadores-salvadores, se houver uma situação qualquer, […] deve estar livre para poderem atuar em devidas condições e não pôr ninguém em perigo”, afirmou o presidente da AISCOMA, Artur Simão, em declarações à agência Lusa.

Em causa está o esclarecimento técnico da APA sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares. A entidade informou que os banhistas podem instalar chapéus-de-sol em frente às concessões, zonas de uso privado que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

No esclarecimento técnico divulgado esta terça-feira, a APA reforçou que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”.

Concessionários alertam para riscos na frente de praia

Em representação dos concessionários da Orla Marítima do Algarve, Artur Simão disse que “está tudo certo” quanto ao que está definido em relação aos apoios balneários, mas manifestou preocupações relativas à permissão de colocação de chapéus-de-sol em frente às concessões de praia.

“Achamos que não está certo, porque nunca foi assim, e penso que é muito popular, é muito popular dizer que ‘sim senhor, que as pessoas podem pôr os guarda-sóis à frente das concessões’, mas depois, na prática, pode trazer alguns aborrecimentos e pode pôr em causa a segurança das pessoas”, declarou.

Por outro lado, o presidente da AISCOMA realçou que há praias que este ano estão “desassoreadas”, inclusive no Algarve, e o que acontece é que as pessoas, “muitas vezes”, colocam os chapéus na areia molhada e, se vier um vento forte, podem ferir os outros banhistas.

Artur Simão defendeu que em toda a zona à frente das praias “as pessoas devem circular livremente”, sublinhando que os nadadores-salvadores também precisam de espaço para atuarem, inclusive com motas de água: “É preciso tudo estar livre, toda a frente da praia, para que circulem e que não esteja em causa a segurança das pessoas.”

“Sabemos que o espaço é público, mas o que é certo é que toda a frente da praia deve estar livre. Deve estar livre para que haja circulação, quer de pessoas que andem a pé e que não estão para estar sentadas, quer para os nadadores-salvadores circularem ali livremente e que não estejam a passar por cima de guarda-sóis e, numa situação qualquer de emergência, que ponha tudo em perigo e tudo em causa”, reforçou.

APA defende equilíbrio entre uso privado e acesso público

Indicando que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida, a APA sublinhou que essas áreas estão sujeitas aos limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças, consoante as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia nem 50% da frente de praia”.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”.

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Flávio Pello conquista ouro no Open de Juvenis e Cadetes de Palmela

3 June 2026 at 07:35

O judoca Flávio Pello, atleta do Judo Clube de Lagos, conquistou o 1.º lugar na categoria Cadetes -66 kg no Open de Juvenis e Cadetes de Palmela / Pinhal Novo, competição realizada no passado sábado, 30 de maio, no âmbito do 30.º Torneio de Judo do Concelho de Palmela.

O atleta algarvio destacou-se entre os participantes da sua categoria, demonstrando qualidade técnica, determinação e espírito competitivo ao longo da prova, desempenho que lhe garantiu a medalha de ouro e o lugar mais alto do pódio.

Resultado reforça aposta do clube na formação

A conquista representa mais um resultado de relevo para o Judo Clube de Lagos e reflete o trabalho desenvolvido pelo clube na formação dos seus atletas, bem como a aposta contínua na competição federada.

O resultado de Flávio Pello é também motivo de orgulho para o clube, para a cidade de Lagos e para a comunidade desportiva algarvia, reforçando a presença da região nos escalões de formação do judo nacional.

O torneio reuniu jovens judocas de vários clubes do país, constituindo uma importante oportunidade competitiva para os escalões de juvenis e cadetes.

Com esta vitória, Flávio Pello reforça o seu percurso desportivo e afirma-se como uma das promessas do judo algarvio na categoria de cadetes.

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Vida e obra do investigador de provérbios Gyula Paczolay recordadas em cerimónia na Hungria

3 June 2026 at 07:14

A Biblioteca Universitária e o Centro de Conhecimento da Universidade de Pannonia, em Veszprém, na Hungria, acolheram uma cerimónia especial, durante a qual foi inaugurada uma placa comemorativa em homenagem ao professor Gyula Paczolay, falecido a 26 de maio de 2025.

O engenheiro químico e investigador de provérbios de renome internacional – que foi aluno do primeiro ano da Universidade da Indústria Química de Veszprém, fundada em 1949, e mais tarde professor – deixou à instituição um legado inigualável de livros, composto por vários milhares de volumes.

“Hoje lembramos um homem cuja mente brilhante uniu dois pontos aparentemente distantes do conhecimento humano: a precisão da ciência exata e a riqueza da tradição oral”, começou por
dizer o professor Rui Soares em sua homenagem.

O presidente da Associação Internacional de Paremiologia (AIP-IAP), com sede em Tavira, Portugal, afirmou: “Gyula Paczolay era um homem de visão ampla. Como engenheiro químico e cientista, compreendia as leis que regem a matéria, mas na paremiologia, no estudo dos provérbios, revelou ao mundo sua profunda sensibilidade para com a alma humana. Ele sabia que os elementos químicos estão interligados e que as culturas também se cruzam em verdades universais que as pessoas transmitem de geração em geração”.

Há um provérbio que diz: “A ciência é uma árvore que dá frutos eternos”. Gyula plantou e cuidou dessa árvore”, concluiu.

O reitor, Dr. János Abonyi, partilhou com a plateia uma memória pessoal dos seus tempos de estudante. “Quando éramos estudantes, frequentemente o víamos trabalhando na biblioteca. E o que víamos? Montanhas de livros. Ficheiros, anotações manuscritas, pequenos pedaços de papel recortados, organizados, colados, corrigidos e reorganizados. Víamos paciência. Víamos disciplina. Profunda concentração. Mas devo dizer honestamente: naquela época, não entendíamos completamente o que víamos”.

“O Dr. Paczolay era professor associado de físico-química e, além da carreira académica, dedicou a sua vida aos provérbios. O que é particularmente notável é que grande parte desse trabalho começou como o que ele próprio chamava de hobby – sem apoio institucional real, mas com enorme empenho pessoal”, enalteceu.

Segundo o reitor, para o professor Paczolay, os provérbios eram uma ponte entre línguas, culturas e pessoas.

Na cerimónia, a Dr.ª Katalin Urbán, diretora-geral da Biblioteca Universitária e Centro de Conhecimento da Universidade de Pannonia, relembrou a vida extremamente rica do professor Gyula Paczolay e, após a inauguração da placa comemorativa, os convidados puderam ver a pequena coleção de livros reunida a partir de seu legado.

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Vêm aí dias frescos: frio surpreende em junho e esta será a região mais afetada

3 June 2026 at 06:00

O mês de junho costuma trazer a ideia de dias mais longos, calor progressivo e roupa leve já fora do armário. Mas esta semana deverá contrariar essa expectativa em parte do território continental, com uma descida das temperaturas que pode deixar algumas cidades com valores pouco habituais para esta altura do ano.

De acordo com a Meteored, a aproximação de massas de ar mais frio deverá tornar os próximos dias mais contidos do ponto de vista térmico. A mudança não será uniforme em todo o país, mas há uma região que deverá sentir o arrefecimento de forma mais evidente entre quinta e sexta-feira.

A semana ainda terá uma pequena pausa

Esta terça-feira deverá apresentar temperaturas máximas entre os 18 graus em Viana do Castelo e os 25 graus em Bragança. Na quarta-feira, os termómetros ainda deverão subir ligeiramente, com valores entre os 18 graus em Viana do Castelo e os 26 graus em Bragança. Em alguns pontos do Vale do Douro, segundo a Meteored, as temperaturas poderão mesmo aproximar-se dos 30 graus. Essa subida, contudo, deverá ser temporária.

A partir de quinta-feira, o cenário muda novamente. A chegada de uma massa de ar frio mais intensa deverá provocar uma descida mais acentuada das temperaturas, com anomalias térmicas negativas a abrangerem sobretudo o Norte e parte do Centro.

A região mais afetada será o Norte

É no Norte que a descida deverá fazer-se sentir com maior expressão. Entre quinta e sexta-feira, várias cidades poderão registar valores abaixo dos 20 graus pelas 12h00, incluindo capitais de distrito. Na quinta-feira, Viana do Castelo deverá rondar os 17 graus ao meio-dia. Braga, Porto, Vila Real e Bragança poderão ficar nos 19 graus à mesma hora, de acordo com as previsões divulgadas pela Meteored.

Estes valores não representam frio intenso, mas destoam do que muitos esperam no início de junho, sobretudo nas horas centrais do dia. A sensação poderá ser mais evidente junto ao litoral, em zonas expostas ao vento e nas áreas de maior altitude.

Sexta-feira mantém o ambiente fresco

Na sexta-feira, o cenário deverá manter-se semelhante. Viana do Castelo poderá descer para os 16 graus pelas 12h00, enquanto Braga, Porto e Vila Real deverão manter-se nos 19 graus. Bragança deverá rondar os 20 graus.

A descida, ainda assim, não deverá prolongar-se durante muitos dias. A partir de domingo, a Meteored prevê uma recuperação gradual das temperaturas, com os termómetros a subirem de forma progressiva. A semana ficará, por isso, marcada por uma oscilação clara: primeiro uma descida associada à entrada de ar mais frio, depois uma recuperação que poderá devolver valores mais próximos do verão.

Calor pode regressar poucos dias depois

Segundo a atualização mais recente dos modelos analisados pela Meteored, baseados no ECMWF, a subida poderá tornar-se mais significativa na quarta-feira, dia 10 de junho. Nessa altura, as temperaturas máximas poderão situar-se entre os 30 e os 34 graus em boa parte de Portugal continental. As exceções deverão ser as zonas costeiras e as áreas de maior altitude no Norte e no Centro, onde o ambiente poderá continuar mais moderado.

Até lá, os próximos dias deverão trazer uma pausa no calor em algumas zonas do país. O episódio será passageiro, mas suficiente para lembrar que junho também pode começar com manhãs e horas centrais mais frescas do que o esperado.

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A via da direita está livre, mas pode mesmo passar pela direita os carros da esquerda? Veja o que diz o Código da Estrada

2 June 2026 at 20:20

Circular pela via da direita a uma velocidade superior à dos veículos que seguem nas vias à esquerda é uma situação frequente nas autoestradas portuguesas, sobretudo quando há condutores a ocupar indevidamente a via do meio ou a via da esquerda. Mas, apesar de parecer apenas uma continuação normal da marcha, esta situação pode ser considerada uma ultrapassagem pela direita.

A dúvida é simples: se a via da direita está livre e os carros à esquerda seguem mais devagar, pode continuar a circular sem mudar de via? A resposta exige algum cuidado, porque o Código da Estrada distingue a obrigação de circular pela direita da proibição de ultrapassar pela direita.

A regra geral está no Código da Estrada

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, citada pelo Polígrafo, a regra geral é clara: a ultrapassagem deve ser feita pela esquerda. Isto corresponde ao artigo 36.º do Código da Estrada, que determina que a ultrapassagem deve efetuar-se pela esquerda.

Em autoestradas e vias reservadas a automóveis e motociclos, o procedimento correto passa por mudar para a via da esquerda, ultrapassar em segurança e regressar depois à via mais à direita, desde que existam condições para o fazer sem perigo.

Quando um condutor segue pela via da direita e passa por veículos que circulam mais devagar nas vias à esquerda, essa conduta pode ser enquadrada como ultrapassagem pela direita. Nestes casos, a infração pode ser punida com uma coima entre 250 e 1250 euros.

Circular à direita não significa poder ultrapassar por ali

A confusão nasce porque o Código da Estrada também determina que os veículos devem circular pela via mais à direita. De acordo com a Pplware, que recorda essa regra numa análise à circulação nas autoestradas, a utilização da via do meio ou da esquerda sem necessidade continua a ser um comportamento irregular. O artigo 13.º do Código da Estrada prevê que, quando existam duas ou mais vias de trânsito no mesmo sentido, a circulação deve fazer-se pela via mais à direita, podendo usar-se outra via se não houver lugar naquela, para ultrapassar ou para mudar de direção.

Ou seja, um condutor que permanece no meio ou à esquerda quando a via da direita está livre pode estar a circular de forma incorreta. Ainda assim, isso não autoriza automaticamente outro condutor a passar pela direita como se estivesse a fazer uma ultrapassagem permitida. Na prática, há duas regras a funcionar ao mesmo tempo. Deve circular-se pela direita sempre que possível, mas a ultrapassagem, quando existe, deve ser feita pela esquerda.

O caso mais comum nas autoestradas

Imagine que segue na via da direita, dentro do limite de velocidade, e encontra vários veículos a circular mais lentamente na via central. Se continuar a sua marcha e os passar pela direita, a situação pode ser interpretada como uma ultrapassagem pela direita. É precisamente esta a zona cinzenta que levanta mais dúvidas entre os condutores. Muitos entendem que não estão a mudar de via nem a fazer uma manobra ativa de ultrapassagem, apenas a manter a velocidade na via onde já circulavam.

Contudo, segundo o entendimento transmitido pela ANSR ao Polígrafo, o facto de circular na via da direita mais depressa do que os veículos que seguem à esquerda é, em regra, proibido em autoestradas e vias rápidas, salvo nos casos expressamente previstos como exceção.

Há exceções previstas na lei

Apesar da proibição geral, o Código da Estrada prevê situações em que circular mais depressa pela direita não é tratado como ultrapassagem proibida. Uma delas ocorre dentro das localidades, onde os condutores podem utilizar a via mais conveniente em função do destino. Outra aplica-se às rotundas, onde existem regras próprias de circulação e uma fila pode avançar mais depressa do que outra sem que isso corresponda, por si só, a uma ultrapassagem ilegal.

Há ainda uma exceção importante em situações de trânsito intenso. Quando os veículos ocupam toda a largura disponível da faixa de rodagem e a velocidade de cada condutor depende da marcha dos veículos que seguem à sua frente, não se considera existir ultrapassagem em sentido legal.

O Código da Estrada também prevê outros casos específicos em que a ultrapassagem se faz ou pode fazer pela direita, nomeadamente quando o veículo ou animal a ultrapassar assinala a intenção de mudar de direção à esquerda ou, numa via de sentido único, parar ou estacionar à esquerda, desde que tenha deixado livre a parte mais à direita da faixa de rodagem.

O trânsito intenso muda a leitura da situação

Esta exceção é particularmente relevante em filas ou em circulação congestionada. Se todas as vias estão ocupadas e cada fila avança a ritmos diferentes, pode acontecer que a via da direita avance mais depressa do que a via da esquerda. Nesses casos, não se está perante uma ultrapassagem pela direita no sentido habitual, porque os veículos não circulam livremente nem escolhem a velocidade de forma autónoma. Estão condicionados pelo trânsito que segue à frente.

A diferença está no contexto. Uma coisa é circular em trânsito compacto, com todas as vias ocupadas. Outra é circular numa autoestrada livre e passar pela direita veículos que seguem mais devagar à esquerda.

A multa pode ser pesada

Quando a manobra é considerada ultrapassagem pela direita, a coima prevista situa-se entre 250 e 1250 euros. Além do valor da multa, trata-se de uma infração que pode aumentar o risco de acidente, sobretudo porque muitos condutores não esperam ser ultrapassados pelo lado direito.

O desrespeito das regras de ultrapassagem, mudança de via ou posição de marcha pode ainda ser considerado contraordenação grave. Quando praticado em autoestradas ou vias equiparadas, o enquadramento pode ser mais severo. A situação torna-se ainda mais perigosa quando o veículo que circula à esquerda decide regressar à via da direita no mesmo momento em que outro automóvel passa por esse lado.

Por isso, mesmo perante condutores que circulam mal posicionados na via do meio ou da esquerda, a solução legal e mais segura passa por manter a prudência, sinalizar a intenção, ultrapassar pela esquerda e regressar à direita depois da manobra.

A resposta curta para os condutores

Sim, em regra, é proibido circular pela direita mais depressa do que os carros que seguem à esquerda quando essa situação equivale a uma ultrapassagem pela direita. A exceção aplica-se a contextos específicos, como trânsito intenso, circulação dentro de localidades, determinadas situações em rotundas ou os casos expressamente previstos no Código da Estrada. A via da direita estar livre não basta, por si só, para tornar a manobra legal. O Código da Estrada obriga a circular pela direita, mas continua a reservar a ultrapassagem para a esquerda, salvo exceções.

No fundo, a regra pode parecer contraditória, mas não é: deve usar a via mais à direita para circular, mas, se precisar de passar um veículo que segue mais devagar, deve fazê-lo pela esquerda, exceto nos casos previstos na lei.

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APA esclarece que banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões

2 June 2026 at 19:10

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol nas zonas em frente às concessões de praia, desde que sejam respeitados os limites definidos para a ocupação concessionada, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, esclareceu a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa nota técnica hoje divulgada.

No documento, a APA recorda que “Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”, no âmbito de um esclarecimento sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares.

A entidade explica que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida sempre que exista uma licença válida, sublinhando, no entanto, que essas zonas ficam sujeitas aos limites, condições e obrigações definidos nos respetivos títulos, tendo em conta as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades competentes.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor fixam limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

Áreas concessionadas devem estar devidamente identificadas

A definição das áreas afetas às utilizações privativas do domínio público marítimo considera, entre outras, “as condições morfológicas da praia, atendendo ao parecer da APA e ponderando as recomendações da Autoridade Marítima Nacional”, realça, explicando que a ocupação privativa do domínio hídrico depende de título válido e apenas produz efeitos dentro dos limites nele definidos.

“As áreas tituladas encontram-se sujeitas ao respetivo regime de utilização privativa. As áreas não tituladas mantêm-se afetas ao uso público balnear, sem prejuízo das limitações regulamentares e das regras de segurança balnear. A sinalética a utilizar deve identificar as diferentes áreas”, adianta.

No âmbito do esclarecimento, que pretende “contribuir para uma melhor compreensão do enquadramento legal aplicável”, a APA refere que cabe aos concessionários a utilização das áreas licenciadas e “os limites dessas áreas devem estar devidamente identificados no local, de forma clara e visível para os utentes, através de sinalética adequada”.

APA destaca papel dos concessionários no apoio aos banhistas

A APA destaca ainda “o importante papel dos concessionários na prestação dos apoios à praia previstos nas respetivas licenças, através da disponibilização e manutenção de equipamentos e serviços de apoio aos utentes”, nomeadamente apoios de praia, instalações sanitárias, balneários e vigilância balnear assegurada por nadadores-salvadores.

Ainda de acordo com esta entidade pública responsável pela implementação das políticas de ambiente, a fruição pública das praias é assegurada pelas diversas entidades competentes, designadamente a APA, municípios e Autoridade Marítima Nacional, “garantindo o equilíbrio entre a atividade concessionada, a segurança balnear e o direito de acesso e utilização do domínio público marítimo por todos os cidadãos”.

A APA salienta que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) foi consultada sobre este esclarecimento técnico e considerou que se trata de “um documento equilibrado, que reflete o enquadramento legal vigente e as realidades de diferentes praias e respetivas concessões”, tendo também a Autoridade Marítima Nacional (AMN) se pronunciado “favoravelmente”.

Presidente da APA classificou restrição como “abuso”

Na semana passada, o presidente da APA disse que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana seria divulgado uma nota de esclarecimento.

“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.

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Espanhóis apontam para este recanto natural do Algarve que acaba de entrar na lista da UNESCO

2 June 2026 at 19:00

A imprensa espanhola está a destacar um recanto natural do Algarve que acaba de entrar na lista da UNESCO. Trata-se do Geoparque Algarvensis, recentemente reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO e localizado numa das regiões mais turísticas de Portugal, embora longe da imagem habitual de praias, falésias e águas cristalinas.

De acordo com o jornal diário espanhol 20minutos, o novo geoparque fica muito perto de Espanha e revela um Algarve menos conhecido, marcado por paisagens interiores, formações geológicas antigas, biodiversidade e vestígios de um passado com centenas de milhões de anos.

Um Algarve diferente daquele que costuma aparecer nos roteiros

O Geoparque Algarvensis abrange território dos concelhos de Loulé, Silves e Albufeira. Apesar de incluir municípios fortemente associados ao turismo balnear, o seu valor principal está no interior algarvio, onde a paisagem se afasta da imagem mais clássica da região.

Segundo informação divulgada pela Universidade do Algarve, o território reconhecido pela UNESCO tem 2.427 quilómetros quadrados, incluindo uma componente marinha superior a 840 quilómetros quadrados. A mesma entidade refere que o geoparque se distingue por um património geológico com mais de 300 milhões de anos.

A entrada do Algarvensis na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO coloca este território entre os espaços internacionais classificados pelo seu valor geológico, natural, educativo e cultural.

O recanto algarvio que chamou a atenção em Espanha

O jornal espanhol 20minutos descreve o Algarvensis como um dos novos geoparques incorporados pela UNESCO e sublinha a sua proximidade à fronteira com Espanha. A publicação destaca ainda o contraste entre este território e a imagem mais turística do Algarve.

Neste geoparque, o protagonismo não pertence aos areais junto ao Atlântico, mas às zonas serranas e de barrocal, aos fósseis, às rochas antigas e às paisagens que mostram outra leitura da região.

Entre os aspetos referidos pelo 20minutos está a dimensão do património geológico, com formações e vestígios que ajudam a contar uma história natural muito anterior à presença humana.

Fósseis, rochas antigas e paisagens de interior

O Algarvensis é apresentado como um território com elevado interesse científico e natural. Entre os seus elementos mais relevantes estão os fósseis de dinossauros, que integram um património geológico com centenas de milhões de anos.

A biodiversidade é outro dos pontos fortes deste território. Flora, fauna, formações rochosas e paisagens rurais cruzam-se num espaço que pretende valorizar o interior algarvio sem desligá-lo da sua identidade local.

Esta dimensão torna o geoparque atrativo não apenas para investigadores ou especialistas, mas também para visitantes interessados em natureza, percursos pedestres, aldeias, património rural e gastronomia.

Rocha da Pena e grés de Silves entre os destaques

Entre os locais referidos pelo 20minutos está a Rocha da Pena, uma das formações naturais mais conhecidas do barrocal algarvio. Com cerca de 480 metros de altitude, é uma referência para caminhadas, observação da paisagem e contacto com a biodiversidade da região.

Outro destaque é o grés de Silves, uma rocha de tom avermelhado que marca a paisagem e parte da arquitetura local. A sua presença é particularmente visível em alguns dos elementos patrimoniais mais conhecidos da cidade, incluindo o castelo.

Estes elementos ajudam a explicar por que motivo o Algarvensis entrou na rede da UNESCO. O território funciona como um arquivo natural, onde diferentes períodos da história da Terra permanecem inscritos na paisagem.

Portugal passa a contar com sete geoparques

Com o reconhecimento do Algarvensis, Portugal passa a contar com sete Geoparques Mundiais da UNESCO. O novo território junta-se a Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Estrela e Oeste.

A classificação reforça a presença portuguesa numa rede internacional que procura proteger e valorizar territórios com património geológico relevante, promovendo ao mesmo tempo educação, ciência, turismo sustentável e desenvolvimento local.

No caso do Algarve, o selo da UNESCO acrescenta uma nova camada à imagem da região, habitualmente associada ao sol e mar, mas também marcada por uma história natural muito mais antiga e diversa.

Um novo motivo para olhar para o interior algarvio

O destaque dado pela imprensa espanhola mostra que o Algarvensis pode atrair novos públicos, sobretudo pela proximidade ao país vizinho e pela diferença face aos roteiros turísticos mais previsíveis. Para os visitantes, o geoparque oferece uma forma distinta de conhecer o Algarve. Em vez da praia, propõe serras, barrocal, aldeias, formações geológicas, fósseis e tradições locais. No fundo, este recanto natural do Algarve agora reconhecido pela UNESCO mostra que a região ainda tem muito para revelar, mesmo a quem pensa conhecê-la bem.

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Requalificação do Centro de Saúde de Monte Gordo representa investimento de 213 mil euros

2 June 2026 at 18:41

O Centro de Saúde de Monte Gordo conta agora com melhores condições de funcionamento, após a conclusão da obra de ampliação e requalificação inaugurada esta terça-feira. A intervenção permitiu aumentar a capacidade de resposta da unidade e melhorar o atendimento prestado aos utentes.

A cerimónia contou com a presença do Executivo Municipal, do coordenador da USF Levante, Ricardo Cordeiro, do presidente da Junta de Freguesia de Monte Gordo, da delegada de saúde do ACES Algarve III – Sotavento, Halyna Karuna, de representantes da equipa de enfermagem e do secretariado clínico da USF Levante, bem como de várias entidades civis, militares, religiosas e associativas do concelho.

Unidade passa a ter mais gabinetes médicos e de enfermagem

A obra permitiu aumentar de dois para quatro o número de gabinetes médicos e de dois para três os gabinetes de enfermagem, reforçando os meios disponíveis para a prestação de cuidados de saúde primários.

A intervenção incluiu ainda a instalação de um novo sistema de climatização e a requalificação das áreas comuns, tornando o edifício mais funcional, confortável e adequado às necessidades dos utentes e dos profissionais de saúde.

Segundo o Município de Vila Real de Santo António, a ampliação teve como principal objetivo “adequar a unidade às atuais exigências da prestação de cuidados de saúde primários”, criando melhores condições de funcionamento e preparando o centro de saúde para responder de forma mais eficaz às necessidades da população.

Investimento reforça cuidados de proximidade e formação

A requalificação permite também reforçar a vertente formativa da unidade, que passa a dispor de maior capacidade para acolher internos de Medicina Geral e Familiar, bem como alunos de Enfermagem.

Com um investimento global de 213 mil euros, dos quais 191,8 mil euros foram financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a obra representa um reforço da rede de cuidados de saúde primários no concelho.

De acordo com a autarquia, a concretização desta intervenção resulta da articulação entre as entidades envolvidas e do compromisso de “continuar a investir na melhoria dos cuidados de saúde de proximidade”, dotando o Centro de Saúde de Monte Gordo de melhores condições para responder às necessidades atuais e futuras da população.

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XI Triatlo de Altura marcou arranque das comemorações dos 50 anos do Leões do Sul

2 June 2026 at 18:20

Os atletas do Grupo Desportivo Recreativo e Cultural Leões do Sul Futebol Clube estiveram em evidência no XI Triatlo de Altura, competição que decorreu no passado dia 31 de maio e que voltou a coroar os Campeões Regionais de Triatlo do Algarve e Baixo Alentejo nos escalões de Grupos de Idade.

A prova teve partida na Praia da Alagoa e meta na zona de lazer de Altura, reunindo atletas de vários clubes da região numa jornada marcada pelo espírito competitivo e pela promoção da modalidade.

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Apesar das temperaturas elevadas registadas durante a competição, João Chagas e Sofia Rocha, do Lusitano Frusoal, conquistaram as vitórias absolutas masculina e feminina, respetivamente.

Atletas do clube alcançam resultados positivos

O Leões do Sul FC esteve representado por Francisca Rocha e Miguel Teixeira, que competiram no escalão de Grupos de Idade 20-24 anos, e Luís Rocha, que competiu no escalão GI 50-54.

Francisca Rocha terminou a prova na terceira posição do seu escalão e alcançou o 24.º lugar da classificação geral feminina.

Já Miguel Teixeira e Luís Rocha classificaram-se em quinto e oitavo lugares do respetivo escalão, terminando a competição nas posições 41.ª e 59.ª da classificação geral masculina.

A prova incluiu ainda competições individuais, estafetas e uma Prova Aberta destinada a atletas federados e não federados, registando uma forte participação de clubes e praticantes da modalidade.

Clube assinala ano do cinquentenário com quatro eventos desportivos

O XI Triatlo de Altura integrou o Campeonato Regional de Duatlo e Triatlo do Algarve e Baixo Alentejo e resultou de uma organização conjunta do Leões do Sul FC, Município de Castro Marim e Junta de Freguesia de Altura, com supervisão técnica da Federação de Triatlo de Portugal.

Durante a competição estiveram presentes vários representantes autárquicos, entre os quais a presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, o vice-presidente João Pereira, o vereador Jorge Martins, o presidente da Assembleia Municipal, João Fernandes, e elementos do executivo da Junta de Freguesia de Altura.

Segundo o clube, esta foi a primeira de quatro provas desportivas previstas para 2026, ano em que o Leões do Sul FC assinala o seu 50.º aniversário, reforçando a aposta na dinamização desportiva da região.

Para conhecer os resultados basta clicar aqui.

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Esta região portuguesa com 300 dias de sol por ano é destino de eleição para reformados americanos pela ‘incrível’ qualidade de vida

2 June 2026 at 18:00

O Algarve é apontado pela International Citizens Insurance (ICI), plataforma especializada em seguros internacionais de saúde e informação para expatriados, como uma das regiões mais populares de Portugal para viver a reforma, sobretudo entre estrangeiros que procuram sol, praia, segurança, serviços e uma comunidade internacional já instalada. Para os americanos que ponderam deixar os Estados Unidos nesta fase da vida, o sul de Portugal surge como uma opção forte pela combinação entre qualidade de vida, clima ameno e acesso a cuidados de saúde.

Este interesse não surge por acaso. A Global Citizen Solutions, empresa internacional especializada em mobilidade global, residência e cidadania por investimento, colocou Portugal no topo da lista mundial para a reforma, avaliando 44 programas de vistos ligados a rendimentos passivos e reforma, com critérios como qualidade de vida, economia, mobilidade, impostos, segurança e integração.

Para os norte-americanos, a escolha de Portugal passa também por questões práticas. Guias especializados para cidadãos dos EUA referem que muitos reformados olham para o país por causa do visto D7, associado a rendimentos passivos, da possibilidade de viver em cidades seguras e da diferença de custos face a várias zonas dos Estados Unidos.

Algarve é destaque entre destinos para viver a reforma

Segundo a ICI, o Algarve é uma das regiões portuguesas mais procuradas por reformados estrangeiros e conta com uma presença significativa de residentes internacionais.

A plataforma destaca localidades como Faro, Lagos, Albufeira e Tavira, onde a existência de comunidades expatriadas e o uso frequente do inglês podem facilitar a adaptação de quem chega de fora.

Para muitos reformados americanos, esta facilidade de integração pesa na decisão. Viver num destino onde já existem comunidades estrangeiras, serviços adaptados a residentes internacionais e ligações aéreas através de Faro pode tornar a mudança menos complexa, especialmente para quem procura manter contacto regular com família e amigos noutros países.

Clima do Algarve pesa na escolha da reforma

Um dos principais atrativos do Algarve é o clima. O portal oficial de turismo gerido pelo Turismo de Portugal, descreve a região como um destino de clima ameno, com cerca de 300 dias de sol por ano, clima suave ao longo do ano, mar claro e praias que convidam ao descanso, fatores que ajudam a explicar a atenção dada ao destino por quem procura viver a reforma junto ao Atlântico.

Para reformados que vêm de zonas dos EUA com invernos rigorosos ou custos elevados em destinos costeiros, esta combinação de sol, mar e temperaturas mais agradáveis pode ser decisiva.

Praia, golfe e vida ao ar livre

A mesma plataforma destaca ainda a oferta de lazer do Algarve, incluindo praias, campos de golfe, gastronomia, vinhos locais e atividades ao ar livre. Para quem quer viver a reforma de forma ativa, a região permite uma rotina marcada por caminhadas, refeições junto ao mar, desporto e convívio com outras comunidades estrangeiras.

Este estilo de vida é um dos motivos pelos quais o Algarve se distingue de outras regiões portuguesas. Em vez de uma reforma centrada apenas no descanso, muitos americanos encontram no sul do país uma rotina com praia, cultura local, mercados, restauração, natureza e atividades sociais, sem a dimensão urbana de Lisboa ou Porto.

Aeroporto de Faro facilita a vida de quem vive a reforma no Algarve

Faro é um ponto importante nesta escolha, por ser a capital da região e contar com aeroporto internacional. A ICI sublinha que esta ligação facilita deslocações para outros países europeus e visitas de familiares ou amigos, um aspeto relevante para reformados estrangeiros que não querem sentir-se isolados depois da mudança.

Além de Faro, zonas como Lagos, Tavira e Albufeira oferecem perfis diferentes para a reforma. Lagos pode atrair quem procura costa, história e vida internacional; Tavira tende a ser associada a um ritmo mais calmo e tradicional; Albufeira é mais turística e movimentada; e Faro pode ser prática para quem valoriza serviços, transportes e proximidade ao aeroporto.

Saúde é um fator importante

A questão da saúde é central para qualquer reformado que pense em viver no Algarve. O portal oficial ePortugal explica que qualquer estrangeiro legalmente residente em Portugal pode obter um número de utente do Serviço Nacional de Saúde, o que permite acesso a assistência médica nas unidades públicas do SNS.

Ainda assim, a ICI lembra que muitos reformados estrangeiros optam por seguros de saúde privados para terem acesso mais rápido a especialistas, hospitais privados e cobertura internacional.

Para americanos habituados a planear cuidadosamente custos médicos, este é um ponto essencial antes de escolher o Algarve como destino de reforma.

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Faro beneficia de iniciativas de promoção da saúde desenvolvidas por futuros enfermeiros

2 June 2026 at 17:45

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) está a receber estudantes da Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve, no âmbito do protocolo de colaboração estabelecido com a Escola Superior de Saúde da UAlg.

A iniciativa decorre em contexto de ensino clínico comunitário e tem como principal objetivo aproximar os futuros profissionais de saúde da realidade das populações, permitindo-lhes conhecer de perto os desafios dos territórios, as necessidades das comunidades e a importância da promoção da saúde fora do ambiente hospitalar.

Ao todo, participam neste projeto dois grupos de sete estudantes, cada um com uma permanência de três semanas.

O primeiro grupo iniciou o estágio a 18 de maio e permanecerá na comunidade até ao dia 7 de junho, desenvolvendo atividades de observação, planeamento e intervenção comunitária, sempre com acompanhamento docente e em articulação com a União das Freguesias.

Atividades promovem bem-estar e envelhecimento ativo

No passado dia 29 de maio realizou-se a iniciativa “Mexa-se com Segurança!”, uma sessão dedicada à ginástica sénior, ao movimento e à prática de exercícios adaptados.

A atividade teve como objetivo promover o equilíbrio, a mobilidade, a força e a autonomia da população sénior, proporcionando momentos de convívio e partilha entre estudantes, participantes e parceiros locais.

Segundo a União das Freguesias, estas ações demonstram a importância do trabalho de proximidade junto da comunidade, permitindo “aprender com as pessoas, escutar as suas experiências, valorizar os seus saberes e transformar esse contacto em ações concretas de promoção da saúde e bem-estar”.

Ilha da Culatra recebe ação sobre cuidados de saúde no verão

A próxima atividade está agendada para o dia 3 de junho, às 14:00, na Unidade Local de Proteção Civil da Ilha da Culatra.

Sob o tema “Verão com Saúde na Culatra”, a iniciativa será dedicada à hidratação, proteção solar e prevenção da insolação, recorrendo à partilha de histórias, mitos e verdades sobre os cuidados de saúde durante os meses mais quentes.

A União das Freguesias agradece o empenho dos estudantes e docentes envolvidos no projeto, bem como o contributo dos parceiros e participantes que tornam possível esta ligação entre ensino superior e comunidade.

A partir de 8 de junho, um segundo grupo de estudantes dará continuidade ao trabalho desenvolvido, prosseguindo o percurso de aprendizagem em contexto comunitário durante mais três semanas.

A autarquia considera que “cuidar da comunidade também é formar profissionais mais atentos, humanos e preparados para responder às necessidades reais das pessoas” e sublinha que “Juntos, continuamos a construir uma comunidade mais próxima, mais participativa e mais saudável”.

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“Jóias maiores da região”: Algarve tem duas igrejas candidatas às 7 Maravilhas de Portugal e ficam na mesma cidade

2 June 2026 at 17:30

O Algarve tem duas igrejas candidatas às Novas 7 Maravilhas de Portugal e ambas ficam em Tavira. A Igreja da Misericórdia e a Igreja de Santa Maria do Castelo, dois dos mais relevantes monumentos religiosos da cidade, integram a categoria Religião e são apresentadas pela Diocese do Algarve como as únicas igrejas algarvias em concurso nesta edição.

De acordo com a Agência Ecclesia, que cita informação divulgada pela Diocese do Algarve, as candidaturas resultam de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Tavira e a Paróquia de Tavira, através da empresa paroquial Artgilão. A mesma fonte refere que esta estratégia de cooperação patrimonial tem vindo a ganhar forma há cerca de dez anos.

Uma candidatura com duas marcas de Tavira

A Diocese do Algarve considera que estas duas candidaturas representam um caso raro de cooperação patrimonial em Portugal. Em causa estão dois edifícios religiosos com forte expressão histórica, artística e cultural, mas também com uma ligação profunda à identidade local.

O padre Miguel Lopes Neto, diretor da Pastoral do Turismo da Diocese do Algarve e pároco de Tavira, defende que iniciativas deste tipo ajudam a mobilizar a população para a valorização do seu património. Citado pela Agência Ecclesia, o responsável sublinha que o facto de serem as únicas igrejas algarvias em concurso mostra a importância das parcerias privadas na promoção do património religioso.

Para o sacerdote, este trabalho permite levar estes espaços para lá do âmbito estritamente cultual, apresentando-os também como lugares de beleza, história, cultura e identidade, capazes de chegar a crentes e não crentes.

A Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia de Tavira é apresentada no concurso como um monumento maior da arte e da consciência humanista no Sul do país. Fundada em 1541 pela Santa Casa da Misericórdia, é considerada uma das expressões mais significativas da arquitetura renascentista no Algarve.

Entre os elementos destacados estão o portal escultórico, os retábulos barrocos e os painéis de azulejos das 14 Obras de Misericórdia, datados de 1760. Estes elementos ajudam a explicar o peso histórico e artístico do edifício, que continua a ser um dos pontos de referência patrimonial da cidade.

Alexandra Rufino, responsável pelo património histórico da Misericórdia de Tavira, afirma, em declarações citadas pela Agência Ecclesia, que a igreja é uma peça maior da história artística, religiosa e social do Algarve. Para a responsável, o monumento traduz também séculos de compromisso com a comunidade, com a fé e com a memória coletiva.

Santa Maria do Castelo

A Igreja de Santa Maria do Castelo surge como outro dos grandes símbolos patrimoniais de Tavira. A candidatura apresenta o monumento como um verdadeiro palimpsesto da história portuguesa, onde se cruzam diferentes tempos e estilos arquitetónicos.

No edifício convivem marcas góticas, manuelinas e neoclássicas, estas últimas associadas às alterações realizadas após o terramoto de 1755. A sua história está ligada à reconquista, à memória nacional e à identidade cultural da cidade.

Miguel Falcão Pereira, gestor do património histórico da Paróquia de Tavira, considera que Santa Maria do Castelo é um dos grandes lugares da memória de Tavira e do país. Citado pela Agência Ecclesia, o responsável destaca a densidade histórica do monumento, a sobreposição de estilos e a força simbólica que continua a conservar.

Olhão recebe a meia-final regional

A Meia-Final Regional das Novas 7 Maravilhas de Portugal realiza-se em Olhão, no dia 27 de junho, às 15h00. Segundo a organização do concurso, os dois patrimónios mais votados em cada categoria seguem para a final regional.

Os apurados serão conhecidos a 11 de julho. Até lá, Tavira assume-se como o principal rosto do património religioso algarvio nesta fase da competição, com duas igrejas que a Diocese do Algarve descreve como “joias maiores” da região.

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Campeonato de Futebol Golfinhos reuniu cerca de 250 jovens atletas em Albufeira

2 June 2026 at 17:16

Terminou no passado domingo a 19.ª edição do Campeonato de Futebol Golfinhos, uma iniciativa dedicada aos mais jovens praticantes de futebol do concelho de Albufeira, que envolveu cerca de 250 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 8 anos.

Ao longo de cinco jornadas, a competição promoveu o convívio, a aprendizagem e os valores associados à prática desportiva, passando por vários equipamentos do concelho, entre os quais os Sintéticos dos Montes dos Elóis e Municipais de Albufeira, o Estádio Arsénio Catuna, os Sintéticos da Nora e o Estádio Municipal Fernando Barata.

A edição de 2026 contou com a participação de equipas do Imortal Desportivo Clube, Futebol Clube de Ferreiras, Guia Futebol Clube e Padernense Clube, num modelo competitivo em que todas as formações se defrontaram entre si. O objetivo voltou a passar pela promoção do espírito desportivo, da formação e do convívio entre os mais jovens atletas.

Bandeira da Ética entregue ao Município de Albufeira

A jornada final ficou também marcada por uma cerimónia simbólica de entrega da Bandeira da Ética ao Município de Albufeira.

A distinção foi entregue pelo diretor regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Ricardo Pinto, ao vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo município na promoção dos valores éticos associados ao desporto.

Para Jorge Carmo, “a atribuição da Bandeira da Ética ao Município reforça o compromisso de Albufeira com uma prática desportiva assente em valores educativos e sociais, e constitui um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido junto da comunidade”.

Formação e valores marcaram competição juvenil

O autarca aproveitou ainda a ocasião para destacar o papel do Campeonato Golfinhos no panorama desportivo local, classificando-o como “um dos momentos mais especiais do calendário desportivo do concelho”.

Acrescentou ainda que “O mais importante não são os resultados, mas sim a alegria com que estas crianças vivem o desporto e as experiências que levam consigo para o futuro”.

Como habitualmente, todos os participantes receberam uma medalha comemorativa, um póster e uma t-shirt representativa do respetivo clube. As coletividades participantes foram igualmente distinguidas com troféus personalizados ilustrados com imagens dos seus atletas.

O Campeonato de Futebol Golfinhos integrou a programação oficial de “Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026”, reforçando a aposta do município na promoção da atividade física, da formação desportiva e dos valores associados ao desporto junto das camadas mais jovens.

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