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Vem aí descida ‘acentuada’ do preço dos combustíveis: este é o valor que vão baixar

31 May 2026 at 22:00

O preço dos combustíveis volta a estar no centro das atenções dos condutores portugueses, numa altura em que cada ida à bomba pesa cada vez mais no orçamento familiar. Depois de semanas marcadas por subidas, a primeira semana de junho deverá trazer algum alívio para quem abastece gasolina ou gasóleo.

A partir da próxima semana, de 1 a 7 de junho, tanto a gasolina como o gasóleo deverão ficar 12 cêntimos por litro mais baratos, segundo a previsão divulgada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Descida deverá abranger gasolina e gasóleo

A previsão aponta para uma redução expressiva nos dois combustíveis mais usados em Portugal. No caso da gasolina simples 95, a descida deverá ser de 12 cêntimos por litro, o mesmo valor previsto para o gasóleo simples, avança o ACP.

Esta evolução surge depois de uma semana em que os preços tinham voltado a subir. Entre sexta-feira e segunda-feira, a gasolina ficou 1,2 cêntimos mais cara, enquanto o gasóleo aumentou cerca de meio cêntimo.

Quanto custam agora os combustíveis?

De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do gasóleo simples estava nos 1,957 euros por litro na passada sexta-feira, 29 de maio. Já a gasolina simples 95 apresentava um preço médio de 2,024 euros por litro.

Na prática, se a previsão se confirmar, muitos condutores poderão sentir uma diferença relevante no momento de abastecer. Ainda assim, o valor final pago em cada posto pode variar consoante a marca, a localização e a política comercial de cada operador.

Governo ajustou desconto no ISP

A evolução dos preços acontece também num momento em que o Governo voltou a mexer no desconto extraordinário do ISP. Segundo a informação disponível, o desconto foi aumentado em 0,305 cêntimos por litro no gasóleo e em 0,315 cêntimos por litro na gasolina.

Este mecanismo tem sido usado para atenuar parte do impacto das oscilações dos combustíveis no mercado internacional. Ainda assim, as variações semanais continuam a refletir fatores como o preço da matéria-prima, a carga fiscal e os custos de distribuição.

ERSE tinha apontado subida esta semana

Antes desta previsão de descida, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) tinha calculado uma subida do preço eficiente semanal de 0,1% na gasolina e de 0,3% no gasóleo para a semana de 25 a 31 de maio.

Segundo a mesma entidade, o preço eficiente com impostos situava-se em 2,075 euros por litro para a gasolina simples 95 e em 2,068 euros por litro para o gasóleo simples. Estes valores refletem a evolução das cotações internacionais e servem como referência para avaliar os preços praticados no mercado.

Condutores devem comparar antes de abastecer

Apesar da descida prevista, a diferença entre postos pode continuar a ser significativa. Por isso, consultar os preços praticados na zona antes de abastecer pode ajudar a poupar ainda mais, sobretudo em depósitos maiores.

A confirmar-se a redução de 12 cêntimos por litro, a primeira semana de junho poderá trazer um alívio raro para os automobilistas, depois de vários dias em que tanto a gasolina como o gasóleo voltaram a pressionar o orçamento dos portugueses.

Leia também: Vai haver cortes de água prolongados no início de junho: estas serão as regiões afetadas

A guerra mais curta da história durou 38 minutos

31 May 2026 at 21:30
Algumas guerras são mais longas do que o que se esperava. Outras, cabem numa pausa para o café. A Guerra Anglo-Zanzibariana, travada em 1896 entre o Império Britânico e o Sultanato de Zanzibar, durou apenas 38 minutos, e ficou conhecida como a mais curta da história. Há guerras que duram muito mais do que prometiam. A “operação militar especial” lançada por Vladimir Putin contra a Ucrânia, em Fevereiro de 2022, foi apresentada pelo Kremlin como uma acção rápida; em 2026, a invasão em larga escala entrou já no seu quinto ano. Também a Guerra do Irão está a durar mais

Os mosquitos podem sentir-se atraídos por repelentes — e associá-los a refeições

31 May 2026 at 20:30
O DEET é amplamente utilizado em repelentes de insetos e continua a ser uma das principais escolhas para proteção contra picadas de mosquito. No entanto, uma equipa de cientistas descobriu que este composto pode, em determinadas condições, atrair os insetos em vez de os afastar. O uso deste tipo de proteção é comum em diversos países, sobretudo porque as picadas de mosquito podem transmitir doenças graves, como dengue, malária e zika. Num novo estudo, publicado esta quinta-feira na Journal of Experimental Biology, os investigadores observaram inicialmente o comportamento de mosquitos capturados enquanto tentavam picar um saco com sangue ao qual

Nesta região de Portugal os impostos e regras fiscais são diferentes do resto do país e é isto que muda para ‘melhor’

31 May 2026 at 20:50

Os impostos na Região Autónoma dos Açores são um tema que levanta muitas dúvidas a quem vive no arquipélago, pensa mudar-se para as ilhas ou tem uma empresa com atividade na região. Apesar de Portugal ter um sistema fiscal nacional, a autonomia regional permite adaptar algumas regras à realidade insular, marcada pela distância ao continente e por custos próprios da vida numa região ultraperiférica.

A principal diferença está no facto de os Açores poderem aplicar reduções próprias em impostos como o IRS, o IRC e o IVA.

De acordo com a Lei das Finanças das Regiões Autónomas, é permitido que as assembleias legislativas regionais diminuam as taxas nacionais destes impostos até ao limite de 30%, tendo em conta a situação financeira e orçamental da região, explica o Diário da República.

Autonomia fiscal pensada para compensar a insularidade

No caso dos Açores, esta adaptação fiscal não é recente. O diploma regional que adapta o sistema fiscal nacional ao arquipélago refere que a redução da carga fiscal pretende melhorar as condições de vida dos residentes e reforçar a competitividade das empresas que suportam os custos da insularidade, segundo o Decreto Legislativo Regional n.º 2/99/A.

Na prática, isto significa que a situação fiscal de uma pessoa ou empresa nos Açores pode ser diferente da verificada no continente. No entanto, essa diferença não quer dizer que todos paguem automaticamente menos em todos os impostos, porque há regras de residência fiscal, localização da atividade, tipo de rendimento e natureza da operação a ter em conta.

IVA mais baixo do que no continente

Uma das diferenças mais visíveis está no IVA. Em Portugal continental, as taxas são de 6%, 13% e 23%, enquanto na Região Autónoma dos Açores são de 4%, 9% e 16%, respetivamente para a taxa reduzida, intermédia e normal, indica o portal gov.pt.

Isto pode fazer diferença no preço final de muitos bens e serviços, embora o impacto sentido pelo consumidor dependa sempre do produto, do setor e da forma como cada empresa reflete essa diferença nos preços. A taxa normal de 16% nos Açores, por exemplo, fica bastante abaixo dos 23% aplicados no continente.

IRS também tem adaptação regional

No IRS, a regra regional prevê uma redução de 30% sobre as taxas nacionais aplicáveis, quando estejam em causa pessoas singulares fiscalmente residentes nos Açores. O mesmo diploma explica que a redução se aplica ao IRS devido por residentes fiscais na região, independentemente do local onde exerçam a atividade.

Ainda assim, convém distinguir taxa de imposto e imposto final. O valor que cada contribuinte paga depende também dos rendimentos, deduções, composição do agregado familiar e retenções na fonte. Para 2026, foram aprovadas tabelas próprias de retenção na fonte para rendimentos do trabalho dependente e pensões de titulares residentes nos Açores, com efeitos desde 1 de janeiro de 2026, segundo o Despacho n.º 1179/2026.

Empresas também têm regras diferentes no IRC

As empresas com sede, direção efetiva ou estabelecimento estável nos Açores também beneficiam de adaptação fiscal. O regime regional determina uma redução de 30% nas taxas nacionais de IRC, aplicável nos termos previstos para entidades com ligação fiscal à região.

Além disso, o Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2026 mantém uma taxa de IRC de 8,75% para empresas que exerçam diretamente e a título principal uma atividade agrícola, comercial, industrial ou de prestação de serviços, desde que sejam qualificadas como micro, pequenas ou médias empresas, de acordo com o Decreto Legislativo Regional n.º 27/2025/A, e que deve ser apresentada como taxa aplicável nos termos do artigo 41.º-B do Estatuto dos Benefícios Fiscais, em regra aos primeiros 50.000 euros de matéria coletável.

O mesmo orçamento regional prevê ainda benefícios fiscais ligados ao reinvestimento de lucros em áreas consideradas estratégicas, como promoção turística, investigação e desenvolvimento, reforço da capacidade de exportação, energias renováveis, eficiência energética, aquicultura, transformação de pescado e aquisição de veículos elétricos.

Nem tudo muda, mas há diferenças importantes

Apesar destas particularidades, os Açores continuam integrados no sistema fiscal português. Ou seja, muitos procedimentos, declarações e obrigações fiscais seguem regras nacionais, ainda que adaptadas em pontos concretos pela legislação regional.

Para os contribuintes, a grande diferença está sobretudo nas taxas reduzidas e no enquadramento fiscal próprio da região. Para as empresas, a localização da atividade, a sede, o estabelecimento estável e o volume de negócios imputável aos Açores podem ser decisivos para perceber que regime se aplica.

No fundo, viver ou investir nos Açores não significa estar fora do sistema fiscal português, mas sim dentro de uma versão adaptada à realidade do arquipélago. É essa autonomia que explica por que razão impostos como o IVA, o IRS e o IRC podem ter um peso diferente nas ilhas quando comparados com o continente.

Leia também: Adeus reforma? União Europeia revela que só garante até esta data os pagamentos de pensões

Deve ou não remover as cutículas das unhas? Saiba o que dizem os especialistas

31 May 2026 at 20:20

As cutículas têm uma função importante na proteção das unhas, mas continuam a dividir opiniões entre quem prefere removê-las e quem defende que devem ser apenas empurradas. Especialistas ouvidos pelo website de Martha Stewart alertam que cortar esta zona pode aumentar o risco de infeções, sobretudo quando a manicura é feita em casa.

O cuidado com as unhas faz parte da rotina de muitas pessoas, mas nem todos os gestos feitos durante a manicura são inofensivos. Um dos temas que mais dúvidas levanta está relacionado com as cutículas, a pequena camada de pele junto à base da unha.

Há quem as remova por razões estéticas, para deixar a unha com um aspeto mais limpo e uniforme. No entanto, dermatologistas e profissionais da área recomendam prudência, uma vez que as cutículas funcionam como uma barreira natural de proteção.

Cutículas protegem a unha

De acordo com especialistas citados pelo website de Martha Stewart, a recomendação geral é não remover as cutículas, sobretudo quando o procedimento é feito em casa e sem acompanhamento profissional.

O principal risco está no facto de esta pele ajudar a proteger a unha contra bactérias, fungos e outros agentes externos. Quando é cortada em excesso, podem surgir pequenas feridas, irritação, inflamação ou infeção.

“As cutículas servem para proteger as unhas e funcionam como uma barreira protetora”, explicou Renee Oquel Mesa, manicura profissional, ao mesmo website. Segundo a especialista, cortar demasiado esta zona pode causar feridas e aumentar o risco de problemas.

Empurrar pode ser uma alternativa mais segura

Em vez de cortar, muitos profissionais aconselham empurrar suavemente as cutículas. Este gesto permite melhorar o aspeto da unha sem eliminar totalmente a proteção natural.

Ainda assim, o procedimento deve ser feito com cuidado e com utensílios próprios. A pele deve estar amolecida, para evitar lesões e desconforto.

Segundo os especialistas, a forma mais segura passa por aplicar um produto próprio, como um sérum ou amolecedor de cutículas, e mergulhar as mãos em água morna durante alguns minutos antes de empurrar a pele com delicadeza.

Quando se deve evitar mexer nas cutículas?

A remoção completa deve ser evitada, mas pode haver uma exceção quando existe excesso de pele depois de empurrar a cutícula para trás. Mesmo nesses casos, o corte deve ser limitado e feito com cuidado.

O procedimento pode ser repetido uma vez por semana ou de duas em duas semanas, dependendo do crescimento das unhas e das cutículas.

No entanto, não se deve empurrar nem cortar a zona se existirem cortes, peles soltas, vermelhidão, dor, inchaço ou sinais de infeção. Nesses casos, o mais prudente é deixar a pele recuperar ou procurar aconselhamento profissional.

Alimentação também influencia a saúde das unhas

Além dos cuidados externos, a saúde das unhas também pode refletir o estado geral do organismo. Unhas fracas, quebradiças ou muito secas podem estar associadas a desidratação, défices nutricionais ou outras condições de saúde.

A dermatologista Sarah Sung explicou à revista Real Simple que alguns alimentos podem ajudar a fortalecer as unhas quando incluídos numa alimentação equilibrada.

Entre as sugestões estão os ovos, por serem ricos em proteína e biotina. Segundo a especialista, estes nutrientes podem ajudar a melhorar a espessura das unhas e a torná-las mais resistentes.

Proteína e ómega-3 podem ajudar

O salmão é outro alimento referido pela dermatologista, devido ao teor de ómega-3. A falta deste nutriente pode estar associada a unhas mais secas e quebradiças.

As carnes de aves, como frango e peru, também podem contribuir para a saúde das unhas, por serem fontes de proteína magra.

Ainda assim, alterações persistentes nas unhas, como fragilidade acentuada, mudança de cor, dor ou deformações, devem ser avaliadas por um profissional de saúde, sobretudo quando surgem de forma repentina ou se mantêm ao longo do tempo.

Leia também: Atenção se vai à praia: saiba o que fazer se tocar numa alforreca e que erros deve evitar

Tem animais em casa? Este ‘erro’ comum entre muitos portugueses pode causar cancro em cães e gatos

31 May 2026 at 20:00

Ter animais de estimação em casa implica cuidados que vão muito além da alimentação e das consultas de rotina. Fumar dentro de casa é um hábito ainda comum entre muitos portugueses, mas pode expor animais domésticos a substâncias tóxicas associadas a doenças respiratórias e a um maior risco de cancro, alertam especialistas em saúde animal.

A propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, o tema volta a ganhar destaque não só pelo impacto do tabaco na saúde humana, mas também pelos efeitos nos animais que vivem no mesmo espaço dos fumadores.

Segundo o Notícias ao Minuto, que falou com um médico veterinário e diretor do serviço de referência em oncologia do AniCura Atlântico Hospital Veterinário, o tabagismo passivo pode ter consequências sérias para cães e gatos, sobretudo quando a exposição acontece de forma repetida dentro de casa.

Fumo continua presente mesmo depois do cigarro apagado

O fumo do tabaco contém milhares de substâncias químicas, muitas das quais são tóxicas e cancerígenas. Para um animal que vive dentro de casa, a exposição pode acontecer de várias formas: pelo ar respirado, pelas superfícies onde descansa e, no caso dos gatos, através da ingestão de partículas acumuladas no pelo durante a autolimpeza.

Este problema não termina quando o cigarro é apagado. Existe também o chamado fumo terciário, composto por resíduos invisíveis que ficam em tapetes, sofás, cortinas, roupa e outros objetos muito depois de alguém ter fumado.

De acordo com o especialista, esta exposição é silenciosa, mas pode ter efeitos documentados no sistema respiratório e no risco oncológico dos animais ao longo do tempo.

Gatos podem estar mais vulneráveis

Os riscos mais referidos incluem irritação crónica das vias respiratórias, inflamação, agravamento de doenças como asma e bronquite, bem como aumento do risco de alguns tipos de cancro nestes animais.

Nos gatos, a preocupação é maior devido aos hábitos de higiene. Ao lamberem o pelo, os gatos podem ingerir compostos tóxicos acumulados no corpo e nas superfícies onde passam grande parte do tempo.

Além disso, estes animais tendem a estar mais próximos do chão, onde muitas partículas do fumo se depositam. Esta combinação de exposição respiratória e digestiva ajuda a explicar a associação entre tabagismo passivo e doenças como linfoma felino e carcinoma de células escamosas, incluindo tumores na cavidade oral, conforme refere a mesma fonte.

Cães também enfrentam riscos diferentes

Nos cães, os efeitos surgem sobretudo ao nível do sistema respiratório e podem variar conforme a morfologia do focinho. Raças de focinho comprido, como Galgos ou Collies, têm uma maior superfície nasal para filtrar partículas, o que pode aumentar o risco de cancro nasal.

Já raças braquicefálicas, como Bulldogs ou Pugs, têm menor capacidade de filtração nasal. Nestes casos, as partículas podem atingir os pulmões com mais facilidade, aumentando o risco de problemas respiratórios e de cancro pulmonar nestes animais.

De acordo com a mesma fonte, a literatura científica associa ainda a exposição ao fumo do tabaco, em cães, a maior risco de cancro da bexiga, além de irritação ocular, alterações dermatológicas e agravamento de alergias já existentes.

Sinais que não devem ser ignorados

Entre os sinais mais frequentes estão tosse persistente, espirros recorrentes, respiração ruidosa ou com esforço, corrimento nasal ou ocular e infeções oculares repetidas.

Também podem surgir menor tolerância ao exercício, letargia, perda de apetite, perda de peso sem explicação aparente, comichão, vermelhidão na pele ou outras alterações cutâneas.

Nos gatos, lesões ou úlceras na boca devem ser vistas como um sinal de alerta. Como muitos destes sintomas surgem de forma gradual, podem ser confundidos com envelhecimento ou com outras doenças, atrasando a ida ao veterinário.

Como reduzir a exposição dos animais

A medida mais eficaz é não fumar dentro de casa nem em espaços fechados onde o animal permaneça. Fumar apenas no exterior reduz a exposição, mas não elimina totalmente o risco, uma vez que resíduos do fumo podem regressar ao interior através da roupa, das mãos e de outros objetos.

Lavar as mãos e mudar de roupa depois de fumar, antes de interagir com o animal, são gestos simples que podem ajudar a reduzir o contacto com substâncias tóxicas.

Também é importante limpar regularmente tapetes, camas, mantas, brinquedos e outras superfícies onde os animais passam mais tempo. Manter a casa ventilada e evitar fumar dentro do carro com o animal presente são outras medidas recomendadas.

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Estabelecimentos podem recusar servir água da torneira grátis? Saiba o que diz a lei portuguesa

31 May 2026 at 19:40

Com o calor a apertar e a hidratação a tornar-se ainda mais importante, muitos consumidores perguntam se um café, restaurante, bar ou hotel pode recusar um copo de água da torneira. Em Portugal, a resposta passa pela lei aplicável ao setor HORECA, que inclui hotelaria, restauração, cafés e bares.

Água da torneira deve estar disponível para os clientes

Em Portugal, os estabelecimentos do setor HORECA são obrigados a manter à disposição dos clientes um recipiente com água da torneira e copos não descartáveis higienizados para consumo no local, de forma gratuita. Esta obrigação está prevista no artigo 25.º-A do Decreto-Lei n.º 152-D/2017, na redação dada pela Lei n.º 52/2021, de 10 de agosto.

Na prática, isto significa que, se for cliente e estiver a consumir no local, o estabelecimento não deve cobrar pela água da torneira nem transformar esse pedido numa compra obrigatória de água engarrafada. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) também esclarece que hotelaria, restauração, cafés e bares têm de manter essa água e os copos higienizados disponíveis gratuitamente para os clientes.

Recusar água da torneira pode violar a lei?

Se o pedido for feito por um cliente para consumo no local, a recusa de disponibilizar água da torneira pode contrariar a obrigação legal atualmente em vigor. A lei mencionada não obriga o estabelecimento a oferecer água engarrafada, água mineral ou água com gás, mas obriga a disponibilizar água da torneira e copos adequados, de forma gratuita.

A regra não deve ser confundida com o fornecimento de outros produtos, como garrafas de água, água filtrada com serviço próprio, gelo ou bebidas embaladas. O que a lei refere expressamente é a existência de um recipiente com água da torneira e copos não descartáveis higienizados para consumo no local.

No entanto, a redação legal refere-se a “clientes”. Isto significa que uma pessoa que entre apenas para pedir água, sem consumir no estabelecimento, poderá não estar abrangida por esta obrigação, embora o espaço possa fornecê-la por cortesia.

Esta obrigação aplica-se a cafés, bares, restaurantes e hotéis

O setor HORECA abrange, em termos gerais, hotelaria, restauração, cafés e bares. Por isso, a regra não se limita aos restaurantes tradicionais, podendo aplicar-se também a outros estabelecimentos onde haja consumo no local e atendimento a clientes.

Esta obrigação surgiu também no contexto das medidas para reduzir a utilização de plásticos e embalagens de utilização única, incentivando alternativas reutilizáveis e diminuindo a dependência de garrafas descartáveis.

Água gratuita não significa água engarrafada gratuita

Um dos pontos que mais gera dúvidas é a diferença entre água da torneira e água embalada. O cliente pode pedir água da torneira, mas o estabelecimento pode continuar a vender água engarrafada, desde que não impeça o acesso gratuito à água da rede quando a lei se aplica.

Também pode existir água filtrada ou tratada por sistemas próprios do estabelecimento, eventualmente cobrada se estiver devidamente identificada e constar da lista de preços. Ainda assim, isso não substitui a obrigação de disponibilizar água da torneira gratuita aos clientes.

Também é importante notar que a água disponibilizada deve ser própria para consumo humano. Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), a água da torneira em Portugal continental é sujeita a controlo de qualidade. Os dados mais recentes divulgados pela entidade indicam 98,86% de água segura em 2024, valor considerado de excelência.

Clientes podem reclamar se a água da torneira for recusada

Caso um estabelecimento recuse disponibilizar água da torneira a um cliente para consumo no local, o consumidor pode pedir esclarecimento com base na regra prevista no artigo 25.º-A e, se entender necessário, apresentar reclamação no Livro de Reclamações.

A fiscalização destas matérias pode envolver entidades competentes como a ASAE, que disponibiliza informação pública sobre as obrigações dos estabelecimentos no âmbito da redução da utilização de plástico e das regras aplicáveis ao setor HORECA.

Portugal tem regra diferente de Itália

A discussão ganhou novo destaque depois de uma decisão em Itália, onde o Supremo Tribunal considerou que um hotel não estava legalmente obrigado a servir água da torneira a uma cliente. Segundo a imprensa internacional, o caso envolveu um hotel nos Dolomitas e terminou com a confirmação de que, em Itália, não existe uma obrigação legal geral para hotéis e restaurantes fornecerem água da torneira gratuitamente.

Em Portugal, porém, o enquadramento é diferente, porque existe uma obrigação expressa para os estabelecimentos HORECA disponibilizarem água da torneira e copos higienizados aos clientes, gratuitamente.

Assim, em território português, a questão não depende apenas da cortesia do estabelecimento. Quando estão em causa clientes e consumo no local, a lei prevê que a água da torneira deve estar disponível sem custo, como medida ligada à sustentabilidade, à redução de embalagens descartáveis e à utilização responsável dos recursos.

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Vivo não, frito sim: este peixe que ninguém quer ver pela frente na praia tem cada vez mais fãs nos restaurantes algarvios

31 May 2026 at 18:40

O peixe-aranha, espécie associada a picadas dolorosas em zonas de maré baixa no litoral português, sobretudo no Algarve, está a ganhar presença crescente na restauração regional, sendo atualmente servido em vários restaurantes sob a forma de filetes fritos. De acordo com a SIC Notícias, o Trachinus draco passou de peixe evitado a ingrediente integrado em cartas de estabelecimentos algarvios, sobretudo em Olhão e zonas próximas.

Segundo a mesma fonte, o peixe-aranha sempre foi capturado nas redes tradicionais da Arte Xávega, chegando frequentemente ao areal juntamente com outras espécies. A sua presença no areal era comum e gerava também episódios de picadas entre pescadores e compradores de peixe fresco.

Da desconfiança ao consumo doméstico

Durante muito tempo existiu a perceção de que o peixe poderia não ser adequado ao consumo, o que levou à sua desvalorização comercial. Acrescenta a publicação que, apesar disso, era consumido em contexto familiar, normalmente frito em farinha, mantendo alguma presença em tascas tradicionais.

Sabe-se ainda que, a partir de 2014, começaram a surgir pratos de peixe-aranha em restaurantes do Algarve, com destaque para a zona de Olhão. Esta mudança marcou o início da valorização culinária da espécie, que passou a integrar propostas fixas em algumas cartas.

Prato que ganhou identidade própria

Refere a mesma fonte que o restaurante Terra i Mar foi um dos primeiros a destacar os filetes de peixe-aranha como especialidade, servidos com maionese de alho. Acrescenta a SIC Notícias que Miguel Fernandes, associado ao espaço, refere o prato como elemento central da identidade do restaurante desde a sua abertura.

O peixe-aranha passou a ser servido em vários estabelecimentos algarvios, incluindo o restaurante Marina com Noélia, em Olhão, onde é apresentado com acompanhamentos como xerém ou açorda de bivalves. Esta integração reforça a ligação à cozinha tradicional da região.

Entre o litoral e o interior algarvio

Importa destacar ainda que o prato também pode ser encontrado no restaurante O Primo dos Caracóis, entre Olhão e a Fuseta, bem como no Mato à Vista, em Paderne, no concelho de Albufeira. Refere a mesma fonte que a sua presença demonstra uma disseminação além das zonas costeiras mais diretas.

O peixe-aranha integra igualmente a carta do restaurante O Rui, na ilha da Culatra. Acrescenta a SIC Notícias que esta presença confirma a continuidade da sua valorização em diferentes contextos do Algarve, incluindo ilhas-barreira.

Peixe que entrou em guias gastronómicos

Escreve a mesma publicação que os “Filetes de peixe-aranha” surgem também em publicações dedicadas à gastronomia tradicional, como o guia “365 Tascas & Marisqueiras”. Segundo a SIC Notícias, esta obra reúne várias receitas e espaços de restauração distribuídos por todo o país.

O guia inclui cerca de 260 páginas e identifica aproximadamente 250 tascas e 115 marisqueiras. Acrescenta a mesma fonte que a publicação organiza estes espaços por regiões, incluindo Norte, Centro, Sul e ilhas.

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Atenção se vai à praia: saiba o que fazer se tocar numa alforreca e que erros deve evitar

31 May 2026 at 18:20

Com a chegada do verão, aumentam as idas à praia e também a probabilidade de encontrar organismos gelatinosos junto à costa. Em Portugal, as alforrecas, águas-vivas e caravelas-portuguesas podem surgir no mar ou no areal, e saber como agir nos primeiros minutos pode evitar dor, irritação e complicações.

A época balnear marca o regresso de muitos portugueses às praias, mas a segurança não passa apenas pelo sol, pelo mar ou pelas correntes. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recomenda que os banhistas sigam as indicações dos nadadores-salvadores e frequentem zonas com controlo da qualidade da água, sobretudo nos períodos de maior afluência.

Alforrecas podem aparecer no mar ou no areal

As alforrecas fazem parte dos chamados organismos gelatinosos e algumas espécies têm células urticantes, sobretudo nos tentáculos, capazes de injetar veneno quando entram em contacto com a pele. Segundo o programa GelAvista, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a maioria dos contactos é acidental e acontece na praia, durante o banho ou quando estes organismos dão à costa.

Mesmo quando parecem mortas ou estão fora de água, algumas alforrecas podem manter células urticantes ativas. Por isso, se vir uma alforreca no areal ou na rebentação, não lhe toque, evite aproximar-se dos tentáculos e avise o nadador-salvador ou as autoridades presentes na praia.

Como agir nos primeiros minutos após a picada

Se for picado por uma alforreca, o primeiro passo é sair da água com calma, evitando o pânico, para reduzir o risco de afogamento ou de novo contacto. Depois, deve lavar a zona afetada com água do mar, sem esfregar, para ajudar a remover vestígios sem espalhar o veneno.

Caso existam restos de tentáculos agarrados à pele, devem ser retirados com cuidado, usando uma pinça, luvas ou outro meio que evite o contacto direto com as mãos. O GelAvista recomenda que a zona seja limpa com água do mar e que os vestígios sejam removidos com uma pinça, sem friccionar a pele.

Gelo pode ajudar na picada de alforreca, mas com cuidado

No caso de contacto com uma medusa ou água-viva, depois de lavar e limpar a zona com água do mar, a mesma fonte recomenda a aplicação de compressas de gelo durante cerca de 15 minutos. O SNS 24 também indica a aplicação de frio ou gelo, sempre com cuidado para não provocar queimadura pelo frio diretamente na pele.

Se a dor persistir, se a zona ficar muito inchada ou se a pessoa apresentar falta de ar, mal-estar intenso, tonturas ou sinais de reação alérgica, deve ser pedida ajuda médica. O GelAvista aconselha a consultar um médico ou farmacêutico quando a dor não melhora, e o SNS 24 recomenda contactar o Centro de Informação Antivenenos em situações de intoxicação ou dúvida.

Atenção à caravela-portuguesa

Nem todos os organismos gelatinosos são iguais. A caravela-portuguesa, que ocorre ao longo da costa portuguesa, incluindo Açores e Madeira, é descrita pela fonte anterior como a espécie mais perigosa das que ocorrem em Portugal, podendo ter tentáculos que atingem até 30 metros.

No caso da caravela-portuguesa, as recomendações diferem das aplicadas a muitas alforrecas. Depois de limpar a zona com água do mar, é indicada a aplicação de compressas quentes a cerca de 40 graus durante cerca de 20 minutos ou vinagre sem diluir, sendo esta a exceção importante à regra geral sobre o vinagre.

Mitos sobre a picada de alforreca que podem piorar a situação

Um dos erros mais comuns é lavar a picada com água doce, como a água dos chuveiros da praia. Tanto o SNS 24 como o GelAvista alertam que a zona deve ser lavada com água do mar e que não se deve usar água doce, álcool ou amónia, porque estas práticas podem agravar a reação.

Outro mito frequente é aplicar vinagre em qualquer picada de alforreca. Em Portugal, a recomendação geral é não usar vinagre nas picadas de medusas ou águas-vivas, exceto quando o contacto é com caravela-portuguesa, situação em que o procedimento recomendado é diferente.

Também não se deve esfregar a zona afetada com toalha, areia ou as mãos, nem colocar ligaduras ou pensos rápidos sobre a picada. De acordo com a mesma fonte, coçar ou friccionar pode espalhar o veneno, enquanto cobrir a zona pode dificultar a limpeza e a avaliação da reação.

A ideia de urinar sobre uma picada de alforreca continua a circular, mas deve ser encarada como um mito. O National Health Service (NHS), serviço público de saúde do Reino Unido, inclui expressamente esta prática na lista do que não deve ser feito após uma picada de alforreca ou de outros animais marinhos.

Prevenir continua a ser o melhor conselho

Antes de entrar no mar, observe a água, esteja atento a avisos no areal e siga sempre as indicações dos nadadores-salvadores. O GelAvista recomenda evitar o contacto direto com organismos gelatinosos e, se não reconhecer a espécie, a regra mais segura é simples: não toque.

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Britânicos consideram esta cidade portuguesa como a melhor do mundo para expatriados

31 May 2026 at 18:00

Lisboa foi eleita a melhor cidade do mundo para expatriados, segundo um novo ranking internacional da Global Citizen Solutions. A cidade portuguesa alcançou 88,49 pontos em 100 e ficou à frente de cidades como Amesterdão, Melbourne, Viena e Barcelona.

De acordo com o portal britânico Express, o estudo analisou 35 cidades em seis continentes e avaliou fatores considerados decisivos para quem quer viver fora do país de origem.

Entre os indicadores estiveram o custo de vida, a segurança, os cuidados de saúde, a qualidade do ar, o domínio do inglês, a facilidade de integração social e os direitos de mobilidade.

A Global Citizen Solutions concluiu que Lisboa não lidera necessariamente todos os critérios de forma isolada, mas apresenta um desempenho equilibrado em praticamente todas as áreas avaliadas.

Lisboa destaca-se pelo equilíbrio

A capital portuguesa ficou no primeiro lugar da lista com uma pontuação global de 88,49 em 100.

Segundo o ranking, Lisboa combina qualidade de vida, segurança, bom acesso a cuidados de saúde, clima favorável e custos ainda competitivos face a outras capitais da Europa Ocidental.

O estudo destaca também a facilidade de integração para estrangeiros, um fator cada vez mais relevante para trabalhadores remotos, reformados, famílias e empreendedores digitais.

Para muitos expatriados, a cidade oferece uma combinação difícil de encontrar: vida urbana, proximidade ao mar, boa oferta cultural e uma comunidade internacional já consolidada.

Capital portuguesa à frente de grandes cidades

Na classificação geral, Amesterdão ficou em segundo lugar, com 81,97 pontos, seguida de Melbourne, com 81,79.

Viena ocupou a quarta posição, com 81,07 pontos, enquanto Barcelona fechou o top cinco com 80,70.

O top 10 inclui ainda Singapura, Auckland, Tóquio, Copenhaga e Seul.

Apesar da forte concorrência, Lisboa conseguiu distinguir-se por apresentar bons resultados em vários indicadores ao mesmo tempo, em vez de depender apenas de um ponto forte.

Segurança e saúde pesaram no ranking

A segurança e os cuidados de saúde tiveram especial peso na avaliação, por serem considerados fatores essenciais para quem decide mudar-se para outro país a médio ou longo prazo.

O estudo refere que algumas cidades com excelentes infraestruturas e bons serviços de saúde podem, ainda assim, apresentar maiores dificuldades de integração social para estrangeiros.

Foi o caso de cidades como Viena e Copenhaga, que ficaram bem classificadas no ranking geral, mas registaram resultados mais baixos na componente de integração.

Lisboa e Barcelona foram destacadas pela capacidade de combinar custos moderados, bons sistemas de saúde e maior acessibilidade social.

Clima e localização reforçam atratividade

Além dos indicadores avaliados no estudo, Lisboa continua a beneficiar de fatores que reforçam a sua atratividade internacional.

O clima ameno, os muitos dias de sol ao longo do ano e a proximidade a praias atlânticas são alguns dos elementos que ajudam a explicar a popularidade da cidade.

Para os britânicos, a capital portuguesa é também uma opção próxima, com voos diretos a partir de Londres e do sul de Inglaterra que costumam demorar cerca de duas horas e meia a três horas.

A ligação aérea regular, operada por várias companhias, facilita estadias prolongadas, viagens frequentes e mudanças de residência.

Nem tudo são vantagens para quem chega

Apesar da boa posição no ranking, a crescente procura internacional por Lisboa também tem levantado desafios dentro da cidade.

O aumento da pressão sobre a habitação, o custo das rendas e a transformação de alguns bairros históricos são temas que têm marcado o debate público nos últimos anos.

Ainda assim, no contexto internacional avaliado pela Global Citizen Solutions, Lisboa continua a aparecer como uma das capitais mais atrativas para quem procura segurança, qualidade de vida e integração fora do país de origem.

O resultado reforça a imagem da cidade como destino global para expatriados, mas também reacende a discussão sobre o equilíbrio entre atração internacional e qualidade de vida para quem já vive na capital.

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Vai haver cortes de água prolongados no início de junho: estas serão as regiões afetadas

31 May 2026 at 17:30

Vários municípios portugueses têm cortes de água programados para a primeira semana de junho, entre segunda-feira, 1 de junho, e domingo, 7 de junho. As interrupções resultam sobretudo de trabalhos de manutenção, ligação de redes e lavagem de reservatórios, podendo afetar moradores e comerciantes durante várias horas.

Os avisos conhecidos foram divulgados por autarquias e entidades gestoras locais, uma vez que não existe uma lista nacional única com todas as interrupções previstas no abastecimento de água. Por esse motivo, a informação disponível pode não abranger todos os concelhos do país.

Entre os locais com cortes já anunciados estão Almada, Tavira, Espinho, Coruche e Sintra. Em alguns casos, as interrupções decorrem durante o dia; noutros, estão previstas para o período noturno, de forma a reduzir o impacto junto da população.

Almada e Tavira com cortes logo no dia 1 de junho

Em Almada, a interrupção está prevista para segunda-feira, 1 de junho, entre as 09h00 e as 17h00, na União das Freguesias da Caparica e Trafaria. Segundo o aviso municipal, o corte deve-se a trabalhos dos SMAS de Almada para ligação de nós à rede pública de abastecimento.

As zonas afetadas incluem a Rua 1.º de Maio, Azinhaga dos Moinhos, Rua Comandante Ferreira Lopes, Travessa Escola Primária, Travessa 25 de Abril, Rua Capitão Ribeiro da Cruz, Largo Capitão Ribeiro da Cruz e Rua Bento de Jesus Caraça. O contacto de piquete indicado no aviso é o 800 205 712.

Também em Tavira há uma interrupção programada para 1 de junho, entre as 14h00 e as 18h00, na Travessa de Santo Estêvão, na freguesia de Cachopo. O aviso foi divulgado pela Taviraverde, empresa municipal responsável pelo abastecimento de água no concelho.

Espinho com intervenções em vários arruamentos

Em Espinho, o município publicou um aviso relacionado com a renovação da rede do sistema de abastecimento de água. A intervenção decorre entre 25 de maio e 5 de junho, abrangendo assim parte da primeira semana de junho.

Para o período entre 1 e 5 de junho, os excertos disponíveis apontam para condicionamentos em troços como a Rua 22, a Rua 62 e a Rua 7. Entre os locais referidos estão a Rua 62, entre a Rua 20 e a Rua 22, nos dias 2 e 3 de junho, e a Rua 7, entre a Rua 62 e a Rua 22, entre 2 e 5 de junho.

Como a tabela completa do aviso não ficou integralmente acessível, os moradores e comerciantes devem confirmar junto do Município de Espinho ou da entidade gestora a rua exata, o horário previsto e a duração da interrupção antes dos trabalhos.

Couço e Sintra também têm avisos confirmados

No concelho de Coruche, a Águas do Ribatejo tem sinalizada uma suspensão do abastecimento de água no Couço para terça-feira, 2 de junho, entre as 08h30 e as 12h00. A informação pública disponível confirma o aviso, embora o detalhe completo dos arruamentos afetados não tenha sido possível consultar.

Em Sintra, estão previstas várias interrupções temporárias devido a trabalhos de manutenção e lavagem de reservatórios. Uma delas decorre entre as 22h00 de 2 de junho e as 07h00 de 3 de junho, na União das Freguesias de Agualva e Mira Sintra, associada à lavagem do Reservatório de Mira Sintra.

Entre as zonas afetadas neste aviso estão a Avenida 25 de Abril, Largo da Igreja, Rua 1.º de Maio, Rua Capitães de Abril, Rua da Mina, Rua Dr. Agostinho Neto, Rua Fundação Gulbenkian, Rua Guilhermina Suggia e parte da Rua São Francisco de Assis.

Cacém, São Marcos e Almargem do Bispo na lista

A mesma intervenção em Sintra afeta também a União das Freguesias do Cacém e São Marcos, igualmente entre as 22h00 de 2 de junho e as 07h00 de 3 de junho. O aviso municipal identifica vários arruamentos, incluindo a Alameda Cidade Bona, Avenida Cidade de Londres, Avenida dos Bombeiros Voluntários, Avenida dos Missionários, Rua Cidade de Belgrado, Rua Cidade de Bruxelas, Rua Cidade de Madrid, Rua Cidade de Roma, Rua de Mira Sintra e Rua Soldados da Paz.

Ainda no concelho de Sintra, está prevista uma suspensão temporária do abastecimento na freguesia de Almargem do Bispo, no dia 3 de junho, entre as 00h10 e as 06h00. A interrupção está relacionada com a lavagem do Reservatório do Sabugo.

As zonas indicadas pela autarquia são Alto das Falimas, Morelena, Olelas, Quarteiras, Sabugo, na zona baixa, e Palmeiros. Por se tratar de uma intervenção durante a madrugada, o impacto poderá ser menor, mas os residentes devem garantir alguma reserva de água para necessidades essenciais.

Nova interrupção anunciada em Tavira

Tavira volta a surgir na lista de avisos para quarta-feira, 3 de junho. A Taviraverde anunciou uma interrupção programada de abastecimento em Santa Margarida, na freguesia de Tavira, entre as 09h00 e as 18h00.

Este será um dos cortes mais prolongados da semana, podendo chegar às nove horas de duração. A população abrangida deve acautelar o consumo de água durante esse período, sobretudo em habitações, estabelecimentos comerciais e serviços locais.

As entidades gestoras costumam recomendar que, durante e após as interrupções, os utilizadores deixem correr a água durante alguns minutos antes de a consumir, caso esta apresente turvação ou alteração temporária de cor. Esta situação pode acontecer após intervenções na rede pública.

Avisos podem mudar em cima da hora

Os cortes programados podem sofrer alterações devido ao decorrer dos trabalhos, às condições técnicas no local ou a imprevistos na rede. Além disso, as ruturas não programadas tendem a ser comunicadas apenas no próprio dia, o que significa que podem surgir novos avisos durante a semana.

Por essa razão, os moradores das zonas afetadas devem confirmar a informação junto da respetiva câmara municipal, serviços municipalizados ou empresa gestora de água na véspera da interrupção. Esta recomendação é particularmente importante nos casos de Espinho e Couço, onde o detalhe público disponível estava incompleto.

A preparação antecipada pode evitar transtornos, sobretudo em famílias com crianças, idosos ou pessoas dependentes. Ter água armazenada para consumo, higiene básica e confeção de alimentos é a principal medida preventiva para enfrentar interrupções prolongadas no abastecimento.

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Continente instala câmaras nas prateleiras e explica o motivo: não é para vigiar clientes

31 May 2026 at 17:20

Uma fotografia partilhada no Reddit levantou dúvidas sobre a presença de pequenas câmaras instaladas diretamente nas prateleiras de algumas lojas Continente. A imagem gerou discussão entre utilizadores, mas a empresa garante que os dispositivos fazem parte de um projeto piloto ligado à gestão de produtos e não à identificação de clientes.

De acordo com o portal especializado em tecnologia, Pplware, a polémica começou depois de um utilizador ter publicado uma imagem alegadamente captada numa loja Continente, onde se vê um pequeno equipamento colocado num linear do supermercado. A dúvida surgiu de imediato: tratava-se de vigilância aos clientes, de leitura de códigos ou de uma nova tecnologia para controlar os preços?

Numa primeira leitura, houve quem sugerisse que o dispositivo pudesse servir para ler códigos QR e ajudar na atualização dos preços apresentados nos ecrãs digitais das prateleiras. A explicação oficial, contudo, aponta para uma utilização diferente e ligada à operação interna das lojas.

Projeto piloto nas lojas

Questionado pelo Polígrafo, o Continente explicou que as câmaras fazem parte de um projeto piloto implementado pela MC, dona da cadeia de supermercados. O objetivo passa por tornar mais eficiente a gestão de stocks e detetar problemas nos lineares de venda.

Segundo a empresa, estes dispositivos fixos instalados nas prateleiras permitem identificar situações em que um produto está em rutura, ou seja, quando falta na prateleira, bem como eventuais incorreções nas etiquetas de preço. A tecnologia serve, assim, para ajudar as equipas a perceber mais rapidamente o que precisa de ser reposto ou corrigido.

Na prática, o sistema pretende reduzir falhas na apresentação dos produtos e melhorar a experiência de compra. Quando uma prateleira fica vazia ou uma etiqueta não corresponde ao produto exposto, a loja pode agir com maior rapidez e evitar erros que afetam tanto a operação como o consumidor.

Empresa afasta vigilância dos clientes

Uma das principais preocupações levantadas nas redes sociais foi a privacidade dos clientes. A presença de câmaras ao nível das prateleiras levou alguns utilizadores a questionar se os consumidores estariam a ser filmados ou identificados durante as compras.

O Continente garante que a solução está focada exclusivamente na monitorização dos produtos e dos lineares. Segundo a empresa, o sistema não está programado para captar ou identificar clientes, nem para fazer reconhecimento individual de quem circula na loja.

A mesma fonte assegura ainda que o projeto cumpre as normas aplicáveis de proteção de dados pessoais. Ainda assim, a discussão mostra como a utilização de câmaras e sensores no retalho continua a gerar dúvidas, sobretudo quando os equipamentos são visíveis para os consumidores.

Tecnologia já tinha chegado às lojas

Esta não é a primeira aposta do Continente em soluções com câmaras dentro dos supermercados. Em 2021, a cadeia lançou a loja Continente Labs, onde foram instaladas centenas de câmaras no teto para acompanhar movimentos e interações dos clientes com as prateleiras, sem recurso a reconhecimento facial.

Mais recentemente, em janeiro de 2025, o grupo abriu em Leiria uma loja apresentada como a “maior loja inteligente do mundo”. A superfície Continente Bom Dia tem mais de 1200 metros quadrados e utiliza câmaras e sensores com inteligência artificial para apoiar o processo de compra e reduzir perdas.

A diferença, neste novo caso, está na localização dos equipamentos. Em vez de estarem apenas no teto ou integrados na estrutura geral da loja, as câmaras surgem agora nas próprias prateleiras, com um propósito declarado de apoio logístico.

Retalho cada vez mais automatizado

A digitalização dos supermercados tem vindo a acelerar nos últimos anos, com etiquetas eletrónicas, sensores, sistemas automáticos de reposição e lojas inteligentes. Para as empresas, estas soluções permitem controlar melhor os stocks, evitar ruturas, corrigir preços e reduzir custos operacionais.

Para os consumidores, a promessa é uma experiência mais simples, com menos falhas nas prateleiras e maior rapidez na atualização da informação. No entanto, a utilização de câmaras em espaços comerciais continua a exigir comunicação clara, sobretudo quando os equipamentos são colocados em locais visíveis e próximos dos produtos.

O caso das câmaras nas prateleiras do Continente mostra precisamente esse equilíbrio difícil entre inovação e confiança. A empresa diz tratar-se de uma ferramenta para melhorar a operação das lojas, mas a reação nas redes sociais revela que muitos clientes querem saber, de forma transparente, que dados são recolhidos e para que finalidade são usados.

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‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

31 May 2026 at 17:00

A ilha da Armona, situada na Ria Formosa e a cerca de 15 minutos de barco de Olhão, voltou a chamar a atenção da imprensa espanhola. Conhecida por muitos como as “Maldivas portuguesas”, esta ilha algarvia tem conquistado visitantes pelas águas cristalinas, praias extensas e ambiente tranquilo.

O Algarve continua a ser um dos destinos mais procurados por quem deseja sol, mar e paisagens naturais. Entre as várias opções da região, a Armona destaca-se por oferecer uma experiência mais serena, longe da pressão turística sentida noutros pontos do litoral.

Foi precisamente esse equilíbrio entre beleza natural, sossego e autenticidade que mereceu elogios do portal espanhol HuffPost, que descreveu a ilha como um dos recantos mais surpreendentes do sul de Portugal.

Um refúgio natural na Ria Formosa

A chegada à ilha faz-se de barco, a partir de Olhão, num percurso curto que ajuda a reforçar a sensação de afastamento da rotina. Ao desembarcar, o ritmo abranda e o contacto com a natureza torna-se o principal atrativo.

Na Armona, a presença de automóveis é praticamente inexistente, o que contribui para um ambiente mais calmo e seguro. Os visitantes deslocam-se sobretudo a pé, num cenário marcado por passadiços, pequenas casas coloridas e a proximidade constante da ria e do mar.

As praias são o grande cartão de visita da ilha. Os areais claros, longos e pouco urbanizados, juntamente com as águas transparentes em tons azul-turquesa, ajudam a explicar a comparação com destinos paradisíacos.

Praias tranquilas e paisagem preservada

Ao contrário de outras zonas balneares mais movimentadas do Algarve, a ilha da Armona mantém uma atmosfera pacata. É um destino procurado por quem valoriza caminhadas junto ao mar, banhos tranquilos e dias de descanso sem confusão.

A baixa densidade de construção também contribui para preservar a identidade do local. A paisagem combina elementos naturais da Ria Formosa com pequenas habitações típicas, criando uma imagem simples, mas muito apelativa.

Esta ligação à natureza é um dos pontos mais valorizados por quem visita a ilha. A Armona oferece uma experiência de férias mais próxima do essencial, onde o silêncio, o mar e a paisagem assumem o papel principal.

Campismo em plena natureza

Um dos aspetos destacados pela imprensa espanhola é o parque de campismo existente na ilha. Localizado em plena envolvente natural e a curta distância da praia, o espaço permite uma estadia simples e próxima da natureza.

O parque disponibiliza diferentes soluções de alojamento e serviços úteis para os visitantes. Entre as comodidades referidas estão o acesso a Wi-Fi, zonas de convívio, área para churrascos e parque infantil.

Esta oferta torna a Armona uma opção interessante para famílias, casais e grupos de amigos que procuram férias descontraídas. A proximidade ao mar e o ambiente calmo reforçam o apelo do destino.

Um destino para descansar e explorar

Embora seja conhecida pelo sossego, a ilha não se limita aos dias de praia. A envolvente da Ria Formosa permite várias atividades ligadas ao mar e à natureza, adequadas a diferentes perfis de visitantes.

Entre as opções mais procuradas estão os passeios de barco, canoagem, vela, windsurf, mergulho e surf. Estas experiências permitem conhecer melhor a paisagem e aproveitar a riqueza natural da região.

A vertente sustentável é outro ponto associado à ilha. A reduzida circulação automóvel, os percursos feitos a pé e a valorização do património natural fazem da Armona um destino alinhado com um turismo mais responsável.

A atenção crescente dos espanhóis

O destaque dado pela imprensa espanhola confirma a notoriedade crescente da ilha além-fronteiras. Para muitos visitantes, a Armona reúne características cada vez mais procuradas nas férias: autenticidade, tranquilidade, praias preservadas e contacto direto com a natureza.

Num momento em que muitos viajantes procuram alternativas aos destinos mais massificados, esta ilha da Ria Formosa surge como uma proposta diferenciadora no Algarve. O acesso fácil a partir de Olhão contrasta com a sensação de isolamento que se encontra à chegada.

Entre praias de águas cristalinas, ambiente pacato e paisagens protegidas, a ilha da Armona continua a afirmar-se como um dos refúgios mais encantadores do litoral algarvio. Para quem procura descanso, natureza e simplicidade, este é um destino a ter em conta.

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O guia essencial para preparar a sua casa de férias no Algarve para o pico do verão

31 May 2026 at 15:40

Quem tem uma propriedade no Algarve sabe que junho, julho e agosto são outra história. A procura dispara, os hóspedes chegam com grandes expectativas e a margem de erro reduz-se. Preparar bem o alojamento antes do início da época é o que distingue um verão de stresse constante de um em que tudo corre bem, as avaliações sobem e os clientes voltam. Nas próximas linhas, explicamos como lidar com isso com sensatez, organização e bom senso.

A importância de simplificar o espaço para facilitar a limpeza rápida entre hóspedes

Pense que, entre uma saída e uma entrada, podem passar apenas duas ou três horas. Esse intervalo, em plena época alta, é o que tem para deixar o apartamento impecável. Se o espaço estiver cheio de objetos decorativos frágeis, superfícies difíceis de limpar ou armários sem uma ordem clara, essas horas não vão ser suficientes. Por isso, uma das primeiras decisões que vale a pena tomar antes do verão é simplificar.

As caixas de arrumação resistentes, empilháveis e com tampa permitem organizar o interior por categorias, de forma que nada fique solto nem acumule pó. O resultado são armários com uma lógica clara que qualquer pessoa da equipa de limpeza pode seguir sem perguntar. É este tipo de sistemas modulares que realmente agiliza a rotação de hóspedes, porque não depende de ser sempre a mesma pessoa a arrumar.

O que o hóspede vê ao entrar também é importante. Uma sala desimpedida, sem objetos pessoais do proprietário espalhados pelas prateleiras, transmite cuidado e respeito. Basta que tudo o que estiver presente tenha um lugar específico. E se, nessa revisão pré-verão, decidir renovar alguma superfície, preste atenção aos acabamentos. Proprietários e gestores de alojamentos no Algarve recorrem cada vez mais a lojas como a Action, que se destacam pela conveniência e por uma vasta gama de artigos para o lar e decoração focados na época estival a preços muito acessíveis.

Como proteger a sua roupa de praia e toalhas da humidade costeira com total eficácia

O Algarve cheira a mar, e isso faz parte do seu charme. Mas essa mesma humidade salina que impregna o ambiente no verão também penetra nos armários, amarela as toalhas brancas e gera odores difíceis de eliminar se não forem combatidos a tempo. É um daqueles problemas que os proprietários de uma primeira casa de férias descobrem tarde, e que os mais experientes já aprenderam a prevenir.

As soluções de casa decoração que utilizar no alojamento podem fazer parte da solução: o rattan tratado, a madeira lacada ou os têxteis de fibra sintética respirável resistem muito melhor à salinidade do que os materiais porosos. Para as toalhas e roupa de praia, a organização modular resistente à humidade é o que funciona: recipientes herméticos ou caixas com fecho seguro impedem que o ambiente húmido afete os têxteis quando não estão a ser utilizados, e algumas saquetas de sílica gel nas prateleiras do roupeiro fazem o resto.

Saiba que, no Algarve, o sol é o seu aliado. Estender as toalhas ao ar livre durante pelo menos uma hora após a lavagem tem um efeito bactericida natural que dificilmente se consegue com produtos de limpeza convencionais. Se a isso se juntar um detergente desenvolvido para têxteis brancos em ambientes com humidade e sal, a vida útil da roupa de banho prolonga-se consideravelmente.

Estratégias de organização infalíveis para cozinhas e despensas de apartamentos de férias

A cozinha é o espaço que mais rapidamente fica desarrumado com a rotação de hóspedes, e também aquele que os hóspedes mais valorizam quando está bem planeado. O problema costuma ser a falta de lógica: gavetas onde não se encontra nada, bancadas sobrecarregadas, condimentos fora de prazo misturados com os novos.

A chave é um sistema que qualquer hóspede consiga entender sem ler instruções. Identifique gavetas e armários com pictogramas claros, agrupe os utensílios por função e deixe na bancada apenas o que é usado diariamente, como a máquina de café, a torradeira e, no máximo, uma taça com fruta. O resto, guarde. A bancada desimpedida fica melhor nas fotografias que os hóspedes vão publicar e é desinfetada em trinta segundos.

A despensa merece a mesma atenção. No verão, com temperaturas que no interior do Algarve podem ultrapassar os 35 graus, os produtos armazenados sem proteção estragam-se rapidamente. Os recipientes herméticos de vidro ou plástico alimentar para arroz, massa, bolachas e outros produtos básicos conservam bem os alimentos e conferem à despensa um aspeto cuidado que as pessoas apreciam.

O detalhe na decoração da casa que garante avaliações de cinco estrelas nos meses mais quentes

Nas plataformas de aluguer de férias, a diferença entre uma classificação de 4,3 e uma de 4,8 está frequentemente na sensação que o hóspede tem ao entrar: se o espaço tem coerência, se há cuidado por trás, se alguém pensou nele antes da sua chegada. É essa sensação que gera avaliações de cinco estrelas e tem muito a ver com as decisões de decoração.

No verão, há elementos concretos que criam essa perceção. Cortinas blackout no quarto bloqueiam o calor da tarde, almofadas frescas de algodão em tons que lembram o Mediterrâneo ou mesmo uma planta aromática na varanda podem criar um ambiente que as pessoas descrevem como “acolhedor” ou “encantador” nas suas avaliações. Também vale a pena investir em materiais com polímeros anti-UV nos têxteis de interior e exterior: capas de almofadas, toalhas de mesa ou tapetes de varanda que não desbotam época após época, transmitindo uma imagem de cuidado aos hóspedes.

Uma garrafa de vinho regional na mesa, um pequeno cesto com produtos locais ou um raminho de alfazema na casa de banho são gestos de boas-vindas que custam pouco, mas dizem muito. O hóspede que chega após horas de viagem e encontra esse tipo de detalhe agradece e conta: na avaliação, nas redes sociais, aos amigos. E, na época alta, essa recomendação vale muito.

Espanhóis ‘fogem’ do calor de Sevilha e vão para esta pequena praia no Algarve que pode não ter espaço para todos

31 May 2026 at 15:20

As praias do sul de Portugal continuam a captar a atenção de turistas estrangeiros, sobretudo durante os meses mais quentes, numa altura em que muitos procuram alternativas a destinos mais concorridos. No Algarve, algumas zonas costeiras têm ganho destaque junto de visitantes espanhóis pela combinação entre paisagem natural, proximidade geográfica e acessos relativamente rápidos a partir da Andaluzia.

Segundo o jornal espanhol 20minutos, uma das praias que mais tem despertado curiosidade entre turistas vindos de Sevilha é a Praia do Camilo, em Lagos. A publicação descreve o local como um dos areais mais procurados por quem pretende evitar praias mais massificadas durante o verão. No entanto, as reduzidas dimensões do areal podem não permitir que todos os visitantes ali consigam estender a toalha.

Areal escondido entre falésias

A poucos quilómetros de Ponta da Piedade, a Praia do Camilo surge encaixada entre arribas escarpadas e formações rochosas típicas da costa algarvia. De acordo com o mesmo jornal, o cenário natural e a água transparente transformaram o local num dos pontos mais procurados da região.

O acesso, no entanto, não é imediato. Para chegar ao areal é necessário descer mais de 200 degraus, um percurso que acaba por limitar a circulação de visitantes e reduzir a capacidade da praia nos dias de maior procura. Conforme a mesma fonte, essa dificuldade contribui para a sensação de isolamento que muitos turistas procuram.

Proximidade com Espanha pesa na escolha

A curta distância em relação à fronteira espanhola tem sido outro dos fatores apontados para o aumento da procura. Escreve o jornal que a viagem desde Sevilha até Lagos pode ser feita em poucas horas, o que tem levado muitos visitantes andaluzes a escolherem o Algarve para escapadelas de verão.

Além da localização, a paisagem tem sido um dos elementos mais destacados por quem visita a zona. A publicação refere que as falésias avermelhadas contrastam com a areia clara e com o azul do Atlântico, criando uma imagem frequentemente partilhada nas redes sociais.

Túnel liga os dois lados da praia

A Praia do Camilo apresenta ainda uma característica pouco comum. O areal está dividido em duas zonas separadas por uma grande formação rochosa. Segundo a mesma fonte, existe um túnel escavado na rocha que permite a passagem entre os dois lados da praia sem necessidade de regressar pelas escadas de acesso.

Esse detalhe tornou-se uma das imagens mais associadas ao local. Acrescenta a publicação que muitos visitantes percorrem o túnel para explorar diferentes perspetivas sobre a costa e as falésias envolventes.

Espaço reduzido pode tornar-se um problema

Apesar da crescente popularidade, a dimensão da praia é limitada. Durante a época alta, sobretudo em dias de temperaturas elevadas, o espaço disponível no areal pode esgotar rapidamente. O número de visitantes aumenta também devido à proximidade com outros pontos turísticos da região.

De acordo com o 20minutos, a Praia do Camilo é frequentemente incluída em roteiros turísticos juntamente com Ponta da Piedade, uma das zonas mais conhecidas da costa algarvia pelas suas formações rochosas e miradouros sobre o oceano.

Lagos continua a ganhar protagonismo

Importa ainda destacar que, nos últimos anos, Lagos consolidou-se como um dos municípios mais procurados do Algarve, sobretudo entre turistas estrangeiros. Refere a mesma fonte que a combinação entre praias encaixadas nas falésias, percursos pedonais junto ao mar e zonas históricas tem reforçado a atratividade da cidade.

Ao mesmo tempo, a procura crescente por praias consideradas mais reservadas tem levado muitos visitantes a afastarem-se de zonas urbanas mais movimentadas. A Praia do Camilo surge precisamente como uma dessas alternativas, embora a procura crescente possa tornar cada vez mais difícil encontrar espaço durante o verão.

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Nem praias nem restaurantes: alemães entregam prémio ao Algarve e este foi o motivo

31 May 2026 at 14:40

O Algarve voltou a captar atenções fora de Portugal, desta vez por motivos ligados ao turismo de natureza e às caminhadas. A região foi distinguida numa votação promovida por uma revista alemã especializada, surgindo entre os destinos europeus mais apreciados por quem procura percursos pedestres, paisagens naturais e experiências fora dos circuitos tradicionais de verão.

De acordo com a revista alemã Trekking Magazine, o Algarve alcançou o terceiro lugar no prémio “Most Popular Hiking Regions in Europe 2026”. A escolha foi feita através da votação de cerca de 35.000 leitores da publicação, dedicada ao turismo de natureza e às caminhadas em vários países europeus.

A região portuguesa aparece atrás das Dolomitas e Tirol do Sul, em Itália, e da Bretanha, em França. Segundo a mesma fonte, a classificação coloca o Algarve entre os principais destinos europeus para quem privilegia trilhos, paisagens naturais e percursos de longa distância.

Caminhadas ganham espaço no turismo algarvio

Nos últimos anos, o Algarve tem procurado diversificar a oferta turística para além do verão e das praias. O reconhecimento internacional surge numa altura em que o turismo ligado à natureza ganha peso na região, sobretudo fora da época alta.

Escreve a publicação alemã que fatores, como o clima ameno ao longo do ano e a autenticidade das experiências locais ajudaram a consolidar a posição do Algarve neste segmento. A possibilidade de realizar caminhadas durante vários meses do ano tem sido apontada como uma das vantagens da região.

Trilhos que atravessam o interior e a costa

Entre os percursos destacados encontram-se a Via Algarviana e a Rota Vicentina. A primeira atravessa o interior algarvio, enquanto a segunda acompanha parte da costa sudoeste portuguesa.

Segundo a mesma fonte, estes percursos permitem descobrir zonas menos associadas ao turismo balnear, passando por áreas rurais, pequenas localidades e paisagens naturais afastadas dos centros mais movimentados da região.

Evento que quer atrair visitantes fora do verão

O prémio foi anunciado poucos dias antes do arranque do Algarve Walking Season, uma iniciativa que reúne cinco festivais dedicados às caminhadas. O objetivo passa por incentivar visitas durante períodos de menor procura turística.

Acrescenta a publicação que esta estratégia procura promover um contacto mais próximo com o património natural e cultural da região. A aposta em atividades ligadas à natureza é vista também como uma forma de distribuir o fluxo turístico ao longo do ano.

Há mais caminhos além das zonas balneares

Apesar de continuar associado às praias e ao turismo de verão, o Algarve tem vindo a ganhar notoriedade junto de visitantes interessados em experiências ligadas ao ar livre. Os trilhos pedestres, os percursos rurais e as zonas protegidas passaram a integrar vários roteiros turísticos internacionais.

Um dos percursos apontados como exemplo é o trilho entre Alte e a Ribeira de Alte, que conduz à Queda do Vigário. O local é conhecido pela presença de uma cascata procurada por visitantes durante diferentes épocas do ano.

Distinção que muda o foco sobre a região

A presença do Algarve neste ranking europeu mostra também uma mudança na forma como a região é promovida além-fronteiras. O destaque já não passa apenas pelas zonas costeiras mais conhecidas, mas também pelo património natural do interior e pelos percursos de natureza.

A Trekking Magazine refere ainda que o Algarve continua a consolidar a sua posição como destino multifacetado, capaz de atrair visitantes interessados em diferentes tipos de turismo, incluindo caminhadas, observação da paisagem e atividades ao ar livre.

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Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos

31 May 2026 at 11:00

Uma mancha no teto, tinta a empolar ou água a escorrer pela parede podem transformar rapidamente a vida num prédio num conflito entre vizinhos. Quando a infiltração parece vir da fração de cima ou de uma parede comum, a pergunta surge quase sempre da mesma forma: quem paga a reparação?

A resposta depende, antes de tudo, da origem da infiltração. Se o problema vier de uma canalização, casa de banho, equipamento ou intervenção pertencente a uma fração autónoma, a responsabilidade pode recair sobre o proprietário dessa fração. Se a origem estiver numa parte comum do edifício, como telhado, fachada, instalações gerais de água, caleiras, cobertura ou terraço comum, poderá caber ao condomínio suportar a reparação.

Primeiro passo: apurar a origem

Antes de exigir pagamentos, é essencial perceber de onde vem a água. A DECO PROteste lembra que, em caso de inundação ou infiltração num condomínio, primeiro é necessário apurar a origem do dano e só depois pedir responsabilidades. Sem essa identificação, o conflito pode arrastar-se entre vizinho, condomínio e seguradoras. Muitas vezes, a água aparece num ponto da casa, mas entra noutro local. Uma mancha no teto pode ter origem numa casa de banho do vizinho de cima, mas também numa prumada comum, numa fissura da fachada ou numa cobertura mal conservada. Por isso, uma avaliação técnica pode ser decisiva, sobretudo quando o vizinho ou a administração do condomínio não reconhecem a responsabilidade.

Quando a responsabilidade pode ser do vizinho

Se a infiltração tiver origem numa fração autónoma, o proprietário dessa fração pode ter de pagar os estragos. Isto pode acontecer, por exemplo, quando há rotura numa canalização privada, fuga numa máquina de lavar, problema numa base de duche, intervenção mal feita dentro de casa ou uso indevido de uma zona exterior afeta à fração. De acordo com o artigo 493.º do Código Civil, quem tiver em seu poder uma coisa móvel ou imóvel, com o dever de a vigiar, responde pelos danos que essa coisa causar, salvo se provar que não houve culpa ou que os danos se teriam produzido mesmo sem culpa. Também o artigo 483.º prevê a obrigação de indemnizar quando alguém viola ilicitamente o direito de outra pessoa e causa danos.

O portal Contas Connosco, da Cofidis, explica que, quando a infiltração é causada por um vizinho, deve ser esse vizinho a comunicar o sucedido à sua seguradora, para que sejam acionadas as coberturas aplicáveis, nomeadamente a responsabilidade civil, se estiver contratada. Se não tiver seguro, ou se a apólice não cobrir a situação, a reparação poderá ter de ser paga do próprio bolso.

Quando a responsabilidade é do condomínio

A responsabilidade muda se a origem estiver numa parte comum do prédio. Nos termos do artigo 1421.º do Código Civil, são partes comuns, entre outras, o solo, os alicerces, colunas, pilares, paredes mestras, partes estruturais do prédio, telhado, terraços de cobertura, entradas, escadas, corredores de uso comum e instalações gerais de água, eletricidade, aquecimento, ar condicionado, gás, comunicações e semelhantes. Quando a infiltração vem destas zonas, a reparação da origem do problema e dos danos provocados pode ter de ser assumida pelo condomínio, nos termos aplicáveis. O artigo 1424.º do Código Civil estabelece que as despesas necessárias à conservação e fruição das partes comuns são, em regra, suportadas pelos condóminos na proporção do valor das respetivas frações. A jurisprudência tem seguido essa distinção. Num acórdão de 10 de outubro de 2024, o Tribunal da Relação de Guimarães sublinhou que o proprietário da fração responde pelos danos causados pela violação dos deveres de conservação do seu imóvel, mas que a responsabilidade é do condomínio quando os danos têm origem em partes comuns do edifício.

Terraços e varandas podem complicar

Nem todos os casos são simples. Há terraços que são partes comuns, mas estão afetos ao uso exclusivo de uma fração. O mesmo pode acontecer com algumas zonas exteriores que, na prática, só um condómino utiliza. Nestas situações, pode ser necessário perceber se o problema resulta de defeito estrutural, falta de manutenção da parte comum ou facto imputável ao morador que tem acesso exclusivo ao espaço.

O artigo 1424.º do Código Civil distingue estes casos. As despesas relativas a partes comuns que sirvam exclusivamente algum dos condóminos podem ficar a cargo de quem delas se serve. Mas, quando o estado de conservação dessas partes comuns afeta o uso ou a conservação das restantes partes comuns do prédio, o condómino com uso exclusivo apenas suporta as despesas na proporção normal da sua fração, salvo se a necessidade de reparação decorrer de facto que lhe seja imputável. É por isso que a origem técnica da infiltração é tão importante. Sem ela, é difícil saber se deve responder o vizinho, o condomínio, a seguradora de uma fração ou a apólice comum do edifício.

Seguro pode resolver, mas nem sempre cobre tudo

O seguro multirriscos habitação pode ser importante nestas situações, mas há limites. A DECO PROteste explica que a cobertura de danos por água costuma abranger situações como rotura, entupimento ou transbordamento da rede interna de distribuição de água e esgotos, mas não cobre necessariamente infiltrações lentas, humidade, condensação, falta de manutenção ou situações resultantes de negligência. Se a infiltração causar estragos na própria casa, a reparação desses danos pode ficar a cargo do proprietário, dependendo das coberturas contratadas e da causa apurada. Se os danos forem causados na casa de vizinhos, a cobertura de responsabilidade civil do seguro multirriscos pode ajudar a indemnizar os lesados, se existir e se a situação estiver abrangida.

Já no caso de partes comuns, o seguro do condomínio pode ser acionado, se a apólice tiver coberturas adequadas para danos por água, responsabilidade civil ou danos em zonas comuns. Ainda assim, importa lembrar que, em prédios em propriedade horizontal, o seguro legalmente obrigatório é o seguro contra o risco de incêndio do edifício, previsto no artigo 1429.º do Código Civil. As restantes coberturas dependem da apólice contratada. As seguradoras costumam avaliar a origem, a causa e o estado de conservação. Falta de manutenção prolongada, infiltrações antigas ou obras mal executadas podem levantar dificuldades na cobertura.

O que deve fazer se tem uma infiltração

O primeiro passo é registar o problema. Fotografe as manchas, a água, os danos em móveis, paredes, tetos ou pavimentos. Anote datas, horas e evolução da infiltração. Se houver agravamento depois de chuva, banho, utilização de máquina de lavar ou outro evento identificável, essa informação pode ajudar a perceber a origem. Depois, deve comunicar a situação ao vizinho, se suspeitar que a origem está na fração dele, e à administração do condomínio, se a infiltração puder vir de parte comum. Também deve contactar a sua seguradora, caso tenha seguro multirriscos. Mesmo que a responsabilidade seja de terceiro, a seguradora pode orientar os passos seguintes e, em alguns casos, enviar perito. Deve fazê-lo o quanto antes e de acordo com os prazos previstos na apólice.

E se o vizinho não colaborar?

Se o vizinho não permitir acesso, negar responsabilidade ou ignorar o problema, o caso pode tornar-se mais difícil. Nessa situação, é importante formalizar as comunicações por escrito, preferencialmente por email ou carta registada. Deve também envolver a administração do condomínio quando houver suspeita de impacto em partes comuns ou risco de agravamento. Se a infiltração continuar e houver danos relevantes, pode ser necessário recorrer a peritagem independente, Julgados de Paz, tribunal ou apoio jurídico. Os Julgados de Paz podem apreciar conflitos cíveis até 15 mil euros, incluindo ações relacionadas com direitos e deveres dos condóminos, quando a matéria se enquadre na sua competência.

Evite reparar antes de haver prova

Quando há água em casa, a vontade natural é reparar depressa. Mas convém não eliminar todos os vestígios antes de haver prova. Se pintar a parede, substituir o teto falso ou reparar o pavimento antes da vistoria, pode tornar mais difícil demonstrar a origem e a extensão dos danos. O ideal é tomar medidas para impedir o agravamento, mas guardar fotografias, relatórios, orçamentos e comunicações. Se houver intervenção urgente, peça sempre documento escrito ao técnico que descreva a causa provável.

A regra que decide quase tudo

Em casos de infiltrações, a regra prática é simples: responde, em regra, quem tem o dever de conservar e vigiar a parte de onde veio a água. Se a água vem da fração do vizinho, o responsável poderá ser esse proprietário. Se vem de uma parte comum, a responsabilidade tende a recair sobre o condomínio. Se houver seguro válido, a seguradora pode assumir parte ou a totalidade dos custos, consoante as coberturas contratadas e a causa apurada.

No final, o mais importante é não transformar a suspeita em acusação sem prova. Apurar a origem da infiltração é o passo que decide quem paga, quem repara e como o conflito pode ser resolvido sem se arrastar durante meses.

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Famílias que acolhem: o amor que transforma – Acolhimento Familiar | Por Neusa Patuleia e Catarina Silva Almeida

31 May 2026 at 10:50

O que é o acolhimento familiar?

O acolhimento familiar tem como principal missão a promoção dos direitos e garantias das crianças, consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança. “Uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos.”

Quando uma criança que, por motivos de negligência, abandono ou violência, precisa de ser protegida e não pode permanecer com a sua família de origem, podem ser aplicadas diferentes respostas no âmbito do sistema de promoção e proteção. Entre essas respostas, quando se torna necessária a sua colocação fora do contexto familiar, existem duas principais alternativas: o acolhimento residencial ou o acolhimento familiar.

NEUSA PATULEIA – Psicóloga e vogal da Direção da Delegação Regional Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

O acolhimento familiar é, assim, uma medida de promoção e proteção, de carácter temporário, prevista na lei, que visa garantir à criança um ambiente familiar seguro, afetivo e estruturado, até que possa regressar à sua família de origem ou, quando tal não seja possível, ser encaminhada para uma solução de vida estável, como a adoção, sempre em função do seu superior interesse.

Em Portugal, o acolhimento familiar foi reforçado e regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 139/2019, que estabeleceu o regime de execução desta medida e procurou promover a sua aplicação, contrariando a predominância do acolhimento residencial. A implementação deste modelo foi progressivamente operacionalizada a nível nacional, com especial impulso a partir de 2022.

Porque é tão importante?

A fase inicial da vida é extraordinariamente relevante para a arquitetura do cérebro em maturação, tendo impactos profundos na saúde e no desenvolvimento físico e cognitivo, na segurança emocional e vinculação, na construção da identidade pessoal e cultural e no desenvolvimento de competências da criança.

É no contexto familiar que a criança constrói as bases de uma vida mental organizada e aprende a relacionar-se afetivamente, a partir da experiência de ser reconhecida, cuidada e investida emocionalmente.

Os efeitos nefastos da carência ou privação, total ou parcial, de cuidados parentais, resultantes de uma interação insuficiente entre a criança e a sua figura cuidadora principal, seja pela ausência dessa figura, seja pela descontinuidade ou insegurança das relações estabelecidas, podem ser significativamente atenuados quando é proporcionada à criança uma figura de vinculação alternativa. Na ausência da sua família de origem, a criança pode estabelecer uma relação estável e reasseguradora com cuidadores de substituição, minimizando a experiência de privação e os potenciais impactos no seu desenvolvimento.

CATARINA SILVA ALMEIDA – Psicóloga na Fundação António Aleixo

As crianças precisam de muito mais do que um teto, alimentação e cuidados de higiene. Precisam de afeto, estabilidade e relações significativas. A investigação científica e a experiência prática demonstram que, sempre que possível, crescer num ambiente familiar é mais favorável ao desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança, particularmente nos primeiros anos de vida.

Em contexto institucional, ainda que com profissionais dedicados e afetivos, é mais difícil assegurar relações individualizadas e a existência de uma figura de referência estável. Já no acolhimento familiar, a criança pode contar com um rosto que a reconhece, uma voz que a conforta e um colo que a ampara. É essa continuidade relacional e esse cuidado sensível que fazem a diferença, permitindo-lhe reconstruir a confiança no outro – e em si própria.

Quem pode ser família de acolhimento?

Pessoas com sentido de missão, com disponibilidade emocional e com vontade genuína de fazer a diferença.

Pode ser um casal ou uma pessoa singular, com ou sem filhos, desde que preencha os requisitos legais aplicáveis e esteja disponível para formação e acompanhamento por parte das entidades de enquadramento do acolhimento familiar.

Principais critérios para ser família de acolhimento:

• Residir em território nacional
• Ter idoneidade moral e condições de saúde física e psicológica adequadas
• Garantir estabilidade emocional e relacional
• Possuir disponibilidade de tempo para a integração de uma criança ou jovem no contexto familiar
• Dispor de condições habitacionais adequadas e estáveis
• Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com o exercício das responsabilidades de acolhimento, nomeadamente por crimes contra crianças, jovens ou por violência doméstica
• Pelo menos um dos candidatos ter idade igual ou superior a 25 anos

Como ser família de acolhimento?

O processo de candidatura e certificação para família de acolhimento é exigente e implica avaliação rigorosa por parte das entidades competentes, incluindo formação específica, avaliação psicossocial e acompanhamento técnico. Mais do que boa vontade, esta medida exige estabilidade, preparação e capacidade para responder de forma consistente às necessidades de crianças em situação de especial vulnerabilidade.

Acolher é ajudar a sarar feridas invisíveis

Acolher uma criança é um ato de responsabilidade e de humanidade. Significa reconhecer que, mesmo não sendo possível alterar o passado, é possível oferecer um presente mais seguro e um futuro com maior previsibilidade e esperança. É contribuir para que cada criança cresça a sentir-se valorizada, respeitada e emocionalmente segura.

Dar visibilidade ao acolhimento familiar é contribuir para uma sociedade mais consciente da importância de garantir a cada criança o direito fundamental a crescer num ambiente seguro, estável e afetivamente protetor.

Mais informações disponíveis no site da Segurança Social:
https://www.seg-social.pt/ptss/pssd/menu/familia/apadrinhamento-acolhimento/familia-acolhimento-criancas-jovens

Leia também: Entre o medo e a curiosidade: o que nos atrai nas histórias de crime real? | Por Neusa Patuleia

Boat Show volta a transformar Vilamoura em palco da náutica

31 May 2026 at 10:30

A Marina de Vilamoura volta a receber, entre os dias 6 e 14 de junho, a 29.ª edição do Marina de Vilamoura International Boat Show, evento que reforça a posição do Algarve como um dos principais destinos europeus da náutica de recreio.

Segundo a organização, a edição de 2026 já regista uma forte adesão de expositores nacionais e internacionais, refletindo o crescente interesse do setor pela náutica de recreio em Portugal.

Organizado pela Marina de Vilamoura, em parceria com a FIL – Feira Internacional de Lisboa e com o apoio do Município de Loulé, o certame deverá reunir mais de 50 marcas, cerca de 40 expositores e uma centena de embarcações.

O evento pretende afirmar-se como uma das principais plataformas de negócio da indústria náutica no sul da Europa, reunindo compradores, investidores e profissionais ligados ao setor.

Evento reforça posição internacional de Vilamoura

A edição deste ano antecipa uma forte dinâmica comercial, impulsionada por lançamentos de embarcações, atividades de brokerage e inovação tecnológica.

Apesar da elevada taxa de ocupação já registada, a organização refere que ainda existem oportunidades de participação para empresas interessadas em marcar presença no evento.

Segundo os promotores, o Marina de Vilamoura International Boat Show atrai mais de 100 mil visitantes, cerca de metade provenientes do estrangeiro, consolidando-se como uma plataforma para geração de contactos, parcerias e negócios.

Realizado desde 1997, o evento tem desempenhado um papel importante na afirmação de Vilamoura como destino de referência para a náutica de recreio na Europa.

A marina algarvia permite a exposição de embarcações em contexto real, proporcionando uma interação direta entre marcas e potenciais compradores, num modelo alinhado com os principais eventos internacionais do setor.

Além da vertente empresarial, o evento tem também impacto na hotelaria, turismo e serviços associados da região.

O Marina de Vilamoura International Boat Show decorre entre 6 e 14 de junho, das 11:00 às 21:00, com entrada livre.

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