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Autódromo de Portimão vai encher: F4 regressa ao Algarve com um português na luta pelo título

1 June 2026 at 13:04

O desporto motorizado regressa ao Algarve com um fim de semana dedicado às corridas de formação, reunindo duas competições internacionais e vários jovens pilotos em ascensão. O evento decorre em Portimão e destaca-se pela intensidade em pista, num programa que se estende ao longo de três dias. A entrada com acesso ao padddock custa 10 euros.

De acordo com o portal Lisboa Secreta, o recinto recebe entre 5 e 7 de junho as rondas do F4 Spanish Championship e da Eurocup-3. A mesma fonte sublinha que a iniciativa pretende aproximar o público do universo das corridas, permitindo contacto direto com equipas e pilotos num ambiente competitivo.

O formato do fim de semana inclui sessões de qualificação e várias corridas, numa estrutura pensada para maximizar o número de momentos em pista ao longo dos três dias.

Noah Monteiro em destaque na luta pelo campeonato

Na categoria de Fórmula 4, o principal foco recai sobre o piloto português Noah Monteiro, que chega a Portimão na segunda posição da classificação geral. Segundo a mesma fonte, o jovem piloto encontra-se a 12 pontos do líder, o holandês Rocco Coronel, depois dos resultados obtidos em Valência.

A proximidade na tabela classificativa aumenta a importância desta ronda, já que qualquer resultado poderá influenciar diretamente a luta pelo título. Atrás de Monteiro surge ainda o espanhol Aleix Piñera, também em posição de disputa pelo pódio do campeonato.

Eurocup-3 traz novos duelos à pista

Na Eurocup-3, a atenção centra-se em James Egozi, que chega a Portugal após um início de época consistente. De acordo com a organização, o piloto norte-americano destacou-se na ronda anterior em Paul Ricard, onde somou três pódios, incluindo uma vitória, assumindo a liderança do campeonato.

Atrás dele surgem Keanu Al Azhari e o estreante Ean Eyckmans, que têm mantido uma luta direta pelas posições cimeiras. A mesma fonte refere ainda o equilíbrio nas equipas, com a MP Motorsport e a Palou Motorsport a ocuparem os lugares de topo na classificação.

Portimão como palco exigente para jovens pilotos

O circuito algarvio é frequentemente apontado como um dos traçados mais exigentes do calendário, devido às suas curvas de elevada dificuldade e variações de altitude. Segundo a organização, este conjunto de características obriga a uma condução precisa, reduzindo a margem de erro em várias zonas do traçado.

A pista é também descrita como um desafio técnico relevante para pilotos em fase de desenvolvimento, sendo considerada um dos testes mais completos da temporada.

Entrada custa 10€ e inclui o contacto direto com o paddock

O fim de semana em Portimão inclui o acesso por 10 euros às bancadas e ao paddock, permitindo aos espectadores acompanhar de perto a dinâmica das equipas. O objetivo passa por proporcionar uma experiência mais próxima do ambiente competitivo do automobilismo.

Com corridas distribuídas entre treinos, qualificações e provas principais, o evento promete vários momentos de pista ao longo dos três dias, com destaque para a intensidade das lutas em ambas as categorias.

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Universidade do Algarve inova: nesta plataforma há uma nova funcionalidade gratuita para os alunos estudarem para os exames nacionais

1 June 2026 at 12:33

A preparação para exames nacionais passa a contar com novas ferramentas digitais que procuram aproximar o estudo em casa das condições reais das provas. A iniciativa envolve uma plataforma educativa desenvolvida em Portugal e dirigida a alunos e professores, com foco na simulação de testes em ambiente digital.

Ouvido pela agência de notícias Lusa, o coordenador do projeto MILAGE, Mauro Figueiredo sublinha que a plataforma passou a disponibilizar novas funcionalidades que permitem gerar fichas de treino em formato semelhante ao das provas digitais nacionais. O responsável explicou que os alunos podem praticar em condições muito próximas das que vão encontrar nos exames, tanto em estrutura como em apresentação visual.

O mesmo responsável referiu que estes exercícios foram desenhados para reproduzir o modelo das provas nacionais digitais, incluindo diferentes níveis de dificuldade e conjuntos variados de questões, permitindo várias tentativas ao longo do processo de aprendizagem.

Treino progressivo e autonomia dos estudantes

Segundo o coordenador do projeto, a lógica da plataforma passa por incentivar uma preparação mais gradual e autónoma, adaptada ao ritmo de cada aluno. A ideia é garantir que os estudantes chegam aos exames familiarizados com o formato e com o tipo de ambiente digital utilizado nas avaliações.

Mauro Figueiredo acrescentou que os exercícios são gerados automaticamente com base numa base de dados acumulada ao longo de vários anos, o que permite diversificar conteúdos e exercícios de treino.

Feedback imediato e apoio ao estudo

Conforme o coordenador, após a realização das tarefas, os alunos podem aceder às soluções para verificar o desempenho e identificar os conteúdos que precisam de ser reforçados. Este mecanismo pretende apoiar o estudo contínuo e a consolidação das matérias ao longo do tempo.

O projeto surge numa fase em que o sistema de avaliação em Portugal tem vindo a integrar progressivamente ferramentas digitais, tanto no ensino como na realização de provas.

Professores também ganham novas ferramentas

Além dos alunos, a plataforma passa também a permitir que os professores criem testes de avaliação em formato digital de forma gratuita. Estes podem ser construídos com recurso a questões próprias ou ao banco de exercícios disponível na plataforma.

Segundo o coordenador do projeto, estas funcionalidades reforçam o papel da MILAGE na promoção de métodos de aprendizagem mais ativos e na disponibilização de recursos educativos acessíveis a diferentes níveis de ensino.

Projeto com origem na Universidade do Algarve

O projeto foi criado em 2016 na Universidade do Algarve e tem vindo a ser desenvolvido como uma ferramenta de apoio ao ensino. A plataforma disponibiliza conteúdos desde o pré-escolar até ao ensino secundário e abrange várias disciplinas.

Mauro Figueiredo concluiu que a evolução recente reforça o compromisso da plataforma com a inclusão digital e com o sucesso escolar, sublinhando a disponibilização de recursos gratuitos para estudantes e professores.

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Vem aí a primeira maratona de sempre do Algarve: evento vai realizar-se nesta data e este será o ponto de partida

1 June 2026 at 12:12

A região do Algarve prepara-se para receber, pela primeira vez, uma maratona oficial, um evento que marca a entrada do sul do país no circuito das grandes provas de atletismo de estrada. A estreia está agendada para 6 de dezembro e foi anunciada através das redes sociais, num momento que confirma a aposta crescente em eventos desportivos com ligação ao turismo e à promoção territorial.

De acordo com a organização do evento, citada pela NiT, o traçado foi concebido para tirar partido da paisagem costeira, com partida e chegada na Marina de Vilamoura e passagem por vários pontos do concelho de Loulé. A mesma fonte descreve a prova como pensada para proporcionar uma experiência diferenciada, associando a competição à envolvente natural do território.

A estrutura do evento inclui várias distâncias, permitindo a participação de atletas com diferentes níveis de preparação. Estão previstas provas de 42, 21, 10 e cinco quilómetros, numa lógica que combina vertente competitiva com participação recreativa.

Turismo, logística e ambição regional

A organização sublinha ainda a ligação entre a prova e a capacidade turística da região. Segundo a mesma fonte, o Algarve reúne condições logísticas e infraestruturais que facilitam a receção de atletas, equipas técnicas e visitantes, destacando a proximidade ao Aeroporto de Faro e a oferta hoteleira existente como fatores relevantes para a realização do evento.

Num plano institucional, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, destacou o significado do projeto para o concelho, referindo que “é com enorme orgulho que o município acolhe um projeto tão ambicioso e transformador como a Maratona do Algarve”.

Expectativa para a primeira edição

O autarca acrescentou que a iniciativa se enquadra numa estratégia de dinamização territorial, afirmando que o evento “reflete a nossa visão de um território dinâmico, coeso e capaz de atrair milhares de pessoas de todo o mundo, dinamizando a economia local e celebrando o desporto num cenário verdadeiramente deslumbrante”.

Telmo Pinto sublinhou ainda o compromisso do município com o desporto e o turismo sustentável, reforçando a intenção de posicionar Loulé como palco de eventos de grande escala.

Inscrições ainda por definir

Apesar da apresentação pública da prova, ainda não foram divulgados os valores de inscrição nem os prémios associados às diferentes distâncias. A organização indica que essas informações serão disponibilizadas em breve no site oficial do evento, mantendo em aberto alguns dos detalhes operacionais desta primeira edição.

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Pensão média de velhice sobe e este é o novo valor

1 June 2026 at 12:01

A evolução das pensões de velhice em Portugal está a ser marcada por mudanças no perfil das reformas e no valor médio pago aos aposentados, num contexto em que a idade de saída do mercado de trabalho continua a aumentar entre os funcionários públicos. Os dados mais recentes apontam também para alterações na estrutura das novas pensões atribuídas no sistema da Caixa Geral de Aposentações.

De acordo com o Conselho de Finanças Públicas, numa análise baseada na informação da Caixa Geral de Aposentações referente a 2025, a pensão média de velhice registou um aumento face ao ano anterior.

Pensão média sobe mais de 50 euros

Segundo escreve o jornal Correio da Manhã, o valor médio mensal das pensões de velhice aumentou 53 euros em 2025, passando de 1.707 euros em 2024 para 1.760 euros no ano seguinte. Este crescimento está associado às características das novas pensões atribuídas. O Conselho de Finanças Públicas explica à mesma fonte que este aumento resulta, em grande parte, do peso crescente das novas reformas da administração central, cujo valor médio é superior ao conjunto global das pensões.

As pensões atribuídas a novos aposentados oriundos da administração central apresentaram, em 2025, um valor médio de 2521 euros, o que representa um aumento de 2,5% em comparação com o ano anterior. Acrescenta a análise citada pelo Correio da Manhã que estes novos beneficiários representaram 44,3% do total das novas pensões atribuídas pela Caixa Geral de Aposentações no mesmo ano.

Reforma cada vez mais tardia

Os dados mostram também uma tendência de adiamento da saída da vida ativa. Em 2024, a idade média de acesso à reforma situou-se nos 65,6 anos, muito próxima da idade legal definida, que era de 66 anos e sete meses.

Este aumento está ligado tanto às penalizações aplicadas em caso de reforma antecipada como às dificuldades em aceder a esse regime, o que tem levado muitos trabalhadores a prolongar a sua atividade profissional.

Reformas aos 70 anos atingem novo máximo

O número de trabalhadores que se reformaram aos 70 anos atingiu, no último ano, o valor mais elevado dos últimos cinco anos, sinalizando um prolongamento progressivo das carreiras na administração pública. O Conselho de Finanças Públicas sublinha ainda que as aposentações voluntárias não antecipadas passaram a ser a modalidade dominante nas novas pensões, reforçando uma tendência que se tem consolidado nos últimos anos.

Em 2025 foram atribuídas 21.769 novas pensões de aposentação e reforma, menos 912 do que no ano anterior, o que representa uma quebra de 4%. Ainda assim, o sistema registou o número mais elevado de pensões de velhice dos últimos cinco anos. Segundo o mesmo relatório, este crescimento do número total de reformados resulta do aumento das pensões por velhice, parcialmente compensado pela redução das pensões por invalidez.

Mais beneficiários no sistema

O número médio de reformados passou de 490.084 em 2024 para 497.247 em 2025, o que corresponde a mais 7.163 beneficiários no sistema. Esta evolução resulta sobretudo do aumento de 9.267 pensões por velhice e outros motivos, ainda que parcialmente equilibrado pela redução de 2104 pensões de invalidez.

O conjunto destes dados aponta para uma transformação gradual no sistema de pensões da função pública, tanto ao nível do valor médio como da idade de acesso à reforma. As tendências identificadas mostram um reforço das reformas mais tardias e um peso crescente das pensões de maior valor na composição global do sistema da Caixa Geral de Aposentações.

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Nestas duas situações pode circular na via da direita mais rápido do que os carros da via da esquerda sem risco de multas

1 June 2026 at 11:25

Circular em diferentes faixas de rodagem continua a gerar dúvidas entre condutores em Portugal, sobretudo quando está em causa a velocidade relativa entre vias e a forma correta de ultrapassar. A interpretação das regras de ultrapassagem e circulação nem sempre é linear, o que leva a questionamentos frequentes sobre o que é ou não permitido no dia a dia da condução.

De acordo com o portal de fact-check Polígrafo, a questão colocada por um leitor prende-se com a possibilidade de circular na via mais à direita a uma velocidade superior à dos veículos que seguem nas faixas à esquerda, levantando dúvidas sobre a legalidade dessa prática.

Ultrapassar pela direita? Regra geral não

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária esclarece, em resposta à mesma fonte, que “a ultrapassagem deve efetuar-se pela esquerda”, conforme previsto no Código da Estrada.

Essa regra implica que circular mais depressa pela faixa da direita em relação às vias da esquerda constitui, em termos gerais, uma infração. Segundo a mesma fonte, essa prática pode ser punida com coimas que variam entre 250 e 1250 euros.

Há situações em que a regra não se aplica

Apesar da regra geral, existem contextos específicos em que a circulação na via da direita pode não configurar infração, mesmo quando a velocidade é superior à das faixas à esquerda.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária detalha que isso pode acontecer “na circulação dentro das localidades”, onde os condutores devem escolher a via mais adequada ao seu destino, bem como “na circulação em rotundas”, onde se aplicam regras próprias de posicionamento.

Acrescenta ainda a mesma fonte que a exceção também se verifica “na circulação nas vias em que, devido à intensidade da circulação, os veículos ocupem toda a largura da faixa de rodagem destinada a esse sentido”.

Quando o trânsito justifica a diferença de velocidade

Nestes casos, a velocidade dos veículos pode variar naturalmente entre faixas sem que isso represente uma infração, já que o fluxo de trânsito condiciona a progressão de cada condutor.

A ANSR sublinha que estas exceções estão previstas no enquadramento legal e visam adaptar a circulação às condições reais da estrada, especialmente em situações de tráfego intenso.

O que fazer na prática ao ultrapassar

Fora das exceções, a regra mantém-se clara nas autoestradas e vias rápidas. Nestas situações, circular mais depressa pela direita do que pelos veículos à esquerda é proibido, reforça a autoridade rodoviária citada pelo Polígrafo.

Quando é necessário ultrapassar, deve ser feita a manobra prevista no Código da Estrada: o condutor deve mudar para a via da esquerda, realizar a ultrapassagem em segurança e regressar depois à faixa da direita.

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Há novas regras em vigor para a apanha de bivalves: este documento terá de ser preenchido e entregue em papel

1 June 2026 at 11:05

A apanha e comercialização de bivalves em Portugal entrou num novo regime de controlo, com alterações que reforçam as obrigações dos apanhadores e introduzem registos mais detalhados sobre a circulação destes produtos. As novas regras, em vigor a partir desta segunda-feira, 1 de junho, visam melhorar a rastreabilidade e combater práticas ilegais associadas ao setor.

De acordo com o Ministério da Agricultura, citado pela agência de notícias Lusa, passa a ser obrigatório que os bivalves “passem por um estabelecimento conexo nacional devidamente licenciado e autorizado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), antes da realização de qualquer tipo de transação”.

Registo obrigatório em suporte papel

Uma das mudanças centrais está na forma como os movimentos dos moluscos passam a ser registados. Segundo o Ministério da Agricultura, “os apanhadores passam a estar obrigados a registar todas as movimentações de moluscos bivalves vivos através de documento emitido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), exclusivamente em suporte papel, válido apenas em território nacional”.

A medida surge como solução temporária enquanto não entra em funcionamento uma plataforma digital prevista para o setor. O objetivo é garantir maior controlo administrativo sobre a cadeia de distribuição.

Venda apenas após controlo e depuração

As novas regras também apertam as condições de venda. De acordo com a mesma fonte, “a venda de moluscos bivalves vivos a estabelecimentos comerciais grossistas e retalhistas ou diretamente ao consumidor final só pode ser efetuada após o respetivo registo e depuração e/ou expedição por estabelecimento conexo nacional devidamente aprovados para o efeito”.

Estes procedimentos aplicam-se de forma generalizada ao território continental e procuram assegurar maior segurança alimentar e controlo sanitário dos produtos.

Sistema de rastreabilidade mais rígido

O Governo justifica as alterações com a necessidade de reforçar a rastreabilidade e a salubridade dos bivalves. O objetivo passa por garantir que a circulação dos produtos é feita sob controlo e que existe registo em todas as fases do processo.

Nesse sentido, o ministério refere ainda que a nova regulamentação pretende assegurar “condições de rastreabilidade e de salubridade” ao longo da cadeia de distribuição.

Regras para estabelecimentos e fiscalização

Os estabelecimentos conexos passam também a estar sujeitos a requisitos específicos, incluindo comunicação de dados às entidades competentes e verificação da validade das licenças dos apanhadores.

Estes espaços devem “cumprir seis critérios”, entre os quais a confirmação da atividade legal, a comunicação de dados à Docapesca e a utilização de mecanismos de verificação através de QR Code.

Medidas surgem após operações no terreno

As alterações legislativas surgem num contexto de reforço da fiscalização. Antes destas mudanças, o diretor-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos tinha já proibido a captura de amêijoa-japonesa no rio Tejo, medida que visava travar práticas ilegais e melhorar o controlo sanitário.

A ação das autoridades incluiu operações de fiscalização no terreno. A Autoridade Marítima Nacional e a ASAE realizaram uma operação no rio Tejo que levou à apreensão de embarcações e produtos. De acordo com os dados oficiais, a operação resultou na identificação de suspeitos e na apreensão de cerca de meia tonelada de amêijoa-japonesa, reforçando a necessidade de novas regras de controlo no setor.

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Mais de 100 bidões de combustível encontrados à deriva no mar em Albufeira

1 June 2026 at 10:45

A deteção de objetos suspeitos no mar levou as autoridades a realizar uma operação ao largo da costa algarvia, depois de terem sido encontrados dezenas de recipientes à deriva numa zona marítima próxima de Albufeira. O caso está agora a ser analisado pelas entidades competentes, numa investigação que procura determinar a origem e a finalidade do material recolhido.

De acordo com a agência de notícias Lusa, a Polícia Marítima apreendeu 124 bidões de combustível que se encontravam a sul da costa de Albufeira, no distrito de Faro, durante uma ação de vigilância marítima.

Achado que levantou suspeitas

A operação foi conduzida por elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Portimão, depois de os recipientes terem sido identificados durante patrulhamentos regulares efetuados naquela área marítima. Segundo a mesma fonte, a intervenção enquadrou-se nas ações habituais de monitorização destinadas ao combate de atividades ilícitas no mar, bem como à proteção da navegação e do ambiente marinho.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional explicou que os recipientes recolhidos apresentam características frequentemente associadas a operações logísticas utilizadas por redes de narcotráfico marítimo. A autoridade refere que este tipo de bidões é habitualmente utilizado para abastecer embarcações de alta velocidade em pleno mar, um método que tem sido associado a determinados circuitos criminosos ligados ao transporte de droga por via marítima.

Risco para a navegação

Além das suspeitas relacionadas com eventuais atividades ilegais, a presença dos recipientes no mar representava também um risco para a segurança da navegação na zona. A mesma fonte acrescenta que a existência de dezenas de bidões à deriva poderia provocar acidentes com embarcações que circulassem naquela área, criando igualmente potenciais impactos ambientais caso ocorressem derrames ou colisões.

A recolha dos recipientes permitiu remover um obstáculo que se encontrava disperso numa zona marítima frequentada por embarcações de diferentes dimensões, incluindo embarcações de recreio e profissionais. A Autoridade Marítima Nacional explica que a ação integra o trabalho regular desenvolvido pelas forças de fiscalização marítima, que realizam patrulhas permanentes ao longo da costa portuguesa para detetar situações de risco e atividades suspeitas.

Investigação prossegue

Para já, não foram divulgados detalhes sobre a origem dos 124 bidões nem sobre eventuais responsáveis pelo seu abandono no mar. As autoridades mantêm a análise do material recolhido para apurar todas as circunstâncias relacionadas com o caso.

A ocorrência surge num contexto de vigilância reforçada das águas territoriais portuguesas, onde as autoridades procuram identificar ameaças à segurança marítima e prevenir atividades ilícitas que utilizem o mar como rota logística. As investigações deverão agora determinar se existe uma ligação efetiva entre os recipientes encontrados e redes criminosas ou se a sua presença no local teve outra origem. A principal prioridade passou por garantir a segurança da navegação e remover os potenciais perigos existentes naquela área marítima.

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