Normal view

A via da direita está livre, mas pode mesmo passar pela direita os carros da esquerda? Veja o que diz o Código da Estrada

2 June 2026 at 20:20

Circular pela via da direita a uma velocidade superior à dos veículos que seguem nas vias à esquerda é uma situação frequente nas autoestradas portuguesas, sobretudo quando há condutores a ocupar indevidamente a via do meio ou a via da esquerda. Mas, apesar de parecer apenas uma continuação normal da marcha, esta situação pode ser considerada uma ultrapassagem pela direita.

A dúvida é simples: se a via da direita está livre e os carros à esquerda seguem mais devagar, pode continuar a circular sem mudar de via? A resposta exige algum cuidado, porque o Código da Estrada distingue a obrigação de circular pela direita da proibição de ultrapassar pela direita.

A regra geral está no Código da Estrada

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, citada pelo Polígrafo, a regra geral é clara: a ultrapassagem deve ser feita pela esquerda. Isto corresponde ao artigo 36.º do Código da Estrada, que determina que a ultrapassagem deve efetuar-se pela esquerda.

Em autoestradas e vias reservadas a automóveis e motociclos, o procedimento correto passa por mudar para a via da esquerda, ultrapassar em segurança e regressar depois à via mais à direita, desde que existam condições para o fazer sem perigo.

Quando um condutor segue pela via da direita e passa por veículos que circulam mais devagar nas vias à esquerda, essa conduta pode ser enquadrada como ultrapassagem pela direita. Nestes casos, a infração pode ser punida com uma coima entre 250 e 1250 euros.

Circular à direita não significa poder ultrapassar por ali

A confusão nasce porque o Código da Estrada também determina que os veículos devem circular pela via mais à direita. De acordo com a Pplware, que recorda essa regra numa análise à circulação nas autoestradas, a utilização da via do meio ou da esquerda sem necessidade continua a ser um comportamento irregular. O artigo 13.º do Código da Estrada prevê que, quando existam duas ou mais vias de trânsito no mesmo sentido, a circulação deve fazer-se pela via mais à direita, podendo usar-se outra via se não houver lugar naquela, para ultrapassar ou para mudar de direção.

Ou seja, um condutor que permanece no meio ou à esquerda quando a via da direita está livre pode estar a circular de forma incorreta. Ainda assim, isso não autoriza automaticamente outro condutor a passar pela direita como se estivesse a fazer uma ultrapassagem permitida. Na prática, há duas regras a funcionar ao mesmo tempo. Deve circular-se pela direita sempre que possível, mas a ultrapassagem, quando existe, deve ser feita pela esquerda.

O caso mais comum nas autoestradas

Imagine que segue na via da direita, dentro do limite de velocidade, e encontra vários veículos a circular mais lentamente na via central. Se continuar a sua marcha e os passar pela direita, a situação pode ser interpretada como uma ultrapassagem pela direita. É precisamente esta a zona cinzenta que levanta mais dúvidas entre os condutores. Muitos entendem que não estão a mudar de via nem a fazer uma manobra ativa de ultrapassagem, apenas a manter a velocidade na via onde já circulavam.

Contudo, segundo o entendimento transmitido pela ANSR ao Polígrafo, o facto de circular na via da direita mais depressa do que os veículos que seguem à esquerda é, em regra, proibido em autoestradas e vias rápidas, salvo nos casos expressamente previstos como exceção.

Há exceções previstas na lei

Apesar da proibição geral, o Código da Estrada prevê situações em que circular mais depressa pela direita não é tratado como ultrapassagem proibida. Uma delas ocorre dentro das localidades, onde os condutores podem utilizar a via mais conveniente em função do destino. Outra aplica-se às rotundas, onde existem regras próprias de circulação e uma fila pode avançar mais depressa do que outra sem que isso corresponda, por si só, a uma ultrapassagem ilegal.

Há ainda uma exceção importante em situações de trânsito intenso. Quando os veículos ocupam toda a largura disponível da faixa de rodagem e a velocidade de cada condutor depende da marcha dos veículos que seguem à sua frente, não se considera existir ultrapassagem em sentido legal.

O Código da Estrada também prevê outros casos específicos em que a ultrapassagem se faz ou pode fazer pela direita, nomeadamente quando o veículo ou animal a ultrapassar assinala a intenção de mudar de direção à esquerda ou, numa via de sentido único, parar ou estacionar à esquerda, desde que tenha deixado livre a parte mais à direita da faixa de rodagem.

O trânsito intenso muda a leitura da situação

Esta exceção é particularmente relevante em filas ou em circulação congestionada. Se todas as vias estão ocupadas e cada fila avança a ritmos diferentes, pode acontecer que a via da direita avance mais depressa do que a via da esquerda. Nesses casos, não se está perante uma ultrapassagem pela direita no sentido habitual, porque os veículos não circulam livremente nem escolhem a velocidade de forma autónoma. Estão condicionados pelo trânsito que segue à frente.

A diferença está no contexto. Uma coisa é circular em trânsito compacto, com todas as vias ocupadas. Outra é circular numa autoestrada livre e passar pela direita veículos que seguem mais devagar à esquerda.

A multa pode ser pesada

Quando a manobra é considerada ultrapassagem pela direita, a coima prevista situa-se entre 250 e 1250 euros. Além do valor da multa, trata-se de uma infração que pode aumentar o risco de acidente, sobretudo porque muitos condutores não esperam ser ultrapassados pelo lado direito.

O desrespeito das regras de ultrapassagem, mudança de via ou posição de marcha pode ainda ser considerado contraordenação grave. Quando praticado em autoestradas ou vias equiparadas, o enquadramento pode ser mais severo. A situação torna-se ainda mais perigosa quando o veículo que circula à esquerda decide regressar à via da direita no mesmo momento em que outro automóvel passa por esse lado.

Por isso, mesmo perante condutores que circulam mal posicionados na via do meio ou da esquerda, a solução legal e mais segura passa por manter a prudência, sinalizar a intenção, ultrapassar pela esquerda e regressar à direita depois da manobra.

A resposta curta para os condutores

Sim, em regra, é proibido circular pela direita mais depressa do que os carros que seguem à esquerda quando essa situação equivale a uma ultrapassagem pela direita. A exceção aplica-se a contextos específicos, como trânsito intenso, circulação dentro de localidades, determinadas situações em rotundas ou os casos expressamente previstos no Código da Estrada. A via da direita estar livre não basta, por si só, para tornar a manobra legal. O Código da Estrada obriga a circular pela direita, mas continua a reservar a ultrapassagem para a esquerda, salvo exceções.

No fundo, a regra pode parecer contraditória, mas não é: deve usar a via mais à direita para circular, mas, se precisar de passar um veículo que segue mais devagar, deve fazê-lo pela esquerda, exceto nos casos previstos na lei.

Leia também: Autoridade Tributária esclarece: estes condutores não terão de pagar selo do carro este ano

APA esclarece que banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões

2 June 2026 at 19:10

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol nas zonas em frente às concessões de praia, desde que sejam respeitados os limites definidos para a ocupação concessionada, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, esclareceu a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa nota técnica hoje divulgada.

No documento, a APA recorda que “Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”, no âmbito de um esclarecimento sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares.

A entidade explica que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida sempre que exista uma licença válida, sublinhando, no entanto, que essas zonas ficam sujeitas aos limites, condições e obrigações definidos nos respetivos títulos, tendo em conta as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades competentes.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor fixam limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

Áreas concessionadas devem estar devidamente identificadas

A definição das áreas afetas às utilizações privativas do domínio público marítimo considera, entre outras, “as condições morfológicas da praia, atendendo ao parecer da APA e ponderando as recomendações da Autoridade Marítima Nacional”, realça, explicando que a ocupação privativa do domínio hídrico depende de título válido e apenas produz efeitos dentro dos limites nele definidos.

“As áreas tituladas encontram-se sujeitas ao respetivo regime de utilização privativa. As áreas não tituladas mantêm-se afetas ao uso público balnear, sem prejuízo das limitações regulamentares e das regras de segurança balnear. A sinalética a utilizar deve identificar as diferentes áreas”, adianta.

No âmbito do esclarecimento, que pretende “contribuir para uma melhor compreensão do enquadramento legal aplicável”, a APA refere que cabe aos concessionários a utilização das áreas licenciadas e “os limites dessas áreas devem estar devidamente identificados no local, de forma clara e visível para os utentes, através de sinalética adequada”.

APA destaca papel dos concessionários no apoio aos banhistas

A APA destaca ainda “o importante papel dos concessionários na prestação dos apoios à praia previstos nas respetivas licenças, através da disponibilização e manutenção de equipamentos e serviços de apoio aos utentes”, nomeadamente apoios de praia, instalações sanitárias, balneários e vigilância balnear assegurada por nadadores-salvadores.

Ainda de acordo com esta entidade pública responsável pela implementação das políticas de ambiente, a fruição pública das praias é assegurada pelas diversas entidades competentes, designadamente a APA, municípios e Autoridade Marítima Nacional, “garantindo o equilíbrio entre a atividade concessionada, a segurança balnear e o direito de acesso e utilização do domínio público marítimo por todos os cidadãos”.

A APA salienta que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) foi consultada sobre este esclarecimento técnico e considerou que se trata de “um documento equilibrado, que reflete o enquadramento legal vigente e as realidades de diferentes praias e respetivas concessões”, tendo também a Autoridade Marítima Nacional (AMN) se pronunciado “favoravelmente”.

Presidente da APA classificou restrição como “abuso”

Na semana passada, o presidente da APA disse que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana seria divulgado uma nota de esclarecimento.

“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Espanhóis apontam para este recanto natural do Algarve que acaba de entrar na lista da UNESCO

2 June 2026 at 19:00

A imprensa espanhola está a destacar um recanto natural do Algarve que acaba de entrar na lista da UNESCO. Trata-se do Geoparque Algarvensis, recentemente reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO e localizado numa das regiões mais turísticas de Portugal, embora longe da imagem habitual de praias, falésias e águas cristalinas.

De acordo com o jornal diário espanhol 20minutos, o novo geoparque fica muito perto de Espanha e revela um Algarve menos conhecido, marcado por paisagens interiores, formações geológicas antigas, biodiversidade e vestígios de um passado com centenas de milhões de anos.

Um Algarve diferente daquele que costuma aparecer nos roteiros

O Geoparque Algarvensis abrange território dos concelhos de Loulé, Silves e Albufeira. Apesar de incluir municípios fortemente associados ao turismo balnear, o seu valor principal está no interior algarvio, onde a paisagem se afasta da imagem mais clássica da região.

Segundo informação divulgada pela Universidade do Algarve, o território reconhecido pela UNESCO tem 2.427 quilómetros quadrados, incluindo uma componente marinha superior a 840 quilómetros quadrados. A mesma entidade refere que o geoparque se distingue por um património geológico com mais de 300 milhões de anos.

A entrada do Algarvensis na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO coloca este território entre os espaços internacionais classificados pelo seu valor geológico, natural, educativo e cultural.

O recanto algarvio que chamou a atenção em Espanha

O jornal espanhol 20minutos descreve o Algarvensis como um dos novos geoparques incorporados pela UNESCO e sublinha a sua proximidade à fronteira com Espanha. A publicação destaca ainda o contraste entre este território e a imagem mais turística do Algarve.

Neste geoparque, o protagonismo não pertence aos areais junto ao Atlântico, mas às zonas serranas e de barrocal, aos fósseis, às rochas antigas e às paisagens que mostram outra leitura da região.

Entre os aspetos referidos pelo 20minutos está a dimensão do património geológico, com formações e vestígios que ajudam a contar uma história natural muito anterior à presença humana.

Fósseis, rochas antigas e paisagens de interior

O Algarvensis é apresentado como um território com elevado interesse científico e natural. Entre os seus elementos mais relevantes estão os fósseis de dinossauros, que integram um património geológico com centenas de milhões de anos.

A biodiversidade é outro dos pontos fortes deste território. Flora, fauna, formações rochosas e paisagens rurais cruzam-se num espaço que pretende valorizar o interior algarvio sem desligá-lo da sua identidade local.

Esta dimensão torna o geoparque atrativo não apenas para investigadores ou especialistas, mas também para visitantes interessados em natureza, percursos pedestres, aldeias, património rural e gastronomia.

Rocha da Pena e grés de Silves entre os destaques

Entre os locais referidos pelo 20minutos está a Rocha da Pena, uma das formações naturais mais conhecidas do barrocal algarvio. Com cerca de 480 metros de altitude, é uma referência para caminhadas, observação da paisagem e contacto com a biodiversidade da região.

Outro destaque é o grés de Silves, uma rocha de tom avermelhado que marca a paisagem e parte da arquitetura local. A sua presença é particularmente visível em alguns dos elementos patrimoniais mais conhecidos da cidade, incluindo o castelo.

Estes elementos ajudam a explicar por que motivo o Algarvensis entrou na rede da UNESCO. O território funciona como um arquivo natural, onde diferentes períodos da história da Terra permanecem inscritos na paisagem.

Portugal passa a contar com sete geoparques

Com o reconhecimento do Algarvensis, Portugal passa a contar com sete Geoparques Mundiais da UNESCO. O novo território junta-se a Naturtejo, Arouca, Açores, Terras de Cavaleiros, Estrela e Oeste.

A classificação reforça a presença portuguesa numa rede internacional que procura proteger e valorizar territórios com património geológico relevante, promovendo ao mesmo tempo educação, ciência, turismo sustentável e desenvolvimento local.

No caso do Algarve, o selo da UNESCO acrescenta uma nova camada à imagem da região, habitualmente associada ao sol e mar, mas também marcada por uma história natural muito mais antiga e diversa.

Um novo motivo para olhar para o interior algarvio

O destaque dado pela imprensa espanhola mostra que o Algarvensis pode atrair novos públicos, sobretudo pela proximidade ao país vizinho e pela diferença face aos roteiros turísticos mais previsíveis. Para os visitantes, o geoparque oferece uma forma distinta de conhecer o Algarve. Em vez da praia, propõe serras, barrocal, aldeias, formações geológicas, fósseis e tradições locais. No fundo, este recanto natural do Algarve agora reconhecido pela UNESCO mostra que a região ainda tem muito para revelar, mesmo a quem pensa conhecê-la bem.

Leia também: “Ouro verde”: espanhóis rendidos ao fruto exótico muito produzido no Algarve que ‘dá’ anos de vida e ajuda o coração

Requalificação do Centro de Saúde de Monte Gordo representa investimento de 213 mil euros

2 June 2026 at 18:41

O Centro de Saúde de Monte Gordo conta agora com melhores condições de funcionamento, após a conclusão da obra de ampliação e requalificação inaugurada esta terça-feira. A intervenção permitiu aumentar a capacidade de resposta da unidade e melhorar o atendimento prestado aos utentes.

A cerimónia contou com a presença do Executivo Municipal, do coordenador da USF Levante, Ricardo Cordeiro, do presidente da Junta de Freguesia de Monte Gordo, da delegada de saúde do ACES Algarve III – Sotavento, Halyna Karuna, de representantes da equipa de enfermagem e do secretariado clínico da USF Levante, bem como de várias entidades civis, militares, religiosas e associativas do concelho.

Unidade passa a ter mais gabinetes médicos e de enfermagem

A obra permitiu aumentar de dois para quatro o número de gabinetes médicos e de dois para três os gabinetes de enfermagem, reforçando os meios disponíveis para a prestação de cuidados de saúde primários.

A intervenção incluiu ainda a instalação de um novo sistema de climatização e a requalificação das áreas comuns, tornando o edifício mais funcional, confortável e adequado às necessidades dos utentes e dos profissionais de saúde.

Segundo o Município de Vila Real de Santo António, a ampliação teve como principal objetivo “adequar a unidade às atuais exigências da prestação de cuidados de saúde primários”, criando melhores condições de funcionamento e preparando o centro de saúde para responder de forma mais eficaz às necessidades da população.

Investimento reforça cuidados de proximidade e formação

A requalificação permite também reforçar a vertente formativa da unidade, que passa a dispor de maior capacidade para acolher internos de Medicina Geral e Familiar, bem como alunos de Enfermagem.

Com um investimento global de 213 mil euros, dos quais 191,8 mil euros foram financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a obra representa um reforço da rede de cuidados de saúde primários no concelho.

De acordo com a autarquia, a concretização desta intervenção resulta da articulação entre as entidades envolvidas e do compromisso de “continuar a investir na melhoria dos cuidados de saúde de proximidade”, dotando o Centro de Saúde de Monte Gordo de melhores condições para responder às necessidades atuais e futuras da população.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

XI Triatlo de Altura marcou arranque das comemorações dos 50 anos do Leões do Sul

2 June 2026 at 18:20

Os atletas do Grupo Desportivo Recreativo e Cultural Leões do Sul Futebol Clube estiveram em evidência no XI Triatlo de Altura, competição que decorreu no passado dia 31 de maio e que voltou a coroar os Campeões Regionais de Triatlo do Algarve e Baixo Alentejo nos escalões de Grupos de Idade.

A prova teve partida na Praia da Alagoa e meta na zona de lazer de Altura, reunindo atletas de vários clubes da região numa jornada marcada pelo espírito competitivo e pela promoção da modalidade.

default

Apesar das temperaturas elevadas registadas durante a competição, João Chagas e Sofia Rocha, do Lusitano Frusoal, conquistaram as vitórias absolutas masculina e feminina, respetivamente.

Atletas do clube alcançam resultados positivos

O Leões do Sul FC esteve representado por Francisca Rocha e Miguel Teixeira, que competiram no escalão de Grupos de Idade 20-24 anos, e Luís Rocha, que competiu no escalão GI 50-54.

Francisca Rocha terminou a prova na terceira posição do seu escalão e alcançou o 24.º lugar da classificação geral feminina.

Já Miguel Teixeira e Luís Rocha classificaram-se em quinto e oitavo lugares do respetivo escalão, terminando a competição nas posições 41.ª e 59.ª da classificação geral masculina.

A prova incluiu ainda competições individuais, estafetas e uma Prova Aberta destinada a atletas federados e não federados, registando uma forte participação de clubes e praticantes da modalidade.

Clube assinala ano do cinquentenário com quatro eventos desportivos

O XI Triatlo de Altura integrou o Campeonato Regional de Duatlo e Triatlo do Algarve e Baixo Alentejo e resultou de uma organização conjunta do Leões do Sul FC, Município de Castro Marim e Junta de Freguesia de Altura, com supervisão técnica da Federação de Triatlo de Portugal.

Durante a competição estiveram presentes vários representantes autárquicos, entre os quais a presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, o vice-presidente João Pereira, o vereador Jorge Martins, o presidente da Assembleia Municipal, João Fernandes, e elementos do executivo da Junta de Freguesia de Altura.

Segundo o clube, esta foi a primeira de quatro provas desportivas previstas para 2026, ano em que o Leões do Sul FC assinala o seu 50.º aniversário, reforçando a aposta na dinamização desportiva da região.

Para conhecer os resultados basta clicar aqui.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

default

Esta região portuguesa com 300 dias de sol por ano é destino de eleição para reformados americanos pela ‘incrível’ qualidade de vida

2 June 2026 at 18:00

O Algarve é apontado pela International Citizens Insurance (ICI), plataforma especializada em seguros internacionais de saúde e informação para expatriados, como uma das regiões mais populares de Portugal para viver a reforma, sobretudo entre estrangeiros que procuram sol, praia, segurança, serviços e uma comunidade internacional já instalada. Para os americanos que ponderam deixar os Estados Unidos nesta fase da vida, o sul de Portugal surge como uma opção forte pela combinação entre qualidade de vida, clima ameno e acesso a cuidados de saúde.

Este interesse não surge por acaso. A Global Citizen Solutions, empresa internacional especializada em mobilidade global, residência e cidadania por investimento, colocou Portugal no topo da lista mundial para a reforma, avaliando 44 programas de vistos ligados a rendimentos passivos e reforma, com critérios como qualidade de vida, economia, mobilidade, impostos, segurança e integração.

Para os norte-americanos, a escolha de Portugal passa também por questões práticas. Guias especializados para cidadãos dos EUA referem que muitos reformados olham para o país por causa do visto D7, associado a rendimentos passivos, da possibilidade de viver em cidades seguras e da diferença de custos face a várias zonas dos Estados Unidos.

Algarve é destaque entre destinos para viver a reforma

Segundo a ICI, o Algarve é uma das regiões portuguesas mais procuradas por reformados estrangeiros e conta com uma presença significativa de residentes internacionais.

A plataforma destaca localidades como Faro, Lagos, Albufeira e Tavira, onde a existência de comunidades expatriadas e o uso frequente do inglês podem facilitar a adaptação de quem chega de fora.

Para muitos reformados americanos, esta facilidade de integração pesa na decisão. Viver num destino onde já existem comunidades estrangeiras, serviços adaptados a residentes internacionais e ligações aéreas através de Faro pode tornar a mudança menos complexa, especialmente para quem procura manter contacto regular com família e amigos noutros países.

Clima do Algarve pesa na escolha da reforma

Um dos principais atrativos do Algarve é o clima. O portal oficial de turismo gerido pelo Turismo de Portugal, descreve a região como um destino de clima ameno, com cerca de 300 dias de sol por ano, clima suave ao longo do ano, mar claro e praias que convidam ao descanso, fatores que ajudam a explicar a atenção dada ao destino por quem procura viver a reforma junto ao Atlântico.

Para reformados que vêm de zonas dos EUA com invernos rigorosos ou custos elevados em destinos costeiros, esta combinação de sol, mar e temperaturas mais agradáveis pode ser decisiva.

Praia, golfe e vida ao ar livre

A mesma plataforma destaca ainda a oferta de lazer do Algarve, incluindo praias, campos de golfe, gastronomia, vinhos locais e atividades ao ar livre. Para quem quer viver a reforma de forma ativa, a região permite uma rotina marcada por caminhadas, refeições junto ao mar, desporto e convívio com outras comunidades estrangeiras.

Este estilo de vida é um dos motivos pelos quais o Algarve se distingue de outras regiões portuguesas. Em vez de uma reforma centrada apenas no descanso, muitos americanos encontram no sul do país uma rotina com praia, cultura local, mercados, restauração, natureza e atividades sociais, sem a dimensão urbana de Lisboa ou Porto.

Aeroporto de Faro facilita a vida de quem vive a reforma no Algarve

Faro é um ponto importante nesta escolha, por ser a capital da região e contar com aeroporto internacional. A ICI sublinha que esta ligação facilita deslocações para outros países europeus e visitas de familiares ou amigos, um aspeto relevante para reformados estrangeiros que não querem sentir-se isolados depois da mudança.

Além de Faro, zonas como Lagos, Tavira e Albufeira oferecem perfis diferentes para a reforma. Lagos pode atrair quem procura costa, história e vida internacional; Tavira tende a ser associada a um ritmo mais calmo e tradicional; Albufeira é mais turística e movimentada; e Faro pode ser prática para quem valoriza serviços, transportes e proximidade ao aeroporto.

Saúde é um fator importante

A questão da saúde é central para qualquer reformado que pense em viver no Algarve. O portal oficial ePortugal explica que qualquer estrangeiro legalmente residente em Portugal pode obter um número de utente do Serviço Nacional de Saúde, o que permite acesso a assistência médica nas unidades públicas do SNS.

Ainda assim, a ICI lembra que muitos reformados estrangeiros optam por seguros de saúde privados para terem acesso mais rápido a especialistas, hospitais privados e cobertura internacional.

Para americanos habituados a planear cuidadosamente custos médicos, este é um ponto essencial antes de escolher o Algarve como destino de reforma.

Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

Faro beneficia de iniciativas de promoção da saúde desenvolvidas por futuros enfermeiros

2 June 2026 at 17:45

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) está a receber estudantes da Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve, no âmbito do protocolo de colaboração estabelecido com a Escola Superior de Saúde da UAlg.

A iniciativa decorre em contexto de ensino clínico comunitário e tem como principal objetivo aproximar os futuros profissionais de saúde da realidade das populações, permitindo-lhes conhecer de perto os desafios dos territórios, as necessidades das comunidades e a importância da promoção da saúde fora do ambiente hospitalar.

Ao todo, participam neste projeto dois grupos de sete estudantes, cada um com uma permanência de três semanas.

O primeiro grupo iniciou o estágio a 18 de maio e permanecerá na comunidade até ao dia 7 de junho, desenvolvendo atividades de observação, planeamento e intervenção comunitária, sempre com acompanhamento docente e em articulação com a União das Freguesias.

Atividades promovem bem-estar e envelhecimento ativo

No passado dia 29 de maio realizou-se a iniciativa “Mexa-se com Segurança!”, uma sessão dedicada à ginástica sénior, ao movimento e à prática de exercícios adaptados.

A atividade teve como objetivo promover o equilíbrio, a mobilidade, a força e a autonomia da população sénior, proporcionando momentos de convívio e partilha entre estudantes, participantes e parceiros locais.

Segundo a União das Freguesias, estas ações demonstram a importância do trabalho de proximidade junto da comunidade, permitindo “aprender com as pessoas, escutar as suas experiências, valorizar os seus saberes e transformar esse contacto em ações concretas de promoção da saúde e bem-estar”.

Ilha da Culatra recebe ação sobre cuidados de saúde no verão

A próxima atividade está agendada para o dia 3 de junho, às 14:00, na Unidade Local de Proteção Civil da Ilha da Culatra.

Sob o tema “Verão com Saúde na Culatra”, a iniciativa será dedicada à hidratação, proteção solar e prevenção da insolação, recorrendo à partilha de histórias, mitos e verdades sobre os cuidados de saúde durante os meses mais quentes.

A União das Freguesias agradece o empenho dos estudantes e docentes envolvidos no projeto, bem como o contributo dos parceiros e participantes que tornam possível esta ligação entre ensino superior e comunidade.

A partir de 8 de junho, um segundo grupo de estudantes dará continuidade ao trabalho desenvolvido, prosseguindo o percurso de aprendizagem em contexto comunitário durante mais três semanas.

A autarquia considera que “cuidar da comunidade também é formar profissionais mais atentos, humanos e preparados para responder às necessidades reais das pessoas” e sublinha que “Juntos, continuamos a construir uma comunidade mais próxima, mais participativa e mais saudável”.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

“Jóias maiores da região”: Algarve tem duas igrejas candidatas às 7 Maravilhas de Portugal e ficam na mesma cidade

2 June 2026 at 17:30

O Algarve tem duas igrejas candidatas às Novas 7 Maravilhas de Portugal e ambas ficam em Tavira. A Igreja da Misericórdia e a Igreja de Santa Maria do Castelo, dois dos mais relevantes monumentos religiosos da cidade, integram a categoria Religião e são apresentadas pela Diocese do Algarve como as únicas igrejas algarvias em concurso nesta edição.

De acordo com a Agência Ecclesia, que cita informação divulgada pela Diocese do Algarve, as candidaturas resultam de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Tavira e a Paróquia de Tavira, através da empresa paroquial Artgilão. A mesma fonte refere que esta estratégia de cooperação patrimonial tem vindo a ganhar forma há cerca de dez anos.

Uma candidatura com duas marcas de Tavira

A Diocese do Algarve considera que estas duas candidaturas representam um caso raro de cooperação patrimonial em Portugal. Em causa estão dois edifícios religiosos com forte expressão histórica, artística e cultural, mas também com uma ligação profunda à identidade local.

O padre Miguel Lopes Neto, diretor da Pastoral do Turismo da Diocese do Algarve e pároco de Tavira, defende que iniciativas deste tipo ajudam a mobilizar a população para a valorização do seu património. Citado pela Agência Ecclesia, o responsável sublinha que o facto de serem as únicas igrejas algarvias em concurso mostra a importância das parcerias privadas na promoção do património religioso.

Para o sacerdote, este trabalho permite levar estes espaços para lá do âmbito estritamente cultual, apresentando-os também como lugares de beleza, história, cultura e identidade, capazes de chegar a crentes e não crentes.

A Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia de Tavira é apresentada no concurso como um monumento maior da arte e da consciência humanista no Sul do país. Fundada em 1541 pela Santa Casa da Misericórdia, é considerada uma das expressões mais significativas da arquitetura renascentista no Algarve.

Entre os elementos destacados estão o portal escultórico, os retábulos barrocos e os painéis de azulejos das 14 Obras de Misericórdia, datados de 1760. Estes elementos ajudam a explicar o peso histórico e artístico do edifício, que continua a ser um dos pontos de referência patrimonial da cidade.

Alexandra Rufino, responsável pelo património histórico da Misericórdia de Tavira, afirma, em declarações citadas pela Agência Ecclesia, que a igreja é uma peça maior da história artística, religiosa e social do Algarve. Para a responsável, o monumento traduz também séculos de compromisso com a comunidade, com a fé e com a memória coletiva.

Santa Maria do Castelo

A Igreja de Santa Maria do Castelo surge como outro dos grandes símbolos patrimoniais de Tavira. A candidatura apresenta o monumento como um verdadeiro palimpsesto da história portuguesa, onde se cruzam diferentes tempos e estilos arquitetónicos.

No edifício convivem marcas góticas, manuelinas e neoclássicas, estas últimas associadas às alterações realizadas após o terramoto de 1755. A sua história está ligada à reconquista, à memória nacional e à identidade cultural da cidade.

Miguel Falcão Pereira, gestor do património histórico da Paróquia de Tavira, considera que Santa Maria do Castelo é um dos grandes lugares da memória de Tavira e do país. Citado pela Agência Ecclesia, o responsável destaca a densidade histórica do monumento, a sobreposição de estilos e a força simbólica que continua a conservar.

Olhão recebe a meia-final regional

A Meia-Final Regional das Novas 7 Maravilhas de Portugal realiza-se em Olhão, no dia 27 de junho, às 15h00. Segundo a organização do concurso, os dois patrimónios mais votados em cada categoria seguem para a final regional.

Os apurados serão conhecidos a 11 de julho. Até lá, Tavira assume-se como o principal rosto do património religioso algarvio nesta fase da competição, com duas igrejas que a Diocese do Algarve descreve como “joias maiores” da região.

Leia também: Lembra-se disto? Carro ‘estacionou’ em pleno areal de praia de Albufeira: “Tenho sempre lugar na areia” [vídeo]

Campeonato de Futebol Golfinhos reuniu cerca de 250 jovens atletas em Albufeira

2 June 2026 at 17:16

Terminou no passado domingo a 19.ª edição do Campeonato de Futebol Golfinhos, uma iniciativa dedicada aos mais jovens praticantes de futebol do concelho de Albufeira, que envolveu cerca de 250 crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 8 anos.

Ao longo de cinco jornadas, a competição promoveu o convívio, a aprendizagem e os valores associados à prática desportiva, passando por vários equipamentos do concelho, entre os quais os Sintéticos dos Montes dos Elóis e Municipais de Albufeira, o Estádio Arsénio Catuna, os Sintéticos da Nora e o Estádio Municipal Fernando Barata.

A edição de 2026 contou com a participação de equipas do Imortal Desportivo Clube, Futebol Clube de Ferreiras, Guia Futebol Clube e Padernense Clube, num modelo competitivo em que todas as formações se defrontaram entre si. O objetivo voltou a passar pela promoção do espírito desportivo, da formação e do convívio entre os mais jovens atletas.

Bandeira da Ética entregue ao Município de Albufeira

A jornada final ficou também marcada por uma cerimónia simbólica de entrega da Bandeira da Ética ao Município de Albufeira.

A distinção foi entregue pelo diretor regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Ricardo Pinto, ao vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo município na promoção dos valores éticos associados ao desporto.

Para Jorge Carmo, “a atribuição da Bandeira da Ética ao Município reforça o compromisso de Albufeira com uma prática desportiva assente em valores educativos e sociais, e constitui um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido junto da comunidade”.

Formação e valores marcaram competição juvenil

O autarca aproveitou ainda a ocasião para destacar o papel do Campeonato Golfinhos no panorama desportivo local, classificando-o como “um dos momentos mais especiais do calendário desportivo do concelho”.

Acrescentou ainda que “O mais importante não são os resultados, mas sim a alegria com que estas crianças vivem o desporto e as experiências que levam consigo para o futuro”.

Como habitualmente, todos os participantes receberam uma medalha comemorativa, um póster e uma t-shirt representativa do respetivo clube. As coletividades participantes foram igualmente distinguidas com troféus personalizados ilustrados com imagens dos seus atletas.

O Campeonato de Futebol Golfinhos integrou a programação oficial de “Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026”, reforçando a aposta do município na promoção da atividade física, da formação desportiva e dos valores associados ao desporto junto das camadas mais jovens.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Câmara de Silves concede tolerância de ponto na sexta-feira

2 June 2026 at 16:40

Os serviços municipais da Câmara de Silves vão estar encerrados ao público na próxima sexta-feira, dia 5 de junho, na sequência da concessão de tolerância de ponto.

Apesar do encerramento dos serviços administrativos, a autarquia assegura a continuidade dos serviços considerados essenciais para a população, garantindo o funcionamento da recolha de resíduos urbanos e do piquete de águas.

O Município informa ainda que vários equipamentos municipais permanecerão abertos ao público durante esse dia, permitindo a continuidade da oferta cultural, desportiva e de lazer no concelho.

Entre os espaços que manterão o funcionamento regular encontram-se a Quinta Pedagógica de Silves, o Complexo das Piscinas Municipais, o Castelo de Silves, o Museu Municipal de Arqueologia, o Centro de Exposições de Alcantarilha, a Igreja da Misericórdia e o Museu do Traje e das Tradições.

A autarquia agradece a compreensão da população perante esta alteração temporária do funcionamento dos serviços, referindo que “lamenta os transtornos causados”.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

“Ouro verde”: espanhóis rendidos ao fruto exótico muito produzido no Algarve que ‘dá’ anos de vida e ajuda o coração

2 June 2026 at 16:30

O abacate, muitas vezes chamado de “ouro verde” em Espanha, tem vindo a conquistar cada vez mais espaço na alimentação e na agricultura do sul da Europa. Em Portugal, o Algarve é uma das regiões onde este fruto exótico tem maior presença, impulsionado pelo clima ameno, pelos solos bem drenados e pela procura crescente dos consumidores.

A fruta é um dos pilares de uma alimentação equilibrada e continua a ser recomendada por especialistas em nutrição. Entre as opções que mais se destacam nos últimos anos está o abacate, valorizado pela textura cremosa, pelo sabor suave e pela composição nutricional.

Em Espanha, onde a produção tem aumentado de forma expressiva, o abacate ganhou a alcunha de “oro verde”, ou “ouro verde”, de acordo com o portal HuffPost. A designação está ligada ao seu valor económico, à forte procura no mercado e aos benefícios associados ao consumo regular deste alimento.

Abacate ganha espaço no Algarve

Em Portugal, o cultivo de abacate tem crescido sobretudo no Algarve. A região reúne condições favoráveis para esta cultura, graças ao clima mais ameno, à exposição solar e a solos que, em várias zonas, permitem bom desenvolvimento das plantações.

Concelhos como Lagos, Aljezur e Silves têm registado maior presença de abacateiros, acompanhando uma tendência que também se observa noutros países do sul da Europa. A procura nacional e internacional tem ajudado a tornar este fruto mais apelativo para alguns produtores.

Ainda assim, a expansão da cultura também tem levantado preocupações ambientais, sobretudo devido às necessidades de água e à pressão sobre recursos naturais em regiões já marcadas por períodos de seca. Por isso, o crescimento da produção deve ser acompanhado de gestão responsável.

Um fruto valorizado pela nutrição

O abacate é frequentemente destacado por ser rico em gorduras insaturadas, fibras, vitaminas e minerais. Ao contrário de muitas frutas mais doces, apresenta uma composição diferente, com maior teor de gordura considerada benéfica quando integrada numa alimentação equilibrada.

Esta característica faz com que seja usado em saladas, tostas, molhos, pratos frios, pequenos-almoços e até sobremesas. A sua versatilidade é uma das razões para o crescimento do consumo, sobretudo entre pessoas que procuram opções práticas e nutritivas.

O fruto não deve, no entanto, ser encarado como uma solução milagrosa. Tal como acontece com outros alimentos, os benefícios dependem do conjunto da dieta, da quantidade consumida e do estilo de vida de cada pessoa.

Estudo analisou consumo diário

Um estudo conduzido por investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisou o impacto do consumo diário de abacate nos hábitos alimentares de adultos. A investigação acompanhou mais de mil participantes ao longo de várias semanas.

A equipa foi liderada por Kristina Petersen e Penny Kris-Etherton, que procuraram perceber se a inclusão regular deste fruto poderia melhorar a qualidade geral da dieta. Os participantes relataram o que consumiam ao longo de períodos de 24 horas, permitindo comparar padrões alimentares.

Durante 26 semanas, parte dos voluntários incluiu abacate na alimentação, enquanto outro grupo manteve os hábitos habituais. Os resultados apontaram para melhorias na organização das refeições entre os consumidores regulares deste fruto.

Escolhas alimentares mais equilibradas

Segundo os dados publicados na revista Current Developments in Nutrition, os participantes que consumiram abacate passaram a apresentar escolhas alimentares mais saudáveis. O fruto parece ter ajudado a substituir alimentos mais calóricos ou menos interessantes do ponto de vista nutricional.

Kristina Petersen sublinhou que o abacate é uma fonte relevante de nutrientes e que o objetivo da investigação foi perceber se o consumo constante poderia melhorar a qualidade da dieta. Os resultados sugerem que a inclusão deste alimento pode contribuir para refeições mais equilibradas.

Uma das conclusões mais interessantes foi a substituição natural de alguns alimentos por abacate. Em vez de acrescentar apenas mais calorias ao prato, muitos participantes usaram o fruto como alternativa a opções menos recomendáveis.

Benefícios para o coração

O abacate é também associado à saúde cardiovascular devido ao seu teor de gorduras insaturadas. Este tipo de gordura, quando consumido no contexto de uma dieta equilibrada, pode ajudar a melhorar a qualidade da alimentação e a reduzir o consumo de gorduras menos saudáveis.

Além disso, a presença de fibras contribui para maior saciedade, o que pode ajudar algumas pessoas a controlar melhor o apetite ao longo do dia. Este efeito é particularmente valorizado em planos alimentares focados no equilíbrio e na prevenção de excessos.

Apesar disso, o abacate é um fruto calórico e deve ser consumido com moderação. A recomendação principal é integrá-lo em refeições equilibradas, sem exageros e sem substituir a variedade alimentar necessária no dia a dia.

Popularidade cresce nas cozinhas

A popularidade do abacate também se explica pela facilidade com que se adapta a diferentes pratos. Pode ser servido simples, temperado com limão, usado em guacamole, combinado com ovos, misturado em saladas ou colocado sobre pão torrado.

Esta versatilidade tornou-o comum em cafés, restaurantes e cozinhas domésticas, especialmente entre consumidores atentos à alimentação saudável. O aspeto visual do fruto também ajudou à sua divulgação, sobretudo nas redes sociais e em receitas de verão.

No Algarve, a presença crescente da cultura reforça a ligação entre o fruto e a região. O abacate tornou-se, assim, um exemplo de como novas tendências alimentares podem influenciar a agricultura local.

Um aliado, mas não um milagre

Apesar da fama de “ouro verde”, o abacate deve ser visto como parte de uma alimentação variada, e não como um alimento milagroso. Comer uma peça por dia pode ajudar a melhorar a qualidade da dieta de algumas pessoas, mas não substitui outros hábitos essenciais.

Praticar atividade física, beber água, dormir bem, reduzir alimentos ultraprocessados e manter variedade no prato continuam a ser fatores fundamentais para uma vida mais saudável. O abacate pode ser um aliado, mas não resolve sozinho os problemas de alimentação.

Ainda assim, o interesse crescente pelo fruto mostra que os consumidores estão mais atentos ao que colocam no prato. Entre benefícios nutricionais, valor económico e produção em expansão no Algarve, o abacate continua a afirmar-se como um dos frutos mais falados dos últimos anos.

Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

Santos Populares animam VRSA, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

2 June 2026 at 16:04

O concelho de Vila Real de Santo António volta a celebrar os Santos Populares durante o mês de junho, com um programa que leva música, tradição e animação a diferentes localidades das três freguesias do município.

Ao longo de várias semanas, arraiais populares, bailes ao ar livre e atuações musicais prometem dinamizar espaços emblemáticos de Vila Real de Santo António, Monte Gordo, Vila Nova de Cacela e Manta Rota, envolvendo residentes e visitantes numa das festividades mais enraizadas da cultura popular portuguesa.

As iniciativas decorrem na Praça Marquês de Pombal e nas Hortas, em Vila Real de Santo António, na zona poente de Monte Gordo, no Largo Manuel Cabanas, em Vila Nova de Cacela, e na Rua da Nora, na Manta Rota.

Marchas Populares percorrem diferentes localidades do concelho

As Marchas Populares assumem um papel central na programação deste ano, com vários desfiles previstos ao longo do mês.

A Marcha da Vila, promovida pelo Grupo de Marchas da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, desfila nos dias 12, 23 e 28 de junho, na Praça Marquês de Pombal, e a 20 de junho, nas Hortas, sempre a partir das 21:30.

Já a Marcha da Associação Juvenil, Social, Cultural e Desportiva de Monte Gordo apresenta-se nos dias 12, 23 e 28 de junho, na zona poente da vila, seguindo depois para Vila Real de Santo António, onde desfila a 13 de junho, na Avenida da República, e para Vila Nova de Cacela, onde atua a 24 de junho, no Largo Manuel Cabanas. Todas as apresentações têm início às 22:00.

O programa contempla ainda a participação da marcha convidada “Poetas da Nossa Terra e o Nosso Padroeiro São Brás”, agendada para o dia 14 de junho, na Praça Marquês de Pombal, bem como da Marcha da Banda Musical Castromarinense, que se junta às celebrações em Monte Gordo no dia 28 de junho.

Arraiais e bailes populares reforçam tradição e convívio

Além dos desfiles, os bailes populares voltam a marcar presença em vários pontos do concelho, proporcionando momentos de convívio e animação através da participação de diversos artistas e grupos musicais.

Com entrada livre, os Santos Populares voltam a afirmar-se como uma das iniciativas mais aguardadas do calendário festivo local, promovendo a valorização das tradições e da cultura popular.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Nem Falésia nem Praia da Rocha: britânicos ‘escolhem’ praia no Algarve longe das multidões que foi eleita a melhor da Europa

2 June 2026 at 15:50

A praia algarvia que está a dar que falar entre os britânicos fica na costa ocidental, longe dos resorts mais movimentados, e foi apontada como a melhor da Europa para 2026. Trata-se da Praia de Monte Clérigo, em Aljezur, destacada pela imprensa britânica pela beleza natural, ambiente tranquilo e pôr do sol sobre o Atlântico.

A distinção foi atribuída pela European Best Destinations, que elegeu Monte Clérigo como a melhor praia europeia para 2026. A escolha foi noticiada pelo jornal britânico The Sun, que apresentou este areal como uma escapadinha mais calma dentro do Algarve, região muito procurada por turistas do Reino Unido.

O artigo sublinha que o Algarve atrai todos os anos milhões de britânicos em busca de sol, praias de areia dourada e férias junto ao mar. Ainda assim, a praia agora destacada não fica entre os destinos mais conhecidos, como Albufeira, Vilamoura, Alvor, Falésia ou Praia da Rocha.

Uma praia longe dos grandes resorts

A Praia de Monte Clérigo fica no concelho de Aljezur, na costa ocidental algarvia. Ao contrário de outras zonas mais turísticas do Algarve, mantém um ambiente mais selvagem, marcado por falésias, mar atlântico e uma envolvente natural preservada.

Segundo a publicação britânica, Monte Clérigo distingue-se precisamente por estar afastada das multidões que costumam encher alguns dos resorts mais populares da região. O areal amplo e a paisagem atlântica ajudam a criar uma experiência diferente da imagem mais urbana e turística do Algarve central.

A praia integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma das áreas costeiras mais valorizadas do país pela sua biodiversidade, trilhos, arribas e paisagens menos alteradas pela construção.

Falésias douradas e paisagem atlântica

A European Best Destinations avaliou várias praias europeias tendo em conta critérios como beleza natural, qualidade da água, ambiente familiar, atividades disponíveis, alojamento e atmosfera geral. As praias mais bem classificadas foram depois submetidas à votação de um painel internacional de viajantes e entusiastas de turismo.

Monte Clérigo foi descrita como uma praia de falésias douradas e paisagens atlânticas selvagens. A combinação entre areia extensa, mar aberto, casas coloridas na encosta e pôr do sol sobre o oceano ajudou a reforçar a sua imagem como uma das praias mais bonitas da Europa.

O local é também conhecido pelas poças naturais que se formam na maré baixa, pelas condições para a prática de surf e pela proximidade à vila de Aljezur. Para quem procura natureza, caminhadas e ambiente mais tranquilo, é uma alternativa aos destinos algarvios mais movimentados.

Britânicos destacam o pôr do sol

A imprensa britânica apresentou Monte Clérigo como uma das chamadas “Sunset Beaches” de Portugal. A posição da praia, virada para oeste, permite ver o sol desaparecer no horizonte sobre o Atlântico, um dos aspetos mais valorizados por visitantes estrangeiros.

O The Sun cita comentários de turistas que descrevem a praia como bonita, preservada e afastada do ritmo mais intenso dos centros turísticos. Alguns visitantes destacam a costa recortada, a tranquilidade e a possibilidade de ficar até ao final do dia para fotografar o pôr do sol.

Esta combinação de cenário natural e menor pressão turística ajuda a explicar o interesse crescente por Monte Clérigo. Para muitos viajantes, a praia oferece uma versão diferente do Algarve: menos urbana, mais atlântica e mais ligada à natureza.

Aljezur ganha visibilidade internacional

A distinção representa também uma oportunidade para Aljezur, concelho que tem vindo a afirmar-se como destino de turismo de natureza, surf, caminhadas e gastronomia local. A visibilidade internacional pode atrair novos visitantes, sobretudo aqueles que procuram fugir das zonas mais cheias durante o verão.

Apesar disso, o aumento da procura deve ser acompanhado com atenção. Praias inseridas em áreas naturais sensíveis exigem respeito pelas regras ambientais, estacionamento adequado, preservação das dunas e cuidado com resíduos deixados no areal.

Fácil acesso para turistas britânicos

O jornal britânico sublinha ainda que a praia é relativamente acessível para quem viaja do Reino Unido. O Aeroporto de Faro fica a cerca de uma hora e meia de carro de Monte Clérigo, o que permite combinar voos curtos com uma escapadinha até à costa vicentina.

A publicação refere também a existência de voos económicos para Faro durante o mês de junho, reforçando a ideia de que o destino pode ser uma opção atrativa para turistas britânicos que procuram sol, praia e preços competitivos.

Ainda assim, quem visita Monte Clérigo deve ter em conta que se trata de uma zona diferente dos grandes resorts. A oferta é mais tranquila, a paisagem é mais selvagem e a experiência está mais ligada à natureza do que ao turismo de massas.

Grécia, Itália e Noruega também na lista

Na lista das melhores praias da Europa para 2026, Monte Clérigo surge em primeiro lugar, à frente de vários destinos conhecidos. A segunda posição foi atribuída à praia de Voutoumi, em Antipaxos, na Grécia, seguindo-se Fteri Beach, em Cefalónia.

A lista inclui ainda Elafonisi, em Creta, conhecida pela areia rosada, Bogliasco Beach, em Itália, Cala Mesquida, em Maiorca, Kvalvika Beach, na Noruega, Rovinia Beach, em Corfu, Kaputas Beach, na Turquia, e Paleokastritsa, também em Corfu.

Uma alternativa ao Algarve mais conhecido

Para quem associa o Algarve apenas a grandes resorts, animação noturna e praias cheias, Monte Clérigo mostra outra face da região. A praia combina areal amplo, mar atlântico, falésias e uma pequena localidade junto à costa, mantendo um ambiente mais calmo do que os destinos mais populares.

A distinção internacional pode aumentar a curiosidade sobre esta zona de Aljezur, mas também reforça a importância de visitar com respeito pelo território. Estacionar nos locais próprios, proteger as dunas e evitar deixar lixo são cuidados essenciais para preservar o equilíbrio da praia.

Eleita a melhor praia da Europa para 2026, Monte Clérigo confirma que o Algarve continua a surpreender para lá dos nomes mais conhecidos. Longe das multidões, este areal da costa ocidental está agora no centro das atenções dos britânicos.

Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

Projeto Magnetic Maya une neurociência, psicanálise e música para apoiar mulheres 40+

2 June 2026 at 15:34

O Magnetic Maya é um projeto português criado por Sónia Gonçallves, neurocientista, neuroterapeuta e psicanalista clínica, que cruza ciência do comportamento humano, psicanálise e música para refletir sobre a transformação da autoestima e da identidade feminina a partir dos 40 anos.

Mais do que uma proposta musical, o projeto nasce da experiência clínica da sua criadora e da observação de uma realidade vivida por muitas mulheres nesta fase da vida, frequentemente marcada por mudanças emocionais, questionamento identitário e sensação de perda de visibilidade.

Álbum transforma conhecimento científico em linguagem musical

Através de um álbum original em português, o Magnetic Maya procura traduzir conhecimento científico sobre o cérebro, as emoções e os processos psíquicos numa linguagem acessível através da música.

O projeto assume uma dimensão artística, emocional e educativa, procurando ajudar mulheres a reconectarem-se com a autoestima, a identidade e o sentido de valor pessoal, promovendo processos de reflexão e reconexão interna.

Segundo Sónia Gonçallves, “o projeto surge da integração entre o seu percurso académico e clínico e a compreensão de que a música tem um impacto direto nos estados emocionais, na memória e na forma como o ser humano processa experiências internas”.

Projeto foca-se em mulheres em fase de transformação emocional

O Magnetic Maya posiciona-se como uma proposta híbrida entre ciência e arte, dirigida sobretudo a mulheres a partir dos 40 anos que atravessam processos de transformação emocional e procuram ferramentas de reconexão com a sua identidade.

O álbum já está disponível nas principais plataformas digitais e soma mais de 3.000 reproduções, sinalizando uma crescente identificação do público com a mensagem do projeto.

Natural do Algarve e com raízes em Boliqueime, Sónia Gonçallves tem dedicado o seu percurso académico e profissional ao estudo do comportamento humano, das emoções, da identidade e dos processos de transformação psíquica.

Algarve na origem de um projeto de reconexão emocional

A formação nas áreas da neurociência, neuroterapia e psicanálise clínica permitiu-lhe trabalhar diretamente com dinâmicas emocionais complexas, com especial enfoque na autoestima, reconstrução identitária e regulação emocional.

Foi a partir da experiência clínica e da observação continuada de padrões emocionais em mulheres adultas, sobretudo após os 40 anos, que Sónia identificou uma realidade recorrente: a sensação de invisibilidade, a desconexão com a identidade pessoal e a perda de valorização interna.

Desta convergência entre ciência, prática clínica e observação humana nasceu o Magnetic Maya, que se apresenta como um projeto português inovador na ligação entre neurociência, psicanálise e música.

Sónia acredita que “a música, quando aliada à compreensão científica da mente humana, pode funcionar como um instrumento poderoso de transformação emocional, memória afetiva e reprogramação de padrões internos”.

Atualmente, o Album Magnetic Maya encontra-se em expansão, com presença crescente nas plataformas digitais e uma comunidade de mulheres que se identifica com a sua mensagem de reconexão, força e identidade.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Festa do Caracol regressa a São Bartolomeu de Messines com cinco dias de animação

2 June 2026 at 15:00

O Parque de Feiras e Exposições de São Bartolomeu de Messines recebe, entre os dias 3 e 7 de junho, a 11.ª edição da Festa do Caracol, um dos eventos mais populares da freguesia, que promete cinco dias de animação para toda a família.

Organizada pela União Desportiva Messinense, com a coorganização da Câmara Municipal de Silves e da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, a iniciativa tem entrada livre e combina música, humor, gastronomia, artesanato e atividades desportivas.

Ao longo dos cinco dias de festa, o público poderá assistir a espetáculos de alguns dos nomes mais conhecidos da música e da comédia nacional, num programa que pretende atrair residentes e visitantes de toda a região.

Música e humor em destaque no cartaz

O cartaz deste ano inclui atuações dos humoristas Ana Arrebentinha e Rouxinol Faduncho, bem como dos músicos Augusto Canário e Amigos, Iran Costa, David Antunes & Midnight Band, José Malhoa e Toy.

A programação contempla ainda vários bailes populares, animados por J.P. Cavaco, Paulo das Vacas, Ritmos do Sul e Xico Barata, proporcionando momentos de dança e convívio ao longo do evento.

Gastronomia, artesanato e atividades para toda a família

Além da componente musical, a Festa do Caracol contará com diversas demonstrações e atividades desportivas, incluindo capoeira, jogo do pau, ginástica, zumba e Muay Thai.

Os visitantes terão também à disposição espaços dedicados à gastronomia tradicional e ao artesanato local, reforçando a vertente cultural e económica da iniciativa.

Com uma programação diversificada e dirigida a diferentes públicos, a Festa do Caracol celebra a tradição, o convívio e a identidade local.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Pode chegar ao Parlamento uma proposta para os reformados não terem pensões acima deste valor

2 June 2026 at 14:50

As regras das reformas podem mudar com uma nova proposta que poderá chegar ao Parlamento e que prevê alterações tanto na idade de acesso à pensão como no valor máximo das reformas mais elevadas. Em causa está uma iniciativa anunciada pelo Chega, que defende mudanças no atual sistema de pensões e na forma como são atribuídos alguns rendimentos de reforma.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o partido liderado por André Ventura pretende que qualquer trabalhador possa reformar-se ao atingir 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade. Em paralelo, o Chega volta a defender a fixação da idade legal da reforma nos 65 anos.

Mudanças propostas para a idade da reforma

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, onde André Ventura argumentou que o objetivo passa por tornar o sistema mais justo para quem teve carreiras contributivas longas.

O líder partidário sustentou que a proposta não pretende eliminar a idade da reforma nem comprometer a sustentabilidade do sistema. A medida surge numa fase em que decorrem discussões sobre alterações à legislação laboral e à proteção social, temas que têm marcado o debate político nas últimas semanas.

Limite para as pensões mais altas

Outra das propostas anunciadas passa pela criação de um teto máximo para as reformas de valor mais elevado. Segundo a mesma fonte, o Chega pretende que nenhuma pensão ultrapasse os 4.500 euros mensais.

A medida é justificada pelo partido com a necessidade de reduzir diferenças entre os valores pagos aos pensionistas. Durante a apresentação da proposta, André Ventura referiu que existem atualmente reformas de montantes muito superiores à média nacional, considerando que essa situação deve ser revista.

Argumentos apresentados pelo partido

Ao explicar a iniciativa, o presidente do Chega apontou exemplos de antigos responsáveis políticos que recebem pensões elevadas, defendendo que o sistema deve ser reequacionado à luz das disparidades existentes. A proposta inclui igualmente uma limitação salarial na Administração Pública. Conforme a mesma fonte, o partido defende que nenhum funcionário público deve auferir um vencimento superior ao do primeiro-ministro.

Além das alterações ao regime de reformas, o Chega quer incentivar os cidadãos a reforçarem a sua poupança para a reforma através de mecanismos complementares. A iniciativa prevê benefícios fiscais para quem optar por investir em planos de poupança-reforma ou outros instrumentos privados destinados a complementar os rendimentos futuros. O partido considera que estes mecanismos podem funcionar como um reforço da proteção financeira após o fim da vida ativa.

O que acontece agora

Para já, trata-se de uma proposta política anunciada pelo Chega e que terá ainda de ser discutida no Parlamento. Qualquer alteração ao atual regime de pensões dependerá da aprovação dos deputados e do respetivo processo legislativo.

A discussão promete juntar temas como a sustentabilidade da Segurança Social, a idade de acesso à reforma e a distribuição dos rendimentos atribuídos aos pensionistas. Questões que continuam a gerar posições divergentes entre os vários partidos e que deverão permanecer no centro do debate político nos próximos meses.

Leia também: Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos

Silves recebe residência artística que une criadoras de Portugal e do Chile

2 June 2026 at 14:40

O espaço JALI, em Silves, recebe entre os dias 1 e 10 de junho a residência artística internacional Fios do Sul, uma iniciativa que promove o encontro entre criadoras de Portugal e do Chile em torno da arte têxtil contemporânea, da sustentabilidade e da criação colaborativa.

O projeto é orientado pela konceito.r, iniciativa de moda circular dirigida por Cristina Guerreiro, e conta com a participação das artistas chilenas Fernanda Jara, fundadora da VESO Upcycling, e Aileen Díaz Henríquez, do projeto Ancestro Arte Tejido.

A residência integra ainda a artista silvense Patrícia Marques e a associação cultural Amarelarte, parceira deste intercâmbio cultural entre os dois países.

Durante dez dias, as participantes desenvolvem um processo criativo assente na reutilização de materiais têxteis recolhidos no Algarve, incluindo peças de vestuário usadas e excedentes da indústria. Através de técnicas de upcycling e métodos artesanais, como o crochet, os materiais ganham novas formas e significados, dando origem a peças artísticas e narrativas visuais.

Arte, sustentabilidade e património cruzam-se em residência criativa

A iniciativa decorre no JALI, espaço dedicado à criação e experimentação artística e parceiro do Geoparque Algarvensis, reforçando a ligação entre arte, património, território e sustentabilidade.

Segundo a organização, o projeto parte das afinidades existentes entre o Algarve e o Chile, duas regiões ligadas ao território, à paisagem e aos saberes tradicionais, mas também confrontadas com os desafios da sustentabilidade e da necessidade de repensar os modelos de produção e consumo.

Num contexto marcado pelo impacto ambiental da indústria da moda, Fios do Sul propõe uma abordagem centrada na reutilização criativa e na valorização de materiais existentes, promovendo práticas mais conscientes e sustentáveis.

Apresentação pública assinala Dia de Portugal

A residência artística culmina no dia 10 de junho, Dia de Portugal, com uma apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos ao longo da iniciativa.

O programa inclui uma instalação têxtil construída a partir de materiais reutilizados recolhidos localmente, a apresentação de dois coordenados originais criados durante a residência e um momento de encontro entre artistas, parceiros institucionais e público.

A organização descreve a iniciativa como “Um diálogo entre o Algarve e a América Latina através do têxtil.”

A apresentação pretende proporcionar uma reflexão contemporânea sobre identidade, território e criação artística, cruzando referências culturais do Algarve e da América Latina através da arte têxtil e da colaboração internacional.

A residência é organizada pela konceito.r, com o JALI como parceiro anfitrião e a Amarelarte como parceira cultural.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

Mercadona anuncia abertura da loja número 73 em Portugal: esta é a localização

2 June 2026 at 14:29

A expansão das cadeias de retalho alimentar em Portugal continua a marcar o ritmo do setor, com várias empresas a reforçarem a sua presença em diferentes regiões do país. Entre elas está a Mercadona, que mantém o plano de crescimento da sua rede de supermercados e prepara a abertura de mais uma unidade nas próximas semanas.

De acordo com o comunicado divulgado no site da Mercadona, a próxima loja da empresa em território nacional será inaugurada no dia 30 de junho, no concelho de Sintra, reforçando a presença da cadeia espanhola no distrito de Lisboa.

Nova abertura em Sintra

O novo supermercado ficará localizado na Rua Rosa Maria Lobato de Faria, n.º 20. Com esta inauguração, a Mercadona passará a contar com 73 lojas em Portugal, dando continuidade ao processo de expansão iniciado há vários anos.

A empresa indica que a abertura da nova unidade permitiu criar cerca de 64 postos de trabalho. Os contratos são sem termo desde o primeiro dia, uma prática que a cadeia tem destacado nas sucessivas inaugurações realizadas no país.

O que terá a nova loja

Segundo a mesma fonte, o supermercado contará com uma área de vendas próxima dos 1.900 metros quadrados. O espaço foi concebido com corredores amplos e incluirá as secções habituais da marca. Entre os serviços disponíveis estarão áreas de charcutaria, peixaria, talho, pastelaria e padaria, bem como espaços dedicados a frutas e legumes, perfumaria e refeições prontas a consumir.

A abertura de Sintra surge depois da inauguração de três lojas durante a primeira metade do ano. A Mercadona abriu unidades na Quinta do Lambert, em Lisboa, em Viseu e também na Covilhã, que assinalou a estreia da empresa no distrito de Castelo Branco. O plano de expansão para 2026 não termina aqui. A empresa prevê continuar a aumentar a sua presença em várias zonas do país até ao final do ano, acrescenta a publicação.

Novos distritos entram no mapa

Entre as novidades previstas está a chegada da cadeia a três distritos onde ainda não tinha presença: Vila Real, Beja e Faro. Neste último distrito estão programadas aberturas nas cidades de Portimão e Faro. Além disso, a Mercadona prevê inaugurar novas lojas em Amarante, Esposende, Maia e Moita, consolidando a estratégia de crescimento nacional e aumentando a cobertura geográfica da rede.

Com a futura abertura em Sintra, a empresa reforça a presença numa das zonas mais populosas da Área Metropolitana de Lisboa e aproxima-se de mais consumidores numa região com forte densidade habitacional. A nova loja integra um conjunto mais alargado de investimentos previstos para este ano, numa estratégia que continua a apostar na criação de emprego e na expansão da rede comercial em diferentes pontos do país.

Leia também: Vem aí a primeira maratona de sempre do Algarve: evento vai realizar-se nesta data e este será o ponto de partida

Vem aí uma massa de ar polar: Portugal prepara-se para descida das temperaturas e já há dia para o pico

2 June 2026 at 14:18

Portugal continental vai sentir uma descida das temperaturas nos próximos dias, depois de um período marcado por calor intenso em várias regiões. A mudança será provocada pela chegada de uma massa de ar frio de origem polar marítima, que deverá tornar o ambiente mais fresco, húmido e instável, embora por pouco tempo.

De acordo com a Meteored, numa previsão assinada por Alfredo Graça, o pico desta alteração deverá ocorrer na quinta-feira, 4 de junho. A entrada de ar pós-frontal mais frio deverá substituir a massa de ar quente subtropical que dominou os últimos dias, trazendo uma descida mais evidente das temperaturas máximas e alguma chuva fraca ou chuvisco em zonas do Norte e Centro.

Sinais de mudança já começaram

Desde o início de junho que o estado do tempo tem dado sinais de maior instabilidade, sobretudo no litoral Norte e Centro. Depois de vários dias de calor, estas regiões começaram a sentir mais vento, nevoeiro, frescura e períodos de chuva fraca ou chuvisco. Segundo a Meteored, estes sinais antecipam uma mudança mais generalizada prevista para a segunda metade da semana.

Na primeira metade desta terça-feira, 2 de junho, a passagem de uma frente fria provocou aumento da nebulosidade e alguma precipitação fraca nas regiões Norte e Centro, em especial no litoral. Ao longo da segunda metade do dia, a nebulosidade deverá diminuir gradualmente, dando lugar a bons períodos de sol.

Calor ainda resiste em algumas zonas

Apesar da aproximação de ar mais fresco, o calor ainda não desaparece de imediato. Esta terça-feira deverá continuar quente no Sotavento Algarvio e em alguns pontos do Baixo Alentejo, onde as temperaturas máximas poderão rondar os 30 graus. Nas regiões mais próximas da fronteira com Espanha, a influência do ar quente continental também deverá persistir durante mais algum tempo.

Ainda assim, a massa de ar quente será progressivamente renovada pela passagem das frentes, abrindo caminho a uma descida das temperaturas em praticamente todo o território continental.

Quarta-feira traz estabilidade breve

A quarta-feira, 3 de junho, deverá começar com tempo mais estável em grande parte do país. Depois da passagem da frente fria, o céu ficará pouco nublado ou limpo em várias regiões. No interior Norte e Centro, no Alentejo e no Sotavento Algarvio, as temperaturas poderão recuperar temporariamente, com máximas entre 28 e 34 graus.

No litoral, porém, o ambiente deverá manter-se mais fresco para a época, devido à influência marítima. Esta estabilidade será curta. A Meteored prevê que uma nova frente fria atinja o litoral Norte e Centro a partir das 18:00 de quarta-feira.

Nova frente chega ao litoral Norte e Centro

A nova frente fria deverá afetar sobretudo os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra. O interior Norte, em particular zonas do distrito de Vila Real, também poderá sentir os efeitos desta frente, com aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva fraca ou chuvisco. Não se espera um episódio de precipitação intensa, mas a mudança será suficiente para marcar uma diferença face ao padrão quente e seco dos últimos dias.

Quinta-feira será o dia do pico

A descida mais significativa das temperaturas deverá ocorrer na quinta-feira, 4 de junho. Segundo Alfredo Graça, da Meteored, será nesse dia que a massa de ar frio de origem polar marítima deverá entrar com maior expressão em Portugal continental. O ar quente subtropical será substituído por ar mais frio e húmido, provocando uma descida generalizada das temperaturas máximas.

Nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira, a frente fria deverá continuar a produzir chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro. Ao avançar para leste, poderá abranger também zonas do interior, incluindo áreas dos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu, bem como a Serra da Estrela.

Chuva fraca pode voltar durante a manhã

A partir do meio da manhã de quinta-feira, uma nova frente deverá alcançar o norte da Península Ibérica. Este sistema poderá trazer outra vaga de chuva fraca ou chuviscos ao litoral Norte e Centro. O episódio deverá ser temporário e de precipitação escassa, podendo prolongar-se até perto do meio-dia. O efeito mais relevante, contudo, será a descida da temperatura. As máximas deverão ficar abaixo da média climatológica de referência em várias zonas, num contraste claro com o calor sentido no final de maio.

Sexta-feira com mínimas mais baixas

A descida das temperaturas mínimas deverá ser mais sentida na sexta-feira, 5 de junho. De acordo com a Meteored, a cerca de 1500 metros de altitude será visível a chegada e o alastramento do ar polar marítimo por grande parte da Península Ibérica entre quinta e sexta-feira. Esta alteração deverá provocar uma descida generalizada e significativa das temperaturas. Ainda assim, o episódio terá curta duração. Durante a própria sexta-feira, o ar polar deverá afastar-se rapidamente para leste, enquanto ar ligeiramente mais quente, associado à expansão de uma crista anticiclónica entre os Açores e a Madeira, começará a recuperar terreno.

Frescura será passageira

A presença do ar polar em Portugal continental deverá ser breve. Segundo a Meteored, as temperaturas diurnas deverão recuperar ainda durante sexta-feira para valores ligeiramente acima do normal em algumas regiões, sobretudo no interior. No sábado, 6 de junho, o tempo anticiclónico deverá consolidar-se, com máximas semelhantes ou em ligeira subida. O calor intenso ficará temporariamente atenuado, mas no domingo, 7 de junho, deverá voltar a subir em várias zonas, afetando sobretudo o interior de Portugal continental.

Calor regressa, mas sem os extremos recentes

Apesar da recuperação prevista para o fim de semana, não se espera que as temperaturas atinjam os valores extremos registados na reta final de maio. A entrada de ar polar marítimo funcionará, assim, como uma pausa no calor mais intenso. Trará um ambiente mais fresco, húmido e instável, mas não deverá instalar um padrão frio duradouro. No final, Portugal deverá passar por uma viragem breve no estado do tempo: mais nuvens, alguma chuva fraca, vento e temperaturas mais baixas, com o momento mais marcante previsto para quinta-feira. Depois, a influência anticiclónica deverá voltar a ganhar força e permitir uma nova subida das temperaturas durante o fim de semana.

Leia também: Vem aí um ‘vendaval’: jato polar deverá atingir os 250 km/h sobre Portugal a partir deste dia

Greve geral de 3 de junho: quem passa recibos verdes também pode aderir? Saiba o que diz a lei

2 June 2026 at 13:34

A greve geral marcada para 3 de junho está a levantar dúvidas entre trabalhadores de vários setores, mas há uma questão que toca especialmente quem trabalha por conta própria: quem passa recibos verdes pode aderir à paralisação nos mesmos termos que um trabalhador com contrato?

A resposta jurídica não é igual para todos. Quem trabalha a recibos verdes não tem, em regra, um contrato de trabalho subordinado, mas sim uma relação de prestação de serviços. E é precisamente essa diferença que muda o enquadramento legal da participação numa greve.

Recibos verdes podem aderir à greve?

Segundo a advogada Patrícia Santos Ferreira, em declarações à SIC Notícias, “qualquer prestador de serviços a recibos verdes não pode aderir à greve, ou seja, não tem o fundamento legal para aderir à greve”.

A explicação está na natureza da relação contratual. A greve é um direito dos trabalhadores no contexto de uma relação laboral. Já o trabalhador independente presta serviços por conta própria, sem contrato de trabalho com a entidade a quem presta atividade. Por isso, quem passa recibos verdes não está abrangido pelo mesmo regime aplicável aos trabalhadores por conta de outrem.

Podem parar a atividade?

A resposta é diferente quando a pergunta deixa de ser “podem fazer greve?” e passa a ser “podem parar?”. Patrícia Santos Ferreira explicou à SIC Notícias que estas pessoas podem, em conjunto, “unirem-se e assim paralisarem o serviço ou paralisarem uma secção, ou não prestarem um determinado serviço”.

No entanto, a advogada sublinhou que essa paralisação não é considerada greve em termos legais. É antes encarada como um “bloqueio”. Esta distinção é relevante porque a greve tem um enquadramento jurídico próprio, enquanto a recusa de prestação de serviços pode depender do contrato ou acordo existente entre as partes.

Porque é que a diferença importa?

A diferença pode ter consequências práticas. Um trabalhador com contrato de trabalho que adere a uma greve legalmente convocada está a exercer um direito reconhecido no quadro laboral. Já um prestador de serviços independente que decide não cumprir uma prestação acordada pode estar sujeito às consequências previstas no contrato, dependendo do caso concreto.

Isto não significa que todos os trabalhadores a recibos verdes fiquem impedidos de expressar solidariedade ou de participar numa paralisação. Significa apenas que essa participação não tem o mesmo enquadramento jurídico de uma greve laboral.

O que é um trabalhador independente?

De acordo com o portal gov.pt, “um trabalhador independente exerce uma atividade profissional por conta própria, sem ser empresário e sem ter contrato de trabalho com uma ou mais empresas a quem presta os seus serviços e/ou vende bens”.

O mesmo portal explica que essa atividade pode ser exercida a tempo inteiro ou como complemento de outra atividade profissional. É também possível ter, ao mesmo tempo, um contrato de trabalho com uma entidade empregadora e exercer uma atividade independente, desde que os rendimentos das duas fontes sejam declarados no IRS.

E quem tem contrato e também passa recibos verdes?

Há trabalhadores que acumulam as duas situações. Nesses casos, a análise deve ser feita de acordo com o vínculo em causa. Se a pessoa tem um contrato de trabalho, pode estar abrangida pelo direito à greve nessa relação laboral. Mas, se presta serviços a recibos verdes noutra atividade, essa parte não segue automaticamente o mesmo regime.

Na prática, a mesma pessoa pode ter direito à greve enquanto trabalhadora por conta de outrem e, ao mesmo tempo, não ter o mesmo enquadramento legal enquanto prestadora de serviços independente.

Atenção aos falsos recibos verdes

A situação pode ser mais complexa quando estão em causa os chamados falsos recibos verdes. Há casos em que uma pessoa passa recibos verdes, mas trabalha com horário fixo, chefia direta, local imposto pela entidade contratante, meios fornecidos pela empresa e uma relação de subordinação semelhante à de um trabalhador contratado.

Nessas situações, pode haver discussão sobre a verdadeira natureza da relação laboral. No entanto, essa avaliação não é automática e depende dos factos concretos. Se a relação for, na prática, uma relação de trabalho subordinado, pode justificar-se uma análise jurídica mais cuidada.

Greve geral marcada para 3 de junho

A greve geral foi convocada para quarta-feira, 3 de junho. A CGTP entregou o pré-aviso de greve contra as alterações à lei laboral, depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. A paralisação deverá abranger vários setores, com sindicatos da função pública, saúde, ensino, transportes, aviação e comércio a anunciarem participação.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de revisão da lei laboral, que seguirá para discussão no Parlamento.

O que deve fazer quem passa recibos verdes?

Quem trabalha a recibos verdes e pondera parar atividade deve começar por verificar a sua situação contratual. Se existir um contrato de prestação de serviços, convém analisar prazos, obrigações, penalizações, cláusulas de incumprimento e regras de comunicação. Dependendo da relação com a entidade contratante, a decisão de não prestar serviço pode ter consequências diferentes.

Também pode ser prudente pedir esclarecimento jurídico ou sindical, sobretudo quando existe dependência económica de uma única entidade ou quando a relação se aproxima de uma situação de trabalho subordinado.

A regra prática

Quem passa recibos verdes não adere à greve geral nos mesmos termos legais de um trabalhador com contrato. Pode decidir não prestar serviço ou participar numa paralisação organizada, mas essa situação não é considerada greve em sentido jurídico. A diferença está no vínculo: contrato de trabalho de um lado, prestação de serviços do outro.

No final, a resposta é clara: trabalhadores independentes não têm, por si só, fundamento legal para aderir à greve. Ainda assim, podem parar atividade, sabendo que esse gesto tem outro enquadramento e pode depender das obrigações assumidas com quem lhes contratou o serviço.

❌