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A azinheira da Nave do Barão




Na zona da Nave do Barão (Salir, Loulé) existem várias árvores interessantes, uma das quais é a azinheira (Quercus ilex L.) ilustrada na fotografia que acompanha este texto.

Este exemplar possui dimensões inferiores às da azinheira do Porto das Covas, igualmente na freguesia de Salir, pese embora possua uma copa mais densa. Salvo alguma doença ou outro factor que perturbe o seu normal desenvolvimento, como alguma poda desajustada, parece-nos que esta azinheira poderá vir a ser, nas próximas décadas, um dos melhores exemplares desta espécie no Algarve.

Na actualidade, possui as seguintes dimensões:

Perímetro à altura do peito (P.A.P.) = 2,93 metros
Altura = 18 metros
Maior diâmetro da copa = 20,60 metros
Diâmetro médio da copa = 18,35 metros


Podem localizar esta árvore com recurso a um mapa do Wikimapia.

A oliveira de S. Clemente



Esta oliveira (Olea europaea L.) localiza-se no lugar da Serra, freguesia de S. Clemente, a escassos quilómetros do centro de Loulé. Trata-se de um belíssimo exemplar que, tal como a oliveira classificada do Algoz, apresenta o tronco dividido em dois segmentos.


Esta oliveira possui as seguintes dimensões:

Perímetro à altura do peito (P.A.P.) = 7, 53 metros*

Altura = 8 metros

Diâmetro médio da copa = 11 metros

Maior diâmetro da copa = 12,10 metros

*O segmento mais grosso do tronco apresenta um perímetro de 3,53 metros e o segundo segmento possui um perímetro de 3,28 metros.



Este exemplar pode ser visualizado nesta imagem do Wikimapia.

A oliveira de Pedras d'El Rei

"A mais famosa!"

Este bem que poderia ser o título deste texto, sobre a magnífica oliveira (Olea europaea L.) localizada no aldeamento turístico de Pedras d'El Rei, Santa Luzia, no concelho de Tavira.

Este é o exemplar referido com maior frequência em diversas publicações, quando se fala de oliveiras antigas em Portugal.

A idade desta árvore está calculada em 2 000 anos. Pode dizer-se que assistiu a toda a história do nosso país, incluindo a respectiva génese desde as invasões romanas.



Apesar da sua idade, encontra-se em bom estado vegetativo, pese embora o tronco esteja suficientemente aberto para albergar uma pessoa no seu interior (ver imagem abaixo).


Esta oliveira foi classificada como sendo de interesse público, em 1984, pelos serviços da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.





Actualmente, as suas medidas são as seguintes:

Perímetro à altura do peito (P.A.P.) = 7,80 metros

Altura = 9 metros

Diâmetro médio da copa = 9,80 metros


Esta árvore pode ser visualizada no seguinte mapa do Algarve Digital.


P.S. - A escassos metros deste exemplar, por detrás da vivenda onde está situada, encontra-se uma outra oliveira de porte significativo (ver imagem abaixo), com um P.A.P. próximo dos 6 metros.
Noutros pontos do aldeamento, nomeadamente junto às piscinas do complexo, existem outros exemplares interessantes.


A azinheira do Monte das Pias




O exemplar retratado na imagem é uma azinheira (Quercus ilex L.) situada na Herdade das Pias (Monte das Pias, concelho de Mértola), bem perto do Pulo do Lobo.

Esta azinheira está classificada como árvore de interesse público desde 1997, tendo uma idade estimada de 500 anos. No entanto, e tal como se pode obervar pela fotografia, a árvore apresenta a copa num estado decrépito, situação que se não for revertida acabará por conduzir à morte da mesma e, mesmo antes disso acontecer, à respectiva desclassificação.


As dimensões actuais desta azinheira são as seguintes:

P.A.P. = 3,53 metros
Altura = 11 metros
Maior diâmetro da copa = 22,50 m
Diâmetro médio da copa = 20,60 m

Podem visualizar esta azinheira, ainda com uma copa em bom estado, a partir de uma imagem do Wikimapia.



P.S. - Pela consulta da ficha deste exemplar disponível na página da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, é possível observar a existência de algumas discrepâncias nos valores das respectivas dimensões, nomeadamente ao nível do P.A.P. e da altura.

Para além das normais diferenças inerentes a todos os processos de medição, pensamos existirem neste caso alguns motivos que justificam um maior diferencial desses valores.

Dada a localização da árvore, que cresce parcialmente sobre uma formação rochosa e num terreno com alguma inclinação, não é "pacífico" determinar o exacto ponto a partir do qual se deverá medir o perímetro do tronco (P.A.P.). Recorde-se que, convencionalmente, este valor se mede a 1,30 metros do solo.
Por outro lado, e dado o aspecto actual da copa, não nos foi fácil determinar qual seria o ponto mais alto da árvore, comprometendo parcialmente o rigor na medição da respectiva altura.

A mesma dificuldade se fez sentir ao nível da medição das dimensões da copa, pese embora aqui a diferença em relação aos valores obtidos pelos técnicos da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, seja menor e pouco significativa.

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