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Assembleia Municipal da criança dá voz e aproxima alunos de Loulé da política local

3 June 2026 at 12:27

Foi a “voz do poupar” da Mariana, a “voz do cuidar dos outros” do Ivan, a “voz radical e criativa” do Lourenço ou a “voz do cuidar dos animais” da Eva, entre outras vozes, que se ouviram na manhã desta terça-feira, na sala da Assembleia Municipal de Loulé.

Depois do secundário e dos 2º e 3º ciclos de ensino, foi a vez dos alunos do 1º ciclo de várias escolas do concelho de Loulé participaram numa Assembleia Municipal especial, desta vez dedicada às crianças.

A iniciativa, dinamizada pela MyPolis, envolveu meninas e meninos de turmas do 3º ano de cinco escolas. No papel de “deputados”, mas numa sessão menos formal do que as anteriores, este foi um espaço de encontro e diálogo, no qual as crianças tiveram a oportunidade de partilhar as suas ideias, preocupações e desejos para o seu concelho, bem como questionar os governantes sobre temas do seu interesse.

O plenário começou com o momento “Conhecer quem nos representa”, em que cada turma se dirigiu aos representantes políticos, colocando questões mais pessoais sobre a sua infância, os seus gostos e também o exercício das suas funções. 0

O presidente da Assembleia, Silvério Guerreiro, contou que, durante a sua infância, brincava na rua, ao berlinde e à carica, numa época muito diferente dos dias de hoje. Nos seus tempos livres, tanto se sente bem a nadar na Praia de Quarteira, como a percorrer os serros à volta de Loulé ou, mais no interior, na Rocha da Pena, em Salir.

Em menino, Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, sonhava ser jogador de futebol, foi um aluno que “marrou muito” para se licenciar em Engenharia Civil, e que hoje considera que o super-herói que mais se identifica com a sua personalidade é o “Flash”, pela rapidez com que deseja trabalhar para responder às necessidades dos louletanos.

Na escola, numa aldeia minhota, a vereadora da Educação, Maria Esteves, era uma criança que, de um modo geral, se portava bem mas, como consequência de uma ou outra peripécia, não se livrou de umas reguadas na mão. Queria ser professora primária, mas foi no ensino da Filosofia que viria a desenvolver a sua atividade profissional.

Já o sonho de menino do vice-presidente do Município, David Pimentel, era ser cientista e inventar coisas novas. Hoje, revela que os interesse são outros e, como responsável pela área financeira, assume o sentimento de proteção em relação ao “cofre da câmara” e ao rigor das contas.

Quando questionado sobre como chegou a vereador, Paulo Trindade respondeu às crianças: «Têm que perguntar isso ao presidente Telmo Pinto». Para este responsável por áreas como as obras municipais, urbanismo, salubridade ou espaços verdes, a calma e a paciência são essenciais para que as coisas sejam bem feitas, em prol da melhoria do concelho.

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Seguiu-se o momento “A Voz das Crianças”, em que os alunos tiveram a oportunidade de expor as suas ideias e propostas para o concelho.

A Escola EB de Quarteira trouxe propostas nas áreas da educação, como o maior apoio em termos de transportes para visitas de estudo; na saúde, como a realização de sessões para as escolas com médicos, enfermeiros, psicólogos ou dentistas; mas também uma maior participação das crianças na tomada de decisões.

A Escola EB Nº4 de Loulé, apresentou algumas ideias nas áreas do recreio, desporto e movimento, como a realização de aulas de trampolim incluídas no programa escolar, inspirados pelo talento do ginasta Gabriel Albuquerque.

Promover a segurança rodoviária, criar espaços para os idosos, apoiar os animais de rua, ou criar equipamentos em Almancil, como uma Escola Secundária ou Piscinas Municipais, em Almancil foram as ideias dos alunos da EB Cónego Dr. Clementino Brito.

A Escola das Benfarras apontou alguma carência de equipamentos pedagógicos e recursos digitais, mas também a necessidade de mais espaços verdes com sombras, e bebedouros, no recinto escolar.

Finalmente, a EB Dnª Francisca de Aragão de Quarteira apelou à realização de ações para limpeza nas praias, mas também à importância de torná-las acessíveis para todos, apostando em equipamentos que permitam que pessoas com mobilidade reduzida possam usufruir plenamente dos espaços balneares.

Como explicou o presidente da Assembleia, esta iniciativa encerra uma «trilogia de sessões jovens», realizada em 2026.

«No próximo ano, tentaremos ir mais longe, quiçá passar para uma tetralogia e chegar a uma Assembleia dedicada ao pré-escolar», adiantou Silvério Guerreiro.

Integrada na comemoração do Dia Internacional da Criança, a sessão reiterou, de acordo com a autarquia louletana, «a aposta clara da construção de uma sociedade que inclui os jovens e as crianças nos processos de decisão, colocando-os em contacto com a democracia local».

«Podem sonhar com aquilo que quiserem! E é aqui, nesta casa, que podem concretizar muitos dos vossos sonhos, pois é aqui que estão as pessoas que podem resolver muitos dos problemas que encontram na rua», disse Telmo Pinto.

«Hoje estou eu aqui, amanhã qualquer um de vocês pode ser presidente da Câmara, mas o futuro exige dedicação e esforço», acrescentou o autarca.

No encerramento da sessão, também Silvério Guerreiro deixou palavras de incentivo a estes alunos: «Sonhem, com a confiança e sem receio de errar. Os adultos assumem também aqui o compromisso de estarem cá para os suportar, pois é pelo sonho que a humanidade chegou até aqui e todos serão os beneficiários dos vossos sonhos».

Promovida nas escolas por Rita Fernandes, da Mypolis, esta Assembleia marca o início de um projeto que inclui sessões em todos os municípios algarvios e que culminará, em Julho de 2027, com uma grande Assembleia com representantes dos 16 municípios.

A MyPolis é uma organização de impacto social que promove a participação, envolvimento e colaboração de crianças e jovens. Atualmente, está presente em 30 localidades portuguesas, sete países da União Europeia e em Moçambique e Cabo Verde.

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Familiares de beneficiários da Prestação Social Única também terão de fazer trabalho social

By: ZAP
3 June 2026 at 11:12
A proposta prevê ainda que os beneficiários terão direito a transporte, alimentação e seguro de acidentes pessoais quando o trabalho social ocupa pelo menos 4 horas diárias. De acordo com a proposta da lei entregue pelo Governo no Parlamento, a obrigação de realizar trabalho social não se vai limitar ao titular da nova Prestação Social Única. Outros membros adultos do agregado familiar que vivam na mesma habitação e estejam desempregados também poderão ser chamados a participar em atividades de solidariedade social, nomeadamente nas áreas da economia social e da proteção civil. As tarefas terão um limite de 15 horas semanais,

Chega: greve geral colada a feriado e ponte é “artifício para ter dias de férias”

By: Lusa
3 June 2026 at 10:05
Reunião na Câmara de Lisboa em dia de greve geral: “pressão sobre os trabalhadores”. Críticas à esquerda, reação diferente do Chega. Os partidos de esquerda na Câmara de Lisboa contestaram esta terça-feira o agendamento de uma reunião camarária para quarta-feira, dia de greve geral, considerando que representa uma forma de “pressão” e de “condicionamento” dos trabalhadores, defendendo o adiamento da sessão. Em comunicado, a vereação do PS – principal partido de oposição à governação PSD/CDS-PP/IL, liderada pelo social-democrata Carlos Moedas – manifestou “profunda discordância” com a convocação de uma reunião para o dia da greve geral. Por isso, os socialistas

A greve geral não vai ter uma grande adesão, diz o contestado Montenegro

By: Lusa
3 June 2026 at 06:00
“Aquilo que eu espero é que deixem os portugueses trabalhar”. Já a ministra do Trabalho admite “alguns inconvenientes”. O primeiro-ministro mostrou-se convicto de que a “esmagadora maioria dos portugueses que trabalha” vai trabalhar hoje, quarta-feira, dia de greve geral. À entrada para a conferência “50 Anos do Poder Local – Democracia, Desenvolvimento e Futuro”, iniciativa do Jornal de Notícias (JN), no Porto, e questionado sobre a greve geral de quarta-feira, Luís Montenegro disse “não fazer ideia” de qual será a adesão. “Logo veremos, o que eu espero é que, como tenho a minha convicção, é de que a grande maioria,

PSD cria Núcleo das Mulheres Social-Democratas de São Brás de Alportel 

2 June 2026 at 20:47

As Mulheres Social-Democratas (MSD) do PSD promovem, no próximo sábado, dia 6 de junho, a sessão de constituição e tomada de posse do Núcleo das Mulheres Social-Democratas de São Brás de Alportel, reforçando a presença feminina na participação política local e criando uma nova plataforma de proximidade, intervenção cívica e ação comunitária no concelho. A […]

JSD/Algarve apresenta proposta para a modernização ferroviária no XXIX Congresso Nacional da JSD 

2 June 2026 at 11:55

Nos passados dias 22, 23 e 24 de maio, na cidade de Viseu, a JSD/Algarve participou ativamente no XXIX Congresso Nacional da Juventude Social Democrata, o principal momento de debate político e definição estratégica da estrutura nacional da organização. Durante os trabalhos congressuais, a delegação da JSD/Algarve apresentou a moção setorial intitulada “Mobilidade, Ferrovia e […]

Presidência Aberta de Maio dedicada a obras e projetos estratégicos do Concelho de São Brás de Alportel

31 May 2026 at 07:07

Segurança, mobilidade e educação marcaram mais uma Presidência Aberta promovida pela Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acompanhada pelos elementos do executivo a tempo inteiro, numa jornada dedicada ao acompanhamento de investimentos e projetos em curso no concelho, reforçando a proximidade com a comunidade e o contacto com a realidade local. 

O plano de trabalhos teve início na Escola Secundária José Belchior Viegas, para visitar as obras em curso, nomeadamente a criação do novo Centro Tecnológico Especializado na Área Industrial, dedicado à área da restauração, um projeto em parceria com o Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, com financiamento do PRR, numa aposta na formação profissional, estruturante na educação no concelho e na região. A visita incidiu ainda sobre os trabalhos intervenção e melhoria no pavilhão escolar e equipamentos, obra realizada no âmbito de um protocolo de colaboração firmado pelo Município de São Brás de Alportel com o Ministério da Educação. Na ocasião, os autarcas tiveram ainda a oportunidade de acompanhar os trabalhos de instalação de unidades que estão a ser instaladas, em investimento da Câmara Municipal, para alargamento de salas de aula e balneários.

O programa incluiu visita à obra de requalificação da Estrada Municipal (EM) 523, entre a EN270 e a zona do Vale Carvalho, uma intervenção que visa melhorar as condições de circulação rodoviária, reforçar a segurança e aumentar a durabilidade do pavimento, contribuindo para uma mobilidade mais eficiente naquela ligação. Seguiu-se uma visita à empreitada de Requalificação do Centro Urbano da Vila, em fase de conclusão, para valorizar o espaço público, melhorar as acessibilidades e a mobilidade de todos.

O dia prosseguiu com uma reunião técnica no São Brás Cineteatro Jaime Pinto, no Âmbito do projeto de substituição integral do sistema SADI (Sistema Automático de Deteção de Incêndios), uma intervenção que terá início já no próximo mês de junho. Esta empreitada contempla a modernização de todo o sistema de deteção e alarme de incêndio, garantindo a atualização tecnológica dos equipamentos, o reforço das condições de segurança, a fiabilidade operacional e a conformidade com as normas técnicas e regulamentação em vigor aplicáveis a edifícios de utilização pública e espaços culturais. Numa segunda fase, a reunião com a participação do Arquiteto Ruben Martins e da sua equipa e o Engenheiro Bruno Sares, no âmbito do projeto de reabilitação integral do Cineteatro, que está a ser executado de forma faseada.

Houve ainda tempo para participar na inauguração da nova loja “IAD Training Center Universo”, localizada na Avenida da Liberdade.

A Presidência Aberta integrou ainda momentos de participação direta da comunidade com duas Sessões Participativas. Na Mesquita, teve lugar uma sessão participativa dedicada à ampliação da rede de saneamento, no momento em que o plano global da rede avança para a execução da primeira fase de alargamento à Mesquita. 

Nas Mealhas, realizou-se uma sessão marcada pelo diálogo, participação e partilha de propostas para o futuro da localidade, com enfoque na organização da circulação rodoviária, valorização do espaço público e reforço da segurança e mobilidade.

Após os vários momentos da Presidência Aberta de maio, a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, sublinhou que esta iniciativa “tem permitido acompanhar de perto os projetos em desenvolvimento no concelho, reforçando a proximidade com a comunidade e garantindo um contacto direto com as necessidades, desafios e oportunidades. Só ouvindo mais podemos decidir melhor.”

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Elsa Cordeiro é a nova diretora regional do IEFP no Algarve

2 June 2026 at 14:30

Elsa Cordeiro é a nova diretora regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no Algarve, confirmou o Sul Informação junto da própria.

A antiga vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve começou ontem, dia 1 de Junho, a trabalhar nas suas novas funções na liderança do IEFP, tendo mesmo tido uma reunião com o secretário Estado Adjunto e do Trabalho, em Évora.

Elsa Maria Simas Cordeiro é licenciada em Gestão Económica e Financeira, com PósGraduação em Avaliação de Políticas Públicas, Pós-Graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo e detentora do CAGEP – Programa de Formação em Gestão Pública.

Tem um percurso profissional consolidado de mais de três décadas no setor financeiro, com 34 anos de experiência em funções de gestão bancária, destacando-se pela liderança de equipas, planeamento estratégico e rigor na gestão.

Em paralelo, desenvolveu um extenso percurso na vida pública, tendo exercido funções executivas e políticas a nível local, regional e nacional. Foi vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira, deputada à Assembleia da República pelo círculo de Faro, onde integrou, como membro efetivo, a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão da Saúde, e desempenhou diversos cargos de responsabilidade em estruturas políticas e associativas.

Desde Outubro de 2020 até ao início do passado mês de Março, exerceu funções de vice-presidente da CCDR Algarve, designada por Resolução do Conselho de Ministros, com intervenção em matérias de coordenação regional, políticas públicas e articulação institucional.

O seu percurso evidencia experiência relevante nas áreas da governação pública, saúde, ação social e administração financeira, aliando conhecimento técnico, capacidade de liderança e profundo compromisso com o serviço público.

Elsa Cordeiro sucede no cargo a Madalena Feu, que se reformou no final do ano passado.

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JSD Algarve leva proposta de modernização ferroviária ao Congresso Nacional

2 June 2026 at 12:42

A JSD Algarve apresentou uma moção para reforçar a ferrovia, incluindo a modernização da Linha do Algarve e a ligação ao Aeroporto de Faro.

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O educado Pedro Duarte surge como crítico de Passos Coelho, o “profeta da desgraça”

2 June 2026 at 11:32
Há reconhecimento pelo que o antigo primeiro-ministro fez, mas fica uma sugestão: seja mais positivo quando fala. Continuam a aparecer reacções às palavras fortes de Pedro Passos Coelho, no lançamento de um livro realizado na semana passada, quando falou por exemplo dos “prostitutos sem carácter” na política. Pedro Duarte tem noção de que Passos Coelho, do ponto de vista afectivo, ainda tem relação forte com a militância de base do PSD, e há reconhecimento pelo que fez enquanto primeiro-ministro. “E salvou o país”. Mas ficam críticas ao seu percurso recente: “Ele [Passos Coelho] teve uma semana particularmente infeliz, não escondo.

Fundos que constroem para arrendamento serão indemnizados se a lei mudar

By: ZAP
2 June 2026 at 11:11
A nova lei da habitação prevê que os investidores serão indemnizados caso a lei seja alterada e estes percam benefícios fiscais. O novo regime dos Contratos de Investimento para Arrendamento Habitacional (CIA), integrado no recente pacote de incentivos fiscais para a habitação, prevê a proteção contra alterações legislativas ou regulamentares que possam afetar a rentabilidade dos projetos, assegurando aos investidores o direito a indemnização caso mudanças futuras comprometam o equilíbrio económico-financeiro dos contratos. A disposição visa dar previsibilidade aos promotores imobiliários e investidores institucionais que apostem no modelo conhecido como “build to rent”, em que os imóveis são construídos ou

Narcoterrorismo | Por Guilherme Rosado

2 June 2026 at 10:40

Diz o ditado popular que “Portugal é mar”. Enchemo-nos de orgulho ao afirmar que possuímos uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) do mundo. Porém, a uma grande dimensão corresponde também uma grande responsabilidade: garantir o controlo e a soberania sobre o nosso mar.

Hoje, a costa algarvia tornou-se um hotspot do narcotráfico, operado sobretudo através de lanchas de alta velocidade e orquestrado por grandes organizações criminosas com ligações que vão desde a costa africana até à América do Sul.

Não é por acaso que o Algarve se tornou uma porta de entrada destas rotas. A proximidade estratégica ao Norte de África, aliada a uma geografia costeira propícia a desembarques rápidos em zonas isoladas, favorece este tipo de atividade criminosa. A isto soma-se a fraca capacidade da justiça portuguesa para lidar eficazmente com estes criminosos. É inadmissível que os nossos operacionais arrisquem a vida para deter traficantes que, poucos dias depois, acabam novamente em liberdade. Basta recordar o caso dos traficantes que abalroaram uma embarcação da GNR no Guadiana, provocando a morte de um militar e ferimentos em outros três.

Quando uma organização criminosa utiliza armas de guerra para proteger a sua atividade ilícita no nosso território marítimo, deixa de ser apenas uma rede de tráfico. Passa a constituir uma séria ameaça à autoridade do Estado, à segurança das populações e ao bem comum. É tempo de a legislação e a justiça encararem estas estruturas com a gravidade que merecem, aproximando o seu enquadramento ao de organizações terroristas, tendo em conta a escala da violência, a capacidade de intimidação e o perigo público que representam para as comunidades costeiras e para os operacionais que diariamente as enfrentam no mar.

Defender a soberania nacional e garantir a segurança das nossas águas exige determinação, responsabilidade e visão estratégica. A recente legislação aplicada a este tipo de embarcações constitui um passo positivo e merece reconhecimento, mas não pode ser o ponto de chegada. É fundamental reforçar os meios materiais e humanos ao dispor das forças de segurança e das autoridades marítimas, valorizando aqueles que arriscam a vida ao serviço de Portugal.

Ao mesmo tempo, impõe-se uma justiça célere, firme e eficaz, capaz de responder à crescente sofisticação do narcotráfico e do narcoterrorismo. Um Estado forte na defesa da lei, da ordem e da segurança dos cidadãos é uma condição indispensável para proteger as famílias, preservar a coesão social e salvaguardar a liberdade de todos.

O mar continua a ser o nosso maior desígnio nacional. Mas, para o preservar, temos de saber protegêlo. E, aos olhos de um país inteiro, a nossa fronteira sul continua vulnerável, entregue à mercê de quem já não teme a justiça portuguesa.

Sobre o autor do artigo: Guilherme Rosado é investigador na UAlg, licenciado em Biologia Marinha e  mestre em Ciências Marinhas e Alterações Climáticas.

Leia também: Pela proteção dos menores: o fim da ideologia “woke” na saúde infantil | Por Guilherme Rosado

Cavaco elogia Gonçalo Matias, ataca “burocratas” e Tribunal de Contas

By: ZAP
2 June 2026 at 09:09
A teoria das escolhas coletivas, Sá Carneiro, as reformas de que Portugal precisa, ou a conquista do poder. Aníbal Cavaco Silva salienta que Portugal precisa de reformas e aconselha o Governo a não travar as intenções de realizar essas reformas. O antigo primeiro-ministro começa por citar no Observador a teoria das escolhas coletivas e o comportamento dos políticos e dos burocratas – que na altura mostrou a Francisco Sá Carneiro, que era presidente do PSD. Essa teoria defende que as soluções no setor público poderiam ser mais eficazes se não houvesse “comportamentos dos burocratas”. Entenda-se que “burocratas” são funcionários do

A bandeira roubada e o deputado que não se levanta; o caso tem “contornos mais graves” em Évora

2 June 2026 at 06:00
Bandeira LGBTQIA+ estava em edifício da Câmara Municipal e foi roubada. Deputado do Chega apareceu com a bandeira em reunião. A 4.ª edição do Évora Pride começou na quarta-feira passada. No dia seguinte, já estava a ser agitada. A bandeira LGBTQIA+ foi hasteada no Palácio de D. Manuel, edifício histórico que faz parte das instalações da Câmara Municipal de Évora. Mas a bandeira foi roubada, logo na madrugada seguinte. No dia seguinte, em reunião de Câmara realizada na quinta-feira, o deputado municipal do Chega apareceu com a bandeira. “Vieram-me entregar a bandeira de manhã”. O deputado em causa é Ruben

Montenegro quer Portugal menos dependente de fundos europeus

By: Lusa
1 June 2026 at 16:19

Luís Montenegro defendeu hoje no Porto que Portugal deve reduzir a dependência dos fundos europeus e investir em projetos de excelência.

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Juventude do PCP aprova nova Comissão Regional em Faro

1 June 2026 at 16:04

A Juventude do PCP aprovou uma nova Comissão Regional num encontro que reuniu mais de 50 participantes em Faro. A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) realizou, no domingo, dia 31 de maio, o 11.º Encontro Regional do Algarve, no Centro de Trabalho de Faro do Partido Comunista Português (PCP), reunindo mais de 50 jovens provenientes de […]

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Politicamente (In)correto: A Democracia por adjudicação. Quem não tem ajustes diretos?

1 June 2026 at 15:40

Os ajustes diretos, as avenças e os contratos sem concurso prévio voltaram a ocupar o espaço mediático.

Na verdade, nunca saíram dele.

Apenas regressam ciclicamente à superfície, como aquelas verdades incómodas que todos conhecem, mas sobre as quais poucos querem falar com excessiva frontalidade.

A questão é simples, que autarquia, empresa municipal, comunidade intermunicipal ou mesmo estrutura partidária não recorre a este mecanismo legal?

Tal como as cartas de amor de antigamente, os ajustes diretos parecem existir em todo o lado.

Uns assumem-nos com naturalidade, outros disfarçam-nos com uma criatividade burocrática digna de melhor causa.

Importa ser claro, o ajuste direto é um instrumento legal.

O problema nunca esteve na sua existência.

O problema reside no uso intensivo, recorrente e, por vezes, pouco escrutinado que dele se faz.

Falamos de muitos milhões de euros.

Talvez de milhares de milhões quando somados os contratos celebrados pelos 308 municípios, pelas 3.259 freguesias e pelo vasto universo de empresas municipais e intermunicipais que povoam a arquitetura administrativa portuguesa.

Um fluxo financeiro colossal que atravessa governos locais de esquerda, de direita e de todas as tonalidades ideológicas intermédias.

Neste domínio, as diferenças partidárias parecem dissolver-se com uma surpreendente rapidez.

A ideologia termina frequentemente onde começa a gestão do poder. O ajuste direto tornou-se uma espécie de língua franca da administração pública local, todos a criticam quando estão na oposição e quase todos a utilizam quando chegam ao poder.

Mas o verdadeiro problema não está nos contratos.

O busílis da questão encontra-se na perceção pública sobre aquilo que acontece para além deles.

A sociologia política ensina-nos que as democracias não sobrevivem apenas da legalidade dos seus atos.

Dependem igualmente da confiança dos cidadãos nas instituições.

E essa confiança é corroída quando a coincidência começa a parecer demasiado frequente para ser apenas coincidência.

Quando uma empresa ou um Cidadão celebra sucessivos contratos com uma autarquia e, simultaneamente, surge envolvido na promoção política do partido que governa essa mesma autarquia, o problema deixa de ser jurídico. Passa a ser ético.

Passa a ser político.

Passa a ser democrático.

Naturalmente, ninguém poderá impedir um empresário, um consultor ou um prestador de serviços de ter convicções políticas.

Vivemos numa democracia.

O problema surge quando a fronteira entre a prestação de um serviço e a fidelização de uma influência se torna difusa.

É nesse momento que o Cidadão comum começa a desconfiar.

E a democracia vive mal da desconfiança.

A antropologia do poder ensina-nos que as sociedades humanas tendem a reproduzir redes de reciprocidade.

Favores geram favores.

Lealdades geram recompensas.

Proximidades geram oportunidades. Não se trata necessariamente de corrupção.

Muitas vezes trata-se apenas da velha natureza humana a operar dentro das instituições modernas.

O resultado, porém, é semelhante, forma-se uma elite de proximidade que dispõe de vantagens competitivas dificilmente alcançáveis por quem não pertence ao círculo certo.

Mais preocupante ainda é a opacidade do financiamento político local. Enquanto as campanhas nacionais são alvo de maior escrutínio mediático e institucional, a realidade autárquica continua a viver em zonas cinzentas onde a fiscalização raramente acompanha a criatividade dos protagonistas.

Quando determinados grupos políticos conseguem mobilizar recursos, apoios, serviços, comunicação e influência provenientes de empresas “amigas”, os seus adversários entram na disputa em manifesta desigualdade de circunstâncias.

Não porque lhes falte competência ou apoio popular, mas porque lhes faltam as chaves de acesso às redes informais de poder.

A Democracia deveria ser uma competição de ideias.

Demasiadas vezes transforma-se numa competição de contactos.

Talvez seja apenas percepção minha.

Talvez tudo isto aconteça apenas no domínio da imaginação.

Talvez os ajustes diretos sejam sempre neutros, as avenças absolutamente inocentes e as coincidências apenas isso mesmo, coincidências.

Mas, se assim fosse, porque motivo tantos Cidadãos olham para estas situações com crescente ceticismo?

A legalidade é indispensável.

Contudo, uma Democracia saudável exige algo mais exigente do que a mera conformidade legal, exige legitimidade, transparência e distância crítica face aos interesses instalados.

Porque há uma verdade simples que o Direito não consegue resolver sozinho, nem tudo o que é legal é necessariamente legítimo.

Talvez eu continue ingénuo.

Talvez continue a acreditar que o poder deve ser escrutinado, independentemente da cor partidária que o exerce.

Ou talvez seja apenas um Quixote sem Pança, insistindo em combater moinhos que, por coincidência, continuam sempre ligados à rede elétrica do poder.

Leia também: Politicamente (In)correto: O Algarve da hipocrisia – governaram, falharam, agora fingem | Por Francisco Moleiro

Juventude Comunista realizou 11.º Encontro Regional do Algarve em Faro

1 June 2026 at 14:39

A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) realizou, no dia 31 de maio, o 11.º Encontro Regional do Algarve, no Centro de Trabalho de Faro do PCP, contando com a participação de mais de 50 jovens provenientes de vários pontos da região.

A iniciativa decorreu num contexto que a organização descreve como de “degradação das condições de vida dos algarvios”, referindo problemas na educação, no acesso ao ensino superior, nas condições laborais, na habitação e na valorização do ambiente, da cultura e do desporto.

Em comunicado, a JCP considera que se verifica “o caminho de elitização do ensino superior que o Governo quer trilhar” e “brutais ataques aos direitos dos jovens trabalhadores, em particular com o pacote laboral, favorável apenas aos patrões”, acrescentando ainda a existência de “uma imposta crise na habitação”.

A organização afirma que o encontro teve como objetivo dar continuidade ao reforço da estrutura regional e à intensificação da intervenção política na região, sublinhando a importância da mobilização juvenil.

Durante a sessão, dezenas de militantes e simpatizantes intervieram sobre a realidade dos jovens algarvios, apresentando propostas e linhas de intervenção para o futuro. Foram também aprovadas, por unanimidade, uma moção de saudação à luta da juventude algarvia, a resolução política do 11.º Encontro Regional do Algarve da JCP e a nova Comissão Regional do Algarve, órgão de direção da organização na região.

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