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Auditório Carlos do Carmo recebe espetáculo “O Amante”

31 May 2026 at 17:11

Entre os dias 2 e 4 de junho, pelas 21h30, o largo do Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, recebe o espetáculo de teatro O Amante.

Os bilhetes, com o custo de 12 euros, podem ser adquiridos aqui.


O Amante, de Harold Pinter, é o ponto de partida para a nova criação da associação cultural Mákina de Cena.

“Sara e Rodrigo são um casal, mas também têm amantes. Na sua intimidade, aparentemente plena de cumplicidade e amor, mas afastada das normas sociais, descobriram diferentes formas de se relacionar, mantendo vivo o desejo e povoando o quotidiano de desafios e conflitos”, pode ler-se num comunicado da autarquia.

Lagoa dinamiza Mega Aula de +HIT no dia 5 de junho

31 May 2026 at 15:05

O Programa Viva+ leva ao concelho de Lagoa a Mega Aula de +HIT 2026, no dia 5 de junho, entre as 19h e as 20h30, no Parque Urbano do Parchal.

O objetivo, de acordo com a autarquia, é promover hábitos de vida saudáveis e fazer com que os cidadãos experimentem diferentes modalidades do Programa Viva+.

Inscrições aqui.

Depois do silêncio

31 May 2026 at 14:04

Há quarenta anos, talvez um pouco mais, aquela avenida era ainda uma estrada de terra batida. O pó levantava-se devagar atrás dos carros raros, as vozes quase que se conheciam pelo nome e o silêncio não era ausência: era paisagem. Havia ruído, claro, mas um ruído humano, proporcional às horas e às necessidades. O mundo ainda não tinha aprendido a temer o vazio, ou a tomar consciência da presença deste.

Muitos anos depois veio a pandemia. E com ela, um silêncio estranho, quase clínico, assustado. As cidades ficaram suspensas e à deriva. Pela primeira vez em décadas, muita gente ouviu o som da própria respiração dentro de casa. Houve quem descobrisse o desconforto de estar consigo mesmo.

Outros encontraram nele uma espécie de revelação. Mas o silêncio, quando se prolonga, torna-se também um espelho, e nem todos suportam olhar demasiado tempo para dentro.

Talvez por isso o tempo atual da pós-pandemia tenha regressado com esta violência sonora. Como se a sociedade inteira tivesse decidido compensar o silêncio imposto, a falta de movimentos e o tempo perdido através do excesso. A avenida, outrora espaçosa até no silêncio, transformou-se numa montra permanente de presença. E de presença ruidosa que também se faz ver. Não pode haver pausa. Não pode haver quietude. O silêncio passou a ser confundido com abandono, fracasso ou invisibilidade.

As motos são talvez o símbolo mais evidente desta nova condição. Muitas surgem já alteradas de propósito, preparadas para romper o ar como uma declaração de existência. Não basta passar: é preciso ser ouvido. Há ali qualquer coisa de profundamente social e psicológica. Muitos dos que agora aceleram avenida acima talvez tenham passado décadas sem grande reconhecimento, sem estatuto, sem palco. O ruído oferece-lhes identidade instantânea. Durante alguns segundos, todos olham. Todos sabem que estão ali.

E qualquer crítica ao excesso sonoro é passível de ser recebida não como um pedido de convivência, mas como ataque pessoal. Porque, no fundo, não se está apenas a questionar uma mota; está-se a questionar uma afirmação de existência. Num tempo em que tantos vivem emocionalmente precarizados, qualquer tentativa de limite é interpretada como humilhação ou ameaça – a lembrar os limites da época pandémica? Daí as retaliações subtis, os ressentimentos silenciosos, as pequenas agressividades do quotidiano.

Ao mesmo tempo, regressaram as marcas ostensivas, os símbolos rápidos de prosperidade, as aparências de riqueza. Também elas fazem barulho, ainda que sem som. O consumo tornou-se linguagem emocional. Usa-se o objeto para produzir impacto, como se cada pessoa carregasse uma necessidade urgente de provar que venceu alguma coisa – mesmo que nem saiba exatamente o quê. O ruído já não é apenas acústico; é visual, social, performativo.

E voltaram também as filas. Curiosamente, as filas dos anos 80 regressam agora não por escassez material, mas por excesso de circulação humana? Filas para consumir, para fotografar, para participar, para não ficar de fora. A experiência contemporânea parece marcada por um medo profundo de desaparecer do movimento coletivo.

As obras espalhadas pelas cidades ocidentais encaixam perfeitamente neste quadro. Constroem-se prédios, remodelam-se espaços, perfuram-se ruas, como se a civilização tivesse horror à imobilidade. O martelo pneumático tornou-se banda sonora permanente. Tal como a música imposta em cafés, lojas, ginásios, esplanadas e elevadores. Hoje, quase nenhum espaço público aceita o silêncio como possibilidade legítima. O som ambiente tornou-se uma anestesia coletiva.

E depois há a velocidade. A fala acelerada, quase em verborreia. As opiniões prontas. A necessidade de responder imediatamente a tudo. Todos parecem especialistas instantâneos de todas as matérias.

Como se parar para pensar fosse já um sinal de fraqueza intelectual. A pausa, importante momento de ponderação, desapareceu do raciocínio e da conversa.

Talvez porque a pandemia tenha mostrado algo insuportável para o nosso tempo: que, quando tudo abranda, emerge aquilo que fomos adiando sentir, pensar, ver. E assim, parece que o corpo social reagiu como um sistema nervoso hiperativado. Um enorme organismo coletivo incapaz de regressar à quietude sem ansiedade.

No fundo, esta avenida já não é apenas uma avenida. É um retrato do nosso tempo: uma civilização exausta do silêncio, aterrorizada pela introspeção e viciada em estímulos constantes para não ter de escutar o que permanece por resolver dentro de si.

Museu de Portimão inaugura exposição dedicada à faina da sardinha

31 May 2026 at 13:11

O Museu de Portimão inaugura hoje, pelas 17h, a exposição “Arrifaina”, da autoria de João Bracourt, iniciativa integrada nas comemorações do Dia Nacional do Pescador.

Constituída por 11 fotografias, a mostra resulta de um registo da faina da sardinha a bordo da traineira “Arrifana”, desenvolvido a partir de uma “experiência inesperada em alto mar”.

“No início da operação, a câmara fotográfica utilizada pelo autor ficou inoperacional, permitindo apenas um breve registo inicial de 17 minutos. A partir dessa circunstância, João Bracourt recorreu a meios alternativos, como câmara de ação, telemóvel e drone, dando origem a uma abordagem visual assente na espontaneidade e na proximidade ao quotidiano vivido a bordo”, pode ler-se numa nota do Município de Portimão.

Da referida experiência nasceu a exposição fotográfica e o documentário “Arrifaina”, que irá ser apresentado às 21h.

A exposição integra também vários objetos associados à atividade piscatória e ficará patente ao público até ao dia 26 de junho e poderá ser visitada no Museu de Portimão, às terças-feiras, entre as 14h30 e as 18h, e de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h.

João “Brek” Bracourt, nascido em 1971, na Figueira da Foz, viveu sempre junto ao mar, entre a Figueira da Foz, Faro, Lagos e Portimão. “Ao longo da sua carreira, João Bracourt tem desenvolvido um olhar singular sobre o oceano e a cultura do surf, conciliando uma abordagem documental com uma forte componente artística. O seu trabalho distingue-se pela atenção ao detalhe, pela utilização expressiva da luz natural e pela capacidade de captar a dimensão crua e poética do mar”, pode ler-se na nota.

Marchas Populares levam 500 participantes a Portimão

31 May 2026 at 10:10

Portimão vai contar com seis desfiles das Marchas Populares e Arraiais promovidos pelo movimento associativo local, em celebração dos Santos. A programação tem início no dia 4 de junho.

Na 25.ª edição, participam três coletividades culturais e recreativas: o Sporting Glória ou Morte Portimonense, com 56 marchantes; a Sociedade Recreativa Figueirense, com 52 elementos; e o CIRM – Clube de Instrução e Recreio Mexilhoeirense, com 50 participantes. Junta-se ainda a Marcha da Vila de Alvor, envolvendo 59 marchantes.

Pela primeira vez, integra também os desfiles uma instituição de solidariedade social, a CRACEP – Cooperativa de Reeducação e Apoio ao Cidadão Excepcional de Portimão, CRL, com 42 participantes.

O Portimão Arena, no Parque de Feiras e Exposições, recebe pela sexta vez o desfile de abertura, com música a cargo da Sociedade Filarmónica Portimonense, no dia 4 de junho, pelas 21h30, tal como todos os outros desfiles.

Os outros locais são: Campo de Futebol na Mexilhoeira Grande (5 de junho), Praia da Rocha, entre o Miradouro e a Fortaleza de Santa Catarina (12 de junho), Zona Ribeirinha de Alvor (19 de junho), Praça 1.º de Maio (26 de junho) e Montes de Alvor (28 de junho), a única realizado ao domingo.

No total, estarão envolvidos 500 participantes, entre marchantes, músicos, coreógrafos, figurinistas e voluntários.

Arraiais

Já os Arraiais Populares na Praça da República vão contar com a participação do Sporting Glória ou Morte Portimonense, do Clube União Portimonense, da Sociedade Vencedora Portimonense e do Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha, em junho, nos sábados 6, 13, 20 e na sexta-feira, dia 26.

A animação musical começa a partir das 19h, com o seguinte programa: dia 6 – Grupo Coral de Portimão e Aradis Band (20h); dia 13 – Grupo de Cantares “Vozes do Glória” e Eulália Nunes (20h); dia 20 – “TUNATOCASNADA” do ICP – Instituto de Cultura de Portimão (190) e Alexandre Bernardo (20h); dia 26 – Grupo de Cante Alentejano do Centro Comunitário do Bairro Pontal (19h) e Marcelo Rio (20h).

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