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Olhão renova distinção de “Município Amigo da Juventude”

2 June 2026 at 17:20

O Município de Olhão voltou a ser distinguido pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) com o selo de Município Amigo da Juventude, alcançando este ano a classificação de 4 Estrelas no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.

Além da renovação da distinção, o concelho registou uma evolução na avaliação, passando de 3 para 4 Estrelas, o que representa, segundo a autarquia, um “reconhecimento acrescido do trabalho desenvolvido em prol da juventude”.

A entrega da distinção decorreu em Castro Daire, onde o vereador da Juventude da Câmara Municipal de Olhão, Custódio Moreno, recebeu o comprovativo das mãos de Fernando Vieira, presidente da FNAJ. Na ocasião, o autarca disse que Olhão vai agora “trabalhar para na próxima edição chegar às 5 estrelas”.

Segundo Custódio Moreno, esta renovação e melhoria da classificação representam “o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município na promoção de políticas locais de juventude”, reforçando o compromisso da autarquia com a participação ativa dos jovens na comunidade e com a criação de oportunidades que contribuam para o seu desenvolvimento pessoal, social e cívico.

Criada em 2020 pela Federação Nacional das Associações Juvenis, a Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude tem como objetivo aproximar o movimento associativo juvenil do poder local, incentivando a implementação de políticas de juventude inovadoras, estruturadas e sustentáveis. A iniciativa assenta na partilha de boas práticas, na definição de estratégias conjuntas e na criação de sinergias entre associações juvenis e municípios de todo o país.

A distinção atribuída a Olhão enquadra-se neste modelo de trabalho colaborativo, sustentado pelo Plano Nacional de Políticas Locais de Juventude e pelo modelo de Diálogo Jovem de Base Local, que incentivam o desenvolvimento de medidas concretas ajustadas às necessidades e aspirações das novas gerações.

Rendas no Algarve descem 2,9% e afastam-se do máximo histórico

2 June 2026 at 12:46

Os preços das casas para arrendar no Algarve registaram uma descida de 2,9% em maio, face ao mesmo período do ano anterior, interrompendo a tendência de crescimento observada nos últimos anos e afastando-se do máximo histórico alcançado em agosto de 2025.

De acordo com os dados divulgados pelo idealista, o valor mediano das rendas na região fixou-se nos 15,4 euros por metro quadrado (€/m²) no final de maio, abaixo dos 16,1 €/m² registados em agosto de 2025.

Entre os nove municípios analisados, cinco registaram aumentos anuais dos preços das rendas, dois apresentaram descidas e outros dois mantiveram valores praticamente estáveis.

Faro liderou as subidas, com um crescimento de 11,2%, seguindo-se Lagoa (6,9%), Lagos (5,8%), Portimão (4,9%) e Loulé (1,6%). Em sentido inverso, Tavira registou a maior quebra, com uma descida de 8,7%, seguida de Albufeira, onde as rendas recuaram 7,5%. Já Olhão (-0,5%) e Vila Real de Santo António (0,4%) mantiveram-se praticamente sem alterações.

Apesar da ligeira valorização anual, Loulé continua a ser o concelho mais caro do Algarve para arrendar habitação, apresentando um preço mediano de 18 €/m². Seguem-se Lagos, com 16,6 €/m², e Albufeira, com 15,6 €/m².

No grupo seguinte surgem Faro (14,6 €/m²), Lagoa (14,5 €/m²) e Portimão (14,4 €/m²). Os valores mais acessíveis continuam a encontrar-se em Tavira (13,1 €/m²), Vila Real de Santo António (12,6 €/m²) e Olhão (12,4 €/m²).

A nível nacional, o mercado de arrendamento registou igualmente uma descida anual de 2,9%, com o preço mediano das rendas a situar-se nos 16,3 €/m².

Reitora da UAlg homenageada no Dia do Pescador em Olhão

2 June 2026 at 11:09

A reitora da Universidade do Algarve (UAlg), Alexandra Teodósio, foi homenageada em Olhão, no âmbito das comemorações do Dia do Pescador, pelo seu percurso enquanto investigadora na área dos recursos da pesca, da aquacultura e dos ecossistemas marinhos, com especial ligação à Ria Formosa e à costa algarvia.

A distinção reconhece o trabalho científico desenvolvido ao longo de várias décadas, centrado no conhecimento, valorização e sustentabilidade dos recursos marinhos, numa estreita articulação com comunidades piscatórias, associações do setor, instituições científicas e entidades públicas.

Durante a cerimónia, Alexandra Teodósio destacou que o reconhecimento recebido resulta de um percurso “coletivo”, construído com o contributo de investigadores, técnicos, estudantes e parceiros da UAlg, bem como das comunidades piscatórias que têm ajudado a aproximar a ciência da realidade do mar.

A responsável sublinhou ainda a importância da denominada “alimentação azul”, assente em produtos marinhos locais e sustentáveis, defendendo que esta pode assumir um papel relevante na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis e na proteção dos recursos naturais.

A homenagem serviu igualmente para reforçar a colaboração entre a Universidade do Algarve e o Município de Olhão nas áreas do mar, das pescas e da aquacultura. Entre os projetos em destaque está o futuro Hub Azul Algarve, que será instalado no Porto de Olhão e que reúne a autarquia, a UAlg, o IPMA, a Docapesca e o S2AQUAcoLAB.

Apresentado como uma estrutura estratégica para a região, o Hub Azul Algarve pretende impulsionar a investigação aplicada, a inovação, a formação avançada e a incubação de empresas ligadas à valorização sustentável dos recursos marinhos.

Alexandra Teodósio dedicou a distinção aos profissionais do mar, com especial referência às mulheres pescadoras e mariscadoras, bem como às comunidades piscatórias da costa algarvia, destacando o seu conhecimento, o respeito pelos ciclos naturais e o contributo para uma relação mais sustentável com o oceano.

Concurso de três milhões de euros pretende garantir distribuição de jornais no interior

By: LUSA
1 June 2026 at 11:30

O Governo vai lançar amanhã um concurso público internacional de três milhões de euros para assegurar a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade, nos próximos três anos.

O concurso, previsto no Plano de Ação para a Comunicação Social, terá um valor anual de um milhão de euros e será dividido em dois lotes: um para as regiões Norte e Centro e outro para Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

O objetivo do Governo é incentivar a entrada de novos operadores, promover a concorrência no setor da distribuição – garantindo a chegada regular das publicações a todo o território continental – e evitar “desertos noticiosos”.

A intervenção pública resulta da quebra das vendas em banca e da população no interior do país, fatores que têm afetado a sustentabilidade da distribuição diária de jornais.

De acordo com o Governo, a preparação do concurso foi “especialmente complexa” devido à existência de um único incumbente no mercado e a “problemas sérios” na informação partilhada por esse operador, situação que este “veio a reconhecer”.

O modelo de apoio assenta em dois pilares, sendo um deles o financiamento direto da distribuição – calculado com base nos custos da atividade, diferenças territoriais e evolução de despesas com combustíveis e salários – e um apoio ao funcionamento de pontos de venda em territórios de baixa densidade, em parceria com os municípios. Nesse sentido, está em discussão um acordo-modelo entre a Portugal MediaLab e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

O concurso prevê apoio à distribuição em 96 municípios, com níveis de comparticipação diferenciados consoante a população e densidade populacional. A maior comparticipação (125%) é para os 26 com população inferior a cinco mil habitantes e menos de 18 pessoas por quilómetro quadrado.

Entre as obrigações do futuro adjudicatário está a garantia de pelo menos um ponto de venda em cada concelho, o transporte não discriminatório de diferentes jornais e a prestação mensal de informação detalhada sobre vendas, custos e pontos de venda.

O aviso e o caderno de encargos são publicados no dia 2 de junho em Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, estando prevista a apresentação de propostas durante 60 dias.

Equipa que gere o centro do Lince-Ibérico em Silves vai continuar em funções mais 14 meses

By: LUSA
1 June 2026 at 09:52

A equipa que gere o centro de reprodução do Lince-Ibérico, em Silves, vai manter-se em funções mais 14 meses, depois de o anúncio da sua substituição ter sido objeto de pedidos de esclarecimento parlamentar.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou em comunicado que foi adjudicada “uma aquisição de serviços à atual empresa gestora do Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI)” para promover os projetos de gestão do complexo de treino e recuperação dos animais, bem como o programa de conservação e reintrodução da espécie em Portugal.

O novo contrato terá “uma duração de 14 meses e permitirá assegurar a continuidade das operações num período considerado particularmente relevante para o bem-estar e acompanhamento das crias que venham a nascer em 2027, até atingirem uma fase de maior autonomia”.

“Nesta contratação está adicionalmente incluída a elaboração de uma proposta de modelo de gestão do Centro”, refere, sem contudo explicar o que isso implica e sem esclarecer se a renovação corresponde a um período de transição para passar o controlo do projeto para a instituição pública.

O anúncio da substituição da equipa foi alvo de críticas. O Livre, por exemplo, apresentou um requerimento a questiona-la, dizendo que o processo deve ser “transparente”, e contestou a decisão do ICNF de gerir diretamente o projeto sem renovar com a equipa que integra 14 veterinários e que gere o centro há 16 anos.

No dia 13 de maio, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, disse que a decisão coube à “gestão interna” da instituição.

Já o coordenador do centro, Rodrigo Serra, afirmou que a transição de equipas deveria demorar pelo menos um ano, porque o calendário de trabalho com o lince ibérico é de 12 meses, sendo que “o treino de uma equipa não se faz em três semanas” e “há informação que se vai perder”.

Também a equipa técnica do CNRLI manifestou em comunicado “profunda preocupação” sobre a forma e o calendário previstos para a transição.

Museu de Portimão inaugura exposição dedicada à faina da sardinha

31 May 2026 at 13:11

O Museu de Portimão inaugura hoje, pelas 17h, a exposição “Arrifaina”, da autoria de João Bracourt, iniciativa integrada nas comemorações do Dia Nacional do Pescador.

Constituída por 11 fotografias, a mostra resulta de um registo da faina da sardinha a bordo da traineira “Arrifana”, desenvolvido a partir de uma “experiência inesperada em alto mar”.

“No início da operação, a câmara fotográfica utilizada pelo autor ficou inoperacional, permitindo apenas um breve registo inicial de 17 minutos. A partir dessa circunstância, João Bracourt recorreu a meios alternativos, como câmara de ação, telemóvel e drone, dando origem a uma abordagem visual assente na espontaneidade e na proximidade ao quotidiano vivido a bordo”, pode ler-se numa nota do Município de Portimão.

Da referida experiência nasceu a exposição fotográfica e o documentário “Arrifaina”, que irá ser apresentado às 21h.

A exposição integra também vários objetos associados à atividade piscatória e ficará patente ao público até ao dia 26 de junho e poderá ser visitada no Museu de Portimão, às terças-feiras, entre as 14h30 e as 18h, e de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h.

João “Brek” Bracourt, nascido em 1971, na Figueira da Foz, viveu sempre junto ao mar, entre a Figueira da Foz, Faro, Lagos e Portimão. “Ao longo da sua carreira, João Bracourt tem desenvolvido um olhar singular sobre o oceano e a cultura do surf, conciliando uma abordagem documental com uma forte componente artística. O seu trabalho distingue-se pela atenção ao detalhe, pela utilização expressiva da luz natural e pela capacidade de captar a dimensão crua e poética do mar”, pode ler-se na nota.

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