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Congresso Judaico pede cancelamento do concerto de Kanye West no Algarve

O Congresso Judaico Europeu (CJE) apelou às autoridades competentes, entidades públicas e organizadores que cancelem o concerto de Kanye West, no Estádio Algarve, marcado para o dia 7 de agosto.

Em comunicado, o CJE “une-se à Comunidade Judaica de Lisboa para manifestar a sua profunda preocupação relativamente ao concerto previsto de Ye (Kanye West) no Estádio Algarve”.

O Congresso quer o cancelamento para “garantir que o antissemitismo, a glorificação do nazismo e o ódio não sejam recompensados com plataformas públicas, legitimidade ou apoio”, referindo-se às declarações do rapper feitas no passado.

Kanye West, que mudou o nome artístico para Ye em outubro de 2021, está a realizar uma digressão mundial que inclui várias datas na Europa, na sequência da edição do álbum “Bully”. Já foram cancelados ou adiados concertos do artista na Polónia, França, Reino Unido, Suíça e Itália, sendo que o músico foi também proibido de entrar no Reino Unido, no início de abril, o que levou ao cancelamento do Festival Wireless.

O CJE considera que Portugal “deve seguir o exemplo” das autoridades públicas e organizadores de vários países “que optaram por cancelar ou distanciar-se de eventos que envolvessem Ye”.

Na semana passada, as autoridades locais de Arnhem, nos Países Baixos, autorizaram um concerto de Kanye West para este mês. O presidente da Câmara, Ahmed Marcouch, admitiu que a decisão poderá ser difícil de aceitar, mas explicou que a legislação neerlandesa limita a margem de manobra das autoridades municipais e que os presidentes de câmara não podem tomar decisões “baseando-se apenas na desaprovação pessoal ou social das posições do artista.

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Redução de horários para mitigar ruído gera preocupação no comércio de Albufeira

A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) manifestou preocupações “quanto à legalidade e impacto económico” das medidas de mitigação do ruído que preveem reduções de horários das lojas de conveniência, bares e discotecas.

A decisão de reduzir o período de funcionamento dos estabelecimentos entrou ontem em vigor. Nas lojas de conveniência, garrafeiras e minimercados o fecho passa da meia-noite para as 23h, nos bares, das 4h para as 3h e nas discotecas das 6h para as 5h.

Em declarações à Lusa, o presidente da ACALB, Sérgio Brito, afirmou existirem “muitas dúvidas sobre o teor do despacho que foi emitido pelo município”, referindo que a associação tem recebido “vários pedidos de esclarecimento” por parte dos empresários.

A principal preocupação é a redução de horários, cujo impacto económico, disse, ainda não foi devidamente avaliado. Segundo o responsável, a medida foi adotada “sem auscultação dos parceiros sociais”, considerando tratar-se de “um ato unilateral da Câmara Municipal”.

A ACALB manifesta também reservas quanto à instalação de medidores exteriores de ruído sujeitos a um limite de 74 decibéis. “Isto significa que pessoas numa esplanada a conversar normalmente ultrapassam esse valor”, explicou.

Questões técnicas e custos associados à implementação das medidas também causam preocupação, visto que a generalidade dos estabelecimentos já dispõe de limitadores de som certificados.

As medidas abrangem, segundo a associação, mais de 400 estabelecimentos, “não se restringindo às zonas tradicionalmente identificadas como de maior pressão turística, mas a um raio de cinco quilómetros”.

Sérgio Brito considerou que as medidas terão impacto “não apenas na restauração e nos bares, mas em toda a cadeia de valor do turismo” e garantiu que a associação “está a analisar o enquadramento jurídico”.

Sérgio Brito apontou ainda efeitos práticos que foram visíveis ontem de madrugada, referindo que “os estabelecimentos encerraram mais cedo, mas a presença de pessoas na via pública e o ruído manteve-se”.

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Concurso de três milhões de euros pretende garantir distribuição de jornais no interior

O Governo vai lançar amanhã um concurso público internacional de três milhões de euros para assegurar a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade, nos próximos três anos.

O concurso, previsto no Plano de Ação para a Comunicação Social, terá um valor anual de um milhão de euros e será dividido em dois lotes: um para as regiões Norte e Centro e outro para Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

O objetivo do Governo é incentivar a entrada de novos operadores, promover a concorrência no setor da distribuição – garantindo a chegada regular das publicações a todo o território continental – e evitar “desertos noticiosos”.

A intervenção pública resulta da quebra das vendas em banca e da população no interior do país, fatores que têm afetado a sustentabilidade da distribuição diária de jornais.

De acordo com o Governo, a preparação do concurso foi “especialmente complexa” devido à existência de um único incumbente no mercado e a “problemas sérios” na informação partilhada por esse operador, situação que este “veio a reconhecer”.

O modelo de apoio assenta em dois pilares, sendo um deles o financiamento direto da distribuição – calculado com base nos custos da atividade, diferenças territoriais e evolução de despesas com combustíveis e salários – e um apoio ao funcionamento de pontos de venda em territórios de baixa densidade, em parceria com os municípios. Nesse sentido, está em discussão um acordo-modelo entre a Portugal MediaLab e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

O concurso prevê apoio à distribuição em 96 municípios, com níveis de comparticipação diferenciados consoante a população e densidade populacional. A maior comparticipação (125%) é para os 26 com população inferior a cinco mil habitantes e menos de 18 pessoas por quilómetro quadrado.

Entre as obrigações do futuro adjudicatário está a garantia de pelo menos um ponto de venda em cada concelho, o transporte não discriminatório de diferentes jornais e a prestação mensal de informação detalhada sobre vendas, custos e pontos de venda.

O aviso e o caderno de encargos são publicados no dia 2 de junho em Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, estando prevista a apresentação de propostas durante 60 dias.

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Faro inaugura exposição com 50 obras do Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu de Faro inaugurou no sábado uma exposição temporária com 50 obras do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e uma dezena de peças do próprio acervo, propondo uma viagem artística por cinco séculos de história.

A mostra, que vai ficar patente até ao dia 4 de outubro, insere-se no projeto do MNAA de levar obras do seu acervo a diferentes regiões enquanto decorrem as obras de reabilitação nas suas instalações, em Lisboa.

O projeto, denominado “O MNAA está aqui”, integra obras portuguesas como o celebrado “Mês de Abril”, de Baltazar Gomes Figueira (1604-1674) e Josefa de Ayala (1630-1684), e a tela “Leda e o Cisne”, de Vieira Portuense, e obras de artistas internacionais como Joos de Momper II (1564-1635), representado com “Porto de Mar”, e do mestre francês Jules Dupré (1811-1889), com “Paisagem fluvial”.

A mostra baseia-se no tema das paisagens. O público pode ver nomes da arte e da pintura europeia, flamenga, italiana e francesa, sobretudo dos séculos 17 e 18.

Instituição centenária, o Museu Nacional de Arte Antiga tem à sua guarda cerca de 40 mil peças, algumas das quais partilhadas com outras instituições museológicas nacionais.

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Polícia Marítima apreende 124 bidões de combustível à deriva

A Polícia Marítima recolheu, na sexta-feira, 124 bidões de combustível que estavam à deriva a sul da costa de Albufeira, suspeitos de serem utilizadas por redes criminosas.

“Os recipientes apreendidos apresentam características frequentemente associadas a operações logísticas utilizadas por redes de narcotráfico marítimo, nomeadamente para o abastecimento de embarcações de alta velocidade em alto-mar”, explicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

A autoridade sublinhou ainda que “além da possível ligação a atividades criminosas”, a presença dos bidões pode “provocar acidentes materiais e ambientais”.

A recolha foi realizada por elementos do comando local da Polícia Marítima de Portimão, “no âmbito das ações regulares de vigilância e patrulhamento marítimo”, com o objetivo do “combate às atividades ilícitas no mar e a salvaguarda da segurança da navegação e da proteção do ambiente marinho”.

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Incêndio em Alcoutim foi extinto ao início da noite, mas vigilância mantém-se

O incêndio em zona de mato que deflagrou em Alcoutim já foi extinto, segundo o portal da Proteção Civil, embora ao início da noite permanecessem no local mais de cem operacionais.

De acordo com os dados disponível no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 21h10 estavam ainda no terreno 109 operacionais, apoiados por 35 viaturas, sendo que de madrugada a vigilância manteve-se com 34 operacionais e 13 viaturas.

Durante a tarde, o incêndio, que deflagrou na freguesia de Martim Longo, chegou a ter duas frentes, em pasto e mato, com cinco meios aéreos envolvidos no combate às chamas.

O alerta foi dado pelas 13h50 e não chegou a haver habitações em risco, segundo indicou à Lusa a Proteção Civil, durante a tarde.

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Equipa que gere o centro do Lince-Ibérico em Silves vai continuar em funções mais 14 meses

A equipa que gere o centro de reprodução do Lince-Ibérico, em Silves, vai manter-se em funções mais 14 meses, depois de o anúncio da sua substituição ter sido objeto de pedidos de esclarecimento parlamentar.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou em comunicado que foi adjudicada “uma aquisição de serviços à atual empresa gestora do Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI)” para promover os projetos de gestão do complexo de treino e recuperação dos animais, bem como o programa de conservação e reintrodução da espécie em Portugal.

O novo contrato terá “uma duração de 14 meses e permitirá assegurar a continuidade das operações num período considerado particularmente relevante para o bem-estar e acompanhamento das crias que venham a nascer em 2027, até atingirem uma fase de maior autonomia”.

“Nesta contratação está adicionalmente incluída a elaboração de uma proposta de modelo de gestão do Centro”, refere, sem contudo explicar o que isso implica e sem esclarecer se a renovação corresponde a um período de transição para passar o controlo do projeto para a instituição pública.

O anúncio da substituição da equipa foi alvo de críticas. O Livre, por exemplo, apresentou um requerimento a questiona-la, dizendo que o processo deve ser “transparente”, e contestou a decisão do ICNF de gerir diretamente o projeto sem renovar com a equipa que integra 14 veterinários e que gere o centro há 16 anos.

No dia 13 de maio, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, disse que a decisão coube à “gestão interna” da instituição.

Já o coordenador do centro, Rodrigo Serra, afirmou que a transição de equipas deveria demorar pelo menos um ano, porque o calendário de trabalho com o lince ibérico é de 12 meses, sendo que “o treino de uma equipa não se faz em três semanas” e “há informação que se vai perder”.

Também a equipa técnica do CNRLI manifestou em comunicado “profunda preocupação” sobre a forma e o calendário previstos para a transição.

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Quatro concelhos do Algarve estão hoje em perigo “máximo” de incêndio

Quatro concelhos do Algarve apresentam hoje perigo “máximo” de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Silves, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira são os concelhos classificados pelo IPMA com perigo “máximo”.

Vila do Bispo, Lagos, Portimão e Monchique foram classificados com perigo “muito elevado”.

Já Aljezur, Lagoa, Albufeira e Faro com “elevado” e Olhão com “moderado”

O perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões pelo menos até sexta-feira por causa do tempo quente.

Os níveis vão de “reduzido” a “máximo”, sendo os cálculos obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

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Distrito de Faro sob aviso amarelo devido ao calor, com máxima de 36º

O distrito de Faro está hoje sob aviso amarelo devido à elevada temperatura, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O alerta é válido até às 21h devido à “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

A temperatura máxima prevista para hoje é de 36 graus em Faro, enquanto a mínima é de 22 graus.

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