Reading view

Dominado o incêndio que consumiu mato, pastagens e pinhal em Martim Longo

O incêndio que lavrava desde cerca das 14h00 deste domingo em Martim Longo, no concelho de Alcoutim, foi dominado cerca das 19h42.

O fogo nunca ameaçou casas ou pontos sensíveis, mas chegou a ter uma das duas frentes a lavrar com intensidade num local de difícil acesso par a os bombeiros.

O fogo foi combatido por uma centena de bombeiros e mais de duas dezenas e viaturas, além de mobilizar, a dada altura, quatro meios aéreos.

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Dominado o incêndio que consumiu mato, pastagens e pinhal em Martim Longo aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Câmara entrega nova viatura de combate a incêndios aos bombeiros de Vila do Bispo

Vila do Bispo entregou as chaves de uma nova Viatura Florestal de Combate a Incêndios (VFCI) à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do concelho, comprada com o apoio do Programa Regional Algarve 2030, numa cerimónia que decorreu no quartel da corporação, este sábado, dia 30.

Este carro de combate a fogos foi adquirido no âmbito de uma candidatura conjunta dos 16 municípios algarvios ao Algarve 2030, para reforçar os meios das diferentes corporações de bombeiros, sendo Vila do Bispo a autarquia do Algarve a receber a primeira de 64 viaturas que vão ser compradas pelas diferentes câmaras do algarvias, com apoio de fundos europeus.

«Este momento assume particular relevância por fazer de Vila do Bispo o primeiro município do Algarve a entregar uma Viatura Florestal de Combate a Incêndios aos Bombeiros Voluntários no âmbito do programa Algarve 2030, refletindo o compromisso da autarquia com o reforço dos meios de proteção e socorro», ilustrou a Câmara vila-bispense.

Sul Informação

«Através desta cedência, pretende-se aumentar a capacidade de resposta da corporação no combate aos incêndios rurais, garantindo maior eficácia e segurança nas operações de socorro e proteção civil, contribuindo para a proteção do território e para a redução do risco junto das populações», acrescentou.

A viatura custou cerca de 243 mil euros, dos quais cerca de 137 mil são financiados pelo programa Algarve 2030. O valor remanescente, cera de 105 mil euros, é suportado pela Câmara Municipal.

O procedimento de aquisição deste veículo «incluiu, também, a adjudicação de mais três novas viaturas destinadas ao reforço dos meios de proteção e socorro: um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios Florestais, um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios Rurais e um Veículo Tanque Tático Florestal».

«Após a respetiva entrega, estas viaturas serão igualmente cedidas aos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, nos termos do contrato de comodato celebrado entre a Câmara Municipal e a Associação Humanitária, reforçando assim a capacidade operacional da corporação. A aquisição destas três viaturas representa um investimento de 630.600,00 euros, acrescido de IVA, sendo comparticipado em 60% pelo programa Algarve 2030. A autarquia assegura os restantes 40% do investimento, bem como a totalidade do valor do IVA», conclui a Câmara de Vila do Bispo.

O conteúdo Câmara entrega nova viatura de combate a incêndios aos bombeiros de Vila do Bispo aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Incêndio com duas frentes combatido por quatro meios aéreos em Martim Longo

Um incêndio que está a lavrar numa zona de «mato, pastagens e pinheiros» em Martim Longo, no concelho de Alcoutim, desde as 13h51 de hoje, domingo, dia 31 de Maio, está a ser combatido por quatro meios aéreos e quase uma centena de operacionais.

O fogo, que tem duas frentes ativas, «uma a ceder aos meios e outra a lavrar com muita intensidade», evolui numa zona «onde não há habitações nem pontos sensíveis», mas que é de difícil acesso, segundo revelou ao Sul Informação Vítor Vaz Pinto, Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve.

O mesmo responsável adiantou que «há alguma dificuldade em aceder à frente de fogo», no local onde as chamas estão mais intensas e que os operacionais no terreno estão a ter de lidar com muitas projeções devido ao vento.

Cerca das 17h00 de hoje, estavam no terreno 93 operacionais, apoiados por 22 veículos e quatro meios aéreos, segundo o mesmo responsável.

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Incêndio com duas frentes combatido por quatro meios aéreos em Martim Longo aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Solidão, envelhecimento e saúde: o problema que muitas análises não mostram

Há pessoas que vão envelhecendo sem fazer grande ruído. Continuam a abrir a janela de manhã, a cumprir pequenas rotinas, a ir à farmácia, a responder “vai-se andando” quando alguém pergunta como estão. À superfície, parece que tudo se mantém funcional. A tensão arterial pode até estar controlada, a diabetes mais ou menos vigiada, a medicação organizada numa caixa semanal em cima da mesa.

E, no entanto, por detrás dessa aparência de estabilidade, instala-se por vezes outra forma de fragilidade, mais difícil de medir e mais fácil de ignorar: a solidão.

Não falo apenas de viver sozinho. Há quem viva sozinho e se sinta inteiro, ligado, acompanhado pela família, pelos vizinhos, por um grupo, por uma rotina com sentido. E há quem esteja rodeado de gente e passe os dias numa espécie de ausência relacional difícil de explicar.

A solidão, nessa forma mais funda, não é a falta de pessoas à volta. É a falta de presença com significado. É não ter com quem partilhar o dia, a preocupação, a memória, a pequena conquista, o medo banal que só parece menor quando é dito a alguém.

Durante muito tempo, esta realidade foi tratada quase como um assunto de foro íntimo, mais próximo da tristeza do que da saúde. Como se fosse apenas um desconforto emocional, uma consequência quase inevitável da idade, da viuvez, da reforma ou da saída dos filhos de casa. Mas essa leitura é curta.

A solidão prolongada desgasta. Não aparece numa análise de rotina, não se ausculta com um estetoscópio, não surge com a nitidez de uma fratura ou de uma infeção, mas vai deixando marca. No humor, no sono, na energia, na motivação para sair, na vontade de cozinhar, na adesão à medicação, na forma como se tolera a dor, na rapidez com que o mundo começa a encolher.

É precisamente isso que a torna tão difícil de enfrentar. A medicina está habituada a procurar aquilo que se mede bem. Valores, imagens, sinais, alterações objetivas. E isso é indispensável. Mas envelhecer não é apenas atravessar uma sucessão de parâmetros clínicos. É também perder e reconstruir vínculos, adaptar-se a limitações, reorganizar o sentido dos dias. Quando essa dimensão falha, o impacto não se limita à esfera emocional. O corpo sente-o. A mente sente-o. A autonomia sente-o.

Muitos idosos não dizem “estou sozinho”. Dizem que andam mais cansados. Que dormem pior. Que não lhes apetece sair. Que a comida já não sabe ao mesmo. Que têm menos força. Que se esquecem mais. Que os dias são todos parecidos. Às vezes, o sofrimento chega à consulta disfarçado de sintoma vago. E nem sempre o sistema tem tempo, disponibilidade ou sensibilidade para ler o que está por trás. O que parecia ser apenas cansaço pode ser desânimo. O que parecia falta de apetite pode ser vazio. O que parecia desleixo pode ser desistência lenta.

Num país que envelhece, isto não devia ser uma nota de rodapé. Devia estar muito mais no centro da conversa. Falamos, e bem, de demência, de fragilidade, de dependência, de polimedicação, de listas de espera, de cuidados continuados. Mas falamos menos sobre a erosão silenciosa da vida relacional. Menos da velhice passada entre quatro paredes. Menos da perda de lugar social. Menos do efeito cumulativo de dias inteiros sem conversa verdadeira, sem toque, sem convite, sem escuta. Como se isso fosse triste, sim, mas secundário. Não é.

Há uma tendência perigosa de naturalizar a solidão no envelhecimento. Como se fosse expectável. Como se, a partir de certa idade, a vida tivesse inevitavelmente de se tornar mais estreita, mais silenciosa, mais ausente. Essa normalização é profundamente injusta. Porque envelhecer não devia significar desaparecer aos poucos do campo de atenção dos outros. Não devia significar tornar-se um corpo clinicamente seguido, mas socialmente esquecido.

A saúde, quando pensada a sério, é mais do que o controlo de doenças. É também vínculo, participação, reconhecimento, continuidade humana. Um idoso que tem com quem falar, a quem telefonar, com quem almoçar, a quem fazer falta, não tem apenas mais companhia. Tem mais proteção. Mais estrutura. Mais motivo para se cuidar. Mais razão para sair da cama e continuar a ocupar espaço no mundo. Às vezes, é nesse plano invisível que começa a diferença entre aguentar e viver.

Talvez, por isso, a resposta não possa ficar toda do lado da medicina, embora a medicina tenha a obrigação de ver melhor este problema. A resposta começa nas famílias, mas não acaba nelas. Passa pelos vizinhos, pelas juntas, pelas autarquias, pelas associações locais, pelos centros de saúde, pelas igrejas, pelas farmácias, pelos transportes, pelos espaços públicos, pelas redes informais que ainda vão resistindo apesar de tudo. Passa, no fundo, por decidir se queremos ser uma sociedade que prolonga a vida apenas em anos ou também em presença, dignidade e pertença.

A solidão não tem cor num relatório laboratorial. Não sobe nem desce numa folha de resultados. Mas adoece. E talvez uma sociedade se revele menos pela sofisticação dos exames que consegue fazer e mais pela capacidade de não deixar ninguém envelhecer como se já tivesse saído, em silêncio, do lado de dentro da vida.

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Solidão, envelhecimento e saúde: o problema que muitas análises não mostram aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Comida, animação e o desvendar da Marcha de 2026 marcam arraial de Santo António de Bordeira

Bordeira vai festejar o Santo António com um arraial que «alia a rica gastronomia regional à preservação das tradições culturais do Algarve» e que terá como momento alto a estreia oficial da Marcha de Bordeira 2026, no dia 6 de Junho, a partir das 20h30, no Centro de Atividades ao Ar Livre D. Leonor.

«Fiel à sua matriz de inovação e salvaguarda do património popular, a marcha da Sociedade Recreativa Bordeirense apresenta-se todos os anos com um tema completamente novo e exclusivo, trazendo novos trajes, coreografias e composições musicais preparadas rigorosamente ao longo dos últimos meses», segundo esta coletividade, que organiza a festa.

Além do desvendar da marcha deste ano, o programa conta com a atuação da marcha convidada SãoBrazArte e a animação musical do Valter Cabrita & Flávio Paz, que assegurará o baile popular.

Sendo um arraial dos Santos Populares, a componente gastronómica também será forte, com os visitantes a poder escolher entre sardinha assada (no pão ou no prato), frango assado, entremeada assada, o tradicional bacalhau espiritual e as típicas bifanas, como pratos principais, e arroz doce, leite creme, torta de amêndoa, salada de fruta e crepes, para sobremesa. Também haverá serviço de bar completo com «cerveja, vinho, sangria, bebidas brancas e gin».

A entrada no arraial é livre, mas quem desejar pode fazer reservas para o jantar, através do número 962 466 227.

O conteúdo Comida, animação e o desvendar da Marcha de 2026 marcam arraial de Santo António de Bordeira aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Infraquinta instala na Quinta do Lago mini ecopontos para reciclar materiais que não cabem nem no lixo nem na reciclagem “normal”

A Infraquinta instalou dois novos mini ecocentros na Quinta do Lago, destinados à deposição de materiais que não devem ir para o lixo indiferenciado, mas também não têm lugar nos ecopontos tradicionais, que vão desde lâmpadas flourescentes e LED a embalagens metálicas de tintas, vernizes, solventes e colas.

Os novos equipamentos podem ser encontrados junto às instalações da Infraquinta e junto à auto compactadora de cartão, entre os centros comerciais Buganvília e Quinta Shopping, «em locais de fácil acesso para residentes, visitantes e comerciantes», segundo a Empresa de Infraestruturas da Quinta do Lago.

«Os mini ecocentros permitem a deposição adequada de diversos materiais que não devem ser colocados no lixo indiferenciado, nem nos ecopontos convencionais, incluindo pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos, lâmpadas fluorescentes e LED, pilhas e acumuladores, tinteiros e toners, cassetes, DVDs e CDs, louças, espelhos e vidro, cápsulas de café e embalagens metálicas de tintas, vernizes, solventes e colas», precisou a Infraquinta.

«A correta separação destes materiais é fundamental para garantir a sua valorização e reciclagem, permitindo recuperar matérias-primas e assegurar o tratamento adequado dos componentes específicos que integram alguns destes resíduos, em conformidade com as melhores práticas ambientais», acrescentou a empresa municipal louletana.

Com esta iniciativa, a Infraquinta «reforça a sua estratégia de gestão integrada de resíduos e complementa os serviços de recolha seletiva já existentes. A proximidade e acessibilidade destes novos pontos de deposição pretendem incentivar hábitos de separação mais simples e eficazes, contribuindo para a preservação ambiental».

O conteúdo Infraquinta instala na Quinta do Lago mini ecopontos para reciclar materiais que não cabem nem no lixo nem na reciclagem “normal” aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Concertos do MED só acontecem no final de Junho, mas o Festival já chegou à cidade de Loulé

O Festival MED só se realiza de 25 a 28 de Junho, mas já está a mexer com a cidade de Loulé, graças à Loja MED, que foi inaugurada este sábado de manhã, com a ajuda de Daniel Kemish, artista algarvio que também irá atuar no festival em si.

Localizado no Mercado Municipal de Loulé, com porta aberta diretamente para a Praça da República, o espaço vai ser «uma montra do diverso merchandising do evento, mas também uma das bilheteiras oficiais do Festival MED’26», segundo a Câmara de Loulé.

T-shirts, chapéus, bonés, tote bags, leques, meias, toalhas de praia e outros produtos (re)criados pelas mãos dos designers do projeto Loulé Criativo são algumas das coisas que podem ser encontradas no estabelecimento, onde os interessados também podem obter informações sobre o evento, desde as bandas à programação cultural paralela e horários.

Sul Informação

«Parte dos produtos que aqui podem ser comprados são feitos de materiais reciclados que já tiveram uma “outra vida” no Festival, por exemplo restos dos panos coloridos que decoram as ruas da Zona Histórica de Loulé e que são uma imagem de marca do MED», explicou a autarquia.

Daniel Kemish, que no dia 26 de Junho atua no Palco Chafariz, «foi o primeiro a fazer neste espaço um warm up para o Festival, mas nas manhãs dos próximos sábados outras surpresas musicais passarão por aqui».

A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h, e aos sábados, das 9h às 15h. Encerra ao domingo.

A pré-venda de bilhetes para o MED decorre até 22 de Junho, podendo os bilhetes ser adquiridos por 10 euros (bilhete diário) e 30 euros (bilhete festival). Depois dessa datas, terão um custo de 15 e 40 euros, respetivamente. Além da Loja MED, também é possível comprar os bilhetes no Cineteatro Louletano e online.

O conteúdo Concertos do MED só acontecem no final de Junho, mas o Festival já chegou à cidade de Loulé aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Fisco alerta para email fraudulento sobre alteração da declaração de IRS

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) alertou, num comunicado no seu site, para uma mensagem fraudulenta, enviada por email, referente a um pedido de alteração da declaração de IRS, na qual é pedido que se carregue num link.

A AT disse que “tem conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de correio eletrónico supostamente provenientes da AT nas quais é pedido que se carregue em links que são fornecidos”.

Num dos exemplos da mensagem divulgado pela AT, os visados são informados de que foi “detetado um pedido de alteração” à sua declaração de IRS, sendo sugerido “confirmar ou anular esta alteração”, através de um link.

Outros dos exemplos dados pelo fisco dizem respeito ao recálculo automático do IRS, a uma suposta verificação de dados pessoais na conta do Portal das Finanças ou a uma fatura eletrónica (FE) referente ao registo fiscal do visado, entre outros.

“Estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas. O seu objetivo é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos links sugeridos ou a efetuar pagamentos indevidos”, refere a AT, salientando que os visados, “em caso algum”, deverão “efetuar essas operações”.

O prazo de submissão da entrega das declarações de IRS relativas aos rendimentos ganhos ao longo de 2025 arrancou a 1 de Abril e termina a 30 de Junho.

O conteúdo Fisco alerta para email fraudulento sobre alteração da declaração de IRS aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Federação defende vigilância das praias para além da época balnear

O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Alexandre Tadeia, defendeu ontem que Portugal deve repensar o modelo de vigilância nas praias, alargando a resposta para além dos meses oficiais de verão.

“O sistema que temos em Portugal de assistência a banhistas, como está montado agora legalmente, por um lado não atrai nadadores-salvadores e, por outro lado, não retém” estes profissionais, disse Alexandre Tadeia.

O presidente da FEPONS falava à agência Lusa à margem do Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, que está a decorrer na praia Vasco da Gama, em Sines.

“Todos os anos temos falta de nadadores-salvadores”, principalmente, no arranque da época balnear e, para colmatar esta dificuldade, estes profissionais fazem “muitas horas extraordinárias”, salientou.

Para os nadadores-salvadores, “é normal fazerem 56 horas de trabalho por semana, 60 ou mais”, acrescentou.

“É algo que deveríamos mudar. Já temos feito muitas propostas para alterar esta situação. Temos sido ouvidos, agora, a realidade é que não se tem traduzido em legislação que é isso que necessitamos”, argumentou.

A época balnear arranca, este sábado, nas praias dos concelhos de Grândola, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja.

Segundo o responsável, existem cerca de cinco mil pessoas certificadas como nadadores-salvadores em Portugal, mas seriam necessários cerca de seis mil profissionais para garantir horários até 40 horas semanais.

“Desses cinco mil, nem todos vão querer trabalhar como nadador-salvador e isto é algo que achamos que vale a pena mudar porque a estatística de morte por afogamento em Portugal diz-nos que em locais vigiados a percentagem é muito baixa”, assegurou.

Com base neste cenário, Alexandre Tadeia admitiu que, neste arranque da época balnear, vão existir “muitos locais” com “dificuldade em cumprir aquilo que a lei” determina em “quantidade de nadadores-salvadores”.

Por outro lado, sublinhou, há que considerar a mortalidade nas praias fora da época balnear.

“Estamos só a olhar para dois ou três meses de verão, em alguns locais, quatro meses de verão e, no resto do ano, temos muita mortalidade nas praias portuguesas por afogamento”, observou.

O presidente da federação deixou ainda um alerta aos banhistas para que frequentem apenas “espaços aquáticos vigiados” e respeitem as bandeiras que delimitam a área de banho.

“A maior parte dos portugueses não têm noção” de que “apenas a unidade balnear tem vigilância”, e que “o resto da praia é zona não vigiada”, explicou.

O Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, em Sines, conta com a participação de 58 atletas de sete equipas que serão apurados para a seleção nacional que vai representar Portugal nos campeonatos da Europa e do Mundo desta modalidade.

O conteúdo Federação defende vigilância das praias para além da época balnear aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

Algarve acolhe em Dezembro maratona que nasce para esbater a sazonalidade e promover turisticamente a região

A primeira edição da Maratona do Algarve, uma prova que «pretende afirmar-se no calendário nacional e internacional da corrida de estrada, associando a prática desportiva à promoção turística da região e à participação da comunidade», vai ter lugar no dia 6 de Dezembro, em Loulé, com partida e chegada à Marina de Vilamoura.

A prova, promovida pelo Turismo do Algarve, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e do Grupo Arrow Global e organizada pela GlobalSport, contemplará quatro distâncias distintas – 42, 21, 10 e 5 quilómetros -, «uma estrutura competitiva e inclusiva, desenhada para envolver diferentes perfis de corredores e a comunidade em geral», segundo os promotores da prova.

«A Maratona do Algarve 2026 foi desenhada para oferecer aos atletas uma experiência distintiva no destino. Com partida e chegada na Marina de Vilamoura, o percurso irá desenrolar-se ao longo do concelho de Loulé, tendo o oceano como enquadramento para uma prova que combina exigência desportiva, fruição da paisagem e contacto com o território», acrescentou.

A prova terá como padrinhos Carlos Lopes, «referência maior do atletismo nacional», e Aurora Cunha, tricampeã mundial e vencedora de quatro grandes maratonas mundiais.

Para André Gomes, presidente do Turismo do Algarve este «é um projeto com particular relevância para a estratégia de afirmação da região como destino de referência para grandes eventos desportivos internacionais. Ao associar uma prova desta natureza à qualidade da nossa oferta turística, à beleza da costa algarvia e à capacidade de organização do território, estamos a reforçar o posicionamento do Algarve como um destino ativo, competitivo e atrativo ao longo de todo o ano».

«A realização da prova em dezembro é também particularmente importante, porque contribui para dinamizar a região fora da época alta, gerar impacto na economia local e mostrar que o Algarve tem condições únicas para receber visitantes, atletas e famílias em qualquer estação. Este é, por isso, um evento que valoriza o desporto, promove o destino e reforça o trabalho que temos vindo a desenvolver para reduzir a sazonalidade e diversificar a oferta turística da região», disse o mesmo responsável.

Já o “anfitrião” Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, manifestou «o enorme orgulho» para o município de Loulé em acolher «um projeto tão ambicioso e transformador como a Maratona do Algarve».

«Este evento reflete a nossa visão de um território dinâmico, coeso e capaz de atrair milhares de pessoas de todo o mundo, dinamizando a economia local e celebrando o desporto num cenário verdadeiramente deslumbrante. Loulé reafirma, assim, o seu compromisso inabalável com o desporto e o turismo sustentável», afirmou o autarca.

«Vilamoura tem hoje todas as condições para competir entre os grandes destinos internacionais. O trabalho que temos vindo a desenvolver passa por elevar continuamente a qualidade da oferta e da experiência proporcionada a quem nos visita. Ver a Marina de Vilamoura assumir-se como palco de partida e chegada da Maratona do Algarve reforça esse posicionamento internacional», considerou, por seu lado, John Calvão, representante da Arrow Global.

«A Maratona do Algarve é a materialização de um sonho antigo: criar uma das melhores e mais belas maratonas do mundo no sul de Portugal. Com o apoio excecional dos nossos parceiros, estamos a desenhar um percurso e uma experiência que transcende a própria corrida. Queremos que cada participante sinta a magia do Algarve a cada quilómetro, num evento que se pauta pelo mais elevado rigor técnico, desportivo e organizativo», disse, por seu lado, Paulo Costa, diretor executivo da GlobalSport.

A expetativa da organização é «atrair milhares de participantes nacionais e internacionais» e que a prova contribua «para dinamizar a região fora da época alta, gerar impacto na economia local e reforçar a atratividade do destino ao longo de todo o ano».

O conteúdo Algarve acolhe em Dezembro maratona que nasce para esbater a sazonalidade e promover turisticamente a região aparece primeiro em Sul Informação.

  •  
❌