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Italiana de 20 anos a fazer Erasmus em Portugal morre a falar ao telemóvel com a tia

A morte de uma estudante italiana que se encontrava em Portugal ao abrigo do programa Erasmus está a gerar consternação em Itália e a motivar uma investigação para apurar o que aconteceu. Sofia Barillà, de 20 anos, estava a realizar um período de estudos nas Caldas da Rainha quando foi encontrada sem vida na habitação onde residia temporariamente.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a jovem, natural de Palermo, encontrava-se ao telefone com uma tia na noite de 31 de maio quando a comunicação foi interrompida de forma inesperada. A familiar deixou de ouvir a sobrinha e não voltou a conseguir contactá-la. Na altura, Sofia estava sozinha em casa.

Alerta foi dado após horas sem contacto

Perante a ausência de resposta, foi pedido auxílio às autoridades. Segundo a mesma fonte, os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha receberam uma chamada para proceder à abertura da porta da residência, após indicação de que a estudante estaria incontactável há várias horas.

Quando entraram na habitação, os operacionais encontraram a jovem na casa de banho em paragem cardiorrespiratória. Foram iniciadas manobras de suporte básico de vida e acionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas da Rainha. Apesar dos esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local.

Causas continuam por esclarecer

As circunstâncias da morte permanecem desconhecidas. Conforme a mesma fonte, foi aberta uma investigação para determinar o que esteve na origem da paragem cardiorrespiratória que vitimou a estudante italiana.

O corpo ficou entregue às autoridades competentes para os procedimentos legais e periciais. Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais que permitam esclarecer as causas do falecimento.

Família e autoridades italianas acompanham o caso

Entretanto, a imprensa italiana refere que os pais de Sofia viajaram para Portugal após serem informados da tragédia. O caso está também a ser acompanhado pela Embaixada de Itália em Lisboa e pelo Consulado Italiano.

A morte da jovem provocou uma forte onda de comoção em Palermo, cidade de onde era natural. Nas redes sociais multiplicaram-se as mensagens de homenagem e despedida, incluindo uma publicação da tia, citada pelo jornal La Sicilia, na qual lamenta a perda repentina da sobrinha. Enquanto decorrem as diligências das autoridades, permanecem por responder as questões em torno de um caso que começou com uma simples chamada telefónica e terminou de forma inesperada.

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Pode chegar ao Parlamento uma proposta para os reformados não terem pensões acima deste valor

As regras das reformas podem mudar com uma nova proposta que poderá chegar ao Parlamento e que prevê alterações tanto na idade de acesso à pensão como no valor máximo das reformas mais elevadas. Em causa está uma iniciativa anunciada pelo Chega, que defende mudanças no atual sistema de pensões e na forma como são atribuídos alguns rendimentos de reforma.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o partido liderado por André Ventura pretende que qualquer trabalhador possa reformar-se ao atingir 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade. Em paralelo, o Chega volta a defender a fixação da idade legal da reforma nos 65 anos.

Mudanças propostas para a idade da reforma

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, onde André Ventura argumentou que o objetivo passa por tornar o sistema mais justo para quem teve carreiras contributivas longas.

O líder partidário sustentou que a proposta não pretende eliminar a idade da reforma nem comprometer a sustentabilidade do sistema. A medida surge numa fase em que decorrem discussões sobre alterações à legislação laboral e à proteção social, temas que têm marcado o debate político nas últimas semanas.

Limite para as pensões mais altas

Outra das propostas anunciadas passa pela criação de um teto máximo para as reformas de valor mais elevado. Segundo a mesma fonte, o Chega pretende que nenhuma pensão ultrapasse os 4.500 euros mensais.

A medida é justificada pelo partido com a necessidade de reduzir diferenças entre os valores pagos aos pensionistas. Durante a apresentação da proposta, André Ventura referiu que existem atualmente reformas de montantes muito superiores à média nacional, considerando que essa situação deve ser revista.

Argumentos apresentados pelo partido

Ao explicar a iniciativa, o presidente do Chega apontou exemplos de antigos responsáveis políticos que recebem pensões elevadas, defendendo que o sistema deve ser reequacionado à luz das disparidades existentes. A proposta inclui igualmente uma limitação salarial na Administração Pública. Conforme a mesma fonte, o partido defende que nenhum funcionário público deve auferir um vencimento superior ao do primeiro-ministro.

Além das alterações ao regime de reformas, o Chega quer incentivar os cidadãos a reforçarem a sua poupança para a reforma através de mecanismos complementares. A iniciativa prevê benefícios fiscais para quem optar por investir em planos de poupança-reforma ou outros instrumentos privados destinados a complementar os rendimentos futuros. O partido considera que estes mecanismos podem funcionar como um reforço da proteção financeira após o fim da vida ativa.

O que acontece agora

Para já, trata-se de uma proposta política anunciada pelo Chega e que terá ainda de ser discutida no Parlamento. Qualquer alteração ao atual regime de pensões dependerá da aprovação dos deputados e do respetivo processo legislativo.

A discussão promete juntar temas como a sustentabilidade da Segurança Social, a idade de acesso à reforma e a distribuição dos rendimentos atribuídos aos pensionistas. Questões que continuam a gerar posições divergentes entre os vários partidos e que deverão permanecer no centro do debate político nos próximos meses.

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Mercadona anuncia abertura da loja número 73 em Portugal: esta é a localização

A expansão das cadeias de retalho alimentar em Portugal continua a marcar o ritmo do setor, com várias empresas a reforçarem a sua presença em diferentes regiões do país. Entre elas está a Mercadona, que mantém o plano de crescimento da sua rede de supermercados e prepara a abertura de mais uma unidade nas próximas semanas.

De acordo com o comunicado divulgado no site da Mercadona, a próxima loja da empresa em território nacional será inaugurada no dia 30 de junho, no concelho de Sintra, reforçando a presença da cadeia espanhola no distrito de Lisboa.

Nova abertura em Sintra

O novo supermercado ficará localizado na Rua Rosa Maria Lobato de Faria, n.º 20. Com esta inauguração, a Mercadona passará a contar com 73 lojas em Portugal, dando continuidade ao processo de expansão iniciado há vários anos.

A empresa indica que a abertura da nova unidade permitiu criar cerca de 64 postos de trabalho. Os contratos são sem termo desde o primeiro dia, uma prática que a cadeia tem destacado nas sucessivas inaugurações realizadas no país.

O que terá a nova loja

Segundo a mesma fonte, o supermercado contará com uma área de vendas próxima dos 1.900 metros quadrados. O espaço foi concebido com corredores amplos e incluirá as secções habituais da marca. Entre os serviços disponíveis estarão áreas de charcutaria, peixaria, talho, pastelaria e padaria, bem como espaços dedicados a frutas e legumes, perfumaria e refeições prontas a consumir.

A abertura de Sintra surge depois da inauguração de três lojas durante a primeira metade do ano. A Mercadona abriu unidades na Quinta do Lambert, em Lisboa, em Viseu e também na Covilhã, que assinalou a estreia da empresa no distrito de Castelo Branco. O plano de expansão para 2026 não termina aqui. A empresa prevê continuar a aumentar a sua presença em várias zonas do país até ao final do ano, acrescenta a publicação.

Novos distritos entram no mapa

Entre as novidades previstas está a chegada da cadeia a três distritos onde ainda não tinha presença: Vila Real, Beja e Faro. Neste último distrito estão programadas aberturas nas cidades de Portimão e Faro. Além disso, a Mercadona prevê inaugurar novas lojas em Amarante, Esposende, Maia e Moita, consolidando a estratégia de crescimento nacional e aumentando a cobertura geográfica da rede.

Com a futura abertura em Sintra, a empresa reforça a presença numa das zonas mais populosas da Área Metropolitana de Lisboa e aproxima-se de mais consumidores numa região com forte densidade habitacional. A nova loja integra um conjunto mais alargado de investimentos previstos para este ano, numa estratégia que continua a apostar na criação de emprego e na expansão da rede comercial em diferentes pontos do país.

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Falta de alojamento nesta ilha portuguesa deixa pessoas a pernoitar no aeroporto em camas de campanha

O cancelamento de dezenas de voos nos Açores devido ao nevoeiro provocou constrangimentos significativos na mobilidade aérea e levou a situações de emergência no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, onde passageiros chegaram a pernoitar em camas de campanha por falta de alojamento disponível na ilha.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o nevoeiro que se abateu sobre o arquipélago nos últimos dias afetou várias operações aéreas, levando ao cancelamento de voos das companhias TAP e SATA. A situação gerou longas filas e acumulação de passageiros no aeroporto de Ponta Delgada.

Segundo a mesma fonte, o impacto foi mais visível na ilha de São Miguel, onde a concentração de passageiros retidos aumentou rapidamente ao longo do dia.

Solução de emergência no terminal

Perante a falta de alojamento disponível, foram instaladas camas de campanha no interior do aeroporto para garantir pernoita aos passageiros afetados. A mesma fonte refere que as imagens partilhadas nas redes sociais mostram várias zonas do terminal ocupadas por essas estruturas temporárias.

A medida foi apresentada como resposta imediata ao elevado número de passageiros sem alternativa de estadia na ilha durante a interrupção das ligações aéreas.

Reações divididas entre passageiros e opinião pública

Nas redes sociais, as reações dividiram-se entre quem considera a solução adequada face à situação de emergência e quem critica a capacidade de resposta das entidades envolvidas na gestão dos passageiros.

Conforme a Lusa, há passageiros que relatam falta de informação, ausência de apoio e dificuldades em obter respostas por parte da SATA após o cancelamento dos voos. Um dos testemunhos descreve um cenário de incerteza prolongada, com pouca orientação sobre alternativas de viagem ou alojamento.

Debate sobre alojamento e vouchers

A mesma fonte indica ainda que parte da discussão pública se centrou na disponibilidade de alojamento na ilha e na utilização de vouchers atribuídos pela companhia aérea, com alguns estabelecimentos a recusarem este tipo de pagamento.

Também nas redes sociais surgiram dúvidas sobre a alegada escassez de quartos, numa região onde, segundo utilizadores, a procura turística teria diminuído em determinados períodos do ano.

Impacto direto no terreno

Os relatos apontam para situações diferentes consoante os casos: passageiros sem alojamento disponível, outros confrontados com preços elevados para estadias de última hora e alguns a recorrerem a soluções alternativas dentro do próprio aeroporto.

Apesar das críticas, as autoridades aeroportuárias e companhias aéreas mantiveram a operação de contingência para responder à acumulação de passageiros resultante das condições meteorológicas adversas.

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Algarve bateu este recorde histórico em abril mas só agora foram conhecidos os números

O turismo no Algarve voltou a registar indicadores positivos durante a primavera, com crescimento no número de visitantes, aumento das receitas e um desempenho que reforça o peso da região no panorama turístico nacional. Os dados mais recentes mostram que abril foi um mês particularmente relevante para o setor, com resultados que ultrapassaram os registos anteriores para este período do ano.

De acordo com o Jornal Económico, o Algarve alcançou em abril o maior número de dormidas alguma vez registado neste mês, ao mesmo tempo que as receitas do alojamento turístico continuaram a aumentar acima do ritmo da atividade.

Recorde construído pelas dormidas

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a região contabilizou 1,86 milhões de dormidas durante abril, um aumento de 0,9% face ao mesmo mês de 2025. Trata-se do melhor resultado de sempre para um mês de abril no Algarve.

Ao mesmo tempo, foram registados cerca de 515.000 hóspedes, número que representa uma subida homóloga de 5,5%. O crescimento foi sustentado sobretudo pela procura internacional, enquanto o mercado nacional também apresentou uma evolução positiva, embora mais moderada.

Mercado externo continua a liderar

Os visitantes estrangeiros tiveram um papel determinante neste desempenho. O número de hóspedes internacionais aumentou 6,5% em comparação com abril do ano passado. Já entre os residentes em Portugal, o crescimento foi de 2,3%. No que respeita às dormidas, a evolução dos mercados também seguiu trajetórias diferentes. As dormidas de não residentes aumentaram 1,5%, compensando a redução de 2,2% observada no mercado interno.

Além dos indicadores de procura, os números revelam também um aumento significativo das receitas geradas pelo setor do alojamento turístico. Os proveitos totais atingiram os 137 milhões de euros durante abril, traduzindo um crescimento de 6,4%. Este desempenho demonstra que a valorização económica da atividade turística continuou a avançar a um ritmo superior ao crescimento das dormidas, escreve o jornal.

Estadas mais prolongadas na região

Outro dos indicadores destacados pelo INE foi a duração média das permanências dos turistas na região algarvia. A estada média situou-se nas 3,60 noites, o valor mais elevado registado em Portugal continental. Este resultado colocou o Algarve acima da média nacional, que se fixou em 2,46 noites, reforçando a capacidade da região para reter visitantes durante mais tempo.

No que diz respeito à ocupação hoteleira, os números mantiveram-se próximos da média nacional. A taxa líquida de ocupação por quarto alcançou os 58,6%, enquanto a média portuguesa se situou nos 59,2%. Apesar da ligeira diferença, os dados apontam para níveis de utilização consistentes durante um período tradicionalmente importante para o arranque da época turística.

Albufeira destaca-se entre os municípios

A nível local, Albufeira voltou a assumir uma posição de relevo entre os principais destinos turísticos portugueses. Conforme a mesma fonte, o concelho registou um crescimento de 8,5% nas dormidas e posicionou-se como o município com maior número de dormidas do país depois de Lisboa. Além disso, sete municípios algarvios conseguiram integrar a lista dos 15 maiores destinos nacionais neste indicador.

O movimento turístico também se refletiu na atividade aeroportuária da região. O Aeroporto de Faro registou um aumento de 4% no número de passageiros durante abril, comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor para o aeroporto algarvio. Os passageiros provenientes daquele país totalizaram 464.000, representando uma quota de 41,5% do tráfego registado na infraestrutura.

Turismo do Algarve destaca criação de valor

Perante estes resultados, o presidente da Região de Turismo do Algarve considerou que os números evidenciam a capacidade de crescimento do destino. André Gomes sublinhou que os dados “confirmam a solidez e a capacidade de criação de valor do destino”, defendendo igualmente a necessidade de continuar a qualificar a oferta turística, diversificar mercados e valorizar a experiência dos visitantes ao longo de todo o ano.

Os indicadores conhecidos agora mostram que abril de 2026 ficou marcado por um novo máximo histórico nas dormidas turísticas do Algarve. O crescimento simultâneo de hóspedes, receitas e tráfego aéreo reforça a importância da região no turismo nacional. Os resultados divulgados pelo INE revelam ainda uma evolução sustentada da atividade, num contexto em que o Algarve continua a concentrar uma parte significativa da procura turística registada em Portugal.

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Vem aí uma ‘nova’ Ponte Velha no Algarve? Projeto financia restauro de um dos símbolos desta cidade que pode reabrir ainda este ano

A recuperação de património histórico continua a ser uma das apostas de vários municípios algarvios e, em Silves, uma das intervenções mais aguardadas está a decorrer numa estrutura que faz parte da identidade da cidade. A Ponte Velha, encerrada há vários anos por razões de segurança, está atualmente a ser alvo de obras que visam devolver-lhe a circulação pedonal e preservar um dos elementos mais emblemáticos da paisagem local.

De acordo com a informação divulgada sobre os investimentos apoiados pelo programa ALGARVE 2030, a reabilitação da Ponte Velha integra um conjunto mais vasto de projetos financiados por fundos europeus no concelho de Silves, abrangendo áreas como educação, abastecimento de água, saneamento, proteção civil e gestão de resíduos.

Símbolo histórico em recuperação

Entre as várias operações apoiadas, a intervenção na Ponte Velha assume um papel de destaque devido ao seu valor patrimonial e ao impacto que a sua reabertura poderá ter para residentes e visitantes.

A obra está orçada em cerca de 672.000 euros e conta com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional superior a 403.000 euros. A empreitada prevê o reforço estrutural da ponte e a realização de diversos trabalhos de recuperação que permitam voltar a utilizá-la em segurança.

Intervenção aguardada há anos

O encerramento da ponte prolongou-se durante vários anos, período marcado por sucessivos atrasos e dificuldades na concretização da obra. A atual empreitada surge após várias tentativas anteriores que não chegaram ao resultado esperado.

A presidente da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto, destacou a importância do monumento ao afirmar: “A nossa Ponte Velha é realmente um ex-libris da nossa cidade, mas não só. Diria que, pelo valor que tem em termos de património histórico, quer da cidade de Silves, quer da região e mesmo do país”.

Reabertura pode acontecer ainda este ano

A autarca mostrou-se otimista quanto ao avanço dos trabalhos, embora admita que fatores externos possam influenciar os prazos inicialmente previstos.

Segundo a mesma fonte, Luísa Conduto referiu que a atual empresa responsável pela intervenção tem conseguido cumprir o planeamento definido. “Temos uma empresa que tem cumprido com aquilo que estava previsto”, afirmou, sublinhando que esta foi uma situação diferente das experiências anteriores.

Intempéries provocaram alguns atrasos

Apesar da evolução positiva da empreitada, as condições meteorológicas registadas no início do ano acabaram por afetar o ritmo dos trabalhos.

A presidente da autarquia explicou que “devido às intempéries que decorreram em janeiro, tivemos aqui alguns atrasos”, acrescentando, contudo, que o empreiteiro tem conseguido recuperar parte desse tempo. A expectativa é que a abertura ao público possa acontecer dentro dos próximos meses.

Fundos europeus apoiam várias obras no concelho

A recuperação da Ponte Velha faz parte de um pacote de 11 operações candidatadas pelo Município de Silves ao programa ALGARVE 2030. No total, estes projetos representam um investimento global de cerca de 13 milhões de euros.

Acrescenta o documento do programa ALGARVE 2030 que os apoios comunitários correspondem a aproximadamente 60% do investimento elegível, permitindo avançar com intervenções que, de outra forma, seriam mais difíceis de concretizar apenas com recursos municipais.

Obra com forte valor simbólico

Embora os vários projetos em curso tenham impacto direto em diferentes setores, a recuperação da Ponte Velha continua a assumir um significado especial para a população local. O monumento representa uma das imagens mais reconhecidas de Silves e a sua reabertura é aguardada há vários anos.

Por essa razão, a evolução da empreitada está a ser acompanhada com atenção, numa fase em que os trabalhos parecem finalmente encaminhar-se para a conclusão de uma intervenção há muito desejada.

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Tudo a postos: Portimão dá início à época balnear e instala 15 torres de vigilância nestas duas praias

A época balnear já arrancou em Portimão e traz consigo um conjunto de medidas destinadas a reforçar a segurança, a assistência e a acessibilidade nas praias do concelho durante os meses de maior afluência. O dispositivo preparado para este verão inclui vigilância reforçada, apoio de saúde e equipamentos destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

Segundo o comunicado enviado pela autarquia às redações, a época balnear teve início na última segunda-feira, 1 de junho, e prolonga-se até 30 de setembro, período durante o qual as várias zonas balneares do concelho passam a contar com meios humanos e técnicos destinados a apoiar residentes e visitantes.

Reforço da vigilância nas praias mais procuradas

Entre as medidas implementadas destaca-se a instalação de 15 torres de vigilância, distribuídas entre duas das praias mais frequentadas do concelho. O objetivo passa por reforçar a observação das áreas balneares e melhorar a capacidade de resposta em situações de emergência.

Segundo a mesma fonte, oito dessas estruturas encontram-se na Praia de Alvor e as restantes sete na Praia da Rocha. As torres vão permanecer em funcionamento até ao início de outubro, ultrapassando ligeiramente o período oficial da época balnear.

Meia centena de nadadores-salvadores no terreno

A operação preparada para este verão inclui também a presença de cerca de 50 nadadores-salvadores distribuídos pelas várias praias do concelho. Estes profissionais asseguram a vigilância das zonas concessionadas e prestam apoio em situações de necessidade.

Além dos meios humanos, as praias contam com diversos equipamentos de emergência. Os dispositivos instalados incluem desfibrilhadores automáticos externos e garrafas de oxigénio, reforçando a capacidade de assistência imediata em caso de incidente.

Postos de enfermagem voltam a funcionar

A assistência aos banhistas será igualmente complementada através de postos de enfermagem instalados em diferentes praias do concelho. A medida resulta de uma colaboração estabelecida entre o município e a Unidade Local de Saúde do Algarve.

Conforme a mesma fonte, os três postos estarão localizados na Praia da Rocha, na Praia do Vau e na Praia de Alvor. O funcionamento está previsto entre 1 de julho e 15 de setembro, diariamente entre as 10:00 h e as 18:00 h.

Acessibilidade continua a ser uma prioridade

As medidas destinadas a pessoas com mobilidade reduzida mantêm-se durante mais uma época balnear. O projeto Praia Acessível continuará a disponibilizar equipamentos que facilitam o acesso à areia e ao mar.

Entre julho e setembro, estarão disponíveis cadeiras anfíbias, conhecidas por tiraló, bem como tendas e toldos de apoio na Praia do Vau e na Praia de Alvor. A utilização destes equipamentos será acompanhada por monitores.

Equipamentos disponíveis em várias zonas balneares

Além das praias abrangidas pelo projeto Praia Acessível, existem outros equipamentos destinados a melhorar as condições de utilização dos espaços balneares por pessoas com limitações de mobilidade.

A mesma nota explica que a Área Desportiva da Praia da Rocha disponibilizará duas cadeiras anfíbias e um tapete de praia adaptado, permitindo uma deslocação mais cómoda entre os diferentes pontos daquela zona balnear.

Verão arranca com dispositivo reforçado

O conjunto de medidas agora implementadas procura responder ao aumento da procura que habitualmente se verifica durante os meses de verão, quando milhares de pessoas escolhem as praias de Portimão para lazer e férias.

Entre vigilância, assistência médica e acessibilidade, o município volta a apostar num dispositivo abrangente para apoiar os utilizadores das praias ao longo da época balnear deste ano.

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Autora britânica escreve romance passado nesta localidade no Algarve e vem ‘cá’ apresentar a edição em português

O Algarve continua a servir de inspiração para projetos culturais e literários que levam a região além-fronteiras. Desta vez, o cenário escolhido foi uma localidade do concelho de Albufeira, que surge como pano de fundo de um novo romance assinado por uma autora britânica com milhões de leitores em vários países.

O livro “The Hotel by the Sea” chega ao mercado português esta terça-feira, 2 de junho, com o título “Uma Pousada no Algarve“. A obra será apresentada pela própria autora, Julie Caplin, numa sessão marcada para o dia 6 de junho, às 21:00 h, na Fnac do AlgarveShopping, na Guia.

História que tem os Olhos de Água como cenário

A narrativa decorre nos Olhos de Água, uma das localidades mais conhecidas da faixa costeira do concelho de Albufeira. A escolha deste cenário coloca o Algarve no centro da ação de uma obra que combina elementos de romance, viagens e descoberta pessoal.

A protagonista do romance chama-se Rebecca e trabalha como instrutora de Pilates. Depois de atravessar uma desilusão amorosa, aceita uma oportunidade profissional numa quinta localizada naquela zona algarvia, iniciando uma mudança significativa na sua vida.

Personagens que se cruzam no Algarve

Ao chegar aos Olhos de Água, Rebecca conhece Felipe Rebelo, responsável pela propriedade onde irá trabalhar. A relação entre ambos assume um papel central no desenvolvimento da história.

Segundo a informação disponibilizada pela editora, as primeiras impressões entre as personagens acabam por ser desafiadas ao longo da narrativa, à medida que vão descobrindo novas facetas um do outro e da realidade que os rodeia.

Autora conhecida pelas viagens literárias

Julie Caplin é uma escritora britânica reconhecida internacionalmente pelos romances que integram a coleção “Destinos Românticos”. Cada livro da série transporta os leitores para uma cidade ou região diferente, explorando ambientes, tradições e referências gastronómicas locais. Antes de se dedicar exclusivamente à escrita, a autora trabalhou durante vários anos na área das relações públicas. Essa experiência profissional levou-a a viajar por diversos países europeus, acompanhando especialistas ligados à gastronomia e ao vinho.

Essas viagens acabaram por influenciar muitos dos temas presentes nos seus livros. A culinária, os produtos locais e as tradições culturais surgem frequentemente integrados nas histórias criadas por Julie Caplin. Em “Uma Pousada no Algarve”, esses elementos também marcam presença. Aspetos ligados à gastronomia, às relações familiares, à história e à identidade local fazem parte do contexto que envolve a trama principal.

Sessão de apresentação marcada para junho

A apresentação da edição portuguesa contará com a participação da autora e terá lugar poucos dias depois da chegada do livro às livrarias. A sessão será conduzida por Analita Alves dos Santos. Para os leitores da região, o encontro representa uma oportunidade para conhecer de perto a escritora que escolheu uma localidade algarvia como cenário do seu mais recente romance traduzido para português.

Nos últimos anos, o Algarve tem surgido com frequência crescente em livros, produções audiovisuais e projetos culturais internacionais. As suas paisagens, localidades e tradições continuam a atrair criadores de diferentes áreas. Neste caso, os Olhos de Água transformam-se no palco de uma narrativa que será agora apresentada ao público português, permitindo aos leitores descobrir uma história ficcionada construída a partir de um cenário bem conhecido da região.

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Autódromo de Portimão vai encher: F4 regressa ao Algarve com um português na luta pelo título

O desporto motorizado regressa ao Algarve com um fim de semana dedicado às corridas de formação, reunindo duas competições internacionais e vários jovens pilotos em ascensão. O evento decorre em Portimão e destaca-se pela intensidade em pista, num programa que se estende ao longo de três dias. A entrada com acesso ao padddock custa 10 euros.

De acordo com o portal Lisboa Secreta, o recinto recebe entre 5 e 7 de junho as rondas do F4 Spanish Championship e da Eurocup-3. A mesma fonte sublinha que a iniciativa pretende aproximar o público do universo das corridas, permitindo contacto direto com equipas e pilotos num ambiente competitivo.

O formato do fim de semana inclui sessões de qualificação e várias corridas, numa estrutura pensada para maximizar o número de momentos em pista ao longo dos três dias.

Noah Monteiro em destaque na luta pelo campeonato

Na categoria de Fórmula 4, o principal foco recai sobre o piloto português Noah Monteiro, que chega a Portimão na segunda posição da classificação geral. Segundo a mesma fonte, o jovem piloto encontra-se a 12 pontos do líder, o holandês Rocco Coronel, depois dos resultados obtidos em Valência.

A proximidade na tabela classificativa aumenta a importância desta ronda, já que qualquer resultado poderá influenciar diretamente a luta pelo título. Atrás de Monteiro surge ainda o espanhol Aleix Piñera, também em posição de disputa pelo pódio do campeonato.

Eurocup-3 traz novos duelos à pista

Na Eurocup-3, a atenção centra-se em James Egozi, que chega a Portugal após um início de época consistente. De acordo com a organização, o piloto norte-americano destacou-se na ronda anterior em Paul Ricard, onde somou três pódios, incluindo uma vitória, assumindo a liderança do campeonato.

Atrás dele surgem Keanu Al Azhari e o estreante Ean Eyckmans, que têm mantido uma luta direta pelas posições cimeiras. A mesma fonte refere ainda o equilíbrio nas equipas, com a MP Motorsport e a Palou Motorsport a ocuparem os lugares de topo na classificação.

Portimão como palco exigente para jovens pilotos

O circuito algarvio é frequentemente apontado como um dos traçados mais exigentes do calendário, devido às suas curvas de elevada dificuldade e variações de altitude. Segundo a organização, este conjunto de características obriga a uma condução precisa, reduzindo a margem de erro em várias zonas do traçado.

A pista é também descrita como um desafio técnico relevante para pilotos em fase de desenvolvimento, sendo considerada um dos testes mais completos da temporada.

Entrada custa 10€ e inclui o contacto direto com o paddock

O fim de semana em Portimão inclui o acesso por 10 euros às bancadas e ao paddock, permitindo aos espectadores acompanhar de perto a dinâmica das equipas. O objetivo passa por proporcionar uma experiência mais próxima do ambiente competitivo do automobilismo.

Com corridas distribuídas entre treinos, qualificações e provas principais, o evento promete vários momentos de pista ao longo dos três dias, com destaque para a intensidade das lutas em ambas as categorias.

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Universidade do Algarve inova: nesta plataforma há uma nova funcionalidade gratuita para os alunos estudarem para os exames nacionais

A preparação para exames nacionais passa a contar com novas ferramentas digitais que procuram aproximar o estudo em casa das condições reais das provas. A iniciativa envolve uma plataforma educativa desenvolvida em Portugal e dirigida a alunos e professores, com foco na simulação de testes em ambiente digital.

Ouvido pela agência de notícias Lusa, o coordenador do projeto MILAGE, Mauro Figueiredo sublinha que a plataforma passou a disponibilizar novas funcionalidades que permitem gerar fichas de treino em formato semelhante ao das provas digitais nacionais. O responsável explicou que os alunos podem praticar em condições muito próximas das que vão encontrar nos exames, tanto em estrutura como em apresentação visual.

O mesmo responsável referiu que estes exercícios foram desenhados para reproduzir o modelo das provas nacionais digitais, incluindo diferentes níveis de dificuldade e conjuntos variados de questões, permitindo várias tentativas ao longo do processo de aprendizagem.

Treino progressivo e autonomia dos estudantes

Segundo o coordenador do projeto, a lógica da plataforma passa por incentivar uma preparação mais gradual e autónoma, adaptada ao ritmo de cada aluno. A ideia é garantir que os estudantes chegam aos exames familiarizados com o formato e com o tipo de ambiente digital utilizado nas avaliações.

Mauro Figueiredo acrescentou que os exercícios são gerados automaticamente com base numa base de dados acumulada ao longo de vários anos, o que permite diversificar conteúdos e exercícios de treino.

Feedback imediato e apoio ao estudo

Conforme o coordenador, após a realização das tarefas, os alunos podem aceder às soluções para verificar o desempenho e identificar os conteúdos que precisam de ser reforçados. Este mecanismo pretende apoiar o estudo contínuo e a consolidação das matérias ao longo do tempo.

O projeto surge numa fase em que o sistema de avaliação em Portugal tem vindo a integrar progressivamente ferramentas digitais, tanto no ensino como na realização de provas.

Professores também ganham novas ferramentas

Além dos alunos, a plataforma passa também a permitir que os professores criem testes de avaliação em formato digital de forma gratuita. Estes podem ser construídos com recurso a questões próprias ou ao banco de exercícios disponível na plataforma.

Segundo o coordenador do projeto, estas funcionalidades reforçam o papel da MILAGE na promoção de métodos de aprendizagem mais ativos e na disponibilização de recursos educativos acessíveis a diferentes níveis de ensino.

Projeto com origem na Universidade do Algarve

O projeto foi criado em 2016 na Universidade do Algarve e tem vindo a ser desenvolvido como uma ferramenta de apoio ao ensino. A plataforma disponibiliza conteúdos desde o pré-escolar até ao ensino secundário e abrange várias disciplinas.

Mauro Figueiredo concluiu que a evolução recente reforça o compromisso da plataforma com a inclusão digital e com o sucesso escolar, sublinhando a disponibilização de recursos gratuitos para estudantes e professores.

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Vem aí a primeira maratona de sempre do Algarve: evento vai realizar-se nesta data e este será o ponto de partida

A região do Algarve prepara-se para receber, pela primeira vez, uma maratona oficial, um evento que marca a entrada do sul do país no circuito das grandes provas de atletismo de estrada. A estreia está agendada para 6 de dezembro e foi anunciada através das redes sociais, num momento que confirma a aposta crescente em eventos desportivos com ligação ao turismo e à promoção territorial.

De acordo com a organização do evento, citada pela NiT, o traçado foi concebido para tirar partido da paisagem costeira, com partida e chegada na Marina de Vilamoura e passagem por vários pontos do concelho de Loulé. A mesma fonte descreve a prova como pensada para proporcionar uma experiência diferenciada, associando a competição à envolvente natural do território.

A estrutura do evento inclui várias distâncias, permitindo a participação de atletas com diferentes níveis de preparação. Estão previstas provas de 42, 21, 10 e cinco quilómetros, numa lógica que combina vertente competitiva com participação recreativa.

Turismo, logística e ambição regional

A organização sublinha ainda a ligação entre a prova e a capacidade turística da região. Segundo a mesma fonte, o Algarve reúne condições logísticas e infraestruturais que facilitam a receção de atletas, equipas técnicas e visitantes, destacando a proximidade ao Aeroporto de Faro e a oferta hoteleira existente como fatores relevantes para a realização do evento.

Num plano institucional, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, destacou o significado do projeto para o concelho, referindo que “é com enorme orgulho que o município acolhe um projeto tão ambicioso e transformador como a Maratona do Algarve”.

Expectativa para a primeira edição

O autarca acrescentou que a iniciativa se enquadra numa estratégia de dinamização territorial, afirmando que o evento “reflete a nossa visão de um território dinâmico, coeso e capaz de atrair milhares de pessoas de todo o mundo, dinamizando a economia local e celebrando o desporto num cenário verdadeiramente deslumbrante”.

Telmo Pinto sublinhou ainda o compromisso do município com o desporto e o turismo sustentável, reforçando a intenção de posicionar Loulé como palco de eventos de grande escala.

Inscrições ainda por definir

Apesar da apresentação pública da prova, ainda não foram divulgados os valores de inscrição nem os prémios associados às diferentes distâncias. A organização indica que essas informações serão disponibilizadas em breve no site oficial do evento, mantendo em aberto alguns dos detalhes operacionais desta primeira edição.

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Pensão média de velhice sobe e este é o novo valor

A evolução das pensões de velhice em Portugal está a ser marcada por mudanças no perfil das reformas e no valor médio pago aos aposentados, num contexto em que a idade de saída do mercado de trabalho continua a aumentar entre os funcionários públicos. Os dados mais recentes apontam também para alterações na estrutura das novas pensões atribuídas no sistema da Caixa Geral de Aposentações.

De acordo com o Conselho de Finanças Públicas, numa análise baseada na informação da Caixa Geral de Aposentações referente a 2025, a pensão média de velhice registou um aumento face ao ano anterior.

Pensão média sobe mais de 50 euros

Segundo escreve o jornal Correio da Manhã, o valor médio mensal das pensões de velhice aumentou 53 euros em 2025, passando de 1.707 euros em 2024 para 1.760 euros no ano seguinte. Este crescimento está associado às características das novas pensões atribuídas. O Conselho de Finanças Públicas explica à mesma fonte que este aumento resulta, em grande parte, do peso crescente das novas reformas da administração central, cujo valor médio é superior ao conjunto global das pensões.

As pensões atribuídas a novos aposentados oriundos da administração central apresentaram, em 2025, um valor médio de 2521 euros, o que representa um aumento de 2,5% em comparação com o ano anterior. Acrescenta a análise citada pelo Correio da Manhã que estes novos beneficiários representaram 44,3% do total das novas pensões atribuídas pela Caixa Geral de Aposentações no mesmo ano.

Reforma cada vez mais tardia

Os dados mostram também uma tendência de adiamento da saída da vida ativa. Em 2024, a idade média de acesso à reforma situou-se nos 65,6 anos, muito próxima da idade legal definida, que era de 66 anos e sete meses.

Este aumento está ligado tanto às penalizações aplicadas em caso de reforma antecipada como às dificuldades em aceder a esse regime, o que tem levado muitos trabalhadores a prolongar a sua atividade profissional.

Reformas aos 70 anos atingem novo máximo

O número de trabalhadores que se reformaram aos 70 anos atingiu, no último ano, o valor mais elevado dos últimos cinco anos, sinalizando um prolongamento progressivo das carreiras na administração pública. O Conselho de Finanças Públicas sublinha ainda que as aposentações voluntárias não antecipadas passaram a ser a modalidade dominante nas novas pensões, reforçando uma tendência que se tem consolidado nos últimos anos.

Em 2025 foram atribuídas 21.769 novas pensões de aposentação e reforma, menos 912 do que no ano anterior, o que representa uma quebra de 4%. Ainda assim, o sistema registou o número mais elevado de pensões de velhice dos últimos cinco anos. Segundo o mesmo relatório, este crescimento do número total de reformados resulta do aumento das pensões por velhice, parcialmente compensado pela redução das pensões por invalidez.

Mais beneficiários no sistema

O número médio de reformados passou de 490.084 em 2024 para 497.247 em 2025, o que corresponde a mais 7.163 beneficiários no sistema. Esta evolução resulta sobretudo do aumento de 9.267 pensões por velhice e outros motivos, ainda que parcialmente equilibrado pela redução de 2104 pensões de invalidez.

O conjunto destes dados aponta para uma transformação gradual no sistema de pensões da função pública, tanto ao nível do valor médio como da idade de acesso à reforma. As tendências identificadas mostram um reforço das reformas mais tardias e um peso crescente das pensões de maior valor na composição global do sistema da Caixa Geral de Aposentações.

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Nestas duas situações pode circular na via da direita mais rápido do que os carros da via da esquerda sem risco de multas

Circular em diferentes faixas de rodagem continua a gerar dúvidas entre condutores em Portugal, sobretudo quando está em causa a velocidade relativa entre vias e a forma correta de ultrapassar. A interpretação das regras de ultrapassagem e circulação nem sempre é linear, o que leva a questionamentos frequentes sobre o que é ou não permitido no dia a dia da condução.

De acordo com o portal de fact-check Polígrafo, a questão colocada por um leitor prende-se com a possibilidade de circular na via mais à direita a uma velocidade superior à dos veículos que seguem nas faixas à esquerda, levantando dúvidas sobre a legalidade dessa prática.

Ultrapassar pela direita? Regra geral não

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária esclarece, em resposta à mesma fonte, que “a ultrapassagem deve efetuar-se pela esquerda”, conforme previsto no Código da Estrada.

Essa regra implica que circular mais depressa pela faixa da direita em relação às vias da esquerda constitui, em termos gerais, uma infração. Segundo a mesma fonte, essa prática pode ser punida com coimas que variam entre 250 e 1250 euros.

Há situações em que a regra não se aplica

Apesar da regra geral, existem contextos específicos em que a circulação na via da direita pode não configurar infração, mesmo quando a velocidade é superior à das faixas à esquerda.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária detalha que isso pode acontecer “na circulação dentro das localidades”, onde os condutores devem escolher a via mais adequada ao seu destino, bem como “na circulação em rotundas”, onde se aplicam regras próprias de posicionamento.

Acrescenta ainda a mesma fonte que a exceção também se verifica “na circulação nas vias em que, devido à intensidade da circulação, os veículos ocupem toda a largura da faixa de rodagem destinada a esse sentido”.

Quando o trânsito justifica a diferença de velocidade

Nestes casos, a velocidade dos veículos pode variar naturalmente entre faixas sem que isso represente uma infração, já que o fluxo de trânsito condiciona a progressão de cada condutor.

A ANSR sublinha que estas exceções estão previstas no enquadramento legal e visam adaptar a circulação às condições reais da estrada, especialmente em situações de tráfego intenso.

O que fazer na prática ao ultrapassar

Fora das exceções, a regra mantém-se clara nas autoestradas e vias rápidas. Nestas situações, circular mais depressa pela direita do que pelos veículos à esquerda é proibido, reforça a autoridade rodoviária citada pelo Polígrafo.

Quando é necessário ultrapassar, deve ser feita a manobra prevista no Código da Estrada: o condutor deve mudar para a via da esquerda, realizar a ultrapassagem em segurança e regressar depois à faixa da direita.

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Há novas regras em vigor para a apanha de bivalves: este documento terá de ser preenchido e entregue em papel

A apanha e comercialização de bivalves em Portugal entrou num novo regime de controlo, com alterações que reforçam as obrigações dos apanhadores e introduzem registos mais detalhados sobre a circulação destes produtos. As novas regras, em vigor a partir desta segunda-feira, 1 de junho, visam melhorar a rastreabilidade e combater práticas ilegais associadas ao setor.

De acordo com o Ministério da Agricultura, citado pela agência de notícias Lusa, passa a ser obrigatório que os bivalves “passem por um estabelecimento conexo nacional devidamente licenciado e autorizado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), antes da realização de qualquer tipo de transação”.

Registo obrigatório em suporte papel

Uma das mudanças centrais está na forma como os movimentos dos moluscos passam a ser registados. Segundo o Ministério da Agricultura, “os apanhadores passam a estar obrigados a registar todas as movimentações de moluscos bivalves vivos através de documento emitido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), exclusivamente em suporte papel, válido apenas em território nacional”.

A medida surge como solução temporária enquanto não entra em funcionamento uma plataforma digital prevista para o setor. O objetivo é garantir maior controlo administrativo sobre a cadeia de distribuição.

Venda apenas após controlo e depuração

As novas regras também apertam as condições de venda. De acordo com a mesma fonte, “a venda de moluscos bivalves vivos a estabelecimentos comerciais grossistas e retalhistas ou diretamente ao consumidor final só pode ser efetuada após o respetivo registo e depuração e/ou expedição por estabelecimento conexo nacional devidamente aprovados para o efeito”.

Estes procedimentos aplicam-se de forma generalizada ao território continental e procuram assegurar maior segurança alimentar e controlo sanitário dos produtos.

Sistema de rastreabilidade mais rígido

O Governo justifica as alterações com a necessidade de reforçar a rastreabilidade e a salubridade dos bivalves. O objetivo passa por garantir que a circulação dos produtos é feita sob controlo e que existe registo em todas as fases do processo.

Nesse sentido, o ministério refere ainda que a nova regulamentação pretende assegurar “condições de rastreabilidade e de salubridade” ao longo da cadeia de distribuição.

Regras para estabelecimentos e fiscalização

Os estabelecimentos conexos passam também a estar sujeitos a requisitos específicos, incluindo comunicação de dados às entidades competentes e verificação da validade das licenças dos apanhadores.

Estes espaços devem “cumprir seis critérios”, entre os quais a confirmação da atividade legal, a comunicação de dados à Docapesca e a utilização de mecanismos de verificação através de QR Code.

Medidas surgem após operações no terreno

As alterações legislativas surgem num contexto de reforço da fiscalização. Antes destas mudanças, o diretor-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos tinha já proibido a captura de amêijoa-japonesa no rio Tejo, medida que visava travar práticas ilegais e melhorar o controlo sanitário.

A ação das autoridades incluiu operações de fiscalização no terreno. A Autoridade Marítima Nacional e a ASAE realizaram uma operação no rio Tejo que levou à apreensão de embarcações e produtos. De acordo com os dados oficiais, a operação resultou na identificação de suspeitos e na apreensão de cerca de meia tonelada de amêijoa-japonesa, reforçando a necessidade de novas regras de controlo no setor.

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Mais de 100 bidões de combustível encontrados à deriva no mar em Albufeira

A deteção de objetos suspeitos no mar levou as autoridades a realizar uma operação ao largo da costa algarvia, depois de terem sido encontrados dezenas de recipientes à deriva numa zona marítima próxima de Albufeira. O caso está agora a ser analisado pelas entidades competentes, numa investigação que procura determinar a origem e a finalidade do material recolhido.

De acordo com a agência de notícias Lusa, a Polícia Marítima apreendeu 124 bidões de combustível que se encontravam a sul da costa de Albufeira, no distrito de Faro, durante uma ação de vigilância marítima.

Achado que levantou suspeitas

A operação foi conduzida por elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Portimão, depois de os recipientes terem sido identificados durante patrulhamentos regulares efetuados naquela área marítima. Segundo a mesma fonte, a intervenção enquadrou-se nas ações habituais de monitorização destinadas ao combate de atividades ilícitas no mar, bem como à proteção da navegação e do ambiente marinho.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional explicou que os recipientes recolhidos apresentam características frequentemente associadas a operações logísticas utilizadas por redes de narcotráfico marítimo. A autoridade refere que este tipo de bidões é habitualmente utilizado para abastecer embarcações de alta velocidade em pleno mar, um método que tem sido associado a determinados circuitos criminosos ligados ao transporte de droga por via marítima.

Risco para a navegação

Além das suspeitas relacionadas com eventuais atividades ilegais, a presença dos recipientes no mar representava também um risco para a segurança da navegação na zona. A mesma fonte acrescenta que a existência de dezenas de bidões à deriva poderia provocar acidentes com embarcações que circulassem naquela área, criando igualmente potenciais impactos ambientais caso ocorressem derrames ou colisões.

A recolha dos recipientes permitiu remover um obstáculo que se encontrava disperso numa zona marítima frequentada por embarcações de diferentes dimensões, incluindo embarcações de recreio e profissionais. A Autoridade Marítima Nacional explica que a ação integra o trabalho regular desenvolvido pelas forças de fiscalização marítima, que realizam patrulhas permanentes ao longo da costa portuguesa para detetar situações de risco e atividades suspeitas.

Investigação prossegue

Para já, não foram divulgados detalhes sobre a origem dos 124 bidões nem sobre eventuais responsáveis pelo seu abandono no mar. As autoridades mantêm a análise do material recolhido para apurar todas as circunstâncias relacionadas com o caso.

A ocorrência surge num contexto de vigilância reforçada das águas territoriais portuguesas, onde as autoridades procuram identificar ameaças à segurança marítima e prevenir atividades ilícitas que utilizem o mar como rota logística. As investigações deverão agora determinar se existe uma ligação efetiva entre os recipientes encontrados e redes criminosas ou se a sua presença no local teve outra origem. A principal prioridade passou por garantir a segurança da navegação e remover os potenciais perigos existentes naquela área marítima.

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Vivo não, frito sim: este peixe que ninguém quer ver pela frente na praia tem cada vez mais fãs nos restaurantes algarvios

O peixe-aranha, espécie associada a picadas dolorosas em zonas de maré baixa no litoral português, sobretudo no Algarve, está a ganhar presença crescente na restauração regional, sendo atualmente servido em vários restaurantes sob a forma de filetes fritos. De acordo com a SIC Notícias, o Trachinus draco passou de peixe evitado a ingrediente integrado em cartas de estabelecimentos algarvios, sobretudo em Olhão e zonas próximas.

Segundo a mesma fonte, o peixe-aranha sempre foi capturado nas redes tradicionais da Arte Xávega, chegando frequentemente ao areal juntamente com outras espécies. A sua presença no areal era comum e gerava também episódios de picadas entre pescadores e compradores de peixe fresco.

Da desconfiança ao consumo doméstico

Durante muito tempo existiu a perceção de que o peixe poderia não ser adequado ao consumo, o que levou à sua desvalorização comercial. Acrescenta a publicação que, apesar disso, era consumido em contexto familiar, normalmente frito em farinha, mantendo alguma presença em tascas tradicionais.

Sabe-se ainda que, a partir de 2014, começaram a surgir pratos de peixe-aranha em restaurantes do Algarve, com destaque para a zona de Olhão. Esta mudança marcou o início da valorização culinária da espécie, que passou a integrar propostas fixas em algumas cartas.

Prato que ganhou identidade própria

Refere a mesma fonte que o restaurante Terra i Mar foi um dos primeiros a destacar os filetes de peixe-aranha como especialidade, servidos com maionese de alho. Acrescenta a SIC Notícias que Miguel Fernandes, associado ao espaço, refere o prato como elemento central da identidade do restaurante desde a sua abertura.

O peixe-aranha passou a ser servido em vários estabelecimentos algarvios, incluindo o restaurante Marina com Noélia, em Olhão, onde é apresentado com acompanhamentos como xerém ou açorda de bivalves. Esta integração reforça a ligação à cozinha tradicional da região.

Entre o litoral e o interior algarvio

Importa destacar ainda que o prato também pode ser encontrado no restaurante O Primo dos Caracóis, entre Olhão e a Fuseta, bem como no Mato à Vista, em Paderne, no concelho de Albufeira. Refere a mesma fonte que a sua presença demonstra uma disseminação além das zonas costeiras mais diretas.

O peixe-aranha integra igualmente a carta do restaurante O Rui, na ilha da Culatra. Acrescenta a SIC Notícias que esta presença confirma a continuidade da sua valorização em diferentes contextos do Algarve, incluindo ilhas-barreira.

Peixe que entrou em guias gastronómicos

Escreve a mesma publicação que os “Filetes de peixe-aranha” surgem também em publicações dedicadas à gastronomia tradicional, como o guia “365 Tascas & Marisqueiras”. Segundo a SIC Notícias, esta obra reúne várias receitas e espaços de restauração distribuídos por todo o país.

O guia inclui cerca de 260 páginas e identifica aproximadamente 250 tascas e 115 marisqueiras. Acrescenta a mesma fonte que a publicação organiza estes espaços por regiões, incluindo Norte, Centro, Sul e ilhas.

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Espanhóis ‘fogem’ do calor de Sevilha e vão para esta pequena praia no Algarve que pode não ter espaço para todos

As praias do sul de Portugal continuam a captar a atenção de turistas estrangeiros, sobretudo durante os meses mais quentes, numa altura em que muitos procuram alternativas a destinos mais concorridos. No Algarve, algumas zonas costeiras têm ganho destaque junto de visitantes espanhóis pela combinação entre paisagem natural, proximidade geográfica e acessos relativamente rápidos a partir da Andaluzia.

Segundo o jornal espanhol 20minutos, uma das praias que mais tem despertado curiosidade entre turistas vindos de Sevilha é a Praia do Camilo, em Lagos. A publicação descreve o local como um dos areais mais procurados por quem pretende evitar praias mais massificadas durante o verão. No entanto, as reduzidas dimensões do areal podem não permitir que todos os visitantes ali consigam estender a toalha.

Areal escondido entre falésias

A poucos quilómetros de Ponta da Piedade, a Praia do Camilo surge encaixada entre arribas escarpadas e formações rochosas típicas da costa algarvia. De acordo com o mesmo jornal, o cenário natural e a água transparente transformaram o local num dos pontos mais procurados da região.

O acesso, no entanto, não é imediato. Para chegar ao areal é necessário descer mais de 200 degraus, um percurso que acaba por limitar a circulação de visitantes e reduzir a capacidade da praia nos dias de maior procura. Conforme a mesma fonte, essa dificuldade contribui para a sensação de isolamento que muitos turistas procuram.

Proximidade com Espanha pesa na escolha

A curta distância em relação à fronteira espanhola tem sido outro dos fatores apontados para o aumento da procura. Escreve o jornal que a viagem desde Sevilha até Lagos pode ser feita em poucas horas, o que tem levado muitos visitantes andaluzes a escolherem o Algarve para escapadelas de verão.

Além da localização, a paisagem tem sido um dos elementos mais destacados por quem visita a zona. A publicação refere que as falésias avermelhadas contrastam com a areia clara e com o azul do Atlântico, criando uma imagem frequentemente partilhada nas redes sociais.

Túnel liga os dois lados da praia

A Praia do Camilo apresenta ainda uma característica pouco comum. O areal está dividido em duas zonas separadas por uma grande formação rochosa. Segundo a mesma fonte, existe um túnel escavado na rocha que permite a passagem entre os dois lados da praia sem necessidade de regressar pelas escadas de acesso.

Esse detalhe tornou-se uma das imagens mais associadas ao local. Acrescenta a publicação que muitos visitantes percorrem o túnel para explorar diferentes perspetivas sobre a costa e as falésias envolventes.

Espaço reduzido pode tornar-se um problema

Apesar da crescente popularidade, a dimensão da praia é limitada. Durante a época alta, sobretudo em dias de temperaturas elevadas, o espaço disponível no areal pode esgotar rapidamente. O número de visitantes aumenta também devido à proximidade com outros pontos turísticos da região.

De acordo com o 20minutos, a Praia do Camilo é frequentemente incluída em roteiros turísticos juntamente com Ponta da Piedade, uma das zonas mais conhecidas da costa algarvia pelas suas formações rochosas e miradouros sobre o oceano.

Lagos continua a ganhar protagonismo

Importa ainda destacar que, nos últimos anos, Lagos consolidou-se como um dos municípios mais procurados do Algarve, sobretudo entre turistas estrangeiros. Refere a mesma fonte que a combinação entre praias encaixadas nas falésias, percursos pedonais junto ao mar e zonas históricas tem reforçado a atratividade da cidade.

Ao mesmo tempo, a procura crescente por praias consideradas mais reservadas tem levado muitos visitantes a afastarem-se de zonas urbanas mais movimentadas. A Praia do Camilo surge precisamente como uma dessas alternativas, embora a procura crescente possa tornar cada vez mais difícil encontrar espaço durante o verão.

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Nem praias nem restaurantes: alemães entregam prémio ao Algarve e este foi o motivo

O Algarve voltou a captar atenções fora de Portugal, desta vez por motivos ligados ao turismo de natureza e às caminhadas. A região foi distinguida numa votação promovida por uma revista alemã especializada, surgindo entre os destinos europeus mais apreciados por quem procura percursos pedestres, paisagens naturais e experiências fora dos circuitos tradicionais de verão.

De acordo com a revista alemã Trekking Magazine, o Algarve alcançou o terceiro lugar no prémio “Most Popular Hiking Regions in Europe 2026”. A escolha foi feita através da votação de cerca de 35.000 leitores da publicação, dedicada ao turismo de natureza e às caminhadas em vários países europeus.

A região portuguesa aparece atrás das Dolomitas e Tirol do Sul, em Itália, e da Bretanha, em França. Segundo a mesma fonte, a classificação coloca o Algarve entre os principais destinos europeus para quem privilegia trilhos, paisagens naturais e percursos de longa distância.

Caminhadas ganham espaço no turismo algarvio

Nos últimos anos, o Algarve tem procurado diversificar a oferta turística para além do verão e das praias. O reconhecimento internacional surge numa altura em que o turismo ligado à natureza ganha peso na região, sobretudo fora da época alta.

Escreve a publicação alemã que fatores, como o clima ameno ao longo do ano e a autenticidade das experiências locais ajudaram a consolidar a posição do Algarve neste segmento. A possibilidade de realizar caminhadas durante vários meses do ano tem sido apontada como uma das vantagens da região.

Trilhos que atravessam o interior e a costa

Entre os percursos destacados encontram-se a Via Algarviana e a Rota Vicentina. A primeira atravessa o interior algarvio, enquanto a segunda acompanha parte da costa sudoeste portuguesa.

Segundo a mesma fonte, estes percursos permitem descobrir zonas menos associadas ao turismo balnear, passando por áreas rurais, pequenas localidades e paisagens naturais afastadas dos centros mais movimentados da região.

Evento que quer atrair visitantes fora do verão

O prémio foi anunciado poucos dias antes do arranque do Algarve Walking Season, uma iniciativa que reúne cinco festivais dedicados às caminhadas. O objetivo passa por incentivar visitas durante períodos de menor procura turística.

Acrescenta a publicação que esta estratégia procura promover um contacto mais próximo com o património natural e cultural da região. A aposta em atividades ligadas à natureza é vista também como uma forma de distribuir o fluxo turístico ao longo do ano.

Há mais caminhos além das zonas balneares

Apesar de continuar associado às praias e ao turismo de verão, o Algarve tem vindo a ganhar notoriedade junto de visitantes interessados em experiências ligadas ao ar livre. Os trilhos pedestres, os percursos rurais e as zonas protegidas passaram a integrar vários roteiros turísticos internacionais.

Um dos percursos apontados como exemplo é o trilho entre Alte e a Ribeira de Alte, que conduz à Queda do Vigário. O local é conhecido pela presença de uma cascata procurada por visitantes durante diferentes épocas do ano.

Distinção que muda o foco sobre a região

A presença do Algarve neste ranking europeu mostra também uma mudança na forma como a região é promovida além-fronteiras. O destaque já não passa apenas pelas zonas costeiras mais conhecidas, mas também pelo património natural do interior e pelos percursos de natureza.

A Trekking Magazine refere ainda que o Algarve continua a consolidar a sua posição como destino multifacetado, capaz de atrair visitantes interessados em diferentes tipos de turismo, incluindo caminhadas, observação da paisagem e atividades ao ar livre.

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Novas casas de luxo chegam a esta cidade no Algarve: conheça o valor do investimento

O mercado imobiliário de luxo no Algarve continua a registar novos projetos de grande escala, com destaque para empreendimentos integrados em resorts que combinam habitação, turismo e lazer. De acordo com o portal de compra e venda de imóveis, Idealista, foi recentemente lançado um novo conjunto de residências de luxo em Lagos, inseridas no projeto Palmares Ocean Living & Golf, com tipologias entre T1 e T3+1.

Estas novas habitações fazem parte das chamadas Signature Residences, um conjunto de unidades orientadas a sul, com vista para o mar e para o campo de golfe. Segundo a mesma fonte, os imóveis estão integrados num anfiteatro natural que oferece panorâmicas sobre a baía de Lagos e a ria de Alvor, reforçando a componente paisagística do projeto.

Investimento que ultrapassa os 700 milhões de euros

O desenvolvimento global do empreendimento Palmares representa um investimento bruto superior a 700 milhões de euros. Escreve o mesmo portal que este valor integra várias fases de construção e diferentes componentes do resort, incluindo habitação e infraestruturas turísticas.

Conforme a mesma fonte, as novas residências surgem numa fase de expansão do projeto, que continua a ser desenvolvido no litoral algarvio, numa das zonas com maior procura no segmento de luxo em Portugal.

Casas com áreas amplas e serviços integrados

As Signature Residences apresentam áreas que podem chegar aos 331 metros quadrados. Acrescenta a mesma fonte que os imóveis incluem arrecadação, estacionamento e piscinas privadas, elementos que fazem parte da oferta habitacional do projeto.

Segundo o Idealista, os proprietários terão acesso a um conjunto alargado de serviços integrados no resort, incluindo ginásio, padel, espaços de yoga e spa, bem como o campo de golfe de 27 buracos já existente no complexo.

Arquitetura assinada por gabinete premiado

O projeto arquitetónico das residências é da responsabilidade do atelier RCR Arquitectes, distinguido com o Prémio Pritzker. O portefólio do gabinete inclui obras como o Museu Soulages, em França, e outros projetos internacionais de referência.

De salientar ainda que a conceção das moradias privilegia a ligação entre os espaços interiores e exteriores, procurando integrar a arquitetura na envolvente natural do terreno onde o resort está implantado.

Oferta ligada ao turismo de luxo

As novas residências fazem parte de um conceito mais alargado de resort que inclui também hotelaria de luxo. Está ainda prevista a abertura do JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa, que marcará a entrada da marca em Portugal.

Este conjunto de infraestruturas pretende reforçar a oferta de serviços associados ao turismo de alto padrão na região, articulando habitação e estadias de curta duração.

Lançamento com foco em investimento e estilo de vida

As Signature Residences foram lançadas pela From: e estão a ser desenvolvidas pelo Grupo Norfin. O posicionamento do projeto combina habitação exclusiva com uma componente de investimento imobiliário. Carlota Cid, Head of Sales da From:, refere em comunicado que o projeto responde a uma procura crescente por imóveis que combinam localização, design e serviços integrados. Segundo a mesma fonte, estas características são apresentadas como fatores de valorização do ativo imobiliário.

A responsável acrescenta ainda que existe um interesse crescente em projetos residenciais com ligação direta a serviços de bem-estar e lazer. Este tipo de oferta tem vindo a ganhar expressão no mercado europeu de luxo. O empreendimento pretende atrair tanto compradores de residência permanente como investidores interessados em ativos com potencial de valorização, numa zona com forte pressão turística e imobiliária.

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Ingleses ‘adoram’ o Algarve mas dizem que estas praias portuguesas são ainda melhores

Portugal continua a afirmar-se como um dos destinos balneares mais procurados da Europa, sobretudo durante os meses de verão. Apesar da popularidade consolidada do Algarve entre turistas estrangeiros, especialmente ingleses, começam a ganhar destaque outras zonas costeiras do país, apontadas como alternativas para quem procura praias menos concorridas e paisagens diferentes das habituais imagens promocionais do sul português.

De acordo com o portal de notícias britânico Which?, vários destinos portugueses fora do Algarve estão a despertar cada vez mais interesse entre visitantes britânicos. A publicação britânica destaca regiões costeiras, como Setúbal, Comporta, Sintra, Cascais e Peniche como opções para férias de praia longe das zonas mais pressionadas pelo turismo internacional.

Alternativa ao Algarve mais turístico

A publicação refere que o Algarve continua a ser uma escolha habitual entre turistas britânicos devido às extensas praias, às formações rochosas e ao clima quente. Ainda assim, a crescente procura pela região torna mais difícil encontrar espaços tranquilos durante a época alta.

Entre as alternativas mencionadas surge a Baía de Setúbal. Segundo a mesma fonte, praias como a dos Galapinhos e a dos Galápos destacam-se pela água transparente, pela areia clara e pela proximidade ao Parque Natural da Arrábida.

Praias entre falésias e natureza

O mesmo portal refere ainda que a Praia dos Galápos oferece acessos mais simples, enquanto a dos Galapinhos exige um percurso mais longo até ao areal. Em ambos os casos, explica o site, o enquadramento natural e o mar calmo são alguns dos elementos mais valorizados pelos visitantes.

A região de Setúbal é também apresentada como um destino associado à gastronomia e às atividades marítimas. Conforme a mesma fonte, os passeios para observação de golfinhos e os restaurantes de peixe e marisco junto à frente ribeirinha continuam entre as principais atrações locais.

A zona costeira que atrai famosos

Outro dos locais destacados é a Comporta. Escreve a publicação que a região tem vindo a ganhar notoriedade internacional e já foi apelidada informalmente de “Hamptons portuguesa”, devido à presença de figuras públicas e compradores estrangeiros.

Apesar desse crescimento, a mesma fonte considera que a zona continua relativamente discreta face a outros destinos turísticos europeus. As praias extensas, os bares de praia e as pequenas tabernas continuam a marcar a identidade da região.

Entre arrozais, dunas e pinhais

De salientar ainda que a Comporta oferece vários quilómetros de areia contínua, além de zonas de pinhal e áreas propícias à observação de aves. Acrescenta a publicação que os visitantes encontram também pequenos cafés e restaurantes afastados dos circuitos turísticos mais massificados.

Mais a norte, a costa entre Sintra e Cascais surge igualmente entre os destaques. A mesma fonte sublinha a diversidade de praias existentes naquela faixa litoral, desde enseadas urbanas a zonas mais selvagens rodeadas por arribas.

Uma costa ligada a Lisboa

A proximidade a Lisboa é apontada como uma das vantagens da região. Segundo o portal Which?, ficar alojado entre Cascais e Sintra permite combinar dias de praia com visitas aos palácios e monumentos históricos da serra de Sintra.

A publicação menciona ainda o Estoril e a Praia de São Pedro do Estoril, descrevendo a zona como um local de águas mais calmas e protegido por falésias calcárias. Conforme a mesma fonte, a vegetação costeira ajuda a criar um ambiente diferente daquele que normalmente é associado ao litoral mais turístico.

Peniche entra na lista

Por fim, Peniche é outro dos destinos destacados pela publicação britânica. Apesar das comparações frequentes com as formações rochosas do Algarve, a mesma fonte considera que esta zona da costa oeste oferece uma experiência distinta e mais ligada à cultura marítima.

Note que Peniche mantém uma forte identidade piscatória e continua muito associada ao surf e às atividades ligadas ao mar. A proximidade do arquipélago das Berlengas é apresentada como uma das grandes atrações da região.

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