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Doença Hepática Esteatótica: o “fígado gordo” que não deve ser ignorado

Assinalado a 11 de junho, o Global Fatty Liver Day pretende sensibilizar a população para uma condição silenciosa, mas cada vez mais frequente: a doença hepática esteatótica.

A designação “Doença Hepática Esteatótica” engloba diferentes formas de doença hepática associadas à gordura acumulada no fígado. Entre elas, a doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (MASLD), previamente conhecida como fígado gordo não alcoólico, que reflete melhor a forte ligação entre esta condição e alterações metabólicas como obesidade, diabetes tipo 2, síndroma metabólica e hipertensão arterial.

A MASLD é a doença hepática crónica mais comum no mundo. Estima-se que cerca de um em cada quatro adultos no mundo tenha algum grau de fígado gordo (esteatose), sendo que muitos desconhecem totalmente o problema. Em Portugal, tal como noutros países europeus, o aumento do sedentarismo, da obesidade, da diabetes e dos hábitos alimentares desequilibrados tem contribuído para o crescimento do número de casos.

Os fatores de risco mais comuns para MASLD incluem excesso de peso, obesidade abdominal, diabetes tipo 2, resistência à insulina, colesterol e triglicéridos elevados, hipertensão arterial e sedentarismo. A predisposição genética e alguns hábitos alimentares, como uma dieta rica em açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados também contribuem para o desenvolvimento da doença.

Apesar de na maioria das vezes não provocar sintomas nas fases iniciais, esta doença pode evoluir para situações graves, como inflamação hepática, fibrose, cirrose e até cancro do fígado. O diagnóstico precoce, através de exames de imagem e análises específicas, bem como o acompanhamento médico, são fundamentais, sobretudo na presença de fatores de risco, permitindo intervir antes que os danos hepáticos se tornem irreversíveis.

A adoção de um estilo de vida saudável continua a ser a estratégia mais eficaz para travar a progressão da doença e, em muitos casos, reverter os danos iniciais. A perda de peso, a prática regular de exercício físico e uma alimentação equilibrada têm demonstrado benefícios significativos.

O Global Fatty Liver Day surge, assim, como uma oportunidade para reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância do diagnóstico precoce. Apesar de frequentemente negligenciada, a Doença Hepática Esteatótica é hoje um importante problema de saúde pública, com impacto crescente a nível mundial.

* Gastrenterologista na ULS Santa Maria e Hospital Lusíadas Lisboa, vice-presidente da assembleia-geral da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)
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A oliveira da Quinta da Sinagoga

Mais uma impressionante oliveira (Olea europaea L.) no concelho de Tavira, desta vez perto da localidade de S. Estêvão. Situa-se à entrada da Quinta da Sinagoga, na EN-514, a apenas dois quilómetros desta povoação.



O tronco encontra-se dividido em três segmentos, independentes até à base, o que lhe prporciona um perímetro assinalável. Possui ainda uma copa densa e de grande porte, manifestando um excelente estado de vitalidade.



As suas medidas são:

Altura = 10 metros
P.A.P. = 7,21 metros
Diâmetro médio da copa = 12,50 metros

Podem localizar esta árvore na fotografia de satélite do Wikimapia.

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A oliveira de Pedras d'El Rei

"A mais famosa!"

Este bem que poderia ser o título deste texto, sobre a magnífica oliveira (Olea europaea L.) localizada no aldeamento turístico de Pedras d'El Rei, Santa Luzia, no concelho de Tavira.

Este é o exemplar referido com maior frequência em diversas publicações, quando se fala de oliveiras antigas em Portugal.

A idade desta árvore está calculada em 2 000 anos. Pode dizer-se que assistiu a toda a história do nosso país, incluindo a respectiva génese desde as invasões romanas.



Apesar da sua idade, encontra-se em bom estado vegetativo, pese embora o tronco esteja suficientemente aberto para albergar uma pessoa no seu interior (ver imagem abaixo).


Esta oliveira foi classificada como sendo de interesse público, em 1984, pelos serviços da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.





Actualmente, as suas medidas são as seguintes:

Perímetro à altura do peito (P.A.P.) = 7,80 metros

Altura = 9 metros

Diâmetro médio da copa = 9,80 metros


Esta árvore pode ser visualizada no seguinte mapa do Algarve Digital.


P.S. - A escassos metros deste exemplar, por detrás da vivenda onde está situada, encontra-se uma outra oliveira de porte significativo (ver imagem abaixo), com um P.A.P. próximo dos 6 metros.
Noutros pontos do aldeamento, nomeadamente junto às piscinas do complexo, existem outros exemplares interessantes.


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