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Olhão renova distinção de “Município Amigo da Juventude”

O Município de Olhão voltou a ser distinguido pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) com o selo de Município Amigo da Juventude, alcançando este ano a classificação de 4 Estrelas no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.

Além da renovação da distinção, o concelho registou uma evolução na avaliação, passando de 3 para 4 Estrelas, o que representa, segundo a autarquia, um “reconhecimento acrescido do trabalho desenvolvido em prol da juventude”.

A entrega da distinção decorreu em Castro Daire, onde o vereador da Juventude da Câmara Municipal de Olhão, Custódio Moreno, recebeu o comprovativo das mãos de Fernando Vieira, presidente da FNAJ. Na ocasião, o autarca disse que Olhão vai agora “trabalhar para na próxima edição chegar às 5 estrelas”.

Segundo Custódio Moreno, esta renovação e melhoria da classificação representam “o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município na promoção de políticas locais de juventude”, reforçando o compromisso da autarquia com a participação ativa dos jovens na comunidade e com a criação de oportunidades que contribuam para o seu desenvolvimento pessoal, social e cívico.

Criada em 2020 pela Federação Nacional das Associações Juvenis, a Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude tem como objetivo aproximar o movimento associativo juvenil do poder local, incentivando a implementação de políticas de juventude inovadoras, estruturadas e sustentáveis. A iniciativa assenta na partilha de boas práticas, na definição de estratégias conjuntas e na criação de sinergias entre associações juvenis e municípios de todo o país.

A distinção atribuída a Olhão enquadra-se neste modelo de trabalho colaborativo, sustentado pelo Plano Nacional de Políticas Locais de Juventude e pelo modelo de Diálogo Jovem de Base Local, que incentivam o desenvolvimento de medidas concretas ajustadas às necessidades e aspirações das novas gerações.

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Rendas no Algarve descem 2,9% e afastam-se do máximo histórico

Os preços das casas para arrendar no Algarve registaram uma descida de 2,9% em maio, face ao mesmo período do ano anterior, interrompendo a tendência de crescimento observada nos últimos anos e afastando-se do máximo histórico alcançado em agosto de 2025.

De acordo com os dados divulgados pelo idealista, o valor mediano das rendas na região fixou-se nos 15,4 euros por metro quadrado (€/m²) no final de maio, abaixo dos 16,1 €/m² registados em agosto de 2025.

Entre os nove municípios analisados, cinco registaram aumentos anuais dos preços das rendas, dois apresentaram descidas e outros dois mantiveram valores praticamente estáveis.

Faro liderou as subidas, com um crescimento de 11,2%, seguindo-se Lagoa (6,9%), Lagos (5,8%), Portimão (4,9%) e Loulé (1,6%). Em sentido inverso, Tavira registou a maior quebra, com uma descida de 8,7%, seguida de Albufeira, onde as rendas recuaram 7,5%. Já Olhão (-0,5%) e Vila Real de Santo António (0,4%) mantiveram-se praticamente sem alterações.

Apesar da ligeira valorização anual, Loulé continua a ser o concelho mais caro do Algarve para arrendar habitação, apresentando um preço mediano de 18 €/m². Seguem-se Lagos, com 16,6 €/m², e Albufeira, com 15,6 €/m².

No grupo seguinte surgem Faro (14,6 €/m²), Lagoa (14,5 €/m²) e Portimão (14,4 €/m²). Os valores mais acessíveis continuam a encontrar-se em Tavira (13,1 €/m²), Vila Real de Santo António (12,6 €/m²) e Olhão (12,4 €/m²).

A nível nacional, o mercado de arrendamento registou igualmente uma descida anual de 2,9%, com o preço mediano das rendas a situar-se nos 16,3 €/m².

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Reitora da UAlg homenageada no Dia do Pescador em Olhão

A reitora da Universidade do Algarve (UAlg), Alexandra Teodósio, foi homenageada em Olhão, no âmbito das comemorações do Dia do Pescador, pelo seu percurso enquanto investigadora na área dos recursos da pesca, da aquacultura e dos ecossistemas marinhos, com especial ligação à Ria Formosa e à costa algarvia.

A distinção reconhece o trabalho científico desenvolvido ao longo de várias décadas, centrado no conhecimento, valorização e sustentabilidade dos recursos marinhos, numa estreita articulação com comunidades piscatórias, associações do setor, instituições científicas e entidades públicas.

Durante a cerimónia, Alexandra Teodósio destacou que o reconhecimento recebido resulta de um percurso “coletivo”, construído com o contributo de investigadores, técnicos, estudantes e parceiros da UAlg, bem como das comunidades piscatórias que têm ajudado a aproximar a ciência da realidade do mar.

A responsável sublinhou ainda a importância da denominada “alimentação azul”, assente em produtos marinhos locais e sustentáveis, defendendo que esta pode assumir um papel relevante na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis e na proteção dos recursos naturais.

A homenagem serviu igualmente para reforçar a colaboração entre a Universidade do Algarve e o Município de Olhão nas áreas do mar, das pescas e da aquacultura. Entre os projetos em destaque está o futuro Hub Azul Algarve, que será instalado no Porto de Olhão e que reúne a autarquia, a UAlg, o IPMA, a Docapesca e o S2AQUAcoLAB.

Apresentado como uma estrutura estratégica para a região, o Hub Azul Algarve pretende impulsionar a investigação aplicada, a inovação, a formação avançada e a incubação de empresas ligadas à valorização sustentável dos recursos marinhos.

Alexandra Teodósio dedicou a distinção aos profissionais do mar, com especial referência às mulheres pescadoras e mariscadoras, bem como às comunidades piscatórias da costa algarvia, destacando o seu conhecimento, o respeito pelos ciclos naturais e o contributo para uma relação mais sustentável com o oceano.

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