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Época balnear começa em Portimão com «todos os meios de segurança a postos»

A época balnear no concelho de Portimão começa oficialmente esta segunda-feira, 1 de Junho, e será marcada «pelo reforço na segurança disponibilizada aos utilizadores das praias», com «todos os meios de segurança a postos».

Neste período, as praias do concelho vão dispor de Planos de Assistência a Banhistas, contando com 15 torres de vigilância e meia centena de nadadores-salvadores, distribuídos pelas áreas balneares do concelho, capacitadas com equipamentos como DAEs e garrafas de oxigénio.

Neste contexto, destaca-se ainda a instalação de três postos de enfermagem e dos habituais equipamentos de acessibilidade para cidadãos com mobilidade reduzida ao abrigo do projeto “Praia Acessível”.

De acordo com o Município, a estratégia centra-se num esforço contínuo em «dotar os espaços balneares do concelho com todas as condições de segurança, de assistência e de acesso a residentes e visitantes que, durante a época balnear procuram as praias do concelho».

Com este objetivo, desde a semana passada, dia 25 de Maio, até 6 de Outubro, o concelho tem disponíveis 15 torres de vigilância, 8 das quais na Praia de Alvor e 7 na Praia da Rocha. 

«Estas infraestruturas reforçam os meios de vigilância e melhoram as condições de trabalho dos nadadores-salvadores, permitindo que, de uma posição mais alta no areal, possam assegurar uma melhor assistência aos banhistas», refere a autarquia, acrescentando que «as torres são consideradas estruturas essenciais na assistência e socorro aos veraneantes e integram os PIAB – Planos de Assistência a Banhistas, quer em Alvor, quer na Praia da Rocha».

Nesse contexto, sublinha-se que o PIAB de Alvor se refere às praias de Alvor Nascente e Alvor Poente, sendo constituído por 19 nadadores-salvadores, incluindo um coordenador. O dispositivo é ainda reforçado com duas motos de salvamento marítimo.

Já no extremo oposto da costa, o PIAB da Praia da Rocha é constituído por 15 nadadores-salvadores, também incluindo coordenador, sendo reforçado por uma moto de salvamento marítimo e uma moto 4×4 de assistência a banhistas.

Os Planos de Assistência a Banhistas incluem ainda Desfibrilhadores Automáticos Externos e garrafas de oxigénio, que garantem a prestação de cuidados pré-hospitalares aos banhistas pelos nadadores-salvadores.

Desta forma, no total, as praias de Portimão vão disponibilizar na época balnear 2026, que entra agora em vigor, 52 nadadores-salvadores, distribuídos por 40 postos de praias.

No âmbito de um protocolo com a Unidade Local de Saúde do Algarve, EPE (ULSALG), serão ainda assegurados três postos de enfermagem, localizados na UB 6 – Apoio de Praia “O Casalinho” (Praia da Rocha), na UB 2 – Apoio de Praia “Os Costas” (Praia do Vau), e na UB 3 – Apoio de Praia “Dunas” (Praia de Alvor). Os equipamentos vão estar a funcionar das 10h00 às 18h00, entre 1 de Julho e 15 de Setembro.

À semelhança dos anos anteriores, será também assegurado o funcionamento do projeto “Praia Acessível”, uma iniciativa que permite o acesso a banhos a pessoas com mobilidade condicionada, temporária ou permanente.

Neste âmbito, de Julho a Setembro e, diariamente, entre as 10h00 e as 18h00, na Praia do Vau, decorrente de protocolo com a Freguesia de Portimão, e na Praia de Alvor, decorrente de protocolo com a Freguesia de Alvor, serão instalados tendas e toldos de apoio e cadeiras anfíbias (tiraló) para deslocação na areia e acesso ao mar com o apoio de monitores.

A Área Desportiva da Praia da Rocha disponibiliza, de igual modo, duas cadeiras anfíbias e um tapete de praia para pessoas com mobilidade reduzida.

Sul Informação

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Portimão inicia época balnear com reforço da segurança nas praias

Portimão iniciou a época balnear com 52 nadadores-salvadores, 15 torres de vigilância e três postos de enfermagem.

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Federação defende vigilância das praias para além da época balnear

O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Alexandre Tadeia, defendeu ontem que Portugal deve repensar o modelo de vigilância nas praias, alargando a resposta para além dos meses oficiais de verão.

“O sistema que temos em Portugal de assistência a banhistas, como está montado agora legalmente, por um lado não atrai nadadores-salvadores e, por outro lado, não retém” estes profissionais, disse Alexandre Tadeia.

O presidente da FEPONS falava à agência Lusa à margem do Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, que está a decorrer na praia Vasco da Gama, em Sines.

“Todos os anos temos falta de nadadores-salvadores”, principalmente, no arranque da época balnear e, para colmatar esta dificuldade, estes profissionais fazem “muitas horas extraordinárias”, salientou.

Para os nadadores-salvadores, “é normal fazerem 56 horas de trabalho por semana, 60 ou mais”, acrescentou.

“É algo que deveríamos mudar. Já temos feito muitas propostas para alterar esta situação. Temos sido ouvidos, agora, a realidade é que não se tem traduzido em legislação que é isso que necessitamos”, argumentou.

A época balnear arranca, este sábado, nas praias dos concelhos de Grândola, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja.

Segundo o responsável, existem cerca de cinco mil pessoas certificadas como nadadores-salvadores em Portugal, mas seriam necessários cerca de seis mil profissionais para garantir horários até 40 horas semanais.

“Desses cinco mil, nem todos vão querer trabalhar como nadador-salvador e isto é algo que achamos que vale a pena mudar porque a estatística de morte por afogamento em Portugal diz-nos que em locais vigiados a percentagem é muito baixa”, assegurou.

Com base neste cenário, Alexandre Tadeia admitiu que, neste arranque da época balnear, vão existir “muitos locais” com “dificuldade em cumprir aquilo que a lei” determina em “quantidade de nadadores-salvadores”.

Por outro lado, sublinhou, há que considerar a mortalidade nas praias fora da época balnear.

“Estamos só a olhar para dois ou três meses de verão, em alguns locais, quatro meses de verão e, no resto do ano, temos muita mortalidade nas praias portuguesas por afogamento”, observou.

O presidente da federação deixou ainda um alerta aos banhistas para que frequentem apenas “espaços aquáticos vigiados” e respeitem as bandeiras que delimitam a área de banho.

“A maior parte dos portugueses não têm noção” de que “apenas a unidade balnear tem vigilância”, e que “o resto da praia é zona não vigiada”, explicou.

O Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, em Sines, conta com a participação de 58 atletas de sete equipas que serão apurados para a seleção nacional que vai representar Portugal nos campeonatos da Europa e do Mundo desta modalidade.

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