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Beja acolhe festival de banda desenhada enquanto prepara instalação de museu

Beatriz Brajal, Dinis Conefrey, Luckas Iohanathan e Thomas Ott estão entre os autores com exposições e presença marcada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que começa na sexta-feira.

De acordo com a programação divulgada, uma das novidades do festival, este ano, é a realização do Interstícios, o mercado de auto-edição e edição alternativa, com vários pequenos projetos editoriais, independentes, de banda desenhada e artes visuais, como por exemplo Magma Bruta, Opuntia Books, Erva Daninha e Gorila Sentado.

Tal como nos anos anteriores, o festival de BD de Beja proporciona encontros e sessões de autógrafos com autores, um mercado do livro, com cerca de 60 editoras, e várias exposições na cidade.

Entre as mostras anunciadas estão as de Beatriz Brajal, que, no outono passado, se estreou com o livro “A cada sete ondas”, e de Dinis Conefrey, a propósito do álbum desenhado “Estância do Sino Coberto”, igualmente lançado no final de 2025.

O autor brasileiro Luckas Ioanathan, distinguido com o prémio Jabuti para melhor banda desenhada com o livro “Como Pedra”, estará também em Beja com uma exposição em torno daquela obra.

Beja acolhe ainda uma exposição coletiva vinda de Espanha, intitulada “Aventureras gráficas”, que reúne obras de cinco artistas: Ana Penyas, Laura Pérez, María Medem, Natacha Bustos e Nuria Tamarit.

Haverá ainda exposições de Inês Louro (Portugal), Thomas Ott e Simone Baumann (Suíça), Benjamin Bachelier (França), a coletiva romena “Dracula in Comics” e uma dedicada ao autor Filipe Pina, que morreu em 2025, reunindo obras de André Oliveira, Filipe Andrade, Nuno Lourenço Rodrigues, Nuno Saraiva e Osvaldo Medina.

O coletivo Toupeira, que desde 1996 tem ativo em Beja um atelier de produção de banda desenhada, junta-se à programação com autores de Angola, Brasil, Espanha, Reino Unido e Portugal.

A 21ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, organizada pela autarquia, está marcada de 5 a 21 de Junho.

O festival, que tem direção do autor e programador Paulo Monteiro, acontece numa altura em que a câmara municipal prepara a instalação do Museu de Banda Desenhada (MBD) de Beja, o primeiro do género em Portugal.

O museu, que ocupará um edifício devoluto no centro histórico da cidade, tem previsão de abertura para 2027, com um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, com verbas comunitárias, e foi anunciado em janeiro deste ano.

Nessa altura, o diretor da Bedeteca de Beja e do festival de BD, Paulo Monteiro, revelou à Lusa que o futuro museu conta com «um espólio espantoso, que medeia entre meados do século XIX e o início do século XXI, contemplando uma série de grandes autores de banda desenhada».

Ao todo são «perto de 1.500 pranchas [de banda desenhada]», assim como «centenas de fotografias, manuscritos e correspondência» de quase uma centena de artistas nacionais, como Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart de Carvalhais e Carlos Botelho.

O museu terá salas de leitura, onde ficará instalada a Bedeteca de Beja, atualmente sediada na Casa da Cultura, sete salas de exposição permanente, duas salas para exposições temporárias, uma sala para oficinas pedagógicas, loja, arquivo e terraço.

Sul Informação
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Governo vai lançar concurso de 3 milhões para garantir distribuição de jornais no interior

O Governo vai lançar na terça-feira um concurso público internacional de três milhões de euros para assegurar a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade nos próximos três anos, adiantou à Lusa fonte do Governo.

O concurso, previsto no Plano de Ação para a Comunicação Social, terá um valor anual de um milhão de euros e será dividido em dois lotes: um para as regiões Norte e Centro e outro para Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

O Governo pretende, com este modelo, incentivar a entrada de novos operadores, promover a concorrência no setor da distribuição, através de uma medida destinada a garantir a chegada regular das publicações a todo o território continental e evitar «desertos noticiosos».

O executivo justificou a intervenção pública com a quebra das vendas em banca e da população no interior do país, fatores que têm afetado a sustentabilidade da distribuição diária de jornais e conduzido à concentração da atividade num único operador.

De acordo com o Governo, a preparação do concurso foi «especialmente complexa» devido à existência de um único incumbente no mercado e a «problemas sérios» na informação partilhada por esse operador, situação que este «veio a reconhecer».

O modelo de apoio assenta em dois pilares: o financiamento direto da distribuição através deste concurso e um apoio ao funcionamento de pontos de venda em territórios de baixa densidade, em parceria com os municípios.

Para este efeito, está em discussão um acordo-modelo entre a Portugal MediaLab e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

O apoio financeiro foi calculado com base nos custos da atividade, diferenças territoriais e evolução de despesas como combustíveis e salários.

Neste sentido, o concurso prevê apoio à distribuição em 96 municípios de baixa densidade, com níveis de comparticipação diferenciados consoante a população e densidade populacional de cada concelho, sendo que recebem maior comparticipação (125%) os 26 municípios portugueses com população inferior a cinco mil habitantes e menos de 18 pessoas por quilómetro quadrado.

Entre as obrigações do futuro adjudicatário está a garantia de pelo menos um ponto de venda em cada concelho do continente, o transporte não discriminatório de diferentes jornais e a prestação mensal de informação detalhada sobre vendas, custos e pontos de venda.

O aviso e o caderno de encargos do concurso são publicados no dia 2 de Junho em Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, estando prevista a apresentação de propostas durante 60 dias.

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Quatro concelhos do Algarve em perigo máximo de incêndio

Quatro concelhos do Algarve apresentam hoje perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo informação disponível no ‘site’ do IPMA, Silves, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, estão hoje em perigo máximo de incêndio rural e outros 10 concelhos do distrito de Faro a muito elevado e elevado.

Vários concelhos dos distritos de Évora, Beja, Santarém, Leiria, Coimbra, Lisboa, Guarda, Portalegre, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança apresentam perigo muito elevado e elevado de incêndio.

Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se elevado em algumas regiões pelo menos até sexta-feira por causa do tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Devido ao tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Faro sob aviso amarelo até às 21h00 de hoje.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, com mais nebulosidade no litoral Norte e Centro e vento por vezes forte no litoral oeste e terras altas.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro em alguns locais das regiões Norte e Centro até ao meio da manhã e a partir do final da tarde, pequena subida da temperatura mínima e pequena descida da máxima nas regiões Norte e Centro.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 13 graus Celsius (em Viana do Castelo e Braga) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 21 (em Aveiro) e os 36 (em Faro).

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Olharapos, gambozinos, sereias e mouras encantadas do imaginário português reunidos num atlas ilustrado

Almajonas, olharapos, musaranhos e sereias estão entre as criaturas fantásticas do imaginário popular português convocadas para um atlas ilustrado, de Samuel F. Pimenta e Helena Soares, dirigido aos mais novos e editado este mês.

“Atlas das criaturas mágicas de Portugal” é uma compilação de personagens e figuras de histórias antigas, muitas vezes associadas à mitologia de uma determinada região, e cujo conhecimento tem passado de geração em geração por via da narração oral.

O livro, editado pela Penguin Random House, foi construído como um atlas geográfico, no qual são reveladas cerca de 70 criaturas fantásticas de norte a sul do país, arquipélagos dos Açores e Madeira.

Na breve introdução ao livro, Samuel F. Pimenta explica que as personagens reunidas no livro são tão antigas como os Trasgos, “considerados os duendes portugueses” cujo passatempo preferido é desarrumar a casa, ou tão recentes como os gambozinos, sobre os quais se fala “em praticamente todo o território português”.

Com duplas páginas profusamente coloridas, o livro apresenta uma composição visual que conjuga várias personagens, repartidas por regiões e acompanhadas de pequenos textos descritivos.

Da região norte, Samuel F. Pimenta apresenta o Tatro Azeiteiro, “uma criatura feita de brumas que habita o nevoeiro e produz um cheiro a azeite”, ou o Coca de Monção, “um dragão que sai das águas do rio Minho e causa o terror entre a população”.

Na região centro, há o Gigante Monderigon, que batizou o rio Mondego e foi enterrado de pé em Penacova, e o Monstro Chevelhudo, que vive sob a lagoa escura da Serra da Estrela.

Os gigantes Cardiga e Almourol, o João Pestana, “que tem a missão de transportar o sono”, as Tágides, as ninfas do rio Tejo, o Homem das Sete Dentaduras, que “aparece na zona da Fuseta” , e a Moura Encantada Floripes, que vive aprisionada em Olhão, também estão presentes neste atlas, desenhado pela ilustradora Helena Soares.

“Independentemente da forma como estas criaturas te vão chegar, espero que possam continuar a ser imaginadas além das páginas deste livro”, escreveu Samuel F. Pimenta na introdução desta estreia literária para os mais novos.

Samuel F. Pimenta, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, é autor de poesia e romance, nomeadamente “Ágora” (2016), “Iluminações de Uma Mulher Livre” (2017) e “Ophiussa” (2024).

Helena Soares, ilustradora e design gráfica, é coautora do livro ilustrado “António Variações, uma biografia” (2020), com texto de Bruno Horta.

“Atlas das Criaturas Mágicas” vai ser apresentado pelos autores no sábado na livraria Papa Livros, no Porto, a 04 de junho na Feira do Livro de Lisboa, e a 20 de junho na livraria Aqui Há Gato, em Santarém.

Foto de destaque: Estátua da Moura Floripes nas ruas de Olhão

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Presidente da República realça pobreza infantil e apela à proteção da infância

O Presidente da República António José Seguro realça hoje os dados sobre a pobreza infantil em Portugal e apelou à proteção da infância como um dever coletivo, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Criança.

“Num tempo marcado pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância”, considera o chefe de Estado.

Nesta mensagem escrita, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro faz referência aos dados sobre a pobreza infantil. Há duas semanas foi divulgado um estudo da Nova SBE, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, segundo o qual em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal.

Para o Presidente da República, o Dia Mundial da Criança é uma data de celebração, mas que deve, também, convocar à reflexão sobre o país que se constrói para as novas gerações.

“Nas últimas semanas fomos confrontados com estatísticas alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal. Sabemos que há crianças que passam fome; crianças privadas de atividades escolares, culturais ou desportivas por falta de recursos; crianças que crescem em contextos de pobreza, negligência, violência ou exclusão; crianças vítimas de abuso sexual e de violência doméstica”, refere.

António José Seguro salienta que “por detrás de cada um destes casos há um rosto, uma infância que é forçada a enfrentar demasiado cedo o peso da adversidade”, e “há sonhos que se vão apagando, talentos que ficam por revelar e caminhos que se estreitam quando deveriam abrir-se ao mundo”.

“A forma como protegemos as nossas crianças constitui uma das mais exigentes provas da nossa humanidade e da nossa maturidade democrática. Quando uma criança vê o seu futuro limitado pelas circunstâncias em que nasceu, é o próprio país que falha no dever de lhe garantir dignidade, igualdade de oportunidades e esperança”, defende.

O Presidente da República menciona que “Portugal conheceu avanços significativos na promoção dos direitos das crianças” e que “está em curso a implementação da Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035, um instrumento importante para uma resposta pública mais integrada e eficaz”, mas sustenta que “nenhuma estratégia produzirá os resultados desejados nas políticas públicas sem o compromisso ativo de toda a sociedade”.

O chefe de Estado afirma que é preciso “garantir a todas as crianças o direito de continuarem a sonhar, sem esquecer aquelas que vivem em situações de maior vulnerabilidade: as crianças em situação de pobreza, com deficiência ou doenças crónicas, pertencentes a minorias ou expostas à violência, ao abandono e aos riscos do ambiente digital”.

“Porque proteger a infância não é apenas responder às fragilidades do presente. É manter acesa a chama da esperança. É garantir que cada criança encontra espaço para crescer livre, descobrir os seus talentos e alimentar os sonhos que darão forma ao país de amanhã”, argumenta.

Na parte final deste texto, António José Seguro sugere que os adultos se deixem inspirar pelas crianças “a olhar o outro com mais humanidade, a reconhecer na diferença uma riqueza e não uma ameaça, e a construir uma sociedade mais justa, mais livre, mais humana e mais solidária”, porque “nenhuma criança nasce a odiar, a discriminar ou a excluir”.

O Presidente da República deseja a todas as crianças e às suas famílias “um feliz Dia Mundial da Criança”.

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Campanha “Viajar Sem Pressa” começa amanhã para sensibilizar condutores para excessos de velocidade

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR iniciam na terça-feira a campanha rodoviária “Viajar Sem Pressa” para alertar os condutores para os riscos da condução em excesso de velocidade, foi hoje anunciado.

Inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2026, esta campanha, a sexta de onze previstas até ao fim do ano, decorre até ao dia 08 de junho e integrará ações de sensibilização e fiscalização direcionadas aos comportamentos de risco relacionados com a velocidade.

“Sob o lema ‘Viaje sem Pressa’, esta campanha pretende alertar os condutores para os riscos da velocidade excessiva ou inadequada às condições da via, uma das principais causas da sinistralidade rodoviária grave”, indicam a ANSR, PSP e GNR hoje num comunicado conjunto.

Na nota, lembram que entre 01 de janeiro de 2022 e 31 dezembro de 2024, a velocidade excessiva para as condições existentes esteve diretamente associada a 6.824 acidentes, 177 vítimas mortais, 588 feridos graves e 8.396 feridos ligeiros.

“O excesso de velocidade continua a representar a principal tipologia de infração rodoviária em Portugal Continental, correspondendo a mais de 60% do total das infrações registadas em 2025”, é referido na nota.

A velocidade excessiva para as condições climatéricas ou do estado da via, a condução acima dos limites legais de velocidade, a redução das distâncias de segurança e manobras bruscas associadas a velocidade inadequada aumentam, segundo as autoridades, significativamente o risco de acidente grave.

A ANSR, a GNR e a PSP recordam que conduzir a velocidade adequada salva vidas e contribui para uma circulação mais segura para todos os utilizadores da estrada.

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Pessoas e território da Mina S. Domingos são a inspiração do espetáculo comunitário “Calor”

A ligação às pessoas e ao território está na génese do espetáculo comunitário “Calor”, que percorrerá as ruas da Mina de São Domingos, no concelho de Mértola, a 11, 12 e 13 de Junho, disseram à Lusa os criadores.

Beatriz Marques Dias, da associação cultural Meio do Mato e codiretora artística desta produção, antecipou à agência Lusa que “Calor” é “um espetáculo fora de portas, que não acontece na sala de espetáculos, nem no cineteatro, e tem como palco o lugar da Mina de São Domingos”, aldeia mineira pertencente ao município de Mértola.

A presidente da associação cultural, Alice Duarte, que também é codiretora artística, afirmou à Lusa que a Meio do Mato foi criada em 2023, na serra de Monchique, e tem uma equipa composta por “pessoas de áreas muito variadas, como a dança, a música, a biologia, a arquitetura, o design gráfico, a economia”, e a dança e a música são as áreas performativas que abrem portas ao trabalho comunitário, que até aqui foi realizado sobretudo com escolas

A convite da companhia Cepa Torta, a Meio do Mato participou numa residência artística de duas semanas, e o seu projeto comunitário foi selecionado pelo Conselho Malacate, grupo que gere o projeto homónimo de intervenção artística multidisciplinar, criado especificamente para a localidade alentejana, contou Alice Duarte.

“Calor” foi o resultado desse trabalho e Beatriz Dias disse que se trata de um espetáculo marcado para os dias 11, 12 e 13 de junho, às 20:30, na Mina de São Domingos, tendo como ponto de encontro o Pago Velho, de onde o elenco partirá para diferentes locais da freguesia.

“O elenco é composto por 12 pessoas da comunidade, e contamos com o Alex [Moniz], que fez a composição musical do espetáculo e vai interpretá-la. Eu e a Alice estamos com o público e com o nosso elenco, mas é a comunidade que é o elenco deste espetáculo, os nossos bailarinos, os nossos intérpretes”, destacou Beatriz Marques Dias, precisando que no total participam no espetáculo dezena e meia de pessoas.

Beatriz Marques Dias frisou que “o espetáculo começa durante o dia, passa pelo pôr-do-sol, até chegar ao calor da noite”.

“A nossa expectativa é proporcionar vários tipos de calor ao público, calores frios, calores das relações, calor à mesa, o calor da resistência, o calor que nomeia o trabalho das minas, que se fez durante décadas ali, o calor da terra e o calor do corpo”, acrescentou.

Alex Moniz classificou o trabalho comunitário realizado com a população da Mina de São Domingos como “muito gratificante”, salientando se trata de um “trabalho muito específico, no qual é preciso escutar a comunidade, perceber quais são as mais-valias e o que cada pessoa pode aportar”.

“Ser intérprete de um espetáculo é uma experiência que pode ser ‘super transformadora’. E, nesse sentido, ficamos muito felizes por ver as pessoas a fazer isto. No final do projeto, há sempre muita emoção, há muito choro e, portanto, sim, é muito gratificante nesse aspeto, na relação com as pessoas. No fundo, é isso que também se valoriza, que sobressai, que é essa relação interpessoal com estas pessoas”, argumentou.

Beatriz Marques Dias realçou a dinâmica do trabalho realizado durante a residência, com “duas semanas em esteroides”, nas quais foi dado “um mergulho absolutamente maluco em termos de tempo, de energia, de intensidade”.

“E depois voltar a mergulhar no território já com mais tempo, com dois meses e meio pela frente, e reencontrar as pessoas. A realidade é que nós ficámos tão próximos das pessoas nessas duas primeiras semanas, que, quando chegámos, passado este tempo todo, parecia que não tinha passado tempo nenhum, foi muito giro voltar a encontrá-las e começar a trabalhar”, acrescentou.

Foto de destaque: Projeto Malacate

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Um detido e dois identificados por alegadas agressões a agente da PSP em Beja

Um agente da PSP foi agredido a murro e pontapé por um grupo de 15 homens, no sábado à noite, em Beja, tendo um dos suspeitos sido detido e outros dois identificados, revelou hoje fonte policial.

A fonte do Comando Distrital de Beja da PSP indicou à agência Lusa que o polícia, de 26 anos, foi agredido depois de ter parado o carro que conduzia para alertar que crianças estariam a atirar garrafas de plástico contra os automóveis que passavam.

Segundo a mesma fonte, as agressões aconteceram, por volta das 23h45 de sábado, na Rua da Lavoura, na periferia da cidade, quando o agente se dirigia à esquadra para entrar ao serviço.

O polícia acabou por conseguir voltar ao carro e dirigiu-se à esquadra, referiu, adiantando que, pouco depois, a PSP deslocou-se ao local e deteve um dos alegados agressores, um homem de 22 anos.

Por volta das 5h00 de hoje, uma patrulha da PSP identificou outros dois homens suspeitos.

Já o agente agredido foi transportado para as urgências do hospital de Beja, onde recebeu tratamento médico.

O detido deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial na segunda-feira à tarde no Tribunal de Beja.

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Fisco alerta para email fraudulento sobre alteração da declaração de IRS

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) alertou, num comunicado no seu site, para uma mensagem fraudulenta, enviada por email, referente a um pedido de alteração da declaração de IRS, na qual é pedido que se carregue num link.

A AT disse que “tem conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de correio eletrónico supostamente provenientes da AT nas quais é pedido que se carregue em links que são fornecidos”.

Num dos exemplos da mensagem divulgado pela AT, os visados são informados de que foi “detetado um pedido de alteração” à sua declaração de IRS, sendo sugerido “confirmar ou anular esta alteração”, através de um link.

Outros dos exemplos dados pelo fisco dizem respeito ao recálculo automático do IRS, a uma suposta verificação de dados pessoais na conta do Portal das Finanças ou a uma fatura eletrónica (FE) referente ao registo fiscal do visado, entre outros.

“Estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas. O seu objetivo é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos links sugeridos ou a efetuar pagamentos indevidos”, refere a AT, salientando que os visados, “em caso algum”, deverão “efetuar essas operações”.

O prazo de submissão da entrega das declarações de IRS relativas aos rendimentos ganhos ao longo de 2025 arrancou a 1 de Abril e termina a 30 de Junho.

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Federação defende vigilância das praias para além da época balnear

O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Alexandre Tadeia, defendeu ontem que Portugal deve repensar o modelo de vigilância nas praias, alargando a resposta para além dos meses oficiais de verão.

“O sistema que temos em Portugal de assistência a banhistas, como está montado agora legalmente, por um lado não atrai nadadores-salvadores e, por outro lado, não retém” estes profissionais, disse Alexandre Tadeia.

O presidente da FEPONS falava à agência Lusa à margem do Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, que está a decorrer na praia Vasco da Gama, em Sines.

“Todos os anos temos falta de nadadores-salvadores”, principalmente, no arranque da época balnear e, para colmatar esta dificuldade, estes profissionais fazem “muitas horas extraordinárias”, salientou.

Para os nadadores-salvadores, “é normal fazerem 56 horas de trabalho por semana, 60 ou mais”, acrescentou.

“É algo que deveríamos mudar. Já temos feito muitas propostas para alterar esta situação. Temos sido ouvidos, agora, a realidade é que não se tem traduzido em legislação que é isso que necessitamos”, argumentou.

A época balnear arranca, este sábado, nas praias dos concelhos de Grândola, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja.

Segundo o responsável, existem cerca de cinco mil pessoas certificadas como nadadores-salvadores em Portugal, mas seriam necessários cerca de seis mil profissionais para garantir horários até 40 horas semanais.

“Desses cinco mil, nem todos vão querer trabalhar como nadador-salvador e isto é algo que achamos que vale a pena mudar porque a estatística de morte por afogamento em Portugal diz-nos que em locais vigiados a percentagem é muito baixa”, assegurou.

Com base neste cenário, Alexandre Tadeia admitiu que, neste arranque da época balnear, vão existir “muitos locais” com “dificuldade em cumprir aquilo que a lei” determina em “quantidade de nadadores-salvadores”.

Por outro lado, sublinhou, há que considerar a mortalidade nas praias fora da época balnear.

“Estamos só a olhar para dois ou três meses de verão, em alguns locais, quatro meses de verão e, no resto do ano, temos muita mortalidade nas praias portuguesas por afogamento”, observou.

O presidente da federação deixou ainda um alerta aos banhistas para que frequentem apenas “espaços aquáticos vigiados” e respeitem as bandeiras que delimitam a área de banho.

“A maior parte dos portugueses não têm noção” de que “apenas a unidade balnear tem vigilância”, e que “o resto da praia é zona não vigiada”, explicou.

O Campeonato Nacional de Salvamento Aquático Desportivo de Praia, em Sines, conta com a participação de 58 atletas de sete equipas que serão apurados para a seleção nacional que vai representar Portugal nos campeonatos da Europa e do Mundo desta modalidade.

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