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Algarve garante pódios em 5 modalidades no Desporto Escolar nacional – e até um inédito em voleibol

3 June 2026 at 02:00

Alunos de escolas de vários pontos do Algarve destacaram-se nos Campeonatos Nacionais Escolares de Iniciados – Desporto Escolar, que decorreram de 28 a 30 de Maio, no distrito de Aveiro, garantindo medalhas em atletismo, canoagem, natação, futsal e até um inédito lugar no pódio em voleibol feminino.

Esta prova juntou os campeões regionais do Desporto Escolar nas oito modalidades a concurso – atletismo, badminton, boccia, canoagem, futsal, natação, ténis de mesa e voleibol -, num total de cerca de mil alunos.

O contingente algarvio garantiu, no total, 2 primeiros lugares, 5 segundas posições e 6 terceiros lugares.

A nível coletivo, o Algarve garantiu dois pódios na classificação por escola em atletismo e outro na canoagem.

 A secundária Poeta António Aleixo, de Portimão, conquistou o primeiro lugar de masculinos e a secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, ficou em segundo em femininos, no atletismo. Em canoagem, o agrupamento Espamol, de Lagoa, ficou na 3ª posição.

Um resultado que se destacou, por ser inédito nos Campeonatos de Desporto Escolar, foi o 3º lugar assegurado pela equipa de voleibol feminino da EB 2,3 Dr Joaquim Magalhães, em Faro.

No campeonato nacional, segundo contou ao Sul Informação José Estevinha, treinador das jovens voleibolistas farenses, a Joaquim Magalhães venceu o seu grupo, composto por três equipas – Agrupamento de Escolas Alto dos Moinhos (Sintra) e Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique (Viseu).

«Na meia final jogámos com  a equipa da Escola Secundária Henrique Medina, do distrito de Braga e perdemos. É uma equipa muito forte, com várias jogadoras com 1,80 metros, à semelhança da Madeira Torres, que ficou em primeiro lugar», ilustrou.

Este resultado espelha, na visão de José Estevinha, o crescimento da modalidade no Algarve, incluindo nas escolas.

«O voleibol feminino está a crescer muito. Houve um aumento muito acentuado de 2024/25 para 2025/26. Este ano, o campeonato regional contou com 16 equipas – quatro grupos de quatro. No final, a Joaquim Magalhães foi campeã», considerou.

Sul Informação

Também em grande destaque estão os dois campeões escolares algarvios: Leonor Dias, da EB 2,3 Prof. Joaquim Moreira, de Martim Longo, primeira classificada na prova de velocidade, em canoagem, e Cristiano Freitas, da secundária Poeta António Aleixo, de Portimão, campeão nos 80 metros barreiras.

No que toca a segundas posições, foram conquistadas por Inês Batista, da AE Espamol (canoagem/fundo), Jenna Sewdien, da EB 2,3 Eng° D Pacheco- Loulé (Lançamento do peso 3 quilos feminino), Arjen Sewdien, da mesma escola ((Lançamento do peso 4 quilos masculino), Alice Coelho, da EB 2,3 Dr José Neves Júnior, de Faro (salto em comprimento) Adelmiro Sebastião, da ES Poeta António Aleixo, (salto em altura).

Em futsal, a equipa da EB 2,3 Rio Arade – Parchal, garantiu o terceiro lugar, a mesma posição garantida por Mateus Silva, da ES Poeta António Aleixo (salto em comprimento) e pelos atletas Afonso Teixeira, Pietro Rocha, Rúben Ramos (EB 2,3 Eng° D Pacheco) e Gil Santos (ES Júlio Dantas, de Lagos), nos – 4×80 metros estafetas.-

Os outros terceiros lugares foram conquistados por Maria Pereira, do agrupamento Padre João Coelho Cabanita, em Loulé (50 metros bruços) e por Daniel do Ó, do agrupamento D. José I, de Vila Real de Santo António (200 metros estilos).

Sul Informação

Foto: Facebook Desporto Escolar

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Equipa Feminina de Atletismo – Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, Faro | Foto: Facebook Escola Dr. José de Jesus Neves Júnior

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Foto: Sul Informação

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Equipa Voleibol Feminino Escola Dr Joaquim Magalhães, Faro

Sul Informação

Equipa Voleibol Feminino Escola Dr Joaquim Magalhães, Faro

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Elsa Cordeiro é a nova diretora regional do IEFP no Algarve

2 June 2026 at 14:30

Elsa Cordeiro é a nova diretora regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no Algarve, confirmou o Sul Informação junto da própria.

A antiga vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve começou ontem, dia 1 de Junho, a trabalhar nas suas novas funções na liderança do IEFP, tendo mesmo tido uma reunião com o secretário Estado Adjunto e do Trabalho, em Évora.

Elsa Maria Simas Cordeiro é licenciada em Gestão Económica e Financeira, com PósGraduação em Avaliação de Políticas Públicas, Pós-Graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo e detentora do CAGEP – Programa de Formação em Gestão Pública.

Tem um percurso profissional consolidado de mais de três décadas no setor financeiro, com 34 anos de experiência em funções de gestão bancária, destacando-se pela liderança de equipas, planeamento estratégico e rigor na gestão.

Em paralelo, desenvolveu um extenso percurso na vida pública, tendo exercido funções executivas e políticas a nível local, regional e nacional. Foi vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira, deputada à Assembleia da República pelo círculo de Faro, onde integrou, como membro efetivo, a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão da Saúde, e desempenhou diversos cargos de responsabilidade em estruturas políticas e associativas.

Desde Outubro de 2020 até ao início do passado mês de Março, exerceu funções de vice-presidente da CCDR Algarve, designada por Resolução do Conselho de Ministros, com intervenção em matérias de coordenação regional, políticas públicas e articulação institucional.

O seu percurso evidencia experiência relevante nas áreas da governação pública, saúde, ação social e administração financeira, aliando conhecimento técnico, capacidade de liderança e profundo compromisso com o serviço público.

Elsa Cordeiro sucede no cargo a Madalena Feu, que se reformou no final do ano passado.

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Algarve 2030 financia o restauro da Ponte Velha, reabilitação de escola e viaturas de bombeiros em Silves

2 June 2026 at 02:00

A requalificação da Ponte Velha, um desejo desde há anos da população, a necessária requalificação de uma escola do 1° ciclo em Alcantarilha e a promoção da eficiência energética do edifício dos Paços do Concelho, novas viaturas para as corporações de bombeiros para melhorar a capacidade de resposta, a prevenção e o combate a incêndios, e um passo mais além na recolha seletiva de resíduos. São estas algumas das operações que os fundos europeus geridos no ALGARVE 2030 está a cofinanciar, em Silves, no âmbito de candidaturas apresentadas pelo Município aos fundos europeus do Programa Regional.

Ao todo, o Município de Silves candidatou 11 operações ao Programa Regional ALGARVE 2030, que representam um investimento total de 13 milhões de euros, com a comparticipação de fundos europeus de 60%, a atingir, no somatório, 6,42 milhões de euros.

Uma das obras mais emblemáticas deste “pacote” de investimentos é a reabilitação da Ponte Velha de Silves, que há anos está encerrada, mesmo à travessia pedestre, por motivos de segurança.

Com o apoio dos fundos de coesão da União Europeia, a Câmara Municipal de Silves avançou com uma empreitada que permitirá reabrir esta passagem à circulação pedonal, com o reforço da estrutura da ponte e outros trabalhos de reabilitação, orçada em 672 mil euros (672.625 euros) e com uma comparticipação do FEDER de 403 mil euros (403.575 euros).

«A nossa Ponte Velha é realmente um ex-libris da nossa cidade, mas não só. Diria que, pelo valor que tem em termos de património histórico, [é um ex-libris] quer da cidade de Silves, quer da região e mesmo do país», ilustrou Luísa Conduto, presidente da Câmara de Silves.

«Ao final de muitos… eu nem sei como classificar, porque estamos a falar de uma obra que esteve adjudicada a dois construtores. Depois de muitos contratempos, da última vez tivemos sorte, porque também temos que ter sorte às vezes. (…) Temos uma empresa que tem cumprido com aquilo que estava previsto», revelou a autarca.

Esta é, também, a obra em curso que Luísa Conduto assume que será concluída ainda no ano de 2026.

«Esperemos que não haja por aí mais nenhuma intempérie que atrase a intervenção. Devido às intempéries que decorreram em janeiro, tivemos aqui alguns atrasos, mas o empreiteiro, felizmente, tem estado a ultrapassar e esperemos que daqui a dois ou três meses possamos abrir» a ponte à circulação do público.

Sul Informação

Outra obra emblemática é a  remodelação e ampliação da EB1 de Alcantarilha, uma escola que estava degradada e que, com o apoio do ALGARVE 2030, vai ser alvo de uma melhoria de toda a infraestrutura, adequando-a às necessidades atuais da comunidade escolar.

Neste caso, «após dois concursos, conseguimos, finalmente, um empreiteiro. A obra está adjudicada e agora é dar-lhe início», algo que a presidente Luísa Conduto espera que aconteça «em breve».

Esta intervenção tem um custo total estimado de 1,26 milhões de euros (1.263.423 euros), com o ALGARVE 2030 a financiar a obra com 905 mil euros (905.065 euros).

Luísa Conduto realçou ainda a obra em curso em Armação de Pêra, na Rua João II, uma intervenção «importantíssima para esta vila piscatória e turística, também com comparticipação do ALGARVE 2030 na questão do saneamento e da água», duas componentes da obra.

Tendo em conta a forte procura que Armação tem, na época alta, as obras irão agora ser suspensas e só recomeçarão após o Verão. «A intervenção tem estado a ser faseada. Se a memória não me falha, começou no ano passado, em fevereiro de 2025. Portanto, vamos com mais de um ano de obra».

A operação de “Requalificação Urbana da Rua D. João II Armação de Pêra”, que foi candidatada a fundos europeus em conjunto com a “Requalificação Urbanística da Rua das Telecomunicações – S.B. Messines”, tem um custo total de 1,43 milhões de euros (1.436.021 euros) e uma comparticipação de 816 mil euros (861.612 euros).

Sul Informação

De resto, a Câmara de Silves aproveitou os fundos europeus disponíveis no Programa Regional para fazer diversas obras ligadas ao ciclo urbano da água, quer no abastecimento, quer no saneamento.

Neste campo, além das obras em Armação de Pêra, há mais cinco empreitadas previstas: “Beneficiação do Reservatório de Vale de Lousas” (1.900.000 euros no total/1.140.000 euros de comparticipação); “Abastecimento de Água à Zona de Tinhosas” (1.161.140 euros / 557.254 euros); “Execução da Rede de drenagem de Águas Residuais da Estrada do Monte Boi” (445.818 euros / 253.612 euros); “Beneficiação da Estação Elevatória da Portela” (471.143 euros / 250.286 euros); e “Abastecimento de Água à localidade de Mouricão” (641.849 euros / 378.319 euros).

«Para os municípios, se não existisse financiamento, seria muito difícil investir na requalificação das redes de água e de saneamento. Neste campo, o Município de Silves enaltece o trabalho técnico que tem sido desenvolvido pelos serviços, porque só é possível concorrer aos fundos quando há trabalho realizado. Caso contrário, seria tudo promessas vãs», realçou Luísa Conduto.

«É um orgulho para nós ter a equipa que temos a trabalhar nesta área, porque o Município de Silves, não há muitos anos, era o terceiro pior município do país em termos de perdas de água – nem sequer era da região, era do país! Isso revelava bem o ponto em que estavam as nossas redes», reforçou.

«Este é o tipo de obras que muitas vezes eram deixadas para trás, mas, no ponto em que o município estava, era impossível não as realizar. Felizmente, os fundos europeus têm ajudado e muito para que estas obras possam ser feitas», ilustrou a presidente da Câmara de Silves.

No que toca à reabilitação dos Paços do Concelho, uma obra que ascende a mais de «dois milhões e meio de euros» (2.545.241 euros/ comparticipação 319.490 euros), a intervenção centra-se  em medidas de eficiência energética, designadamente, «na cobertura, nas janelas, nas portas, mas também no acesso a pessoas com mobilidade reduzida».

Relativamente à proteção civil, «o concelho de Silves tem duas corporações de bombeiros, uma em São Bartolomeu de Messines e outra na cidade. Pela extensão que temos de território, sendo o segundo maior concelho do Algarve, com quase 700 quilómetros quadrados, e uma enorme área florestal, obviamente temos também de apetrechar os nossos bombeiros na medida do que nos é possível», explicou.

«Avançámos de uma forma muito ambiciosa, uma vez que candidatámos oito veículos de combate a incêndios, quatro veículos para cada uma das corporações, sendo dois já neste ano, e depois mais um para o ano de 2027 e outro para o ano de 2028, em igual parte para ambas».

Neste caso, o investimento global que será feito pela autarquia ascende aos 1,9 milhões de euros (1.939.800 euros), com um financiamento do ALGARVE 2030 (1.098.000 euros).

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O outro projeto apoiado pelos fundos europeus do ALGARVE 2030 é a recolha seletiva de biorresíduos, com um orçamento total de 610 mil euros (610.159 euros) e 366 mil de comparticipação (366.095 euros).

Para Luísa Conduto, apesar da água ser, neste momento, a grande prioridade da região, não é a única. «Outra prioridade, que não é apenas do concelho de Silves, são os resíduos», ilustrou.

A autarca salientou que, em Silves, já há vários programas municipais de recolha diferenciada ou de valorização de resíduos, nomeadamente a «compostagem comunitária, a compostagem doméstica e a recolha de biorresíduos nos restaurantes, pastelarias e similares, em todas as localidades do concelho, à exceção de duas: São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra», revelou.

Além de medidas de prevenção, minimização, triagem, reutilização e reciclagem, o projeto da Câmara de Silves apoiado por fundos europeus contempla ainda a aquisição de veículos próprios para a recolha de biorresíduos.

«É desses que estamos à espera, para que possamos alargar o serviço. Também nesta área os fundos comunitários têm sido realmente fundamentais», explicou Luísa Conduto.

Quanto a prazos para conclusão das obras, a presidente da Câmara de Silves, à exceção da obra da Ponte Velha, que já está muito avançada, não se quer comprometer com datas específicas.

«Olhando para o mercado que temos neste momento, quer em termos de empresas, quer em termos de mão de obra, com o agravamento que veio a seguir às intempéries que tivemos no Centro do país e com toda a situação económica internacional, que tem repercussões também no nosso país, é sempre complicado podermos avançar com datas», explicou.

«Estamos expectantes que as empresas consigam cumprir com aquilo que lhes está adjudicado, dentro dos prazos que estão previstos», disse apenas.

Quanto ao financiamento do ALGARVE 2030 que a Câmara garantiu, «é determinante, não só no concelho de Silves, mas na maioria dos municípios, principalmente naqueles que não têm um poder económico tão elevado. Mas, seja qual for o município, se não existisse esta comparticipação, dificilmente a maioria das obras sairia do papel, disso não tenho a menor dúvida».

«Todos sabemos, até pela escalada de preços que ocorreram nos últimos anos, que era quase impossível fazer o número de obras que temos em curso no nosso concelho sem esse financiamento. Neste momento, temos mais de 20 obras a decorrer e seria impensável, exclusivamente com o orçamento do município, ter este número de empreitadas em curso», concluiu Luísa Conduto.

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Redução de horários e limite ao ruído: regras apertam na noite de Albufeira já a partir de hoje

1 June 2026 at 02:00

As regras vão apertar na noite de Albufeira já a partir de hoje, dia 1 de Junho, com novos horários e, dentro de algumas semanas, com maior fiscalização ao ruído. O presidente da Câmara realça a «coragem política» de avançar com medidas que respeitam o direito ao descanso da população sem comprometer o rendimento dos empresários, que, por sua vez, já manifestaram «sérias preocupações» sobre a «legalidade e impacto económico» destas decisões.

A redução de uma hora nas lojas de conveniência, bares e discotecas entra em vigor já esta segunda-feira, enquanto a instalação de limitadores/registadores de som nos espaços de animação noturna vai decorrer até 26 de Junho.

«No dia 1 de Junho, começam os novos horários. E, daqui a algumas semanas, no dia 26 de Junho, cada bar terá de ter o tal limitador-sonómetro, com dois microfones, um dentro e outro à fachada», explicou Rui Cristina.

As medidas abrangem os estabelecimentos situados na Avenida Sá Carneiro, Rua da Oura, Baixa e Centro Antigo de Albufeira, designadas como «zonas de especial prevenção ruidosa», e as áreas limítrofes «localizadas a cinco quilómetros».

Em declarações prestadas aos jornalistas na semana passada, à margem da sessão de entrega de chaves de casas com renda convencionada, o presidente da Câmara de Albufeira sublinhou que a fiscalização «vai ser muito mais apertada».

«Isto não é contra ninguém», garantiu, lembrando que, à Câmara, chegavam «dezenas de reclamações de pessoas que não conseguem descansar à noite».

Albufeira é «o segundo maior destino turístico do país», mas, «se queremos ter condições e queremos ser bons para quem recebemos, também temos de ser bons para quem cá vive», sublinhou o autarca.

Estas medidas, assegurou, «vão trazer muito mais qualidade de vida para quem cá vive» e não vão ter efeitos no rendimento económico dos empresários de animação noturna.

«Eu acho que, se houver aqui uma maior regulação da noite, com equilíbrio, será bom para os empresários, que continuarão a ter lucros, continuarão a faturar, e será bom para quem cá vive», acrescentou.

Sul Informação
Rui Cristina, presidente da Câmara de Albufeira – Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Rui Cristina reclamou, para si e para o executivo que lidera, «coragem política» por o município implementar estas medidas, «arranjando uma solução» que classificou como «a mais credível para resolver o problema».

A partir desta segunda-feira, 1 de Junho, entra em vigor «um quadro transitório de mitigação de ruído», com mudanças de horários.

Nas lojas de conveniência, minimercados e garrafeiras, o fecho passa da meia-noite para as 23h00; nos bares, das 4h00 para as 3h00; e nas discotecas, das 6h00 para as 5h00, de acordo com o despacho do autarca, datado de 22 de Maio.

«Houve um grande pedido da população para que passasse a uma redução de duas horas e eu reduzi em uma hora cada», frisou o presidente da Câmara de Albufeira.

Admitindo que os comerciantes «estão um pouco reticentes» pelas mudanças nos horários, o autarca referiu que, «às vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente».

«Isto será para resolver o ruído e, quando resolvermos o ruído, poderemos voltar a normalizar os horários», assinalou.

A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) já reagiu ao anúncio das alterações nos regulamentos de horários e ruído, manifestando «sérias preocupações quanto à sua exequibilidade técnica, legalidade e impacto económico».

Para os empresários, estas medidas vão afetar «transversalmente setores como a restauração, animação turística, hotelaria, comércio, transportes e emprego local»,

Em comunicado, a associação reafirmou a sua «total disponibilidade para o diálogo institucional» e para a construção de «soluções equilibradas, sustentáveis e compatíveis com a realidade económica e turística» de Albufeira.

A ACALB realiza hoje, segunda-feira, 1 de Junho, às 17h00, na sede da AHETA, em Albufeira, uma conferência de imprensa para abordar publicamente as preocupações do tecido empresarial, apresentar os impactos previstos destas medidas sobre a atividade económica local e informar sobre as diligências já desencadeadas junto da autarquia.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

A AHRESP — Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal reagiu igualmente à decisão da Câmara de Albufeira, apelando «à criação de uma mesa de trabalho conjunta, com o objetivo de encontrar respostas compatíveis» com a realidade da atividade turística do concelho.

Reconhecendo que «a gestão da convivência» entre turismo, moradores e espaço público «é uma responsabilidade complexa, que exige equilíbrio e critério», a associação sustenta que a restauração e o alojamento turístico «são o motor» da economia, do emprego e da identidade de Albufeira enquanto destino.

«É precisamente por isso que a AHRESP manifesta total disponibilidade para dialogar com a autarquia e contribuir para a construção de soluções equilibradas e sustentáveis», lê-se, em comunicado.

No ano passado, o município, então liderado pelo PSD, tinha restringido a venda de bebidas alcoólicas para consumo na via pública e, mais tarde, implementado um código de comportamentos para impedir, entre outras coisas, a nudez no espaço público.

Foto de destaque: Depositphotos (arquivo)

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Dominado o incêndio que consumiu mato, pastagens e pinhal em Martim Longo

31 May 2026 at 19:56

O incêndio que lavrava desde cerca das 14h00 deste domingo em Martim Longo, no concelho de Alcoutim, foi dominado cerca das 19h42.

O fogo nunca ameaçou casas ou pontos sensíveis, mas chegou a ter uma das duas frentes a lavrar com intensidade num local de difícil acesso par a os bombeiros.

O fogo foi combatido por uma centena de bombeiros e mais de duas dezenas e viaturas, além de mobilizar, a dada altura, quatro meios aéreos.

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Incêndio com duas frentes combatido por quatro meios aéreos em Martim Longo

31 May 2026 at 17:14

Um incêndio que está a lavrar numa zona de «mato, pastagens e pinheiros» em Martim Longo, no concelho de Alcoutim, desde as 13h51 de hoje, domingo, dia 31 de Maio, está a ser combatido por quatro meios aéreos e quase uma centena de operacionais.

O fogo, que tem duas frentes ativas, «uma a ceder aos meios e outra a lavrar com muita intensidade», evolui numa zona «onde não há habitações nem pontos sensíveis», mas que é de difícil acesso, segundo revelou ao Sul Informação Vítor Vaz Pinto, Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve.

O mesmo responsável adiantou que «há alguma dificuldade em aceder à frente de fogo», no local onde as chamas estão mais intensas e que os operacionais no terreno estão a ter de lidar com muitas projeções devido ao vento.

Cerca das 17h00 de hoje, estavam no terreno 93 operacionais, apoiados por 22 veículos e quatro meios aéreos, segundo o mesmo responsável.

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